Google Page Experience: Como alcançar uma boa estratégia de Marketing Digital

Douglas Vidal
Douglas Vidal

Compartilhe

Printscreen de uma tela do google analytics.
Lupa aumentando a palavra Google em uma tela de computador. Embaixo da palavra, entre duas linhas azuis, está a frase Google Page Experience.

Há vinte anos minha sogra não tinha acesso à internet, mas sabia da sua existência pela TV. Mesmo sem nunca ter tocado em um computador, ela sabia que um tal Google tinha todas as respostas. Por isso, me ligava para saber o aniversário de determinado artista, o ingrediente de tal receita ou qualquer outra dúvida que surgisse. Na cabeça dela, o Google era uma espécie de Oráculo de Apolo, que continha todas as respostas do mundo.

Ela não estava tão errada assim em sua imaginação. O Google se tornou uma referência de busca tão forte que, para milhares de pessoas, é a página principal do seu navegador.

Como o Google estava criando um elo forte com seus usuários, empresas perceberam sua importância e credibilidade e movimentaram suas estratégias para estarem entre as respostas do "Oráculo" Google, principalmente entre as primeiras. Foi assim que a corrida pela primeira página começou: técnicas, programações, o que fosse possível era feito para estar nos primeiros lugares. Mas, até pouco tempo atrás, o foco dessas estratégias era apenas tecnológico. Bastava compreender os critérios estabelecidos pelo Google para vencer no jogo das palavras-chaves, também conhecidas como algoritmos. A busca pela melhor estratégia de SEO era a regra do jogo.

Buscando o equilíbrio entre o que é bom para as empresas e para os usuários, o Google anunciou uma grande atualização que iria unir as métricas com fatores de experiência do consumidor, o “Google Page Experience”.

Veja o que diz a documentação:

"Embora essa experiência seja importante, o Google procura classificar as páginas com as melhores informações gerais, mesmo que ela seja inferior. Uma ótima experiência na página não substitui um conteúdo de qualidade. No entanto, quando há várias páginas com relevância semelhante, a experiência se torna muito mais importante para a visibilidade na Pesquisa."

Assim, as estratégias de SEO e UX tomaram novos rumos. Para compreender estas mudanças, o Google deu os indicativos, pois já não existia uma “receita de bolo” para ter melhores resultados. Era necessário compreender quem é o seu consumidor.

Ao longo dos anos, o Google tem oferecido diversas ferramentas de mensuração de métricas e relatórios de desempenhos. Chamadas de “Web Vitals”, seu principal objetivo é ajudar os desenvolvedores a se concentrarem no que é mais importante em um site para elaborar suas estratégias.

Em 2020, o Google divulgou um conjunto de métricas para medir a experiência do usuário do site, o “Core Web Vitals”, e avisou que estes indicativos seriam usados como um fator fundamental para a classificação do site no ranqueamento do Google.

Estas métricas foram divididas em três: LCP (Largest Contentful Paint), FID (First Input Delay) e CLS (Cumulative Layout Shift).

Métricas com a indicação do valor considerado bom para a experiência do usuário, sendo: LCP (Largest Contentful Paint) até 2.5 segundos, FID (First Input Delay) até 100 milissegundos e CLS (Cumulative Layout Shift) até 0.1 de movimentação do site.

Vamos entender a principal função de cada métrica?

Carregamento

Largest Contentful Paint (LCP): Usado para medir quanto tempo o site demora para carregar, no mínimo, 75% da página, com todas as imagens e objetos. O Google entende ser uma boa experiência para o usuário quando isso acontece em um tempo de até 2,5 segundos, sendo entre 2,5 e 4 segundos um tempo razoável e, acima de 4 segundos, ruim.

Interatividade:

First Input Delay (FID): Esta métrica mede a interatividade do usuário no site, ou seja, quanto tempo leva para o site começar a processar uma resposta a uma interação com, no mínimo, 75% de carregamento. O Google considera um bom tempo até 100 milissegundos, entre 100 e 300 milissegundos um tempo razoável e acima de 300 milissegundos um tempo ruim.

Estabilidade visual:

Cumulative Layout Shift (CLS): Este fator mede a estabilidade visual do site, ou seja, mudanças inesperadas que podem acontecer quando estamos lendo um texto. Como, por exemplo, quando estamos prestes a clicar em um link. Isso normalmente acontece quando o site é carregado de maneira assíncrona. Sobre isso, o Google entende que quanto menos mudanças ocorrerem, melhor a experiência para o usuário. Até 0.1 de movimentação do site com, no mínimo, 75% de carregamento é considerado uma boa métrica e até 0,25 médio e acima disso é considerado ruim.

Uma boa ferramenta para analisar o desempenho de um site é a PageSpeed Insights. Ao colocar a URL do site que se quer avaliar, ela gera um relatório destas métricas e as convertem em uma pontuação de 1 a 100, como podemos ver na avaliação do site da Alura:

Print da análise feita no site da Alura sobre as principais métricas da Web. O resultado de cada métrica é representado por uma barra horizontal. A métrica FCP apresenta pontuação de 77%, FID 89%, LCP 86% e CLS 83%.

Além de mostrar as métricas, a ferramenta traz sugestões de melhorias em vários aspectos de desempenho e um diagnóstico detalhado que pode ser usado para otimizar os resultados e oferecer uma melhor experiência para o usuário.

Ainda não se sabe o peso de cada métrica, mas o fato é que elas vieram para ficar e vão evoluir com o tempo. As estratégias se tornam cada vez mais complexas, mas o prêmio é valioso e vale a pena: estar na primeira página do site de busca mais acessado do mundo!

Gif mostrando um homem negro de cabelos curtos, no meio da rua, parado, com a cabeça inclinada para cima, de olhos fechados, abrindo os braços e gritando algo em comemoração. Apesar de não emitir som, por meio do gesto dos lábios percebe-se que ele grita algo como Uhuuuulllllllll.

Que tal aprender mais sobre esse universo da experiência do usuário? Aqui na Alura temos a formação UX Design.

Agora, se você quer aprender sobre como ranquear bem no Google, temos a formação de SEO.

Para ter uma visão geral sobre as estratégias digitais, vale a pena fazer a formação de Marketing Digital.

Até a próxima!

Douglas Vidal
Douglas Vidal

Doutor e mestre em Administração, especialista em Ciências do Consumo com larga experiência em educação e gestão empresarial.

Veja outros artigos sobre Inovação & Gestão