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Em 2026, a confiança das pessoas executivas no crescimento de suas empresas atingiu um patamar crítico.
Segundo a PwC, o otimismo em relação às receitas chegou ao nível mais baixo em cinco anos: apenas 30% das lideranças expressam segurança para os próximos meses.
Esse sentimento reflete um ambiente no qual a pressão por eficiência nunca foi tão alta e a tecnologia, embora presente em diferentes processos de forma emergente, ainda gera retornos desiguais.
Nesse cenário, a capacidade de se reinventar deixou de ser um diferencial para se tornar uma questão de sobrevivência.
Liderar mudanças não é mais uma tarefa técnica, mas a base de uma estratégia de negócio que busca transformar a incerteza em oportunidade de crescimento.
Para entender como a gestão pode se posicionar para enfrentar os novos desafios, abaixo vamos conferir as tendências do futuro da liderança, conectando tecnologia, resultados financeiros e, acima de tudo, o fator humano. Acompanhe!
As 7 principais tendências de liderança para 2026
Para responder ao desafio de crescer em um mercado volátil, a gestão precisa ir além das fórmulas tradicionais.
As tendências a seguir são previsões tecnológicas e de comportamento que líderes e empresas estão adotando para equilibrar a produtividade e o fator humano.
1. Estagilidade (Stagility)
A primeira grande tendência de lideranças é a estagilidade, um conceito que exige o equilíbrio entre a agilidade operacional e a estabilidade emocional das equipes.
Por conta de um mercado com transformações tecnológicas aceleradas, a liderança não deve apenas focar em “ir mais rápido”, mas em criar uma base sustentável que permita essa velocidade sem comprometer a saúde mental e a retenção de talentos.
Segundo o relatório “2025 Global Human Capital Trends” da Deloitte, 85% das pessoas afirmam que as organizações precisam criar maneiras mais ágeis de organizar o trabalho para se adaptarem rapidamente às mudanças.
Na prática, a estagilidade significa que a liderança deve:
- promover agilidade, ao desburocratizar processos e implementar squads que respondam rápido a dados em tempo real;
- garantir estabilidade, oferecendo clareza de propósito, transparência nas mudanças e suporte emocional, para evitar que a agilidade se transforme em caos ou sobrecarga.
Leia também: Como construir confiança como um novo líder
2. “Superagência” e produtividade de IA
A Inteligência Artificial está deixando de ser uma ferramenta para virar um agente de “superagência”.
Isso significa que a tecnologia assume fluxos de trabalho completos, enquanto as equipes se concentram em gerenciar os resultados.
Apesar de ser um conceito empolgante, o mercado, porém, vive um gargalo de execução. Dados da McKinsey mostram que das 92% das empresas que investem em IA, apenas 1% considera sua implementação madura.
Ou seja, a maioria tem a tecnologia, mas não gera produtividade com ela.
O desafio da liderança, portanto, é integrar esses agentes ao núcleo do negócio.
Isso exige fornecer letramento em IA para que as pessoas possam usar a tecnologia de forma eficiente e o investimento se transforme em ganhos reais.
Leia também: Multiagentes de IA — o que são, como funcionam e aplicações práticas nos negócios
3. O retorno financeiro em IA
Se os últimos anos foram sobre a experimentação da IA e do “efeito novidade”, agora chegou o momento da conta chegar.
A liderança está sendo cobrada por resultados financeiros reais (ROI). Isso porque o mercado quer ver se os investimentos estão tendo lucro, separando as empresas que realmente conseguiram usar a tecnologia das organizações que só ficaram nos projetos-pilotos.
De acordo com dados da PwC, a realidade ainda está longe da expectativa: apenas 12% das pessoas executivas afirmaram que a IA trouxe ganhos reais tanto em redução de custos quanto em aumento de receita.
Esse número mostra que não basta ter ferramentas de IA; o segredo é o alinhamento entre foco e escala.
É preciso foco para priorizar o treinamento das pessoas, garantindo que elas dominem a tecnologia com eficiência, e escala para expandir o uso da IA para diferentes setores com um propósito claro.
4. Rotinização da mudança
Estamos em um momento em que as lideranças devem trabalhar para que as mudanças do mercado, cada vez mais constantes, deixem de ser encaradas como um evento trabalhoso e passe a ser algo cotidiano.
Para evitar desafios, como a resistência das equipes e o desgaste emocional, é possível transformar esses processos em um hábito, como ao integrar pequenas melhorias ao fluxo de trabalho gradualmente.
A Gartner confirmou que essa consistência supera os discursos de motivação da gestão: líderes que conseguem rotinizar a mudança em vez de apenas tentar inspirar as equipes aumentam em três vezes a probabilidade de uma adoção saudável de novas práticas.
Em resumo, em vez de focar em grandes projetos de transformação que paralisam a empresa, a liderança estratégica deve focar em criar um ambiente onde o aprendizado e o ajuste constante fazem parte do cotidiano.
Assim, a empresa ganha agilidade real e as pessoas colaboradoras sentem-se mais seguras para testar novas tecnologias e métodos sem o estresse das grandes transições.
Leia também: Como criar um ambiente de segurança psicológica para as pessoas colaboradoras?
5. A recusa da gestão (conscious unbossing)
Esta tendência no mercado de trabalho descreve uma mudança de prioridades nas carreiras profissionais: a recusa de ser uma liderança. Na prática, significa que existem pessoas qualificadas que estão recusando cargos de gerência para priorizar sua autonomia e bem-estar.
A mudança de mentalidade é particularmente visível nas novas gerações. Segundo a pesquisa “2025 Gen Z and Millennial Survey” da Deloitte, apenas 6% dos talentos da Geração Z têm como objetivo de carreira alcançar uma posição de liderança.
Esse dado revela que o sucesso, para muitos novos talentos, não está mais atrelado ao cargo de “chefe”, mas sim ao impacto individual e à qualidade de vida.
Para as organizações, essa questão é urgente: o sucesso agora depende da criação de trilhas de carreira que valorizem e remunerem pessoas C-Level, sem as forçar a assumir funções de gestão que elas não desejam.
Leia também: Liderança e Saúde Mental — como equilibrar resultados e bem-estar?
6. Letramento em IA
O letramento em IA permite que diferentes profissionais desenvolvam a habilidade de colaborar com tecnologias inteligentes.
Mas a Inteligência Artificial não deve operar sozinha: o fator humano é essencial.
Segundo um relatório do LinkedIn, o foco mudou para a figura da liderança híbrida: aquela que utiliza a IA para automatizar fluxos operacionais, enquanto aplica pensamento crítico e inteligência emocional para analisar os resultados.
Esse equilíbrio é tão importante que o relatório destaca: líderes que incentivam o uso de ferramentas de aprendizado veem suas equipes desenvolverem habilidades em IA de três a quatro vezes mais rápido.
7. Bem-estar das pessoas trabalhadoras
Para finalizar, uma das principais tendências da gestão de pessoas é o work-life balance. O equilíbrio entre vida pessoal e trabalho consolidou-se como um fator de atração de talentos.
A geo-flexibilidade, que permite o trabalho híbrido e remoto, por exemplo, tornou-se uma exigência para muitas lideranças que estão à procura de novas oportunidades.
Alguns dados do mercado, como o detalhado pelo ADP Research Institute, reflete essa mudança: 64% das pessoas trabalhadoras considerariam buscar uma nova oportunidade de emprego caso fossem obrigadas a retornar ao escritório em tempo integral.
A partir desse cenário, empresas que adotam a geo-flexibilidade de forma genuína constroem ambientes mais sustentáveis, onde o bem-estar é visto como uma motivação para a produtividade do time.
Como preparar as lideranças da sua empresa para as novas tendências?
Preparar a liderança do futuro exige uma estratégia de educação corporativa que seja contínua e conectada com o seu negócio.
Para que essa transição seja eficiente, as empresas devem focar em três pilares fundamentais, conforme abaixo.
- Alfabetização tecnológica: garantir que líderes não apenas usem ferramentas, mas compreendam como a IA pode redesenhar processos e gerar valor financeiro real.
- Cultura de adaptação: incentivar uma mentalidade na qual a mudança é rotineira e o aprendizado contínuo é valorizado tanto quanto a entrega técnica.
- Desenvolvimento de soft skills: fortalecer a inteligência emocional e a comunicação para gerenciar equipes que buscam mais equilíbrio e autonomia.
E se sua empresa precisar de uma parceria educacional, a Alura + FIAP Para Empresas oferece o ecossistema ideal para impulsionar o aprendizado de equipes e líderes.
Com trilhas personalizadas em treinamento sobre IA, tecnologia e gestão, ajudamos sua organização a dominar as competências necessárias para se adaptar a cada tendência de liderança do mercado.
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