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Growth Hacking: a metodologia do crescimento acelerado

Redação Alura

Mesmo que o mundo corporativo seja povoado por empresas de inúmeras áreas, existe pelo menos um objetivo que é comum a todas elas: o crescimento.

Sobretudo na realidade das startups, esse crescimento, além de primordial para a continuidade dos negócios, deve ser atingido de forma rápida, criativa e pouco custosa. Afinal, é preciso provar aos investidores, clientes e prospects que o modelo de negócio é escalável e sustentável no longo-prazo.

Pensando neste cenário, Sean Ellis, um empreendedor do Vale do Silício que ajudou a acelerar empresas como Dropbox e Eventbrite, deu origem ao conceito de Growth Hacking, uma metodologia que se propõe a identificar oportunidades que possibilitem um rápido crescimento para as empresas.

Segundo o próprio Ellis, Growth Hacking pode ser definido como:

“uma área cujo objetivo é o verdadeiro crescimento. Tudo o que é feito, deve ser examinado por seu potencial impacto sobre o crescimento escalável”.

Neste artigo, falaremos sobre o significado da prática de Growth Hacking, as pessoas responsáveis por sua implementação e as fases que compõem os ciclos desse processo dentro de projetos diversos.

Um monitor grande com gráficos e análise de dados, sentado em cima dele um homem com megafone e na parte de baixo 3 pessoas trabalhando com notebooks.

O que é Growth Hacking?

Growth Hacking é definido por um tipo de mentalidade ligada às práticas de Marketing Digital.

Para compreender melhor, basta pensar nas inúmeras áreas de conhecimento que o compõem, tais como: automações, dados, programação, comportamento de pessoas consumidoras, marketing criativo, testes, entre muitas outras.

Quando unimos alguns desses conhecimentos, outros são gerados. Ao misturar programação com comportamento de pessoas consumidoras, por exemplo, começa-se a ter uma maior compreensão sobre como proporcionar melhorias de UX. Ou, quando o comportamento de pessoas consumidoras é pensado na mesma esfera dos dados e dos testes, entramos na área de otimização de conversão (CRO).

Já o Growth Hacking engloba todos esses conhecimentos. A mentalidade de Growth consiste justamente na criação de experimentos que podem envolver todo o espectro do Marketing Digital, explorando possíveis brechas (ou "hacks") que possam levar o negócio a crescer de forma rápida e inteligente.

Os limites dessa prática estão muito além das campanhas de e-mail marketing, dos testes A/B e do marketing de conteúdo. Suas estratégias consistem em inúmeras pontes que, embora experimentais, estão sempre ligadas aos dados e à engenharia de software. Por isso, é correto dizer que o Growth Hacking, em si, é uma modalidade de marketing, mas sempre orientada a experimentos.

Growth Hacking na prática

Como o conceito de Growth Hacking é intrinsecamente ligado ao Marketing, é comum que seja aplicado por profissionais especialistas nessa área. No entanto, é fundamental que essas pessoas tenham um perfil multidisciplinar, que envolve, sobretudo, a familiaridade com conceitos de programação, psicologia de consumo e tecnologia.

Para que uma pessoa possa atuar como Growth Hacker, seu foco deve ir além das vendas e do faturamento. É preciso ter um pensamento analítico e estratégico, buscando compreender as metas da empresa e os resultados que ela deseja alcançar para, em seguida, analisar indicadores de performance — como informações de tráfego, leads e vendas — que possibilitem identificar os pontos críticos que precisam ser resolvidos.

A partir daí, é possível determinar um modelo de alavancagem que ajude a descobrir possíveis brechas que não estão sendo aproveitadas pela empresa, e que podem, em teoria, produzir um rápido crescimento caso sejam trabalhadas.

Dizemos “em teoria” porque, como mencionado anteriormente, a prática de Growth Hacking é totalmente orientada a experimentos. A análise dos dados possibilita a criação de hipóteses que podem levar ao crescimento, mas a confirmação dessas hipóteses depende de testes, que embora possam levar a erros, também proporcionam aprendizados valiosos para estratégias futuras.

A propósito, a prática de Growth demonstra que o crescimento exponencial de uma empresa nunca é alcançado através de uma única mudança, e sim pela exploração de inúmeros caminhos possíveis que, em determinado momento, poderão chegar a uma solução para o crescimento.

As etapas do ciclo de Growth Hacking

A partir do momento que os objetivos e resultados-chave da organização são reconhecidos, e que os modelos de alavancagem são determinados, é possível dar início às atividades que fazem parte do chamado Ciclo de Vida de Growth Hacking, que, geralmente, ocorre em cinco etapas:

1. Brainstorming

Com base nos dados obtidos durante o processo de estratégica, chega o momento de apresentar sugestões que tenham o crescimento da empresa como foco principal. A etapa de brainstorming consiste na concepção e registro de um “estoque de ideias”, no qual não apenas são levantadas diferentes hipóteses, como também são considerados os níveis de complexidade das propostas, o tempo previsto para sua implementação, o tempo necessário para observação de sua efetividade, entre outros fatores importantes.

2. Estabelecimento de prioridade

Nem todos os insights gerados durante o processo de brainstorming são colocados em prática. Por isso, depois da seleção inicial, é estabelecida uma ordem de prioridade, definindo quais ideias serão transformadas em experimentos.

3. Documentação do experimento

Considerada a etapa mais importante do Ciclo de Vida de Growth Hacking, a documentação do experimento é o momento no qual uma das ideias é colocada em prática. Ao longo dessa jornada, são registrados os dados que possibilitam mensurar os resultados da ação. Através de um documento detalhado, são armazenadas informações valiosas que ajudarão a definir os próximos passos de Growth.

4. Implementação de Testes

MVP, também conhecido como Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável, é um conceito aplicado nas etapas iniciais do processo de Desenvolvimento de Produtos. Consiste, em resumo, na produção da versão mais simples possível de um produto, que dependa de uma quantidade mínima de investimento.

O intuito do MVP é possibilitar que os aperfeiçoamentos em versões futuras sejam feitos de maneira pontual, guiados por dados concretos de observação e performance.

No caso do Ciclo de Growth, é feito um “Teste Mínimo Viável”, ou MVT, que segue uma premissa parecida: a de fazer experimentos com o mínimo investimento de tempo e recursos, a fim de buscar a validação das hipóteses de maneira mais rápida.

5. Análise de resultados e aprendizado

Ao final de cada ciclo de Growth Hacking, é fundamental que os resultados da estratégia sejam analisados, mapeando os erros, acertos e oportunidades de melhoria para os futuros projetos da área.

Embora essa seja a última etapa, o Ciclo de Vida de Growth Hacking pode ser considerado infinito, pois a cada novo projeto, o mesmo ciclo é colocado em prática.

Uma metodologia para empresas inovadoras

Como você pode perceber, o processo de Growth Hacking é marcado pela disposição ao desconhecido. É muito procurado por empresas que possuem um perfil explorador, abertas ao aprendizado constante e que reconhecem o fato de que o crescimento exponencial depende de um longo processo de investigação, análise e execução de hipóteses.

Os frutos dessa prática, no entanto, são extremamente benéficos. Além de uma visão mais lúcida do próprio modelo de negócio, proporcionam caminhos de crescimento que talvez nunca fossem descobertos a partir de uma abordagem tradicional.

Na Alura, somos fascinados pelas possibilidades do Growth Hacking, assim como de outras inúmeras estratégias que envolvem Inovação e Gestão. Se você quer saber um pouco mais sobre como levar sua empresa a um crescimento acelerado, fale com a gente! Com certeza podemos ajudar a encontrar o melhor caminho para isso.

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