Primeiras aulas do curso Adobe Photoshop: composição com mesclagem de imagens

Adobe Photoshop: composição com mesclagem de imagens

Início do projeto - Introdução

Olá! Meu nome é Luiz Carlos e eu serei o professor de vocês no curso de foto manipulação avançado aqui na Alura. Eu tenho vasta experiência com Photoshop, tenho certificação Adobe Photoshop CC e After Effects e também bastante experiência lecionando.

Espero que vocês consigam aproveitar melhor o conteúdo e que, é claro, o profissional de vocês esteja crescendo cada vez mais com o conteúdo que vocês vão pegar aqui.

Neste curso, nós vamos trabalhar exatamente com a manipulação de algumas fotos para alcançar uma composição diferenciada e trabalhar com photo blend, ou seja, chegar nesta composição final misturando essas fotos e efeitos. E claro, gerando um mockup para entregar para o nosso cliente. O nosso objetivo é tanto criar a capa de um livro para uso de outras mídias como trabalhar com o arquivo para um totem de uma parada de ônibus.

É bem interessante porque você vai pegar de ferramentas como ajustes de camadas, carimbo, máscaras. Ele é um pouco mais avançado porque eu não vou abordar de maneira tão detalhada sobre seleções e essas coisas pormenores. Então, caso você não esteja acostumado com o Photoshop, eu aconselho que você pegue vídeos um pouco mais básicos para entender as ferramentas principais do software para depois abordarmos e aprofundarmos em uma manipulação mais avançada.

Com certeza, após este curso você vai conseguir criar manipulações deste nível e claro, coisas muito mais fáceis de se manipular e formas de trabalhar muito mais rápidas. Espero que vocês gostem e até o curso.

Início do projeto - Organizando o projeto

Download dos arquivos e projetos aqui

Vamos iniciar o curso de foto manipulação? Sejam muito bem-vindos. Nós vamos iniciar este processo entendendo o que o nosso cliente quer. Se nós dermos uma olhada, nós temos um pequeno briefing do cliente.

Ele é um escritor. Ele vai fazer o seguinte: ele vai lançar o livro dele e ele quer que exista uma mídia interessante para fazer o lançamento desse livro. Ele teve uma ideia legal para a capa do livro dele só que ele disse que o que nós criarmos aqui por vir a se tornar a capa do livro. O nome do livro é chamado Inside.

Nós temos um produto interessante. Por quê? Porque ele vai ser utilizado para mídias de pontos de ônibus. Como assim? Existem algumas mídias que vão para pontos específicos: outdoors, telas de display, e as mídias de ponto de ônibus é muito ampla e bem utilizada, porque eu alcanço dois tipos de público: tanto aqueles que ficam esperando os ônibus, mas principalmente daqueles carros que vão passando, então a mídia é um pouco maior.

Como é um lançamento de um produto, é legal porque eu atinjo uma massa muito grande de pessoas.

A partir desse conceito, ou seja, desse pequeno briefing de onde eu vou pôr aquela minha mídia, eu já sei o que eu vou fazer com relação a dimensões e o formato que eu vou criar aquele meu material.

E o que é aquele material? O livro consiste em um personagem que possui duas personalidades. Então, a ideia do livro é trabalhar com um personagem que passou por uma situação de estresse e passou por uma situação que nós chamamos de burnout e ele criou duas personalidades a partir dessa situação. Então, ele tem que ficar convivendo no dia a dia dele exatamente com isso. Ele sendo uma pessoa responsável, que precisa trabalhar, e ele sendo um garoto sonhador que surgiu a partir desse ponto de estresse que ele passou dentro da carreira dele.

Ele é um livro com uma narrativa calma, mas que tem um peso emocional muito forte. Então, o próprio autor falou — esse universo tem que ser representado por cores mais frias e essa composição tem que ser mais imersiva.

A partir disso, eu tenho qualquer liberdade de criação, as imagens que eu quero utilizar, formas que eu quero utilizar, se vai ser uma ilustração, se vai ser uma composição com várias fotos, o que vamos fazer cabe a nós decidirmos.

Nós vamos utilizar uma técnica interessante chamada photoblend em que eu pego uma imagem principal e vou misturando outras fotos em cima daquela imagem sem perder o conceito inicial dela.

Como assim? Eu posso buscar algumas referências aqui para poder te mostrar e vou colocar aqui: photoblend inspiration. Escrevi tudo errado, mas o Google corrige para nós.

Olha lá, phoblend inspiration. Eu venho em imagens e eu tenho algumas composições que já mostra aquela ideia de foto manipulação e composição de várias fotos.

É bem interessante eu visualizar isso daqui para saber como eu vou representar isso naquele meu livro, naquela minha mídia.

Eu tenho algumas representações legais. Note que eu tenho uma fotografia e outras imagens acima dessa fotografia.

Eu tenho aqui uma fotografia e outras imagens que saem daquela minha fotografia. E assim eu consigo ter a ideia do que eu quero criar para aquela minha composição.

Caso você queira, você pode pegar referências de capas de livros. Você pode pegar referências de vários outros tipos de manipulação de fotos para poder entender melhor o que você quer criar, como você vai criar.

Se você der uma olhada aqui, acabei de escrever no lugar de Photoshop você colocar photoblend, ele mostra para mim outras referências um pouco mais definidas do que eu tenho vontade de criar. Isso é um bom exemplo.

É uma fotografia um pouco mais imersiva. Eu tenho duas fotos juntas utilizando das técnicas de Gestalt para não perder a forma da personagem, mas dentro dela representar outra coisa. Então isso aqui fica ótimo para o que eu quero criar e representar para a capa daquele livro ou para aquela minha mídia.

A primeira coisa que eu quero fazer, já que eu tenho esse conceito, é buscar algumas imagens para representar isso. Eu já busquei algumas imagens e vou deixar disponíveis para vocês para trabalhar a nossa composição. “Mas, professor, e se eu quero ter liberdade para buscar outras imagens? E onde você achou isso aí? Você pagou por isso? Você tirou essas fotos? Como que alcançamos esse tipo de material?”

É muito importante você ter em mente que qualquer designer, ou qualquer estúdio, precisa ter acesso a um banco de imagens. Eu vou deixar um texto de apoio, logo após esse vídeo, explicando a importância dos bancos de imagem, custos desses bancos de imagem e, é claro, alguns links para que você consiga ter acesso.

Mas o que seria isso? Eu vou só trazer um exemplo aqui de um bem conhecido chamado Stockphoto. O Stockphoto é um banco de imagens. Note que, se eu coloco em imagens, ele traz para mim algumas imagens que tem naquele banco, só que ele vem com a marca d’água e se eu venho no próprio site eu tenho vários tipos de fotos e eu tenho como buscar e filtrar aquelas fotos para eu poder comprar aquilo e utilizar na minha composição.

Então, se você vai trabalhar com criação de web, se você vai trabalhar com composição, se você trabalhar com ilustração, é um ótimo site para trazer referências, para buscar fotos em específico, porque você consegue buscar exatamente aquele ponto, aquela imagem que você quer.

Por exemplo, eu tenho aquikids smiling. Eu quero fotografias de pessoas sorrindo, ou crianças sorrindo. Se eu busco aqui, para mim ele já traz fotos voltadas para esse tipo de segmento para você criar a sua composição.

Com base nesse tipo de material, fica mais fácil para você gerar a sua arte final.

E o custo disso? Você pode tanto incluir no custo do projeto, ou você pode colocar para o cliente que ele vai ser responsável por pagar essas fotos que você vai comprar. Se você vai fazer o material para você ou o material para um cliente que não quer pagar e você não quer lidar com esse custo, existe alguns bancos de imagem que são gratuitos.

Por exemplo, eu tenho o Pexels, eu tenho o Pixabay, vou deixar todos esses links no material de apoio, não se preocupe.

A desvantagem desse tipo de site que tem essa variação gratuita é que não tem uma gama tão específica de fotografias. Por exemplo, kids smiling vai trazer algumas fotos só que é muito mais artístico. Os artistas que colocam as fotos aqui não fazem muito no sentido comercial, eles fazem no sentido bem mais artístico. Então nem sempre vai ter aquela foto específica que você quer.

Vou buscar kids smiling aqui no Pexels também para nós vermos um pouco de quais são as fotografias.

O fundo não é branco, então você não consegue tirar aquela representação, não é tão fácil de manipular essa fotografia. Você tem que escolher algumas fotos muito específicas para o seu projeto. Mas só um exemplo aqui de como você pode buscar.

Outra coisa importante de usar esses bancos de imagem é: se eu pego uma fotografia, eu tenho aqui em cima para poder baixar aquela foto e eu tenho quais são os formatos daquela fotografia.

Nos bancos de imagem, você vai ter sempre o formato original e outros formatos para utilizar na mídia digital. Nós vamos ter que trabalhar com o formato original, pois ele vem com a resolução tamanho padrão que a própria câmera tirou e com a resolução muito alta para eu poder utilizar na mídia que vai ser impressa já que aquele tipo de outdoor é um tamanho um pouco grande demais. Então é legal sempre que você for trabalhar com essa fotografia, você trabalhar com os tamanhos originais.

As imagens que nós vamos utilizar para o projeto já estão aqui separadas para vocês. Vou trazer outras imagens, já estão com o tamanho correto para começar a desenvolver o nosso projeto de forma adequada.

O que temos que começar agora? Nós vamos pegar essas imagens e iniciar a produção. A primeira coisa que eu vou fazer, em vez de criar um documento novo no Photoshop com dimensões corretas, é simplesmente trazer a imagem que vai ter a minha primeira manipulação para dentro da minha composição com as dimensões dela, maiores dimensões possível para daí eu levar para a composição final. Então nós vamos ter duas etapas de criação neste projeto.

Para iniciar, nós vamos clicar na imagem, segurar e arrastar para dentro do software, ou até mesmo vir em “File>Open” para poder abrir aquela imagem. Você tem várias formas de criar e colocar essa imagem dentro do seu software.

Ele vai trazer um aviso para você falando: a imagem que você baixou veio de uma câmera fotográfica, então ele tem um formato de cor em específico. Você deseja pegar esse formato de cor e adequar com o que o Photoshop tem, você quer converter o formato de cor do seu documento, ou você quer descartar o formato de cor que já existe nesta foto para poder colocar no formato específico do Photoshop?

Nós vamos colocar aqui use embedded profile, ou seja, ele vai ajustar os formatos de cor do Photoshop para poder trabalhar melhor em cima do meu software e com as cores que a câmera criou para mim. Então dei OK aqui para mim, e pronto, eu tenho o início da minha composição.

O que nós vamos fazer? Nós vamos trazer todas as imagens para dentro desta minha composição, organizar as suas camadas, trabalhar com a separação dessas imagens, para gerar a minha composição inicial e depois jogar para o tamanho daquele meu documento correto, que seria para a minha impressão.

No próximo vídeo, nós vamos trazer as imagens e trabalhar com seleção. Como que eu faço uma seleção mais dinâmica, uma seleção mais correta, para a minha foto manipulação não ficar artificial demais. Espero vocês lá. Espero que até então vocês tenham entendido a importância de entender o briefing e de banco de imagens para podermos criar nossa composição. Um abraço.

Início do projeto - Selecionando e separando os objetos

Agora que entendemos um pouco melhor sobre o briefing do cliente, nós vamos organizar o nosso trabalho, organizar o nosso projeto para ter um bom workflow.

A primeira coisa que eu vou me atentar aqui é que, como eu puxei uma imagem, ele está no formato jpeg, a imagem original. Então vou apertar “Ctrl + Shift + S” no teclado, vou mudar o formato para o formato PSD aqui e vou colocar “composição”.

Então, salvando esta composição eu já começo a ter um arquivo separado para isso e eu não vou alterar a imagem original. E eu também já habilito, ao fazer isso, a propriedade de autosave do próprio Photoshop. Significa de tanto em tanto tempo, ele vai salvar automaticamente para mim e, caso aconteça algum problema no meu computador, o Photoshop trave, eu não perca 100% do meu trabalho. Eu posso voltar a trabalhar, voltar a editar aquilo ali.

O que nós vamos fazer aqui? Além disso, eu vou simplesmente buscar as minhas imagens e vou trazer todas elas para o meu documento.

Nós vamos utilizar a lua, o céu e a questão daquelas montanhas. Eu posso clicar, segurar e arrastar todas elas e trazer para dentro do Photoshop e ele vai simplesmente trazer cada uma individualmente.

Por que é tão importante esta área? Porque no momento que eu trago a imagem dessa forma, note que ela vem com um X. Eu preciso confirmar pressionando o “Enter” no teclado essas imagens ou clicando em cima para confirmar cada uma delas.

Por que isso? Significa que todas elas estão vindo como smart object. Você consegue notar isso por essa pequena folha que tem aqui na minha lateral esquerda.

A propriedade smart object é muito importante porque permite que você trabalhe em cima dessas imagens sem perder a forma original dela, elas são apenas uma referência. Vou deixar um material de apoio falando um pouco melhor e um pouco mais aprofundado sobre essas ferramentas, o que é o smart object e como utilizá-lo.

Já que eu tenho tudo isso, eu vou só organizar a ordem das minhas camadas. Eu vou vir aqui, eu coloquei o personagem por primeiro, vou deixar aqui o céu por último e a lua por cima, por trás das montanhas. Então, está aqui, organizei isso.

Como eu quero trabalhar de maneira segura, sempre vou pensar, sempre vou bater nessa tecla, eu vou organizar essas camadas e criar um grupo. Apertei “Ctrl + G” e vou colocar aqui no nome “Originais”.

Eu fiz isso para o seguinte, para duplicar esta camada, pressionando “Ctrl + J” no teclado e vou escrever aqui no nome “Editáveis”. Tudo isso aqui significa que se eu mexer em cada uma dessas imagens aqui na minha parte de “Editáveis” e em algum der problema, der algum erro, eu tenho os originais aqui embaixo, onde eu posso vir, pegar essas imagens novamente e voltar a utilizar.

Tanto é que eu vou vir aqui e bloquear a camada de originais. Eu não quero mais utilizá-la. Vou apertar o botão direito e marcar como “red”, como se ele estivesse vermelho e eu não quero mesmo poder utilizar essas propriedades.

Feito isso, eu posso voltar a modificar os meus elementos e daí começar o meu projeto. Note que eu estou organizando o meu material para eu sempre ter uma maneira fácil de trabalhar e, se eu precisar passar, inclusive para alguém, ele consegue identificar o que está acontecendo aqui.

Como eu vou trabalhar com a montagem, eu não quero ficar preso às dimensões iniciais daquele meu documento, então eu pegar a ferramenta “crop”. Essa ferramenta me permite aumentar ou diminuir o tamanho da minha área de trabalho.

Cliquei, segurei, arrastei na área de trabalho como um todo e eu vou aumentar aqui proporcionalmente no centro, segurando o “Alt” e deixei um pouco maior aquela minha ferramenta, aquela minha área de trabalho e pressionei “Enter”.

De novo, estou fazendo isso por quê? Por que eu não quero ficar preso a essas dimensões originais, eu quero poder movimentar o resto das minhas imagens, ver como que elas se encaixam e assim por diante.

Então, agora eu preciso começar a fazer o seguinte: organizar os meus elementos e separar cada um deles para poder iniciar a minha composição. Eu tenho todas as imagens uma em cima da outra aqui e não é isso que eu tenho interesse.

Eu tenho várias formas de organizar esse documento, ou seja, separar o que eu quero. No caso do personagem que é a primeira camada, é a primeira coisa que eu vou editar, eu posso vir aqui, pegar qualquer uma das minhas ferramentas de seleção que você já viu em outros cursos. É importante que você já passe por esse conteúdo antes para desenvolver esse material, e eu posso vir aqui e pegar, por exemplo, a “quick selection”.

A “quick selection”, só recapitulando, ela funciona como se fosse brush, só que é uma seleção. Eu posso clicar e ele vai selecionando aí para você, pintando aquela área.

Eu quero selecionar só o personagem, e é claro a pare de baixo onde ele está sentado. Caso você selecione as partes de fora é a mesma coisa que você já trabalhou com outras ferramentas de seleção, você pode vir aqui e só reduzir ou remover pressionando “Alt”.

Então, o que nós temos que ater aqui? Eu fiz essa seleção com a “quick selection” e eu posso simplesmente já duplicar só essa parte selecionada para trabalhar com a minha composição.

O interessante dessa ferramenta é que ela não possui uma propriedade chamada anti-alias. A anti-alias é muito importante nas ferramentas de seleção, pois ela traz uma certa suavidade nessas bordas de seleção que eu possuo aqui.

Como a “quick selection” trabalha como se ela fosse um brush e ela tem uma forma de trabalho diferente dentro do Photoshop, eles removeram essa propriedade que você encontra na barra superior.

Então, já que eu não possuo isso, a minha seleção fica muito marcada. Para eu poder melhor essa seleção, já que a minha composição tem muitos elementos, eu posso utilizar uma propriedade chamada “Refine Edge” nas versões anteriores do Photoshop e agora, se chama “Select and Mask” que você encontra na barra superior.

Se você estiver com qualquer outra ferramenta selecionada que não seja uma ferramenta de seleção, a propriedade “Select and Mask” não vai ficar visível. Então, utilize a ferramenta de seleção, qualquer uma delas.

E você pode vir aqui, “Select and Mask”. Cliquei. O Photoshop abre uma outra tela para você, como se fosse um outro software dentro do Photoshop para você refinar ou melhorar a sua seleção.

Note que as bordas estão bem drásticas, estão marcadas para mim. Isso é o que faz a falta do anti-alias na minha “quick selection”.

O que eu preciso fazer? Já que eu entrei na “Select and Mask” eu vou melhorar essa propriedade. Essa é uma ferramenta que me permite que eu ajuste algumas bordas da seleção feita. Então, eu tenho algumas ferramentas que auxiliam nisso.

Aqui na minha lateral direita, eu tenho ferramentas de brushs que permitem eu aumentar a minha seleção com um brush padrão.

Eu estou pintando e aumentando aquela área selecionada. Eu tenho uma ferramenta de refinamento das bordas chamada “Refine edge”, o brush, e eu tenho aqui a própria “quick selection” que eu posso aumentar e reduzir parte da minha seleção igual à ferramenta funcionando lá fora.

Selecionei a “Refine edge” e eu consigo vir aqui e vir nas bordas do meu elemento para ele refinar isso daqui. “Professor, eu não tenho fundo preto, o que está acontecendo?”

Aqui na lateral, você tem uma propriedade chamada “View mode”, mostra como que você está vendo essa seleção. Você tem “Onion Skin”, “Marching Ants”, “Overlay”. Todas essas propriedades mostram como que a sua seleção está sendo visível dentro da “Refine edge”, dentro da “Select and Mask”.

Então, se você coloca aqui “On Black”, que é o que eu estou utilizando, o fundo vai ficar preto. Se mesmo assim não ficar preto, significa que a sua opacidade está zerada, onde ele não mostra este fundo preto, ele mostra a imagem original ao fundo. Então você pode aumentar essa opacidade e você consegue visualizar exatamente as bordas e como a sua seleção está ficando caso ele vá para um ambiente onde tem um fundo preto.

Feito isso aqui, peguei a minha “Refine edge” e vou começar a pintar as bordas da minha seleção com essa ferramenta. Ela vai fazer um cálculo automático em cima dessas bordas para tentar identificar pequenos sulcos que existem na minha composição e na seleção baseado no contraste, baseado naquela seleção que você tinha feito com aquele céu.

Então ele vai começar a suavizar um pouco melhor aquelas bordas sem deixar tão drástico já que a “quick selection” não tem aquele anti-alias.

E o mais interessante, é que eu posso dar zoom e tirar. Claro, igual à ferramenta convencional do Photoshop.

E aqui onde ele está selecionando o céu porque é uma área muito pequena e a “quick selection” não consegue identificar, a “Refine edge” identifica para você que esses elementos menores possuem sulcos e você não quer que exista seleção nesses sulcos. Você quer só os fios selecionados.

Então, essa ferramenta é muito versátil, ela é muito forte para você selecionar cabelo, selecionar sulcos, melhorar essas bordas que ficaram muito drásticas na sua seleção, e você não precisa utilizar só com a “quick selection”. Qualquer seleção que você tenha feito, você tem total liberdade de vir nessa ferramenta e começar a trabalhar com ela para refinar esses pequenos elementos .

Dica, se você for fazer uma composição onde o cabelo do personagem tem bastante sulco, tem bastante nuance, está mais solto, essa é uma ferramenta essencial para que você consiga fazer uma boa seleção de cabelos, fios e área que estão vazando.

Note que eu estou só passando aqui para mim aqui essa ferramenta. Vou acelerar um pouco para poder refinar com a ferramenta “Refine edge” e daqui a pouco nós voltamos para eu explicar como eu levo a seleção para o Photoshop.

Notem que eu vou pegar a ferramenta “brush” para adicionar parte da seleção e selecionar as pequenas áreas que a “Refine edge” acabou deixando com um vazado que eu não queria, porque não consegue identificar o contraste entre o céu e a parte branca da imagem.

E essas pequenas áreas que foram selecionadas aqui na lateral, esse pequeno ponto, eu vou remover com a ferramenta “brush”. Vou pegar aqui “Remove original” e posso pintar para remover. Eu posso adicionar essas áreas que eu não quero. Vou adicionar essas pequenas áreas para nós podermos deixar a seleção o mais organizado possível.

Pronto. Agora que eu fiz esse refinamento, note que fazer a seleção sempre é um processo delicado. Você tem que ir lá, voltar, ver como ficou, deixar de uma maneira que você ache interessante. Existem algumas propriedades aqui na lateral que ainda auxiliam melhor para deixar melhor ainda essa seleção.

Eu vou deixar juntamente no material de apoio sobre a smart object, mais detalhado sobre essas propriedades.

No nosso caso, nós vamos trabalhar aqui com o contraste, onde ele vai deixar sem essas marcas mais suavizadas, eu quero minha seleção mais contrastante, mais marcante mesmo, e eu vou trabalhar aqui embaixo com “output to”, ao invés de “selection” para “new layer with layer mask”. Por quê? Porque eu quero que ele crie uma nova camada a partir dessa minha seleção. Quando eu dou OK aqui para mim ele já gera para mim uma nova camada já com aquela máscara.

Lembrando que a máscara é: onde estiver branco eu vou conseguir visualizar o elemento na minha imagem, e onde estiver preto eu não consigo visualizar.

Já que eu possuo isso daqui, eu tenho total liberdade de vir na minha máscara e, qualquer área que eu não tenha gostado da minha seleção eu posso simplesmente vim com a minha ferramenta “brush” e com a cor preta, ou a cor branca, você pode reduzir uma área ou mostrar uma área.

Então, se você achou que ficou muito marcado, eu posso vir com a ferramenta, deixar o hardness um pouco mais forte e aumentar uma pequena área ali que eu quero e eu tenho interesse que exista. Então eu tenho total liberdade de ir, voltar e editar.

Eu fazer o mesmo processo com outras áreas e outras imagens. Então eu posso reduzir, ou tirar a visualização desse personagem, posso pegar essa ferramenta e começar a encaixar na minha composição, ela tem que ser maior, então aperto o “Ctrl + T”, tenho total liberdade de aumentar essa minha ferramenta, aumentar essa minha imagem.

Não vou perder resolução porque ela é um smart object e faço o mesmo processo. Você pega a “quick selection”, vem aqui e faz a seleção apenas do que você tem interesse. No meu caso, vai ser só essa parte de baixo da imagem.

Eu não quero o céu, e eu vou fazer aquela mesma área e aquele mesmo filtro de seleção através da “Refine edge”. Então, nós vamos partir para essa seleção. Assim que eu fizer eu vou voltar e falar sobre o resto dos elementos que eu preciso selecionar.

Lembrando, selecionei tudo, pressionei “Alt” só para reduzir a área que eu não tenho interesse. Venho no menu superior, “Select and mask” e vamos lá, de novo, fazer a seleção.

Feito o mesmo processo de seleção que fizemos com o personagem, neste caso eu vou aumentar um pouco o raio, ou o radius da minha “edge detection” para ela poder identificar áreas um pouco maiores e identificar automaticamente esses sulcos que ficaram um pouco mais azulados, identificar melhor os espaços que existem nos meus elementos.

Além disso, também vou aumentar o contraste daquela minha propriedade da minha seleção ficar mais marcante e em vez de simplesmente colocar “output to”, eu vou marcar o “decontaminate color”, que é para ele tirar esses refinados azuis que existem que é o reflexo da luz do céu ali atrás.

Então ele tende a reduzir essa cor aplicando uma cor mais neutra, que no caso é o preto aqui. Note que ao clicar aqui, automaticamente ele já traz uma nova camada para mim.

Dei OK e ele já traz uma nova camada onde você pode editar, por exemplo, as nuvens, deixando um pouco mais transparente através da máscara, mas tudo isso nós conseguimos editar e manipular ao decorrer do curso.

Isso tudo nos traz a nossa seleção. Posso tirar a visualização , selecionar a lua. Não preciso da “Refine edge”, você consegue utilizar uma seleção comum como a eliptical, selecionar aqui certinho a lua. Selecionei a lua e vou fazer o que? Criar aquela questão da máscara para mim.

Então, você é bem tranquilo. Depois que você trabalha com a seleção, você criar e separar esses elementos. Agora que eu já tenho tudo separado, nós conseguimos visualizar mais ou menos como que vai ficar aquela minha propriedade e a partir daqui eu começar a trabalhar com edições de cores, começar a trabalhar melhorando essa minha composição para tudo se encaixar melhor.

Vejo vocês no próximo vídeo e até lá.

Sobre o curso Adobe Photoshop: composição com mesclagem de imagens

O curso Adobe Photoshop: composição com mesclagem de imagens possui 146 minutos de vídeos, em um total de 41 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Manipulação Fotografica em UX & Design, ou leia nossos artigos de UX & Design.

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