Engenharia de Dados: o que é, o que faz um engenheiro de dados e Guia Completo (Big Data, carreira, exemplos e como começar)

Autores do artigo
Paulo Calanca, Marcus Almeida, Marcelo Cruz

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O que é Engenharia de Dados? Descubra como essa área lida com Big Data 

Devido à enorme quantidade e velocidade de produção de dados em nosso dia a dia – em redes sociais, no setor financeiro ou em serviços de streaming – surge a necessidade de uma área dedicada a lidar com esse volume, conhecida como Big Data

Nesse contexto, a Engenharia de Dados torna-se fundamental para gerenciar e organizar esse fluxo de informações. 

Neste artigo, você vai entender o que é Engenharia de Dados, o conceito de Big Data, o papel das pessoas engenheiras de dados nas empresas, quais habilidades são exigidas para esse perfil profissional, principais ferramentas e como iniciar na área. 

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O que é Big Data? 

O termo Big Data, em português “grande volume de dados”, começou a aparecer quando os métodos tradicionais para armazenamento começaram a não ser tão eficientes nesse novo ambiente que exigia muito mais do que uma ferramenta de armazenamento conseguia suportar. 

De forma geral, o Big Data pode ser definido com 5 V’s principais:

  1. Volume; 
  2. Variedade; 
  3. Velocidade; 
  4. Veracidade; 
  5. Valor. 
  • 1) Volume: grande quantidade de dados para ser armazenada e processada, com escalas que vão desde terabytes até mesmo zettabytes. 
  • 2) Variedade: a variedade de dados também é fundamental em Big Data, pois engloba diferentes tipos, como dados estruturados, semiestruturados enão estruturados
  • 3) Velocidade: essa grande quantidade de dados costuma ser gerada num curto espaço de tempo. Um bom exemplo são as redes sociais, onde temos milhares de mensagens e registros em bancos para serem atualizados. 
  • 4) Veracidade: a veracidade está relacionada à qualidade, precisão e confiabilidade dos dados. Em Big Data, dados de múltiplas fontes podem conter erros, ruídos ou inconsistências, exigindo processos de validação e governança. Dados confiáveis são essenciais para análises corretas e decisões assertivas. 
  • 5) Valor: o valor refere-se à capacidade de transformar dados em insights relevantes para o negócio. O Big Data só se justifica quando gera benefícios práticos, como apoio à tomada de decisão, otimização de processos ou vantagem competitiva. 

Se você se interessou pelo mundo de Big Data, você pode conhecer mais  no artigo Big Data: Entenda mais sobre esse conceito, aqui na Alura. 

Sugerimos também o vídeo Big Data com Apache Spark: a história do Big Data, onde o Bruno Raphaell conta um pouco mais sobre o surgimento do Big Data e o desenvolvimento de algumas ferramentas utilizadas na área. 

O que é Engenharia de Dados e qual o papel do engenheiro de dados?  

A história da Engenharia de Dados começou com artigos da Google. O primeiro, publicado em 2003, abordava o Google File System, um sistema de arquivos distribuídos. Logo em seguida, em 2004, foi publicado outro artigo sobre MapReduce, uma técnica de processamento de grandes volumes de dados. 

Esses artigos inspiraram engenheiros do Yahoo a criarem, em 2006, o Hadoop, que se consolidou como uma das principais ferramentas para o processamento distribuído de grandes volumes de dados e teve papel fundamental na popularização do Big Data.

Esse marco deu início à era da Engenharia de Dados; entretanto, ao longo dos anos, o ecossistema evoluiu, e em 2026 observa-se a migração de organizações para arquiteturas cloud-native e modelos de lakehouse, com plataformas modernas como Databricks e Snowflake assumindo o protagonismo. 

Um dos principais desafios da engenharia de dados é transformar grandes volumes de dados, vindos de diferentes fontes, em informações consistentes e de qualidade. Para isso, o engenheiro de dados precisa criar estruturas robustas e escaláveis que permitam o processamento eficiente e seguro dos dados.  

A Engenharia de Dados é responsável por desenvolver, implementar e manter o ambiente chamado Pipeline, no qual são definidas todas as etapas do fluxo de dados: da extração ao armazenamento e à distribuição para uso.  

Para saber mais sobre Engenharia de Dados, recomendamos o vídeo abaixo: 

O que é engenharia de dados? com David Neves | #HipstersPontoTube - YouTube 

Pipeline 

O que é Pipeline? 

Devido ao alto volume e diversidade dos dados, é necessário um processo estruturado antes de seu consumo. Esse processo, composto por várias etapas, é chamado de Pipeline. 

O Pipeline é responsável por transferir dados de sua origem para o destino, como na extração de informações de diferentes interfaces ou APIs para um Data Warehouse — um repositório centralizado que consolida diversos tipos de bancos de dados. 

Basicamente, as etapas que constituem o processo envolvem: 

  • Agregação; 
  • Organização; e 
  • Movimentação de dados. 

Quais elementos compõem um Pipeline? 

O Pipeline é composto por três elementos fundamentais: 

  1. Uma ou várias fontes
  2. Etapas de processamento; e 
  3. Destino
Ilustração da pipeline de dados, representação de um tubo com as etapas do processo. Da esquerda para a direita, temos a primeira etapa, a fonte, com imagens de API’s salesforce, ERP, CRM e bancos de dados. A segunda etapa, processamento, contém a imagem de uma engrenagem e a terceira e última etapa, destino, contém uma três círculos representando Data Lake, Data Lakehouse e Data Warehoure 

1) Fontes 

De onde os dados vêm, podendo vir de mais de uma fonte. São consideradas fontes comuns

  • Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados (SGBDs), como o MySQL; 
  • Sistemas de Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRMs), como Salesforce
  • Sistema Integrado de Gestão Empresarial (ERPs), como a Oracle; e 
  • Dispositivos de Internet das Coisas (IoT) — até mesmo eles. 

2) Etapas de processamento 

Após a coleta dos dados recebidos de uma determinada fonte, estes dados passam por algumas etapas de processamento, como: 

  • Transformação; 
  • Filtragem; 
  • Agrupamento; e 
  • Agregação. 

3) Destino 

Para onde os dados irão ao fim da etapa de processamento, como um Data Lake ou um Data Warehouse. Caso tenha curiosidade e queira saber mais, você pode entender melhor sobre Data Lakes, no Alura+ O que são Data Lakes?, onde a Millena Gená e o João Miranda explicam o que são esses tipos de destino. 

Aprenda mais sobre como engenheiros de dados arquitetam soluções usando Data Lakes com exemplos reais nesse podcast:

Data Lakes – Hipsters Ponto Tech #269 

O que faz um engenheiro de dados na prática?  

O engenheiro de dados pode assumir diversas responsabilidades dentro da empresa, dependendo da necessidade do negócio e do estágio de amadurecimento dos dados.

Por ser uma área estratégica e em constante evolução, o profissional de engenharia de dados atua desde a integração, consolidação e limpeza até a disponibilização dos dados para análise. 

Geralmente, profissionais de Engenharia de Dados são responsáveis por integrar, consolidar, limpar e estruturar os dados para análises futuras. 

As suas principais atuações dentro de uma organização são: 

1. Tornar os dados facilmente acessíveis para outros profissionais de dados; 

2. Trazer melhorias para todo o ecossistema de Big Data

3. Cuidar do Pipeline, montar e manter o ciclo de vida dos dados, que é o principal motivador para as futuras tomadas de decisões; 

4. Incentivar a cultura de dados dentro da empresa (cultura Data Driven). Caso você queira saber mais sobre Data Driven, recomendamos o seguinte vídeo: 

Ciclo de vida, profissionais de Dados e Data Driven Decision | Universo Data Science #02 

Em resumo, profissionais de Engenharia de Dados buscam facilitar o acesso, a utilização e o consumo dos dados, além de aprimorar sua qualidade. A atuação do engenheiro de dados é fundamental para que times de ciência de dados e de negócio possam acessar informações seguras e bem estruturadas  

Aprenda mais sobre as funções do engenheiro de dados acessando o nosso artigo  sobre  O que faz uma pessoa Engenheira de Dados? aqui na Alura 

Engenharia e Linhagem de Dados 

Conversamos com o time da Alvin sobre os desafios de time de dados em suas rotinas de trabalho, principalmente em relação a linhagem de dados (ou Data Lineage), que é toda a jornada que os dados fazem entre múltiplas ferramentas. 

Engenharia e Linhagem de dados – Hipsters Ponto Tech #327 

Por que a Engenharia de Dados é importante para Big Data e transformação digital? 

Um bom exemplo do impacto da Engenharia de Dados está nas áreas de administração e marketing. Para empresas com uma grande diversidade de clientes, entender o comportamento do consumidor pode trazer benefícios valiosos para o futuro do negócio.  

Por isso, empresas de streaming de mídia como a Netflix, por exemplo, investem constantemente em engenheiros para construir pipelines eficientes e disponibilizar dados com maior qualidade para as demais áreas de dados. 

Atualmente, empresas precisam acompanhar o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas e das formas de interação das pessoas com essas ferramentas, tornando fundamental investir em dados e inovação 

Como um exemplo, podemos citar o caso da Serasa Experian, no nosso podcast do Hipsters.tech, onde as pessoas responsáveis pela área de engenharia de dados comentam um pouco sobre: 

• O processo para realizar extração de dados da Web; 

• Os desafios ao lidar com sites não padronizados; 

• Além das tecnologias utilizadas. 

Engenharia de dados na Serasa Experian – Hipsters On The Road #37 

Quais as principais habilidades para ser engenheiro de dados?  

As habilidades de uma pessoa Engenheira de Dados estão diretamente envolvidas com as suas responsabilidades. Como as áreas de dados precisam conversar entre si, é importante saber qual a melhor forma de fornecer os dados para as demais áreas, e, para isso, necessitamos desenvolver soft skills, as habilidades pessoais ou comportamentais. 

Além disso, é essencial ter domínio das ferramentas básicas da área, buscando otimizar custos, agilidade, escalabilidade, simplicidade e reutilização dos processos 

Soft Skills (Habilidades comportamentais) 

Em qualquer empresa, saber trabalhar em equipe e comunicar informações com clareza para outros times é fundamental — e isso não é diferente na Engenharia de Dados. São necessárias algumas soft skills como: 

1. Comunicação; 

2. Storytelling; 

3. Colaboração; 

4. Adaptabilidade. 

  • 1) Comunicação: comunicação assertiva e respeitosa pode definir o sucesso dos projetos e evitar conflitos, tornando fundamental o alinhamento entre equipes
  • 2) Storytelling: transmitir o conteúdo de maneira que facilite o entendimento de forma envolvente, contar uma história de um case ou exemplo e apresentar dados. Essa habilidade irá ajudar você a compartilhar melhor as suas ideias
  • 3) Colaboração: ser proativo e estar disponível para colaborar favorece um ambiente de trabalho saudável. 
  • 4) Adaptabilidade: ser flexível para novas ideias e ferramentas pode ser interessante, pensando em um ambiente que está em constante evolução. 

Aqui na Alura, nós temos o artigo Soft Skills mais importantes para a Área de Dados, que detalha um pouco mais sobre essa e outras habilidades comportamentais. 

Hard Skills (Habilidades técnicas) 

Nos quesitos técnicos, profissionais de Engenharia de Dados precisam elaborar pipelines eficientes, arquitetar sistemas distribuídos, integrar diversas fontes de dados e criar arquiteturas de soluções. E para isso, utilizar diversas ferramentas, como: 

  1. Hadoop; 
  2. Apache Spark; 
  3. Apache Airflow; 
  4. Python; 
  5. Scala e Java; 
  6. SQL; 
  7. NoSQL; 
  8. Git; 
  9. vCloud Computing (AWS, Azure e Google Cloud). 

1) Hadoop 

É uma estrutura que permite o processamento distribuído de grandes conjuntos de dados em clusters de computadores usando modelos de programação simples. 

2) Apache Spark 

Um framework de computação distribuída amplamente utilizado em projetos de Engenharia de Dados, Data Science e Machine Learning. É responsável pelo processamento escalável de grandes volumes de dados, podendo ser executado tanto em ambientes locais quanto em clusters.

Atualmente, o Apache Spark é uma peça central em arquiteturas modernas de dados, sendo amplamente adotado em ambientes cloud-native e lakehouse, integrado a data lakes e serviços gerenciados, mantendo seu papel essencial no ecossistema de dados além do uso tradicional com Hadoop.  

3) Apache Airflow 

Plataforma de orquestração de fluxos de trabalho amplamente utilizada no controle e na automação de pipelines de dados. Permite a definição, o agendamento e o monitoramento de workflows por meio de DAGs (Directed Acyclic Graphs), garantindo maior confiabilidade e governança dos processos.

Atualmente, o Apache Airflow evoluiu para uma solução robusta de nível corporativo, oferecendo recursos avançados de orquestração, observabilidade, governança e integração com pipelines de dados, analytics e workloads de Machine Learning, incluindo ambientes distribuídos e arquiteturas modernas de dados. 

  • Para aprender como utilizar essa ferramenta, em um processo de ETL, recomendamos a Formação de Airflow

4) Python 

Muitas bibliotecas e APIs que são utilizadas na Engenharia de Dados são feitas em Python. E por esse motivo o Python pode ser considerado uma ponte entre Engenharia de Dados e Ciência de Dados

O que é Python? #HipstersPontoTube 

5) Scala e Java 

Conhecer mais de uma linguagem de programação orientada a objetos também é importante. O Apache Spark, por exemplo, foi feito em Scala e executa virtualmente uma máquina virtual Java

Apache Spark: Datasets com Java | #AluraMais 

Apache Spark: Datasets com Java | #AluraMais 

6) SQL 

SQL (Structured Query Language - linguagem de consulta estruturada) é uma das ferramentas mais utilizadas para fazer consultas em banco de dados relacionais de diversos tamanhos e até mesmo em Data Warehouses

  • Caso queira aprender mais sobre SQL, o artigo SQL: Comandos básicos pode te ajudar a dar seus primeiros passos. 

7) NoSQL 

Utilizamos o NoSQL para lidar com dados não estruturados ou semiestruturados. A maneira que será manipulado o banco de dados NoSQL dependerá do tipo de banco e cada um desses bancos possui sua própria estrutura ou linguagem de consulta.

Entre os bancos orientados a documentos, o MongoDB se destaca por seu amplo uso no mercado, sendo amplamente adotado em arquiteturas modernas e ambientes em nuvem.

Atualmente, além de armazenar e consultar dados em escala, o MongoDB também é utilizado como base para aplicações analíticas e soluções integradas a fluxos de Machine Learning e Inteligência Artificial, acompanhando a evolução das demandas tecnológicas atuais. 

O que é SQL e NoSQL? #HipstersPontoTube 

8) Git 

É um sistema de controle de versão distribuído e amplamente adotado. É utilizado para manter o histórico dos arquivos e códigos, dando a possibilidade de recuperação de estados anteriores. 

O que são Git e Github? #HipstersPontoTube 

Git e GitHub para sobrevivência: 

Git e Github para Sobrevivência #01: Como o Git funciona? 

9) Cloud Computing (AWS, Azure e Google Cloud) 

Esta habilidade envolve utilizar plataformas cloud-native para projetar e operar pipelines de dados escaláveis, utilizando serviços gerenciados e serverless, arquiteturas de data lakehouse (como Delta Lake e Apache Iceberg), infraestrutura como código (Terraform) e pipelines containerizados/orquestrados.

As decisões arquiteturais consideram escalabilidade, governança, segurança e otimização de custos. 

O que é cloud? #HipstersPontoTube 

Como começar em Engenharia de Dados: Guia para iniciantes   

A princípio, uma pessoa engenheira de dados precisa entender No início, profissionais de Engenharia de Dados devem compreender três pilares essenciais. Vamos conhecer um pouco sobre cada um deles: 

1. Programação; 

2. Banco de dados; 

3. Devops. 

Acesse nosso artigo Por onde começar os estudos na área de dados e descubra o Plano de estudos preparado para você. 

1) Programação 

Além da lógica de programação, Python é a linguagem dominante na Engenharia de Dados, sendo amplamente utilizada na construção de pipelines, automações, integrações e no ecossistema de ferramentas da área.

Paralelamente, SQL é uma habilidade absolutamente essencial, pois representa a principal interface para consulta, transformação e modelagem de dados em data warehouses, data lakehouses e motores analíticos modernos.  

Quando se trata de processamento distribuído e alta performance, especialmente em ferramentas como Apache Spark, Scala é a linguagem mais indicada, por oferecer melhor integração e eficiência, já que o Spark foi originalmente desenvolvido nessa linguagem.

Java ainda é utilizada em alguns contextos. Além disso, a programação na Engenharia de Dados moderna também envolve processamento de dados em tempo real (stream processing) com ferramentas como Apache Flink e o uso cotidiano de AI copilots para apoio no desenvolvimento, revisão e otimização de código. 

Como desenvolver boas práticas de programação? com Fabio Akita | #HipstersPontoTube 

2) Banco de dados 

Consulta e manipulação em bancos de dados grandes são atividades comuns nesta área, que lida com diferentes tipos de dados: estruturados e não estruturados. 

Para lidar com estes tipos de dados, o conhecimento na linguagem SQL e saber trabalhar com estruturas NoSQL compõem as habilidades necessárias para o dia a dia de uma pessoa Engenheira de Dados. 

3) Devops 

Devido ao uso de ferramentas Devido ao uso de ferramentas de computação em nuvem e à necessidade de versionamento de código, o pilar DevOps também é fundamental. Buscar conhecimento em Git e em plataformas como AWS, Google Cloud e Azure é essencial. 

O que você precisa saber para começar em DevOps com Leonardo Sartorello | #HipstersPontoTube 

Qual a diferença entre Ciência de Dados e Engenharia de Dados? 

Quando falamos destas duas áreas, entendemos como duas coisas separadas, diferentes, mas na verdade elas são complementares.

A Engenharia de Dados fornece os dados necessários para a Ciência de Dados, que, por sua vez, transforma essas informações em insights e conhecimentos úteis. 

Para termos uma noção do escopo geral da área de dados, a autora e Cientista de Dados Monica Rogati nos propôs um Diagrama da Hierarquia de Necessidades da Ciência de Dados, que podemos ver a seguir: 

Imagem colorida de uma pirâmide hierárquica, contendo 6 níveis de responsabilidades de uma pessoa cientista de dados. Na esquerda da imagem temos de baixo para cima as palavras, Coletar, Mover/Armazenar , Explorar/Transformar, Reunir/Rotular, Aprender/Otimizar. Na direita da imagem, o primeiro nível de baixo para cima, temos dentro da pirâmide os nomes: instrumentação, registros, sensores, dados externos e conteúdo gerado por usuários; o segundo nível contém: Dados confiáveis, infraestrutura, fluxo de dados, ETL, armazenamento estruturado e não estruturado dos dados; o terceiro nível contém: Limpeza de dados, Anomalias e preparação de dados; o quarto nível contém: Análises, agregados, segmentos, características, métricas e dados de treino; o quinto nível contém: Teste A/B, experimentação modelo simples de Machine Learning e o sexto nível que se encontra no topo, contém: Inteligência Artificial e Deep Learning. 

O dia a dia da pessoa Engenheira e Cientista de Dados 

Embora a preparação de dados continue sendo uma parte relevante do trabalho do Cientista de Dados, a adoção de plataformas modernas, DataOps e pipelines assistidos por IA tem reduzido significativamente o tempo gasto em tarefas manuais.

Em 2026, o papel do profissional está cada vez mais focado em análise, modelagem, interpretação de resultados e tomada de decisão, com a automação assumindo grande parte das etapas operacionais de dados. 

Se quiser saber mais sobre o que faz uma pessoa que trabalha com ciência de dados, recomendamos o vídeo abaixo: 

O que faz uma Cientista de Dados? com Mikaeri Ohana | #HipstersPontoTube - YouTube 

Na Engenharia de Dados, temos a responsabilidade de preparar os dados, desde a coleta até a organização, desenvolvendo e cuidando das arquiteturas necessárias para que se possa processar os dados coletados com uma boa qualidade

São as pessoas engenheiras de dados que cuidam dos enormes armazenamentos dos dados e fornecem o acesso a eles, para que a pessoa Cientista de Dados, que utiliza conhecimentos de matemática, estatística e ciência da computação, utilize seu tempo para focar nas camadas de cima da pirâmide, ou seja, para criar modelos de Machine Learning e auxiliar em tomadas de decisões, para responder às necessidades de negócio

A carreira em dados com David Neves | #HipstersPontoTube 

Aprenda mais sobre Engenharia de Dados gratuitamente 

Acesse gratuitamente as primeiras aulas da Formação Iniciando com Engenharia de Dados, feita pela Escola de Data Science da Alura e continue aprendendo sobre temas como: 

  1. Linux Onboarding: usando a CLI de uma forma rápida e prática 
  2. Linux Onboarding: localizando arquivos e conteúdos 
  3. Python: começando com a linguagem 
  4. Python: avançando na linguagem 
  5. Apache Airflow: orquestrando seu primeiro pipeline de dados 
  6. Apache Beam: Data Pipeline com Python 
  7. PostgreSQL 
  8. PostgreSQL: Views, Sub-Consultas e Funções 
  9. Engenharia de Dados: organizando dados na AWS 

Como aprender melhor? Com Diogo Pires | #HipstersPontoTube 

Resumo: Vale a pena investir na carreira de Engenharia de Dados?  

Como vimos, a Engenharia de Dados é uma área abrangente, com múltiplas responsabilidades e habilidades necessárias. Ao longo deste artigo, mostramos sua importância para facilitar o trabalho com dados, priorizando a acessibilidade e a qualidade em Data Lakes e Data Warehouses

Se você deseja mergulhar na área de Engenharia de Dados, recomendamos a formação Se quer se tornar engenheiro de dados ou iniciar sua formação em engenharia de dados, confira as trilhas de aprendizado da Alura.

Nossas formações abrangem desde os fundamentos do Big Data até os desafios do dia a dia do engenheiro de dados no mercado. 

Seção de Referências 

Créditos 

Escrita: 

Marcelo Cruz 

Marcus Almeida 

Paulo Calanca 

Produção técnica: 

Rodrigo Dias 

Produção didática: 

Thaís de Faria 

Designer gráfico: 

Alysson Manso 

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Paulo Calanca
Paulo Calanca

Estudante de Engenharia de Computação, na Universidade Candido Mendes. Atualmente atua como Monitor da escola de dados da Alura. Com muito interesse em Estatística, Data Science e Engenharia de Dados. Constantemente aprendendo novas tecnologias.

Marcus Almeida
Marcus Almeida

Bacharelando em Engenharia Elétrica pelo Instituto Federal do Maranhão. Atuou como parte do Scuba Team da Escola de Dados na Alura, trabalhando com conteúdos voltados a Data Science, Machine Learning, Python e SQL. Adora conversar tecnologia, universo geek, games e também aprender coisas novas.

Marcelo Cruz
Marcelo Cruz

Sou formado em Ciência da Computação pela UNIR. Atualmente, sou Instrutor na Escola de Dados. Gosto muito de aprender e compartilhar conhecimento. Apaixonado por Python e Dados.

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