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No mundo corporativo atual, no qual a tecnologia avança a passos largos e a competitividade é acirrada, as empresas buscam cada vez mais se diferenciar para chegarem ao sucesso. E um dos fatores que tem se destacado para o crescimento das organizações é a inteligência emocional.
Neste artigo, entenderemos como ter inteligência emocional, quais os seus pilares e como ela pode transformar a realidade das empresas. Continue a leitura para conferir desde os conceitos básicos até dicas para desenvolver essa habilidade nas equipes!
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O que é inteligência emocional?
Em sua essência, a inteligência emocional se refere à capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, bem como identificar e interpretar os sentimentos das outras pessoas. Ou seja, é um conceito que vai além do intelecto e da razão, por abranger a habilidade de usar as emoções de forma inteligente e eficaz em diversas situações da vida. Assim, a inteligência emocional se desenvolveu como um campo de estudo e prática que engloba:- Autoconsciência: reconhecer e entender as próprias emoções.
- Autorregulação: gerenciar os sentimentos de forma saudável.
- Motivação: usar as emoções para alcançar objetivos.
- Empatia: compreender e se conectar com os outros.
- Habilidades sociais: construir relacionamentos e interagir de forma eficaz.

Daniel Goleman e a inteligência emocional
Daniel Goleman é um psicólogo e jornalista, que desempenhou um papel fundamental na popularização e disseminação do conceito de inteligência emocional. Em 1995, ele publicou o livro “Inteligência Emocional”, que se tornou um best-seller mundial e trouxe o tema para o centro das discussões sobre desenvolvimento pessoal e profissional. Goleman não foi o criador do termo “inteligência emocional”, que já havia sido utilizado por Salovey e Mayer em 1990. No entanto, ele foi o responsável por sintetizar e divulgar as pesquisas existentes sobre o tema, tornando-o acessível ao público em geral. Em seu livro, Goleman explorou os cinco pilares da inteligência emocional: autoconsciência, autorregulação, motivação, empatia e habilidades sociais, e argumentou que a inteligência emocional é tão importante quanto o Quociente de Inteligência (QI) para o sucesso na vida. Com isso, ele criou o conceito “Quociente Emocional” (QE) como um complemento ao QI. Leia também: Como manter os colaboradores engajadosO que é uma pessoa inteligente?
Antes de explorarmos mais os conceitos de Daniel Goleman, é válido compreendermos o conceito do que é ser uma pessoa inteligente. Anos atrás, a medida da inteligência era dada exclusivamente pelo Quociente de Inteligência de uma pessoa (QI), que está ligado ao raciocínio lógico e matemático. Em contraposição a esse conceito, em 1980, Howard Gardner, psicólogo cognitivo e educacional, elaborou a teoria revolucionária das múltiplas inteligências — que considera que uma pessoa pode ser inteligente em, pelo menos, 8 diferentes áreas, sendo:- Inteligência linguística: habilidade de usar a linguagem de forma eficaz, tanto na expressão oral quanto escrita.
- Inteligência lógico-matemática: raciocínio lógico, resolução de problemas e pensamentos matemáticos.
- Inteligência espacial: percepção do mundo visual e espacial de forma precisa, manipulação mental de imagens e criação de representações visuais.
- Inteligência musical: sensibilidade para ritmos, tons, melodias e harmonias, e capacidade de apreciar e criar música.
- Inteligência corporal-cinestésica: capacidade de usar o corpo para expressar ideias e sentimentos, além de facilidade em controlar os movimentos corporais.
- Inteligência interpessoal: entenddimento e interações de maneira eficaz com os outros, percebendo suas motivações, intenções e estados emocionais.
- Inteligência intrapessoal: autoconhecimento, entendimento das próprias emoções e desejos, e uso desse conhecimento para tomada de decisões e direcionamento da própria vida.
- Inteligência naturalista: reconhecimento e classificação de padrões na natureza, e interesse em explorar o mundo natural.
5 pilares da inteligência emocional
Se você quer saber como desenvolver a inteligência emocional, como já citamos, Daniel Goleman criou 5 pilares que devem ser seguidos, são eles:Autoconsciência
Reconhecer e entender as próprias emoções, seus gatilhos e suas consequências. Envolve se atentar aos próprios sentimentos, identificar seus pontos fortes e fracos emocionais e entender como seus sentimentos afetam seus pensamentos e comportamentos.Autorregulação
Capacidade de gerenciar as próprias emoções de forma saudável, evitando reações impulsivas. Para isso, pode ser necessário desenvolver técnicas como respirar fundo, contar até dez, afastar-se de situações estressantes e buscar atividades que acalmem e relaxem. Leia também: O que sua empresa pode fazer para evitar a Síndrome de Burnout entre pessoas colaboradorasMotivação
Saber se motivar é entender como direcionar suas emoções para alcançar objetivos e manter o otimismo. Neste caso, ter paixão pelo que faz, definir metas claras e realistas, celebrar pequenas vitórias e manter uma atitude positiva, mesmo diante de desafios, são maneiras de desenvolver a motivação.Empatia
Antes de tomar decisões, principalmente em momentos de crises, se colocar no lugar da outra pessoa, compreender suas emoções e demonstrar compaixão é ser uma pessoa empática. Isso envolve ouvir atentamente, observar a linguagem corporal, validar os sentimentos e oferecer apoio emocional quando necessário, seja na vida pessoal ou profissional. Leia também: Saiba como implementar a cultura de colaboração na sua empresaHabilidades sociais
Relacionar de forma eficaz com as outras pessoas, comunicar-se claramente e influenciar positivamente quem está ao seu redor são habilidades sociais (soft skills. Para desenvolver este pilar, é necessário saber como iniciar e manter conversas, resolver conflitos de forma construtiva e pacífica, trabalhar em equipe e construir relacionamentos saudáveis e duradouros.Inteligência emocional no trabalho
Considerar a inteligência emocional no trabalho, seja do ponto de vista das pessoas colaboradoras ou das empresas, é garantir o bem-estar das equipes e manter a comunicação clara e objetiva. Principalmente na área de Recursos Humanos(RH) e de lideranças, essa habilidade se manifesta por meios das soft skills, habilidades sociais, de comportamento e interpessoais, importantes para a interação e o sucesso profissional de colaboradores e colaboradoras. Podemos classificar como soft skills algumas habilidades, como:- Comunicação eficaz.
- Trabalho em equipe.
- Adaptabilidade.
- Resolução de conflitos.
- Pensamento crítico.
- Gerenciamento do tempo.
- Empatia.
