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O que é Cloud e seus principais serviços

Leonardo Sartorello
Leonardo Sartorello

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mulher a frente de um fluxograma com notebooks e uma nuvem

Cloud: O que é?

Será que Cloud (ou nuvem, em português) é apenas Dropbox? Ou será que é apenas Gmail ou Google Drive? Vamos descobrir o que é Cloud, para que serve, como é dividido e analisar um estudo de caso real.

Para algumas pessoas, o Gmail, o Google Drive, Spotify e o Dropbox são exemplos clássicos de Cloud (cloud pessoal), mas para quem desenvolve, ele tem um significado maior.

Muitos aplicativos são construídos em tecnologias de nuvem como todos os que já citamos, mas eles próprios não são tecnologias de nuvem.

Uma nuvem é composta de vários recursos de computação, que abrangem desde os próprios computadores (ou instâncias, na terminologia de nuvem) até redes, armazenamento, bancos de dados e o que estiver em torno deles. Ou seja, tudo o que normalmente é necessário para montar o equivalente a uma sala de servidores, ou mesmo um data center completo, estará pronto para ser utilizado, configurado e executado.

A entidade que fornece esses recursos de computação é chamada de provedor de nuvem. Os provedores de nuvem mais famosos são empresas como Amazon, Microsoft e Google.

Cada provedor fornece uma quantidade de recursos adequados para solucionar problemas de diferentes complexidades. Os recursos avançados do provedor estão à disposição para gerenciar armazenamento, desempenho, disponibilidade e muito mais.

Um pouco de história

A computação em nuvem tem suas origens na década de 1960. Os sistemas de compartilhamento de tempo foram os primeiros a oferecer um recurso compartilhado ao programador.

Antes dos sistemas de compartilhamento de tempo, os programadores digitavam os códigos usando cartões perfurados ou fita e os enviavam para uma máquina que executava trabalhos de forma síncrona, um após o outro. Isso era extremamente ineficiente, já que o computador ficava sujeito a muito tempo ocioso.

Bob Bemer, um cientista da computação da IBM, propôs a ideia de time sharing (compartilhamento de tempo) como parte de um artigo na Automatic Control Magazine.

Com o compartilhamento, tornou-se possível aproveitar o tempo que o processador gastaria esperando por entrada e saída, alocando essas “fatias” de tempo para outros usuários.

Como vários usuários eram atendidos ao mesmo tempo, esses sistemas precisam manter o estado de cada usuário e de cada programa e se alternar entre eles rapidamente. Embora as máquinas de hoje façam isso sem esforço, demorou algum tempo até que os computadores tivessem a velocidade e o tamanho da memória central para suportar essa nova abordagem.

A Tymshare foi uma empresa inovadora neste aspecto. Iniciado em 1964, o serviço vendeu tempo de computador e pacotes de software para usuários. Ele tinha dois mainframes que podiam ser acessados ​​por meio de conexões dial-up (via linha telefônica).

O produto criado pela Tymshare, o Tymnet, existe até hoje. Após uma série de aquisições e fusões, Tymshare agora é propriedade da Verizon.

Esses esforços marcaram o início da ideia central da computação em nuvem: compartilhar um único recurso de computação alocado de maneira inteligente entre os usuários.

Tipos de Cloud

Os provedores de nuvem oferecem vários tipos de serviços, dependendo do tamanho e tipo da aplicação.Vamos conhecer os principais.

Infraestrutura como serviço (IaaS)

IaaS (que significa infraestrutura como serviço) é o tipo mais comum de serviço de nuvem. Sob IaaS, o provedor de nuvem fornece a infraestrutura de TI, como servidores, armazenamento e redes, e paga-se com base no uso.

A maioria dos recursos de TI oferecidos no modelo IaaS não são pré-configurados, o que significa que o consumidor tem um alto grau de controle sobre o ambiente da nuvem. Ele é quem deve configurar e manter qualquer software que deseje rodar em cima da infraestrutura fornecida.

O IaaS ganhou força significativa nos últimos anos, especialmente com startups e divisões independentes de empresas maiores que tiveram um crescimento rápido, e buscam construir seus próprios aplicativos essenciais aos negócios, mas evitar o investimento e a manutenção que a infraestrutura exigiria.

Além disso, essas são empresas que muitas vezes procuram escalabilidade imediata, já que por crescerem rápido, precisam estar preparadas para lidar com um volume crescente de trabalho. Com o IaaS, existe a possibilidade de adquirir um novo servidor virtual, instalá-lo por conta própria e obter essa capacidade extra numa porção menor de tempo.

Plataforma como serviço (PaaS)

PaaS (que significa plataforma como serviço) é um modelo de computação no qual o provedor de nuvem aloca, configura e gerencia toda a infraestrutura de computação, como servidores, redes como no IaaS, além de sistemas operacionais, bancos de dados e ferramentas de desenvolvimento e gerenciamento do negócio.

Outras palavras, no PaaS toda a configuração do banco de dados, segurança e replicações são realizadas pelo provedor com poucas margens de configuração, diferente do IaaS, onde as principais configurações são feitas pelo desenvolvedor, tornando o PaaS mais caro que o IaaS.

PaaS é um ambiente de computação pronto para uso, uma vez que os recursos e serviços já estão implantados e configurados. Os serviços de computação PaaS incluem aqueles que ajudam a desenvolver, testar e fornecer aplicativos de software personalizados.

Os desenvolvedores podem criar seus aplicativos rapidamente e o provedor de nuvem configura e gerencia a infraestrutura de computação subjacente. O consumidor pode substituir todo o seu ambiente de computação local pelo de um PaaS ou usar o PaaS para expandir seu ambiente de TI e/ou reduzir custos com o ambiente de nuvem.

Software como serviço (SaaS)

SaaS (que é software como serviço) é como um provedor de nuvem que entrega aplicativos de software sob demanda. Neste modelo o provedor gerencia não apenas a infraestrutura, mas também os aplicativos de software e os usuários que se conectam ao aplicativo pela internet.

O software é modelado como um serviço de nuvem compartilhado e disponibilizado aos usuários como um produto. Os consumidores de nuvem têm controle administrativo e de gerenciamento limitado.

Um exemplo conhecido de SaaS é o Spotify, que é um serviço de streaming de música, podcast e vídeo que foi lançado em outubro de 2008 em Estocolmo, Suécia. É o serviço de streaming mais popular e mais usado em todo o mundo.

SaaS é essencialmente a entrega de aplicativos diretamente da nuvem para usuários individuais. O hardware que processa os dados, bem como o sistema operacional, e ele não importará nem um pouco para os usuários finais, que acessam esses aplicativos por meio de uma plataforma, como Chrome, FireFox, Safari, Google Play ou Apple Store.

Organizações de todos os tamanhos migraram em grande número para o SaaS. E por que não? Assim elas não precisam investir em muitos hardwares e sistemas operacionais caros. Além disso, não precisam pagar à equipe de TI para manter a infraestrutura ou solucionar problemas dos aplicativos.

O fornecedor de SaaS oferece tudo isso. Caso não usem um fornecedor de SaaS, as empresas precisam comprar uma licença perpétua para executar um aplicativo de software nos sistemas delas.

Os maiores provedores de Cloud?

Os principais fornecedores de Cloud atualmente (existem muitos outros), incluem:

AWS

Microsoft Azure

Google Cloud Platform

Estudo de caso

A Airbnb, talvez a mais conhecida das empresas que permitem que proprietários e viajantes se conectem uns com os outros, tem apenas 10 anos de idade. Fazer uma empresa crescer de zero para bilhões de dólares em apenas 10 anos significaria um grande gasto de capital em tecnologia da informação e um gasto operacional pesado com a equipe de TI para operar tal infraestrutura.

Em vez disso, a Airbnb cada vez mais tem ido para a nuvem, essencialmente para alugar infraestrutura e serviços, da AWS em específico.

Um ano após sua fundação, a empresa tomou a decisão de lidar exclusivamente com a AWS para todas as funções de computação em nuvem, buscando maior facilidade de gerenciamento dos recursos de TI.

O Airbnb até mesmo transferiu um de seus ativos de dados mais valiosos - seu banco de dados relacional - para a AWS, na esperança de simplificar muitas das tarefas administrativas demoradas e caras, frequentemente associadas aos bancos de dados relacionais.

Além do mais, o Airbnb concluiu toda a migração deste repositório de dados chave para a AWS com apenas 15 minutos de tempo de inatividade do sistema.

Essa foi uma questão vital para o Airbnb, porque caso seus usuários habituais ficassem afastados durante uma transição de informações que durasse um período de tempo mais longo, eles correriam o risco de ter que disputá-los com a concorrência.

Em última análise, os benefícios da nuvem para o Airbnb incluem flexibilidade e capacidade de resposta ideais para permitir um maior crescimento neste mercado em alta. O Airbnb também elogia os custos relativamente baixos da nuvem, além da simplicidade de trazer novos serviços de computação em operação com velocidade máxima e esforço mínimo.

Conclusão

Os serviços de Cloud podem realmente ajudar a infraestrutura, a disposição de hardware, disponibilidade, escalabilidade ou gerenciamento de contas de usuários de uma empresa, como vimos no estudo de caso da Airbnb.

Quer aprender mais sobre Cloud:

Leonardo Sartorello
Leonardo Sartorello

Leonardo é desenvolvedor e instrutor na Alura focado em Infraestrutura e DevOps. Com experiência em conteinerização, linguagens de alto desempenho e IOT

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