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Pontos-chave:
Nos últimos anos, times de engenharia cresceram em tamanho e complexidade. A maioria das organizações, no entanto, ainda resolve o problema da liderança técnica da forma mais fácil: promove a pessoa tecnicamente mais forte do time para um cargo de gestão e espera que o resultado apareça.
A Pesquisa Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26, conduzida pela Alura Para Empresas, revela que o desenvolvimento de lideranças foi uma das competências mais demandadas pelas organizações brasileiras em 2025, ao lado de IA e aceleração do aprendizado.
E o dado não surpreende: 81% das organizações já percebem impacto positivo da IA na performance dos times, o que torna a liderança técnica preparada para esse cenário ainda mais escassa e estratégica.
Continue acompanhando este artigo para entender o que é Engineering Manager, como esse papel se diferencia do de Tech Lead, quais competências são exigidas, quanto ganha no Brasil quem atua na área e como desenvolver esse tipo de liderança na sua organização.
Engineering Manager é o cargo de liderança responsável por desenvolver as pessoas do time de engenharia, garantir a entrega de resultados técnicos e conectar a agenda de tecnologia aos objetivos estratégicos do negócio.
Diferente de tech leads (que ainda atuam diretamente no código), quem atua como Engineering Manager é avaliado(a) pelo impacto que gera nas pessoas e nos resultados do time, não pela produção técnica individual.
O termo em inglês: Engineering Manager, pode ser traduzido para o português como gerente de engenharia. Em inglês, "engineering" designa a disciplina de projetar e construir sistemas — no contexto de tecnologia, o desenvolvimento de software.
Já manager vai além de "gerente" no sentido hierárquico: o termo carrega a ideia de quem conduz, organiza e é responsável por resultados por meio de outras pessoas. Juntos, definem um cargo que exige domínio técnico suficiente para tomar decisões de engenharia e capacidade de gestão para desenvolver o time que executa essas decisões.
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As responsabilidades de quem atua como Engineering Manager se organizam em três dimensões que precisam funcionar em paralelo, conforme mencionamos a seguir.
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As descrições de cargo de Engineering Manager no mercado brasileiro e global convergem em cinco competências centrais:
Essas competências raramente são ensinadas durante a carreira técnica. A maioria das pessoas que assume o cargo chega bem preparada para a última e menos preparada para as quatro primeiras.
É exatamente aí que o investimento em desenvolvimento da liderança faz toda a diferença.
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Muitas empresas, desde startups em estágio inicial até grandes corporações, confundem os cargos de Engineering Manager e Tech Lead, acabando por promover excelentes programadoras e programadores a gestores(as) de pessoas sem preparo, ou contratando profissionais que não conseguem guiar a arquitetura técnica do produto.
Quando os papéis se misturam sem clareza, o(a) Tech Lead se torna parte da gestão sem querer e para de fazer o que faz bem. Quem é Engineering Manager passa a atuar como desenvolvedor ou desenvolvedora sênior, sem perceber, e deixa de fazer o que o time mais precisa.
A diferença central entre os dois papéis está no que cada um considera sucesso dentro da rotina de trabalho. Veja mais detalhes abaixo.
Quem atua como Tech Lead é, em essência, uma engenheira ou engenheiro sênior que assumiu a responsabilidade pela entrega técnica do time.
Seu sucesso é medido pela qualidade do código, pela coerência da arquitetura e pela evolução técnica das pessoas que lidera. Na prática, tal profissional passa grande parte do tempo cuidando do código, revisando pull requests (solicitações de revisões de código), desenhando soluções e reduzindo a barreira técnica.
O(a) Engineering Manager tem sucesso quando o time entrega com consistência, as pessoas crescem profissionalmente e o ambiente é saudável o suficiente para sustentar alta performance ao longo do tempo.
Passa grande parte do tempo em conversas, como 1:1s, alinhamentos com produto, processos de contratação e fornecendo feedback.
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A transição para o papel de Engineering Manager deve ser uma escolha consciente. Os sinais que indicam que alguém tem qualificação para essa transição são:
O que as organizações precisam oferecer para que essa transição funcione é estrutura: mentoria de quem já passou pelo caminho, clareza sobre o que é sucesso no novo papel e acesso a formação específica em gestão de pessoas e liderança técnica antes da promoção acontecer.
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O(a) Engineering Manager atual gerencia um time diferente do que existia três anos atrás. O papel de quem atua na engenharia de software está evoluindo: de execução direta para arquitetura de soluções assistidas por Inteligência Artificial.
Essa mudança exige novas competências, como engenharia de prompt, revisão crítica de código gerado por máquina e uma compreensão mais profunda de arquitetura de sistemas.
Gerir pessoas em transição exige que quem é Engineering Manager entenda essa mudança antes de orientar o time por ela.
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A adoção de ferramentas como Claude Code, Cursor e GitHub Copilot nos times de engenharia cria novos desafios de gestão que não existiam no modelo anterior.
Quem atua como Engineering Manager precisa definir até que ponto a IA tem autonomia e quando a revisão humana é obrigatória, estabelecer padrões de qualidade para código gerado por IA e manter a capacidade crítica do time mesmo com o aumento de automação.
Segundo o Gartner, 70% das descrições de cargo de liderança em engenharia de software passarão a exigir explicitamente a supervisão de IA generativa até 2027.
Isso torna o letramento em IA uma competência de gestão, não apenas técnica: a pessoa Engineering Manager que não souber avaliar entregas de agentes autônomos, definir onde a revisão humana é obrigatória e comunicar riscos de IA para a liderança executiva estará em desvantagem crescente no mercado.
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Além das competências tradicionais de gestão de pessoas, profissionais que querem atuar como Engineering Manager em 2026 precisam de outros conhecimentos, de acordo com o listado abaixo.
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A remuneração é um dado estratégico tanto para quem está avaliando a transição para o cargo quanto para organizações que precisam atrair e reter essa liderança.
Segundo o Glassdoor Brasil, com base em 538 salários coletados até agosto de 2025, a faixa salarial típica para Engineering Manager no Brasil varia entre R$ 20.500 e R$ 35.500 mensais, com média de R$ 27.485. Cerca de 10% das pessoas mais bem remuneradas do cargo chegam a ganhar R$ 44.667 mensais.
A variação dentro dessa faixa é significativa e depende de fatores combinados. Em startups early stage (empresas em estágios iniciais, recém-criadas), a remuneração tende a ficar na base da faixa, com potencial de compensação.
Em empresas de tecnologia de médio porte, a faixa intermediária é mais comum. Em grandes empresas, multinacionais e empresas que contratam em dólar para trabalho remoto, as remunerações mais altas (acima de R$ 44 mil mensais) são mais frequentes.
Em relação à senioridade: Engineering Managers que gerenciam times maiores, squads múltiplos ou com escopo de staff engineering tendem a posicionar-se na faixa superior.
A progressão para diretoria representa o próximo degrau, com remuneração que ultrapassa significativamente os valores do cargo base.
Para o(a) Engineering Manager, os fatores que mais impactam positivamente a remuneração são: tamanho e senioridade do time gerenciado, escopo de responsabilidade, capacidade de influenciar decisões de arquitetura e produto, e domínio de IA aplicada à gestão e à engenharia.
O desenvolvimento contínuo da liderança é um fator direto de progressão de carreira e remuneração.
O primeiro passo é identificar quem tem potencial para o papel; depois, é importante criar as condições para que essa pessoa se desenvolva antes, durante e depois da transição. A seguir, veja uma estrutura para lideranças de RH e CTOs que precisam construir esse pipeline de forma organizada.
O critério mais importante é o interesse genuíno em desenvolver outras pessoas. Os sinais objetivos que indicam prontidão para a transição são:
Promover por performance técnica isolada é o principal erro nessa etapa, gerando o custo duplo de perder uma pessoa técnica excelente e ganhar uma gestora ou gestor frustrado.
Os primeiros 90 dias no cargo definem se a transição vai funcionar ou não. O que a organização precisa oferecer nesse período:
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Quem assume o cargo de Engineering Manager não deve receber uma avaliação baseada nos mesmos critérios aplicados no trabalho técnico.
Os indicadores mais relevantes para o papel são:
Medir apenas a quantidade de trabalho e as tarefas entregues é insuficiente para avaliar o impacto real da liderança técnica sobre os resultados da organização.
Para ser gerente de engenharia, é preciso desenvolver simultaneamente a habilidade de gestão de pessoas, qualidade técnica e conhecimentos sobre IA.
O que funciona nesse cargo é uma estrutura de aprendizado contínuo, com trilhas de aprendizagem personalizadas por frente de desenvolvimento, aplicação prática no contexto real do trabalho e acompanhamento contínuo de progresso.
O isolamento é um dos maiores riscos para quem transita de especialista técnica para liderança. Criar rituais de troca entre Engineering Managers (peer groups, retrospectivas de liderança, sessões de análise de casos reais) é o que acelera o desenvolvimento e reduz o turnover nessa função.
Quando Engineering Managers têm espaço para compartilhar desafios, erros e aprendizados entre si, a curva de desenvolvimento encurta e a qualidade da liderança no conjunto da organização melhora.
O contexto atual exige uma liderança capaz de navegar a adoção de IA nos times de engenharia, enquanto mantém o desenvolvimento das pessoas como prioridade central.
Esse perfil se forma com uma estrutura de desenvolvimento contínuo em liderança, gestão de pessoas e letramento em IA. É exatamente esse desenvolvimento que a Alura Para Empresas ajuda a construir.
A Alura Para Empresas oferece soluções de capacitação em liderança técnica, gestão de times de engenharia e IA para organizações que querem desenvolver profissionais preparados para os desafios atuais.
Fale com nossa equipe de especialistas e descubra como estruturar esse desenvolvimento na sua organização.
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