Primeiras aulas do curso Transformação digital: pilares culturais

Transformação digital: pilares culturais

Transformação Digital - Apresentação

Olá, sou o Roberto Pina! Boas-vindas ao curso da série voltada a abordar o tema Transformação Digital.

Este curso foi feito pensando em:

O contexto

Este é o primeiro curso da série de Formação em Transformação Digital. Nessa primeira etapa, nosso objetivo é fornecer uma visão ampla do tema, que vai muito além de aspectos puramente técnicos.

Apesar de a Formação se chamar "Transformação Digital", não vamos falar somente da tecnologia. Ao longo das aulas, vamos abordar como aumentar o valor entregue ao mercado, o nível de atendimento e a adequação dos produtos disponibilizados para clientes. Todos esses assuntos serão perpassados pelos recursos digitais, mas estes não serão encarados como um fim em si mesmos.

O que será tratado neste curso

Começaremos falando do que é e do que não é Transformação Digital, além de trazer alguns conceitos básicos para desfazer mitos e mal-entendidos a respeito do tema.

Em seguida, abordaremos uma visão geral dos pilares culturais "Lean", "Agilidade", "Cultura de Experimentação" e "Foco em Fluxo" da Transformação Digital. Esses quatro assuntos fornecem uma mentalidade muito favorável ao sucesso da transformação digital.

Neste primeiro curso, introduziremos esses conceitos. Posteriormente, teremos cursos específicos para aprofundar cada um destes pilares e falar de roadmaps de transformação digital.

Ao fim da nossa série de Formação, trataremos de algumas tecnologias emergentes úteis para difundir e facilitar a transformação digital nas organizações.

Benefícios para quem participa

Trata-se de um assunto fascinante, atual e muito relevante. Vamos em frente?

Transformação Digital - O que é

Para começar, traremos uma conceituação simples de Transformação Digital:

Trata-se de uma ação organizacional continuada de melhoria da entrega de valor ao mercado com utilização de recursos de tecnologia digital.

Vamos entender cada parte desse conceito:

Primeiro, destacaremos a expressão "ação organizacional continuada". Precisamos tomar cuidado com o termo "transformação", pois ele sugere que sairemos de um estado A para um estado B e pronto: a transformação acabou.

Mas estamos falando de uma transformação que demanda um esforço continuado porque o mercado e a tecnologia mudam constantemente, de modo que devemos acompanhá-los.

Por essa razão, não há uma data de encerramento que determina a entrada de uma organização para o universo digital. Em vez disso, a Transformação Digital acaba se tornando parte da operação do negócio, e não um programa ou movimento temporário.

Outro aspecto importante da definição é aquele que aponta a Transformação Digital como um conceito relacionado à "melhoria da entrega de valor ao mercado". Isso coloca o valor no centro da ideia. Dessa forma, é importante destacar que o mercado e os(as) clientes estão no centro do conceito.

Com isso, devemos pensar em maneiras de criar e recriar formas de entregar mais valor a clientes, ou seja, oferecer produtos e serviços:

O último trecho da conceituação fala em "utilização de recursos de tecnologia digital". É importante lembrar que a tecnologia é um meio e não um fim.

Se, em vez de recursos tecnológicos digitais, fossem os Oompa-Loompas de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" que nos permitissem criar mais valor com nossos produtos e serviços, usaríamos estes no lugar da tecnologia. Nesse cenário, em vez de Transformação Digital, teríamos uma "Transformação Oompa-loompística"!

Acontece que os recursos tecnológicos oferecem instrumentos muito interessantes para a adição de valor ao mercado. Se, no futuro, surgirem outros instrumentos não digitais que contribuam para esse objetivo, estes serão utilizados para tal fim.

Para que a Transformação Digital ocorra, alguns elementos precisam estar presentes na organização. Quanto maior a sua presença, mais facilitado será o processo. Como conversamos, não basta implementar a Transformação Digital com a adoção de tecnologias e metodologias. Ela se torna mais eficaz quando as organizações são proficientes em quatro temas:

Estes pilares são abordagens metodológicas que apoiam a Transformação Digital. Dessa forma, a entrega de valor ao(à) cliente está na base de tudo, seguida pelos quatro pilares (Lean, Agilidade, Cultura de Experimentação e Foco em Fluxo), que levam à Transformação Digital.

Esquema visual representando uma casa. O piso é composto por uma barra retangular verde com a inscrição "Valor ao cliente". Acima dessa barra, temos outros 4 retângulos azuis na vertical, posicionados de maneira equidistante, que se assemelham a colunas de uma construção. São eles "Lean", "Agilidade", "Cultura de Experimentação" e "Foco em Fluxo". Acima deles, há um triângulo roxo com a inscrição "Transformação Digital", representando o telhado da casa.

Não podemos construir uma casa começando pelo telhado. Por isso, precisamos criar um ecossistema favorável por meio dos pilares e aproveitar os recursos da tecnologia que sejam interessantes ao nosso objetivo. Só então poderemos entregar mais valor ao(à) cliente.

Na sequência, abordaremos o que não é Transformação Digital, para complementar o nosso entendimento. Vamos em frente?

Transformação Digital - E o que NÃO é

Enfatizaremos agora o que não é Transformação Digital. Com base no conceito que apresentamos no vídeo anterior, destacaremos aquilo que ele não abrange, ou seja, tentaremos desfazer alguns mitos sobre o tema.

Transformação Digital não é uma jornada com término

Por ser um processo contínuo, nenhuma empresa poderá afirmar que "concluiu" sua jornada de Transformação Digital. O mercado muda e evolui, assim como o conceito de valor. Além disso, a concorrência está ativa e cria formas de oferecer valor. Surgem também novos recursos tecnológicos, abordagens de gestão e metodologias que podem ser interessantes para a nossa estratégia de geração de valor. Por essas razões, tal transformação não tem data de término definida.

Transformação Digital não é a adoção pura e simples de novas tecnologias

Não basta usarmos uma tecnologia, por mais abundante e sofisticada que ela seja, para promover a Transformação Digital. Imagine uma situação em que um pai é resistente à adoção de tecnologias digitais (não usa internet e prefere fazer suas atividades de maneira analógica).

Um dia, seus filhos decidem investir no pai para ele poder aproveitar as facilidades do universo digital: compram um bom notebook e instalam uma internet de conexão veloz em sua casa. Após essas mudanças, os filhos lhes comunicam o que fizeram, acreditando que implementaram uma verdadeira transformação digital na vida do pai.

Ainda assim, o homem argumenta que não sabe usar tais tecnologias, nem tem interesse em aprender, que tem outras prioridades no momento e outra forma de resolver os próprios problemas. Por exemplo, ele prefere ir ao banco para pagar as contas porque esse é o momento em que ele sai de casa, faz uma breve caminhada, conversa com o gerente e vê outras pessoas. Pagar as contas pela internet tiraria esse momento dele.

Essa história serve para ilustrar o que acontece quando a tecnologia está presente, mas sem promover uma Transformação Digital, ou seja, quando as pessoas envolvidas no processo não aderem à ideia.

Transformação Digital não é adotar modelos de gestão ou abordagens metodológicas modernas

Essas abordagens estão presentes nos pilares do processo, mas se empregadas de maneira isolada, elas não promovem a Transformação Digital.

Por exemplo: a cultura de experimentação é importante porque mostra que temos disposição para experimentar novas tecnologias e acrescentar valor ao negócio. Nessa cultura, também incentivamos a superação dos medos e a não penalização dos erros, que devem servir de aprendizado.

Sem uma cultura como essa, a Transformação Digital se torna mais difícil. Porém, se nos concentrarmos em ideias que não acrescentam valor ao negócio, não conseguiremos alcançar os nossos objetivos. Em resumo, os pilares são importantes, mas se uma organização apenas adotar um modelo de gestão moderno, isso não significa que ela promoveu uma Transformação Digital. Esta só acontece quando há um incremento de valor ao negócio com o uso de facilitadores (os pilares e os recursos digitais).

Transformação Digital não é um assunto exclusivo das áreas de tecnologia da empresa

As áreas de tecnologia ajudam a desdobrar e implementar os facilitadores digitais, mas a Transformação Digital é um assunto de negócios e de estratégia. Isso porque tal processo precisa estar orientado à adição de valor ao negócio.

Nesse percurso, as tecnologias precisam ser desmistificadas, estar acessíveis e seu uso precisa ser facilitado para todas as pessoas envolvidas.

A seguir, vamos introduzir o primeiro pilar da Transformação Digital, o Lean. Se você ainda não conhece essa abordagem, terá seu primeiro contato com ela. Se já conhece, será uma oportunidade para relembrar e reforçar o seu entendimento do assunto. Lembre-se que esse primeiro curso é voltado a fornecer os primeiros conceitos básicos sobre o tema da Transformação Digital.

Vamos lá?

Sobre o curso Transformação digital: pilares culturais

O curso Transformação digital: pilares culturais possui 129 minutos de vídeos, em um total de 49 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Gestão Estratégica em Inovação & Gestão, ou leia nossos artigos de Inovação & Gestão.

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