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Employer Branding: como atrair profissionais de tecnologia

Redação Alura

Neste artigo, abordamos as estratégias de Employer Branding: o que é, a relação com o Employee Experience, métricas, como mensurar e ações que a empresa pode tomar para construir a reputação da marca empregadora.

O mercado está cada vez mais competitivo em diversos aspectos. Mas no setor de tecnologia, a dor mais latente tem sido a escassez de talentos, de modo a exigir uma transformação na visão da área de RH e das organizações como um todo.

Entre as estratégias mais adotadas no setor, está o Employer Branding e a construção de uma reputação de marca que torne a organização mais atrativa para as pessoas.

Como introduz uma pesquisa realizada pela The Josh Bersin Company sobre Employee Experience:

Você pode ganhar a nova guerra por talento? Você não conseguirá se pensar que é sobre dinheiro, títulos ou segurança de trabalho. A era pós-pandêmica está facilmente se definindo pelo Employee Experience: como a sua organização molda o formato em que as pessoas trabalham e vivem, da produtividade à flexibilidade, bem-estar, saúde e tudo o que há entre isso.

employer branding

O que é Employer Branding

Employer Branding é a estratégia de construção da marca empregadora, ou seja, da imagem da empresa para o mercado, as pessoas que trabalham ou podem vir a trabalhar nela.

Donald Miller destaca, em seu livro “Storybrand: crie mensagens claras e atraia a atenção dos clientes para a sua marca”, que o problema de narrativas vazias não afeta apenas clientes, mas também colaboradores e colaboradoras.

Narrativas vazias são justamente a construção de uma marca que, apesar de sua declaração oficial, divide-se em tantas áreas quanto demandas, desconectando esforços, o que não só compromete os processos, como também a visão da marca.

Portanto, qual a identidade da empresa quando falamos da relação com funcionários e funcionárias?

Uma empresa vista como atrativa para trabalhar geralmente também possui uma reputação melhor para o mercado. Já o contrário…

Se o Employer Branding não é bem trabalhado, isto pode ser prejudicial a outras estratégias de branding e posicionamento, inclusive com riscos para investimentos.

Veja o bate-papo sobre as estratégias de Employer Branding e como elas estão mudando o mercado tech, com a Magazine Luiza e o LuizaLabs.

O que é Employee Experience

Enquanto Employer Branding direciona o olhar para a marca empregadora, a empresa, Employee Experience é a percepção de funcionários e funcionários.

Em tradução literal, Employee Experience é a experiência do empregado ou empregada. Portanto, um conceito complementa o outro.

Experiências positivas na jornada de trabalho contribuem para que o Employer Branding seja positivo e, dessa forma, que a empresa se torne mais atrativa a talentos. Por outro lado, se as ações da empresa definem como será a qualidade da experiência dos times.

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Employee Experience, no entanto, não representa apenas percepções. Pelo contrário, embora tenha seu aspecto subjetivo, a experiência das pessoas também representa números para as organizações.

Como escreve Donald Miller:

Nos anos 1990, o Gallup começou a medir o nível de comprometimento que os colaboradores sentiam em relação ao trabalho e ao colaborador. Os números eram surpreendentemente baixos. A pesquisa descobriu que cerca de um em cada cinco colaboradores em todo o país estavam realmente empolgados com o trabalho que faziam. Isso é um problema. A suposição óbiva é que alguém comprometido decide esforçar-se mais do que alguém que não se sente assim. E não apenas isso: os colaboradores engajados perdiam menos dias por motivo de doença e tinham menos probabilidade de entrar nas estatísticas de rotatividade.

Como mensurar o Employer Branding

O primeiro passo para mensurar o Employer Branding é definir metas. Afinal, Employer Branding não é uma métrica única, mas um conjunto de ações e interações que refletem na imagem da empresa.

Apesar disso, há alguns números que se conectam ao tema. Dessa forma, são métricas relacionadas ao Employer Branding:

  • Taxa de retenção
  • Turnover;
  • Custo por contratação;
  • Engajamento em iniciativas corporativas;
  • NPS;

Há também métricas qualitativas, as quais exploram a natureza da relação entre a organização e as pessoas.

Abrir espaços para que colaboradores e colaboradoras deixem feedbacks anônimos ou rodar pesquisas periódicas, por exemplo, é uma forma de extrair dados quantitativos e qualitativos.

Por fim, é importante considerar todos os investimentos, em recursos e tempo. Haverá fatores mensuráveis e não mensuráveis, mas o histórico e o acompanhamento indicam o retorno efetivo para a organização.

Qual a importância Employer Branding na retenção e atração de talentos em tecnologia

Pelas métricas relacionadas ao Employer Branding, já há indicativos de alguns benefícios de investir na marca empregadora. Porém, vamos analisar mais especificamente os benefícios na área de tecnologia.

Como se sabe, o mercado tech passa por um marco global. A era pós-pandêmica despertou nas pessoas o desejo de assumir o controle sobre suas carreiras, levando a decisões mais criteriosas sobre as empresas em que trabalham.

Em paralelo, as áreas de desenvolvimento cresceram de forma acelerada, impulsionadas pela necessidade de migrar negócios para o meio digital.

Um desafio surgiu dessa maneira: como encontrar profissionais com qualificação, quando que a formação não decorreu na mesma aceleração do mercado, quando há um aumento de pessoas disponíveis, mas pessoas sem o nível de experiência desejado pelas empresas?

No tocante às altas taxas de turnover, os investimentos em Employer Branding fortalecem os aspectos positivos da marca empregadora. Ademais, evidenciam uma preocupação com as pessoas, o que impacta diretamente na retenção.

Ao mesmo tempo, pessoas mais contentes com seus trabalhos possuem mais chances de recomendar a empresa e de engajar publicamente com a marca empregadora.

Isto contribui para que a reputação da organização melhore, tornando-a mais desejada na atração de novos talentos em tecnologia.

Segundo pesquisa do LinkedIn:

A sua reputação como empregadora é tudo. Se você tem uma boa reputação, os top candidatos vão querer trabalhar com você, e profissionais vão querer permanecer na empresa. Se você tem uma má reputação, isto vai custar a você. Empresas que não investem em sua reputação pagam até $4.723,00 a mais por pessoa contratada, e metade das pessoas candidatas não irão nem considerar trabalhar para organizações com Employer Brand ruim, não importa quão alto o salário que ofereçam.

Como construir uma estratégia de Employer Branding

De que maneira contar a história da marca empregadora?

É certo que o primeiro passo do Employer Branding é revisitar a cultura organizacional. Não basta que a empresa construa uma narrativa; é preciso que a narrativa reflita a vivência da organização.

Quando a sua cultura conta uma boa história, todos ganham (Donald Miller).

A pesquisa realizada pela The Josh Bersin Company em 2021 também aponta 6 estratégias fundamentais para empresas atrativas e que devem ser consideradas na construção do Employer Branding:

  1. Foco em confiança, transparência, inclusão e cuidados;
  2. Uma cultura organizacional que apoie as pessoas;
  3. Inovação e crescimento sustentável (growth) depende da equidade de benefícios e reconhecimentos, assim como da construção de comunidades no trabalho;
  4. Consistência em investimentos em clima organizacional que coloquem as pessoas em primeiro lugar;
  5. Excelência em Employee Experience está diretamente ligada aos resultados corporativos;
  6. As habilidades em RH e a tecnologia certa são vitais.

Ações de Employer Branding para aplicar em sua empresa

Para ajudar você a desenvolver sua estratégia de Employer Branding, elencamos algumas ações que contribuem para o engajamento interno e o reconhecimento do mercado tech.

1. Onboarding

Começando pela entrada das pessoas em sua empresa, o onboarding é um momento crucial para o Employee Experience e o Employer Branding.

Se a primeira impressão é a que fica, esta etapa precisa confirmar que a decisão em entrar para a empresa foi a melhor, integrando o novo colaborador ou a nova colaboradora à comunidade da corporação e alinhando as expectativas despertadas no processo de recrutamento e seleção.

O período de onboarding é variável, de 1 dia a 2 semanas ou mais, e o ideal é que conte com uma parte geral, para apresentar a história da empresa, sua cultura, seus valores, e uma parte específica de cada área, para ambientar as pessoas aos contextos em que atuarão diretamente.

Na área de tecnologia, o onboarding também tem sido útil para capacitar pessoas em Hard Skills e Soft Skills, preparando-as para suas funções.

Sobretudo com a escassez de talentos, é uma tendência que as empresas assumam o papel de formar os profissionais de que precisam com cursos e treinamentos internos.

Se você se interessa por isso, conheça o Alura Level Up, um programa de formação e aceleração de profissionais em poucas semanas.

2. Offboarding

Assim como preparar as pessoas em sua entrada é uma ação estratégica de Employer Branding, deixar uma última impressão positiva também.

O momento da saída, seja por opção da pessoa ou da empresa, sempre é um momento delicado. Afinal, é uma ruptura em uma relação que poderia se ter prolongado e exige adaptação de ambos os lados. Contudo, há formas de tornar esse momento mais saudável.

O offboarding já começa no momento da comunicação - a qual é essencial em todas as estratégias de Employer Branding. Se a empresa é quem toma a iniciativa da demissão, é necessário seguir um processo para o aviso oficial e oferecer feedbacks coerentes para justificar a escolha.

Vale lembrar que diversas empresas já foram alvo de polêmicas pela falta de empatia em processos demissionais, como casos de demissão em massa pelo Zoom, sem oferecer suporte aos envolvidos.

Também é importante considerar como será a relação no cumprimento do aviso prévio.

Transparência e clareza, desse modo, são fundamentais para que a marca seja vista de forma positiva mesmo nesses momentos.

3. Capacitação interna

A capacitação interna é uma grande tendência em se tratando de Employer Branding, não só pelas oportunidades que oferece à organização em preparar e acelerar profissionais para as suas funções.

É claro que, principalmente no setor de tecnologia, treinamentos corporativos impactam na produtividade de equipes e setores, mas esta é uma ação positiva também para as pessoas.

Imagine trabalhar em uma empresa que promova seu crescimento e ofereça certificações? Isto gera um sentimento de apoio e de colaboração, porque a empresa manifesta se importar com o desenvolvimento pessoal e profissional.

Empresas mais tradicionais e que não olham ainda para as oportunidades em pessoas podem acreditar que o desenvolvimento pessoal é função apenas do colaborador, inclusive exigindo dele que, além de seu trabalho, se capacite sem qualquer apoio corporativo.

Contudo, as empresas que olham para o futuro já se veem como verdadeiras escolas. E oferecem, dessa maneira, oportunidades de aprendizado contínuo, reskilling e upskilling como benefícios para além do salário.

Pessoas que crescem junto à empresa são mais engajadas e ajudam a divulgar a marca empregadora. E quando pessoas de fora descobrem esses benefícios, a empresa se torna mais atrativa para elas.

4. Investimentos em diversidade e inclusividade

Diversidade e inclusão são pautas cada vez mais essenciais no meio corporativo, principalmente na área de tecnologia e nas ações de Employer Branding.

Quando falamos que o setor precisa de mais profissionais, precisamos também refletir sobre a criação de oportunidades para pessoas diversas.

Não podemos nos esquecer de que os contextos sociais podem facilitar ou dificultar a entrada ou o avanço no mercado de trabalho.

Empresas inclusivas e diversas não só oferecem oportunidades a grupos minoritários, como investem, assim, no desenvolvimento socioeconômico do país, o que repercute em sua imagem para o mercado.

5. Divulgação da marca

Por fim, a marca empregadora precisa assumir seu papel de promotora das ações que pratica.

Isto inclui, antes de tudo, compreender sua identidade, para então compartilhar mais de sua cultura, de seus valores e suas ações, utilizando redes sociais e outros canais de comunicação como aliados para que outras pessoas também a conheçam.

Em se tratando de Employer Branding, é interessante engajar mais colaboradores e colaboradoras a compartilharem suas experiências. Pessoas falando sobre a empresa é uma prova da consistência do discurso e possuem ainda mais relevância para o mercado.

Falar é tão importante quanto fazer.

Portanto, pese em ações para pessoas, mas incentive que essas ações não fiquem apenas no âmbito interno e conquistem admiradores para a sua organização.

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