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Beatriz é Mestra em Direito pela UFSC. É responsável pela estratégia e gestão de conteúdo do blog da Alura. Escreve para blogs desde 2020. Acredita que conhecimento bom é conhecimento compartilhado e construído por todas as pessoas.
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Se você está buscando saber por onde começar a programar ou aprender programação do zero, saiba que a programação já faz parte do nosso dia a dia.
Seja você programador ou não, do aplicativo de delivery ao sistema do banco, o código está presente em tudo que usamos. Neste artigo você vai descobrir como começar a aprender programação mesmo que seja do zero.
E esse cenário só tende a se intensificar. Um estudo da IBM revelou que 78% das empresas nacionais planejam ampliar seus investimentos em IA no curto prazo.
Uma coisa é certa: a tecnologia não vai parar.
Pelo contrário, as soluções tecnológicas estão avançando com força em todas as áreas, e isso cria uma demanda sem precedentes por profissionais que saibam construir, manter e inovar com essas ferramentas.
A profissão de pessoa programadora tornou-se uma das mais requisitadas do mercado.
Muitas pessoas buscam como começar a estudar programação e como dar os primeiros passos do zero. É justamente essa dúvida que este guia se propõe a responder.
A verdade é que não existe uma única resposta. Aprender a programar é uma jornada, não um ponto final. Neste artigo, apresentamos um roteiro com os caminhos mais eficazes para quem deseja iniciar do zero e construir uma carreira sólida em programação. Vamos lá?
Antes de mergulhar nas dicas, vamos alinhar o conceito principal. Em sua essência, programar é o ato de
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A programação é o processo de escrever essas instruções em uma linguagem que o computador entenda (como Python, Java ou JavaScript) para que ele execute uma tarefa específica, como exibir um botão na tela, calcular a melhor rota no mapa ou processar um pagamento.
Aprender a programar significa desenvolver o pensamento estruturado e lógico, além de saber dividir problemas complexos em etapas menores e solucionáveis.
Aprender a programar hoje vai muito além de apenas uma opção de carreira; é quase uma nova forma de alfabetização.
O "pensamento computacional", a habilidade de decompor problemas e criar soluções lógicas, é valioso em qualquer área, do marketing à biologia.
No entanto, se o foco é a carreira de TI, os motivos são ainda mais claros:
Esse cenário faz muita gente procurar como aprender a programar do zero de forma estruturada e compatível com a demanda do mercado.

Entender o que uma pessoa programadora faz ajuda quem está iniciando a visualizar melhor sua rotina e decidir por onde começar a estudar programação de maneira prática.
Essa é uma das principais dúvidas para quem busca programação: por onde começar. Muitos imaginam uma pessoa isolada em um quarto escuro, digitando código sem parar. A realidade é bem diferente e muito mais colaborativa.
O dia a dia de uma pessoa programadora envolve:
Se você começar a pesquisar, talvez encontre um artigo famoso de Peter Norvig, diretor de pesquisas do Google, chamado "Aprenda a programar em 10 anos".
Isso assusta, certo? Mas a ideia do texto é uma reflexão poderosa: não existem atalhos mágicos. A maestria em programação, como em qualquer outra área complexa (como medicina ou música), leva tempo.
Isso não significa que você levará 10 anos para conseguir seu primeiro emprego. Significa que você precisa adotar a mentalidade correta desde o início. A jornada de como aprender a programar do zero não é uma corrida de 100 metros; é uma maratona.
Esqueça a ideia de "ficar rico rápido". A programação exige:
Agora que você já entendeu como funciona a carreira e rotina na programação, confira o passo a passo de como começar a programar do zero. Siga estas dicas para aprender programação sozinho(a), montando sua trilha personalizada para estudar programação e dar seus primeiros passos.
Se você quer descobrir como começar a estudar programação, este é o roteiro ideal.
Antes de se perguntar "qual linguagem aprender?", você precisa aprender o "como pensar". A lógica de programação é o pilar central.
É a sua capacidade de pensar de forma estruturada e criar um algoritmo, uma receita, um passo a passo, para resolver um problema.
Você pode (e deve) treinar isso antes mesmo de escrever sua primeira linha de código, usando papel e caneta ou ferramentas de "pseudocódigo" (uma forma de escrever o passo a passo em português estruturado).
Essa é a lógica. Só depois de ter esse "fluxo" claro é que você o traduz para uma linguagem.
Aqui está a grande ansiedade de quem começa. Qual a melhor linguagem de programação?
A resposta é: não existe "melhor", mas existem escolhas mais fáceis e com maior mercado para iniciantes. A linguagem é apenas a ferramenta para aplicar a lógica que você aprendeu.
Nas palavras de Paulo Silveira, cofundador e CVO da Alura, para quem está começando, algumas linguagens se destacam:
Neste vídeo, o Paulo Silveira aprofunda essa lógica:
A melhor dica é: escolha uma e foque nela. Não tente aprender Python, Java e JavaScript ao mesmo tempo. Aprenda uma profundamente, e a segunda será bem mais fácil, pois a lógica é a mesma.
Não existe como aprender programação apenas lendo ou assistindo vídeos. Você precisa escrever código. A fluência vem da repetição e da prática.
"Aprender fazendo" é a regra de ouro. Coloque em prática o que você está aprendendo imediatamente. Não espere terminar um curso de 20 horas para começar seu projeto.
Depois de uma exploração inicial, é vital se aprofundar. "Programação" é um termo gigante. Você não pode ser especialista em tudo. Assim que você sentir afinidade, escolha uma trilha:
O seu portfólio é a sua vitrine profissional. É o que prova que você sabe fazer o que diz que sabe.
Para uma pessoa programadora, o portfólio tem dois endereços principais: GitHub e LinkedIn.
Não espere ter projetos "geniais" para começar. Um portfólio de iniciante deve mostrar sua evolução.
Um bom projeto no GitHub inclui não só o código, mas também um arquivo README.md ("leia-me") bem escrito, explicando o objetivo, como executar e as tecnologias utilizadas.
Isso mostra profissionalismo e no futuro vai servir para você resgatar ideias e aprimorá-las com novos aprendizados.
Aprender programação não precisa ser uma jornada solitária. A comunidade de tecnologia é um dos seus maiores ativos.
Participar de comunidades permite que você faça amigos, construa networking, tire dúvidas e, o mais importante, perceba que suas dificuldades são as mesmas de milhares de outros iniciantes.
O volume de informação gratuita na internet é gigantesco. Isso é ótimo, mas também pode ser paralisante ("information overload").
Por isso, seguir uma trilha de aprendizagem é fundamental. Você precisa de um caminho estruturado que te leve do básico ao avançado, na ordem correta.
Livros são aliados incríveis para formar bases sólidas. Enquanto cursos e tutoriais ensinam o "como", muitos livros clássicos ensinam o "porquê". Eles são essenciais para quem quer ir além do básico.
Neste episódio do #HipstersPontoTube, Paulo Silveira e Roberta Arcoverde dão dicas valiosas de livros de tecnologia que marcaram suas carreiras e que podem guiar seus estudos:
Aprender como começar a programar é menos sobre decorar comandos e mais sobre transformar sua maneira de pensar.
É uma jornada que desenvolve resiliência, criatividade e, acima de tudo, a capacidade de construir soluções reais para problemas reais.
O caminho pode parecer longo, mas cada projeto concluído e cada erro superado representa um passo importante na sua evolução.
Esta jornada é uma das mais recompensadoras do mercado atual. Dominar a programação significa abrir portas: você pode criar negócios, otimizar processos onde já trabalha ou atuar liderando inovações tecnológicas.
Se você busca um curso de programação completo, atualizado e orientado para o mercado, a Alura oferece trilhas para quem quer começar na programação do zero e construir uma carreira sólida.
Nossas Carreiras são desenhadas para te levar do zero absoluto até o nível profissional, com uma didática prática, projetos reais e a maior comunidade de tecnologia do Brasil para te apoiar.
E para quem já está na trilha de gestão ou busca uma imersão mais profunda para dar o salto estratégico rumo à liderança técnica, ao C-Level ou a uma especialização de ponta em áreas como IA e Cybersecurity, a FIAP oferece os MBAs e pós-graduações mais reconhecidos do mercado.
É o próximo passo para quem não quer apenas participar da mudança, mas liderá-la.
O primeiro passo é seu. Comece hoje.
Separamos algumas das dúvidas mais comuns que recebemos de quem está começando.
Não, você não precisa necessariamente de um diploma de ensino superior ou de uma faculdade de programação para conseguir um emprego como programador.
A área de tecnologia é uma das mais democráticas nesse sentido, valorizando muito mais suas habilidades práticas e seu portfólio.
No entanto, uma faculdade oferece uma base teórica profunda (especialmente em ciências da computação) e ajuda no networking. Cursos focados, como os da Alura, são o caminho mais rápido para adquirir as habilidades que o mercado exige.
Não. Para a grande maioria das áreas da programação (como desenvolvimento Web Front-End e Back-End ou Mobile), você precisará apenas da matemática básica (soma, subtração, lógica).
Áreas muito específicas, como Ciência de Dados, IA, desenvolvimento de jogos ou computação gráfica, exigirão um conhecimento mais avançado de estatística e álgebra linear.
Depende inteiramente da sua dedicação. Não existe fórmula mágica. Com um estudo focado, disciplinado e construindo um portfólio sólido (seguindo as dicas deste guia), é possível conseguir uma vaga de júnior em um período de 6 meses a 2 anos.
Os salários variam muito dependendo da região, da tecnologia e do tamanho da empresa. No entanto, segundo os principais guias salariais do mercado, a média para uma posição júnior no Brasil em 2026 fica geralmente entre R$ 2.000 e R$ 4.000.