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Neste artigo você encontrará as principais informações sobre clima organizacional: o que é, relação com a cultura organizacional, como fazer pesquisa de clima, indicadores, e vantagens em engajamento, produtividade, retenção de talentos e Employer Branding.
O que é um bom lugar para trabalhar? Esta pergunta ronda a mente de pessoas em diferentes cargos e posições de carreira, de grandes empresários e empresárias até pessoas estagiárias.
Mas certamente, quem mais lida no dia-a-dia com esse questionamento são os times de RH. Afinal, a resposta para essa pergunta define estratégias, planos de ação, o dia-a-dia da gestão de pessoas.
Do ideal ao que é possível colocar em prática (nem sempre os planos conversam com os recursos), o clima organizacional reflete na felicidade de pessoas colaboradoras e impacta a forma como se relacionam com a empresa, seu engajamento, sua vontade de permanecer em um trabalho e até mesmo a forma como a empresa é vista de fora.
Por essa razão, reunimos as principais informações sobre o tema, entre teorias e dados de mercado.
Clima organizacional é a percepção de colaboradores e colaboradoras sobre o ambiente da empresa e sua cultura organizacional. Ele reflete como as pessoas se sentem no dia-a-dia de trabalho e sua relação com a empresa.
Justamente por isso, o clima organizacional pode ter impactos positivos e negativos na organização.
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Segundo Idalberto Chiavenato:
“O clima organizacional está intimamente relacionado com o grau de motivação de seus participantes. Quando há elevada motivação entre os membros, o clima motivacional se eleva e se traduz em relações de satisfação, de animação, interesse, colaboração, etc. Todavia, quando há baixa motivação entre os membros, seja por frustração ou barreiras à satisfação das necessidades, o clima organizacional tende a abaixar-se, caracterizando-se por estados de depressão, desinteresse, apatia, insatisfação, etc.”
Problemas como burnout, que desde 2022 é reconhecido como doença do trabalho, são desafios das empresas quando se trata de clima. Porém, o clima não vem sozinho. Ele decorre de um quadro maior: a cultura organizacional.
E é aqui que muitas vezes está o maior obstáculo.
O clima organizacional é uma avaliação do vínculo entre pessoas colaboradoras e empresa, geralmente conduzido pelos times de recursos humanos.
No entanto, há várias partes envolvidas nessa relação, quando analisamos as micro-relações, como a alta liderança, gestores e supervisores, o próprio RH e até mesmo as relações entre pessoas colaboradoras.
Isto sem falar nos fatores que influenciam o clima da organização. A seguir, veja os pilares do clima organizacional.
Os pilares do clima organizacional podem variar conforme a fonte, mas em geral, incluem:
O clima organizacional é essencial para a satisfação e a saúde mental das pessoas colaboradoras. E, consequentemente, reflete na motivação, na produtividade e no engajamento no trabalho. Como escreve Analisa de Medeiros Brum:
“O clima reage à cultura organizacional de maneira positiva ou negativa, como um recorte de como as pessoas interagem entre si e quanto tais pessoas estão satisfeitas com o contexto que as cerca. [...] Se um colaborador está feliz e motivado, isso é passado para os demais, elevando, portanto, o clima organizacional. O resultado disso se vê em maiores graus de satisfação e, especialmente, engajamento.”
Por outro lado, o clima também impacta os resultados e objetivos organizacionais, uma vez que influencia a eficiência operacional.
Assim, podemos dizer que o clima organizacional é um dos principais fatores para o funcionamento saudável e eficaz da organização.
A cultura organizacional representa a essência da empresa, enquanto o clima organizacional é a percepção interna sobre a construção desse ambiente.
Se o clima organizacional é um reflexo da cultura organizacional, para melhorá-lo ou resolver problemas dele decorrentes, é preciso olhar para toda a corporação e entender as metas, os valores, os rituais que a compõem.
A sua organização, por exemplo, é voltada ao aprendizado e à inovação? Ou é uma organização mais rígida e tradicional?
Isto não quer dizer que haja uma cultura correta para que o clima seja melhor. Pelo contrário, há diferentes culturas e diferentes climas, assim como há diferentes pessoas.
Porém, entender a correlação entre as pessoas e a estrutura organizacional ajuda a identificar quais ações podem ser implementadas na busca pela felicidade no trabalho.
A pesquisa de clima organizacional é um importante ponto de partida para entender como está a relação das pessoas com a empresa. Contudo, ela também precisa seguir um planejamento.
Levante alguns pontos mais nítidos e dados da sua empresa, como rotatividade de funcionários, produtividade e absenteísmo. Essas informações oferecem insights de como conduzir a pesquisa.
Defina o propósito da pesquisa de clima. Uma pesquisa de clima pode ser abrangente ou direcionada. Talvez, para o momento da sua empresa, seja ideal focar apenas nas questões que mais afetam os problemas levantados na pré-análise, por exemplo.
A partir do cenário e dos objetivos, é hora de estruturar a pesquisa. Levante as principais questões, qual ferramenta será utilizada, o prazo de resposta, se haverá uma campanha interna para engajamento, como os dados serão analisados, entre outros elementos.
Na etapa anterior falamos sobre a previsão de uma campanha de engajamento, porque a comunicação é fundamental para o resultado da pesquisa. Quanto mais pessoas responderem, mais assertivos serão os dados e as estratégias posteriores.
Muitas pesquisas de clima, porém, falham neste aspecto.
É importante avisar as pessoas com antecedência, inclusive através de pré-campanhas. Deixe clara a importância da pesquisa para todas as pessoas, bem como as informações que viabilizam a resposta. Por fim, converse com as lideranças para ter apoio na estratégia;
Reúna as informações coletadas e extraia os dados obtidos em um relatório final. A partir desses dados, você poderá, então, tomar decisões estratégicas sobre como melhorar o clima organizacional.
Enfim, é hora da ação. Construa um plano de ação para mitigar os problemas identificados e impulsionar o que há de positivo dentro da empresa. E lembre-se de compartilhar algumas dessas informações, tanto dos resultados quanto dos projetos, para toda a empresa. A transparência é uma forma de gerar confiança.
Feita a pesquisa, a empresa pode obter três tipos de clima organizacional diferentes:
Para aquelas que obtiverem um resultado ruim ou neutro, é importante avaliar as principais demandas das pessoas colaboradoras. Ouvi-las e entender suas necessidades é o primeiro passo para construir um clima mais positivo na empresa.
Já para aquelas que obtiverem um resultado positivo, isto não significa que não há melhorias a serem feitas. Pelo contrário: é importante entender como as necessidades das pessoas mudam para manter a felicidade na organização.
Além disso, é importante relacionar o resultado da avaliação com outros indicadores de gestão de pessoas. A partir disso, você terá mais insumos para tomar decisões e implementar novas ações.
A gestão do clima organizacional é o acompanhamento da avaliação realizada com as pessoas colaboradoras e anda em conjunto à gestão de pessoas. Por isso, olhar os indicadores de desempenho da área (people analytics) é tão importante.
São indicadores comumente relacionados ao clima organizacional:
É claro que todas as empresas querem manter um bom clima organizacional. Mas em que, de fato, ele se reflete?
Por isso, trazemos as vantagens de investir no clima dentro da sua organização!
Muito se tem falado sobre Employee Experience (experiência do colaborador e da colaboradora). E a relação com o clima organizacional é de simbiose. Com uma experiência positiva, que valorize o trabalho, o clima tende a ser melhor. Com um clima melhor, as pessoas se sentem mais motivadas.
Mihaly Csikszentmihalyi escreve em seu livro “Flow: a psicologia do alto desempenho e da felicidade”:
“Como o trabalho é universalizado, ainda que muito variado, faz toda a diferença para o contentamento pessoal do indivíduo apreciá-lo ou não. [...] Sem dúvida, se a pessoa encontra flow no trabalho e nas relações com os outros, está no caminho certo para melhorar a qualidade de vida como um todo”
A felicidade no trabalho pode ser entendida como esse bem-estar, em que os planos profissionais e pessoais estejam em harmonia.
Se as pessoas gostam do ambiente em que trabalham, a probabilidade de que gostem do que fazem é maior. E assim, engajam e se tornam mais produtivas.
Quanto mais felizes com seus trabalhos, maiores as chances das pessoas se empenharem em produzir com qualidade e eficiência. Portanto, o clima organizacional também reflete na produtividade organizacional.
O levantamento realizado pela The Josh Bersin Company aponta: “investimentos consistentes e que priorizem as pessoas, em qualquer clima organizacional, aumentam a performance do negócio”.
Pessoas mais felizes com a empresa são mais propensas a permanecer nela. E numa era em que sobram vagas, como ocorre no setor de tecnologia, isto é essencial.
Segundo artigo publicado na Culture Amp, um estudo da Columbia University apontou que:
Portanto, realizar pesquisas de clima organizacional e investir na melhoria da experiência de colaboradores e colaboradoras é também uma forma de contornar o turnover e reter talentos.
Veja 6 estratégias para a retenção de talentos em tecnologia.
Por fim, o clima organizacional impacta diretamente o Employer Branding, ou seja, como a marca empregadora é vista pelas pessoas de dentro e fora da organização.
Pessoas mais felizes com seu ambiente de trabalho tendem a compartilhar boas percepções. Já quem é descontente… Basta acessar o LinkedIn para ver depoimentos sobre assédio moral, burnout, entre outras ações negativas.
E basta uma experiência negativa com a marca para viralizar, prejudicando a imagem da empresa.
O estudo da The Josh Bersin Company citado anteriormente mostra que
“3 em cada 5 empresas não priorizam investimentos em pessoas quando o negócio não vai bem, com ampla distribuição em diferentes indústrias. No entanto, também descobrimos que as empresas priorizando investimentos em pessoas, independentemente do ambiente de negócios, são muito mais rentáveis e possuem clientes mais satisfeitos - além de terem funcionários mais engajados e serem percebidas como um ótimo lugar para trabalhar.”
Por todas essas razões, é importante investir na construção de um clima positivo e utilizar os dados como apoio nesse objetivo.
Vários fatores podem prejudicar o clima organizacional de uma empresa.
Como vimos acima, a comunicação eficaz é um dos pilares do clima organizacional. Portanto, falhas de comunicação são grandes ofensores para a avaliação das pessoas colaboradoras. Quando a comunicação falha, as pessoas tendem a se sentir desinformadas, desvalorizadas e desconectadas dos objetivos da organização.
Além disso, a liderança inadequada desempenha um papel significativo em uma avaliação negativa do clima organizacional. Gestores autoritários, desonestos ou ineficazes podem minar a confiança dos funcionários, causar conflitos e reduzir a motivação da equipe. Vale lembrar que a liderança é um dos principais fatores para a permanência ou saída de uma pessoa na empresa e para seu resultado.
Por fim, a falta de políticas e práticas de recursos humanos justas e transparentes também pode ser prejudicial. Isso inclui questões relacionadas a promoções, discriminação, falta de reconhecimento e recompensas desiguais, que podem levar à insatisfação e ao desengajamento dos funcionários.
Em um clima organizacional bom, é comum que as pessoas se sintam:
Portanto, o clima organizacional impacta a forma como a pessoa se relaciona com a empresa e com outras pessoas. E acredite: não é apenas o dinheiro que importa, embora ele seja parte da equação.
Mas construir um clima organizacional positivo vem de observar:
Isto requer, enfim, investir em pessoas, no seu desenvolvimento saudável, em um trabalho que atenda às necessidades pessoais e profissionais. E como vimos, isto retorna também para a empresa em questões como turnover, Employee Experience, Employer Branding, atração e fidelização de talentos.
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