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Pontos-chave
Para solucionar desafios referentes ao engajamento, à motivação e à produtividade no trabalho, muitas empresas estão olhando mais para o desenvolvimento humano. Inclusive, por meio de uma área específica dentro do RH: o Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO).
Diante do superaquecimento dos mercados, especialmente da área da tecnologia, uma equipe de DHO é fundamental para pensar em performance, inovação e retenção de talentos.
O objetivo deste artigo, portanto, é explorar essa área como um setor estratégico para as organizações, principalmente no ramo de tecnologia, abordando os principais conceitos do DHO: o que é, pilares, indicadores, qual a sua importância e o papel da inteligência artificial nesse cenário. Acompanhe!
O DHO (Desenvolvimento Humano e Organizacional) é uma área que integra práticas de gestão de recursos humanos e estratégias organizacionais, como recrutamento e seleção, treinamentos, desenvolvimento de competências, gestão de desempenho, cultura organizacional e bem-estar das pessoas colaboradoras.
O conceito de DHO surgiu da evolução da gestão de recursos humanos (RH), que inicialmente focou em funções administrativas, como contratação e pagamento de salários.
Com o tempo, a compreensão de que os funcionários e funcionárias são ativos estratégicos para o sucesso da organização levou à necessidade de uma abordagem que considera também o desenvolvimento contínuo das pessoas.
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Entender o que é DHO de uma empresa começa por reconhecer que o setor é um dos subsistemas do RH responsável pelas estratégias de desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas colaboradoras.
Ou seja, é uma das áreas específicas do RH que tem como objetivo contribuir para a valorização dos colaboradores e colaboradoras e o aperfeiçoamento de suas competências.
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No livro “Recursos Humanos: o capital humano das organizações”, Idalberto Chiavenato apresentou um panorama sobre os processos de desenvolvimento de talentos, dos quais o DHO é responsável:
“Os processos de desenvolvimento de talentos envolvem as atividades de treinamento, desenvolvimento de pessoas e desenvolvimento organizacional. Representam os investimentos efetuados pela organização em conjunto com seus talentos, no sentido de incrementar a aprendizagem organizacional e o conhecimento corporativo. No fundo, pretende aumentar o capital humano e incrementar as competências organizacionais na busca de vantagens competitivas para o negócio.”
Por muito tempo, as preocupações do setor de RH se destinavam exclusivamente aos processos de recrutamento e à gestão de recursos humanos.
No entanto, ao longo das últimas décadas, o RH passou por grandes mudanças. Além do que já fazia, essa área também passou a ser importante para o desenvolvimento das pessoas colaboradoras e, por consequência, para as metas estratégicas da empresa.
Algumas organizações, inclusive, já optaram por ter uma área exclusiva para o desenvolvimento de pessoas. Mesmo assim, o DHO mantém um diálogo contínuo com os assuntos de RH.
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Vimos acima o que é DHO no RH e qual a relação entre essas áreas tão próximas, relacionadas à gestão de pessoas. Contudo, é importante compreender também a diferença entre RH e DHO, já que elas possuem focos e abordagens diferentes:
O RH engloba diversas atividades relacionadas à gestão e administração de pessoas em uma empresa, e tem como principais responsabilidades:
Dessa forma, o foco do RH é mais voltado para aspectos burocráticos, processos administrativos, cumprimento de regulamentações trabalhistas e gestão dos aspectos formais do emprego.
Já o DHO é mais focado no desenvolvimento das pessoas e no fortalecimento da organização como um todo, pois busca promover o crescimento e o aprimoramento dos times, bem como a melhoria do desempenho e da eficácia organizacional.
As atividades de DHO visam:
Assim, o DHO foca em criar um ambiente propício ao desenvolvimento das pessoas, alinhando-as aos objetivos e estratégias da organização.
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A eficácia de uma estratégia de DHO depende do quanto seu alicerce é sólido. Mais do que frentes de trabalho, esses pilares representam o compromisso da organização em alinhar o desenvolvimento individual ao crescimento do negócio.
Confira a seguir as características e seus detalhes na estrutura do DHO:
O plano de carreira é a estrutura que define os requisitos (tanto habilidades quanto competências) para que talentos alcancem novas posições hierárquicas dentro da empresa.
Desse modo, a elaboração de um plano de carreira é fundamental para o DHO, porque funciona como um mapa que mostra o que as pessoas precisam fazer para crescerem em suas funções.
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As estratégias de Treinamento e Desenvolvimento, além de preparar pessoas para processos internos, têm um papel estratégico na retenção de talentos, ao fomentar o aprendizado desejado pelas pessoas colaboradoras.
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Como parte da própria estratégia de T&D, o DHO também precisa promover a gestão de competências. Ou seja, ele precisa analisar quais são as necessidades da organização no nível de educação corporativa e quais as melhorias em gestão do conhecimento.
Para isso, o DHO deve considerar três aspectos relevantes:
A estratégia de DHO também precisa se alinhar à própria cultura organizacional, que deve ser compatível com os valores e a missão da empresa.
Isto é, todo o conjunto de valores, crenças, pressupostos e ações de uma organização na condução de suas atividades, elementos que movem o dia a dia de uma empresa.
Em português, Employee Experience significa experiência da pessoa colaboradora. Ou seja, é o sentimento que as pessoas desenvolvem em relação à empresa durante o período em que estão trabalhando nela.
Diferente do clima organizacional, que é coletivo, o Employee Experience se refere à percepção individual da pessoa sobre alguns fatores, como:
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Considerando o que é DHO e seus pilares, podemos definir que o setor é responsável por dois pontos estratégicos na carreira das pessoas colaboradoras: em primeiro lugar, mantê-las motivadas e, ao mesmo tempo, prepará-las para auxiliar no crescimento da empresa.
O especialista Josh Bersin, no relatório "2026 Imperatives: The Superworker Organization", reforça esse ponto: “mesmo com o avanço acelerado da IA nas empresas, cuidar das pessoas continua sendo prioridade estratégica, já que os índices de comprometimento e engajamento das pessoas colaboradoras estão em queda em boa parte das organizações”. (tradução livre)
Para ele, o cuidado com a carreira também passa pela criação do "Superworker", a pessoa colaboradora que orquestra tecnologias e lidera a inovação, em vez de apenas executar tarefas.
Nesse ponto, o DHO compreende a valorização e o desenvolvimento das pessoas colaboradoras em um contexto abrangente, que envolve seus aspectos sociais, emocionais e racionais.
Ou seja, além do aperfeiçoamento e da capacitação profissional em si, o DHO também promove ações que visam o bem-estar das pessoas colaboradoras. Em contrapartida, as empresas ganham em qualificação e inovação para continuar crescendo dentro de seu segmento de atuação, além de atrair e reter seus talentos.
Por isso, grande parte do trabalho do DHO é identificar quais são as capacitações necessárias para o desenvolvimento das pessoas colaboradoras, quais são as questões problemáticas e como resolvê-las.
Vale a pena reforçar que as qualificações nem sempre se resumem às habilidades técnicas (hard skills), mas também às competências comportamentais que podem contribuir para a atuação profissional, as chamadas soft skills.
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É fundamental entender que desenvolver pessoas é mais do que um benefício individual; é uma estratégia de impacto significativo na empresa, especialmente se pensarmos em um mercado superaquecido como a área da tecnologia.
Não por menos, o "Future of Jobs Report 2025", do Fórum Econômico Mundial, aponta que 39% das competências centrais das pessoas trabalhadoras devem mudar até 2030, o que reflete o efeito de empresas investindo mais em aprendizado contínuo.
O "Workplace Learning Report 2025", do LinkedIn, reforça esse cenário ao posicionar o desenvolvimento de pessoas como o núcleo da agilidade organizacional, já que empresas com programas maduros de desenvolvimento de carreira relatam mais confiança para reter talentos e adotar inteligência artificial.
Afinal de contas, o desenvolvimento de pessoas envolve a estratégia da empresa em dois níveis fundamentais:
Ou seja, o DHO é um dos pilares mais fortes de retenção de talentos, já que ajuda a resolver justamente o motivo que mais leva as pessoas a deixarem uma empresa: a falta de um caminho claro de crescimento.
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As ferramentas de DHO podem conectar dados sobre desempenho, competências, aprendizagem, clima e carreira para ajudar a área a tomar decisões mais estratégicas.
A inteligência artificial ganhou espaço nesse ecossistema, com recursos para analisar informações, recomendar ações, personalizar experiências e automatizar atividades operacionais.
Entre as ferramentas de RH relevantes para DHO atualmente, estão:
Nesse cenário, o DHO ganha uma nova responsabilidade: preparar as pessoas para trabalhar com a tecnologia. Assim, desenvolver competências em IA deixa de ser uma necessidade restrita aos times técnicos e passa a fazer parte da estratégia de desenvolvimento de diferentes áreas da organização.
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Os agentes de IA representam uma nova etapa da transformação digital no RH, porque vão além de responder perguntas ou gerar conteúdos como as plataformas LLMs, como ChatGPT e Claude.
Eles podem executar sequências de tarefas, acessar diferentes sistemas e conduzir partes de um processo com maior autonomia, dentro de regras previamente definidas.
A “The Josh Bersin Company” identificou mais de 100 possibilidades de aplicação de agentes em processos de RH, incluindo recrutamento, aprendizagem, gestão de desempenho, coaching e gestão da força de trabalho.
Na prática, isso permite automatizar fluxos mais complexos, como responder a solicitações de pessoas colaboradoras, recomendar ações de desenvolvimento, apoiar avaliações e acompanhar determinadas rotinas administrativas.
Ao mesmo tempo, o avanço dos agentes aumenta a necessidade de governança de IA. Segundo o “How Agentic AI Is Reshaping Manager Oversight”, à medida que agentes passam a atuar ao lado das equipes, também cresce a necessidade de definir níveis de autonomia, supervisão e responsabilidade.
Para o DHO, isso significa estabelecer quais atividades podem ser conduzidas pela IA, quais exigem validação humana e quais decisões devem permanecer sob responsabilidade das pessoas.
Diante desse cenário, o papel do DHO passa a incluir o desenho da convivência entre pessoas e IA. Isso envolve desenvolver competências, redesenhar funções e estabelecer critérios claros para o uso da tecnologia, sem perder de vista cultura, desenvolvimento e desempenho.
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De forma resumida, considerando tudo que vimos até aqui, essas são as principais vantagens de criar um DHO para a sua organização:
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A pessoa Analista de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) é responsável por diversas atividades em uma empresa. Uma vez que o setor tem como objetivo cuidar do desenvolvimento do capital humano nas organizações, é importante contar com uma pessoa especialista.
Seu papel pode variar conforme a empresa e suas necessidades específicas. Contudo, a seguir, listamos o que faz uma pessoa especialista em DHO e suas principais responsabilidades:
Vale a pena destacar que essas são apenas algumas das atividades de uma pessoa Analista de DHO, pois seu papel pode variar conforme o porte da empresa e as demandas específicas do negócio.
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Para se tornar especialista em DHO, é preciso passar por algumas etapas de estudos e experiências, como:
O desenvolvimento profissional em DHO, assim como nas demais áreas com grande demanda no mercado, é um processo contínuo. De forma geral, a experiência prática, o networking e a aprendizagem contínua são fundamentais para se profissionalizar no setor.
Leia também: Estratégias para montar uma cultura de aprendizado na sua empresa
Para aprofundar seus conhecimentos na área, a Alura oferece uma formação em Desenvolvimento Humano Organizacional, voltada a profissionais de Gestão de Pessoas, Recursos Humanos e Liderança.
A formação combina conceitos de DHO com aplicações práticas para ajudar a compreender o papel das pessoas na estratégia, desenvolver lideranças e criar ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.
Para organizações que desejam ampliar esse aprendizado para diferentes equipes, a Alura Para Empresas oferece soluções de educação corporativa voltadas ao desenvolvimento contínuo de competências em diferentes níveis de carreira, de analistas a gerentes, sempre alinhadas às necessidades do negócio.
Os salários de profissionais da área de DHO podem variar significativamente conforme a localização geográfica, nível de experiência, tamanho e setor da empresa, entre outros fatores.
No entanto, segundo sites de pesquisa salarial e consultorias especializadas, como o Glassdoor, a remuneração média de profissionais de DHO varia conforme o cargo ocupado e o nível de experiência (como coordenação, gerente de DHO, analista, etc.).
A estimativa salarial média para profissionais de DHO no Brasil é de R$ 4.000/mês, podendo variar entre R$ 3.000/mês e R$ 5.000/mês. *
* Valores correspondentes à pesquisa realizada em setembro de 2026. Para conferir os números atualizados, basta acessar o link da Glassdoor.
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Já conferimos os principais conceitos do DHO: significado, qual o papel do setor e como ele é importante para o sucesso de qualquer organização, incluindo o papel cada vez maior da inteligência artificial nesse cenário. Mas, se você ainda tem alguma dúvida, respondemos abaixo algumas perguntas frequentes sobre o assunto:
Acompanhar indicadores é o que transforma o DHO de um setor de intenções em uma área orientada a resultados. Entre os mais usados estão:
Esses indicadores costumam ser acompanhados em conjunto, já que um número isolado raramente conta a história completa do clima e do desenvolvimento das pessoas na empresa.
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Para evitar que as ferramentas de IA repliquem vieses algorítmicos (preconceitos) na contratação de talentos e em outras situações, o DHO deve atuar em três frentes:
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Não. Embora grandes organizações tenham estruturas complexas de DHO, pequenas e médias empresas (PMEs) também podem se beneficiar.
Em negócios menores, o DHO é o que garante que o crescimento seja sustentável, evitando que a cultura se perca e que os melhores talentos saiam por falta de uma perspectiva clara de carreira.
Não existe uma única resposta. A escolha depende da maturidade da área de RH, das competências disponíveis internamente, do orçamento e da complexidade das mudanças que a empresa pretende implementar.
A consultoria externa pode acelerar o processo ao trazer repertório especializado, metodologias e uma visão de fora sobre os desafios da organização. Já a estrutura interna tende a facilitar a continuidade das ações e a adaptação à cultura organizacional e à realidade dos times.
Em muitos casos, a abordagem híbrida é a mais adequada: a empresa utiliza apoio externo para estruturar estratégias ou projetos específicos e, ao mesmo tempo, desenvolve competências internas para sustentar o DHO no longo prazo.
Nesse processo, a Alura Para Empresas pode apoiar o desenvolvimento educacional de pessoas que atuam em RH, liderança e gestão, com formações voltadas a DHO, tecnologia e competências digitais.
Converse com nosso time de especialistas e conheça melhor as soluções de educação corporativa da parceria Alura Para Empresas.
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