Primeiras aulas do curso Consultas SQL: Avançando no SQL com MySQL

Consultas SQL: Avançando no SQL com MySQL

Configurando ambiente e conhecendo o SQL - Introdução

E aí gente, tudo bem? Meu nome é Victorino Vila e eu serei o instrutor deste treinamento de consultas avançadas com o MySQL.

A gente teve um curso anterior a esse, que foi o Introdução ao SQL com MySQL, que teve como foco aquele cara que nunca viu SQL na vida.

Esse aqui é o primeiro de alguns cursos que a gente entra um pouco mais a fundo dentro do SQL e nós vamos dar ênfase aqui aos comandos de consultas.

Se você já tem uma noção de SQL, de trabalhar com outras ferramentas, você pode iniciar esse curso direto.

Agora se você nunca viu SQL na vida eu sugiro que vocês façam primeiro o Introdução ao SQL para depois começar esse treinamento. Está legal?

Bem, aqui a gente vai também fazer uma revisão da história do SQL e também vamos falar da história do MySQL, como esse nome surgiu e como ele está situado hoje no mercado, quais são as suas principais características.

Aí é claro, depois a gente vai fazer a instalação dos produtos. Eu vou até pedir que vocês assistam aos vídeos do Introdução ao SQL somente para fazer a instalação, caso você não tenha o MySQL na sua máquina, e aí nós vamos recuperar o ambiente, nós vamos carregar no nosso MySQL uma base de dados já com dados, porque nós vamos fazer consultas com eles.

E aí depois a gente vai começar bem simples, fazendo as consultas de uma tabela, usando uma seleção simples, depois nós vamos aplicar seleções condicionais, usando expressões lógicas e usando talvez alguns tipos de estruturas mais complexas como, por exemplo, o LIKE.

Aí nós vamos passar a olhar a parte de consulta vendo como a gente faz para que os dados que são exibidos não se repitam na minha saída. E nós vamos aprender também a limitar a saída de um SQL e como eu consigo vê-lo de forma ordenada.

Vamos falar também sobre uma condição específica chamada HAVE, que a gente aplica quando um dado agrupado faz parte do meu critério de filtro.

Aí depois nós vamos com a estrutura extremamente importante dentro da linguagem SQL que são os JOINs. Os JOINs permitem que nós possamos juntar duas tabelas em uma única consulta. Existem diversos tipos de JOINs*. Nós vamos falar um pouquinho sobre esses tipos separadamente.

Vamos também falar sobre sub-consultas, ou seja, onde eu coloco uma consulta SQL dentro de outra e falaremos também um pouquinho sobre visões, ou views, que são consultas que ficam armazenadas de forma lógica no meu banco de dados e eu posso usar a visão como se fosse uma tabela qualquer.

Depois nós vamos pular para um capítulo onde nós falaremos especificamente de funções. As funções são o que realmente diferenciam um banco de dados relacional de outro.

Se você sabe MySQL você consegue facilmente entender o SQLServer, ou o Oracle, porque quando eu falar para vocês sobre a história do SQL, eu vou falar do padrão ANSI e todos eles respeitam esse padrão.

Mais especificamente na parte das funções é que cada banco de dados tem o seu modo de trabalhar. Falaremos de funções strings, que mexem com textos, matemáticas, que mexem com números, e funções de dados; e uma coisa muito importante que são funções de conversão onde eu possa eventualmente converter dados de um tipo em outro.

Isso pode ser útil e pode ser necessário dependendo do que eu estou desenvolvendo para o meu cliente.

E aí nós vamos encerrar esse treinamento com duas consultas já bem complexas em cima de casos reais na nossa empresa de suco de frutas, onde eu vou colocar todo o conhecimento que foi visto nessas consultas.

Tá legal? Bem, é um curso extenso, tem bastante coisa para ser vista e eu vou avisando logo, apesar do curso ser Consultas Avançadas, a gente também vai deixar de lado uma série de outras coisas que poderíamos explorar dentro do SQL.

Mas eu acho que esse treinamento vai ser um bom passo inicial para você caso queira se aprofundar nesse assunto possa depois pesquisar.

Tá legal? Valeu gente, um abraço e vamos seguindo.

Configurando ambiente e conhecendo o SQL - Preparando ambiente

Você pode fazer o download do arquivo RecuperacaoAmbiente.zip aqui.

Então, tá. O primeiro passo para a gente poder fazer esse treinamento é ter na nossa máquina o ambiente do MySQL.

Afinal, vai ser um curso de consultas avançadas com o MySQL.

Se você já fez o curso de Introdução ao SQL com MySQL, aqui conosco na Alura, e se já tem o MySQL instalado na sua máquina, ótimo.

Não tem problema, você não vai precisar reinstalá-lo.

Agora, se você fez o curso de Introdução em um outro computador, está com a sua máquina limpa ou, então, se você não fez o curso de Introdução e está querendo fazer a carreira de MySQL começando direto pelo curso de Consultas avançadas, tudo bem.

Faça o seguinte: volte lá no curso de Introdução ao SQL, com o MySQL. Está bom?

E lá na aula um, no vídeo quatro, eu faço a instalação do ambiente.

Então, volte lá, faça o download, siga as instalações conforme são mostradas no vídeo e coloque seu ambiente com o MySQL instalado. Está bom?

Quem já tem, espera um pouquinho.

Então, vou dar um tempinho aqui para você ir lá, ver o vídeo, fazer a instalação e voltar aqui. Está bom?

Espero você daqui alguns segundos. Tchau, tchau.

Neste momento, todo mundo deve estar com o MySQL e o MySQL Workbench instalados na máquina.

Vamos agora recuperar a base.

Então, vou aqui executar o MySQL Workbench.

E aí, vou acessar essa conexão, que foi configurada quando a gente instalou o nosso MySQL.

Vou clicar.

E, claro, aqui eu não tenho nenhum banco à disposição.

Se você tá usando o MySQL do curso Introdução ao SQL com MySQL, você deve estar olhando aqui também a base que nós usamos nesse treinamento anterior.

Mas, não importa. Nós vamos criar uma base nova.

E para criar essa base nova, eu dou botão direito do mouse sobre essa área, clico em Create Schema e vou criar aqui uma base chamada sucos_vendas.

Esse é o nome da base de dados que nós vamos trabalhar neste treinamento.

Vou clicar em Apply, Apply, Finish.

Temos, então, aqui a nossa base suco_vendas criada, porém vazia. Sem tabela e sem dado.

Nós vamos recuperar isso através de um link que nós temos associado aqui a esse treinamento.

Clique nele, baixe. Você vai ver um arquivo zip com esse nome aqui: RecuperacaoAmbiente.zip.

Descompacte ele, você deve ver uma lista de arquivos como mostrado aqui em cima.

Mas a nossa mais importante é esse subdiretório aqui, DumpSucosVendas.

Vou voltar aqui ao Worbench.

Eu vou clicar nesse link aqui. Primeiro, na aba Administração e depois eu vou clicar em Data Import/Restore.

Cliquei. Eu tenho aqui a minha caixa de diálogo, onde eu vou restaurar um arquivo que foi anteriormente feito um backup.

No caso, é aquele diretório que eu especifiquei para vocês, o diretório DumpSucosVendas, que possui a base de dados que nós vamos recuperar.

E aqui, nessa caixa de diálogo, eu vou selecionar aquele subdiretório.

Então, vou clicar aqui. No meu caso, ele está no driver D.

O treinamento que eu estou dando é esse aqui.

Aqui. Selecionei o diretório, que foi o diretório que veio, que apareceu na descompactação do arquivo.

E eu tenho ele aqui, já posso recuperar. Só que eu tenho um probleminha aqui. Note que a resolução que eu estou usando aqui na máquina é muito baixa.

Porque, justamente, para gravar os vídeos e ficarem umas letras um pouco maiores, para que vocês possam assistir ao vídeo de maneira mais clara.

Só que eu não consigo aqui, não tem um scroll, eu não consigo clicar no botão de inicializar recuperação.

Então, eu vou fazer uma coisa aqui.

Eu vou mudar no meu computador a configuração para 1600 x 1024, por exemplo.

Deixa eu mudar aqui, eu vou colocar 1400 x 900.

Ok? E aí, eu agora consigo visualizar esse botão aqui, que é o botão Start Import.

Vou clicar nele. E aí, a recuperação da base começa a ser executada.

Pronto. Terminei a recuperação. Deixa eu voltar de novo a minha resolução para a original.

Ok. Então, eu volto aqui para o Workbench.

Então, a minha importação funcionou. Só para a gente ter uma certeza, eu vou clicar nessa pasta Query 1.

Se você não tiver essa pasta, vocês cliquem aqui nesse botão.

E aí, eu vou selecionar aqui uma consulta. Select, asterisco, from.

Vamos pegar aqui, por exemplo, a tabela de itens_notas_fiscais, que é a tabela maior.

Claro, eu tenho que selecionar o banco, dando duplo clique sobre o banco sucos_vendas, para ficar em negrito esse banco.

Tudo isso ainda vou explicar melhor, quando a gente começar a fazer as consultas.

Talvez, eu precise também explicar um pouquinho para vocês como é que a gente trabalha no Workbench. Eu aqui só estou testando para saber se a minha recuperação da base funcionou.

Está aqui, eu tenho informações. Então, essa recuperação funcionou. Então, nesse momento, eu já estou pronto para iniciar o treinamento. Está legal?

É isso aí, gente. Valeu.

Bem, essa parte do vídeo é apenas caso você não tenha conseguido recuperar a sua base de dados através do diretório Dump, a recuperação deste diretório aqui.

Por algum motivo, você não conseguiu, deu erro. Então, faça o seguinte: vou mostrar uma segunda maneira de recuperar a base. Ela é um pouquinho mais trabalhosa, mas também tem mais probabilidade de funcionar. Ok?

Eu vou, então, aqui apagar a base sucos_vendas. Atenção, só façam isso se o primeiro método não funcionou. Ok?

Se o primeiro método funcionou, vocês podem até parar de assistir ao vídeo nesse ponto. Está legal?

Então, eu vou clicar aqui em Drop Schema. Então, não tem mais a minha base. E eu vou criá-la novamente. Clico em Create Schema. Selecionei a base, o nome sucos_vendas. Dou Apply e dou um Finish.

Duplo clique sobre ela, tenho a base d enovo aqui criada, mas vazia. Aí, eu vou fazer o seguinte: eu vou clicar em File, Run SQL Script, vou escolher essa opção aqui.

E eu tenho todos esses arquivos aqui com extensão .sql que eu vou usar para importar a base de uma outra maneira.

Eu vou começar com esse aqui, o primeiro arquivo, Criação_Esquema.sql.

Eu vou clicar nele, vou clicar em abrir. Eu vou ver um script de recuperação.

E aí, eu vou escolher aqui a base sucos_vendas. Está bom?

E vou escolher aqui em Default Character Set, que é essa opção, utf8, que está aqui embaixo. Está bom? Eu dou o Run. E aí, ele vai terminar.

Vou agora de novo e vou fazer para esse arquivo, Cargas_Tabelas_Cadastrais.sql. Seleciono a base, seleciono utf8 e Run.

Nesse momento, eu consegui recuperar as tabelas e os dados cadastrais. Agora, eu vou recuperar os dados referentes às notas fiscais. Clico de novo em Run SQL Script e vou escolher agora esse arquivo aqui, Carga_Notas_01. Seleciono. E dou o Run.

Esse script vai demorar um pouquinho mais, porque eu agora estou carregando dados com um volume substancial de linhas. Ok?

Então, eu vou fazer o seguinte: eu vou parar o vídeo um instante e quando essa barra terminar, eu volto. Está bom?

Ok? Se eu tiver essa mensagem aqui, é porque tudo correu bem.

Vou agora recuperar o arquivo 2, Carga_Notas_02. Seleciono aqui a base. utf8 e Run. Bem, ele está processando o arquivo 2. Vocês vão fazer para o arquivo Carga_Notas_02 e, depois, para o Carga_Notas_03.

E aí, toda a parte do cabeçalho da nota fiscal vai estar importada no banco. Então, eu vou parar aqui o vídeo e vou voltar quando eu terminar o Carga_Notas_03. Está legal?

Vocês façam esses passos e aí me encontrem daqui a pouco. Pronto, nesse momento eu importei os arquivos Carga_Notas_01, 02 e 03.

Eu agora vou importar o Carga_Itens_Notas, de 01 a 07. Então, eu vou começar aqui com o 01. Seleciono a suco_vendas, seleciono aqui utf8 e dou o Run. Então, eu vou começar a importar o Carga_Itens_Notas_01.

Então, façam isso. O 01, 02, 03 até o 07. E aí, quando vocês terminarem o último arquivo, a base vai estar recuperada. Está bom?

Pronto. Importei aqui o Carga_Itens_07. Então, nesse momento, eu também tenho a minha base recuperada.

Está bom? Então, eu mostrei para vocês nesse vídeo duas maneiras de recuperar a base. Vocês devem tentar a primeira. Se não funcionar, tentem a segunda. Está bom?

Agora, estamos preparados para continuar o nosso treinamento.

Configurando ambiente e conhecendo o SQL - História do SQL

Esse vídeo que eu vou mostrar a vocês aqui é um vídeo onde eu falo um pouquinho sobre a história da linguagem SQL, as suas vantagens e desvantagens e como a gente divide os grupos de comandos do SQL.

Esse vídeo é o mesmo vídeo que eu apresentei no curso de Introdução ao SQL com MySQL.

Por isso, se você já fez o curso de Introdução e está fazendo agora o de Consultas Avançadas, se quiser até assistir para recapitular, não tem problema.

Mas o vídeo que vocês vão ver a seguir é o mesmo do curso anterior.

Agora, se você está tendo contato com o MySQL, começando diretamente por esse treinamento, eu aconselho vocês a assistirem um pouquinho, para conhecerem sobre a história do SQL e suas características.

Então, vamos lá. Vou tocar o vídeo agora que eu gravei no curso anterior.

Vamos falar um pouquinho, então, da história da linguagem SQL.

Você que está tendo o primeiro contato com esse tipo de linguagem, por isso que está fazendo esse treinamento, é bom você saber um pouquinho como ela surgiu, qual foi o motivo, qual foi o histórico dela.

Bem, o SQL foi desenvolvido originalmente no início dos anos 70, nos laboratórios da IBM, na cidade de San Jose, na Califórnia.

O desenvolvimento aconteceu dentro de um projeto chamado System R, que tinha como objetivo demonstrar a viabilidade da implementação de um modelo relacional que estava sendo desenvolvido por um estudioso chamado Codd.

O Codd imaginou uma forma estruturada de fazer consultas nos bancos de dados que estavam surgindo no momento, que eram chamados de bancos de dados relacionais.

Até aquele momento, os bancos de dados não tinham relacionamentos entre as tabelas onde os dados eram armazenados.

Esses bancos de dados antigos, que foram os primeiros que surgiram, eram chamados de bancos de dados sequenciais, que possuem uma tripa de caracteres textos, que não permitiam algum tipo de relacionamento entre eles.

Com o surgimento desses bancos de dados relacionais, que se chamavam DBMSs, Codd pensou em criar uma linguagem que fosse fácil para extrair dados.

Ou manipular não somente dados, mas as estruturas desse banco, aproveitando a característica de relacionamento entre eles.

Mas não era só a IBM que estava trabalhando com isso.

Já mais para o meio dos anos 80, a Oracle também estava procurando uma maneira fácil de manipular essas novas estruturas relacionais.

E não era somente a Oracle, não. Outras empresas estavam começando a fazer isso.

Aí, já estamos falando de meio para final dos anos 80. Está bom?

Bem, no final dos anos 80, no início dos anos 90, um órgão americano chamado ANSI, que vem da sigla American National Standards Institute, estipulou alguns padrões para as consultas dos bancos de dados relacionais.

Foi criada, então, uma linguagem chamada SEQUEL, que vem do acrônimo em inglês para "Structured English Query Language", que, traduzindo, seria alguma coisa como "Linguagem de Consulta Estruturada em Inglês".

Aí, por causa desse acrônimo, vem que no inglês a gente não pronuncia SQL. Normalmente, em inglês, a gente fala que a gente sabe a linguagem SEQUEL.

No português, não. No português, a gente traduziu para SQL.

Bem, então a linguagem SQL veio com o objetivo de padronizar a forma com que os dados são consultados nestes bancos de dados relacionais.

Hoje em dia, todos os bancos que se dizem relacionais adotam o padrão SQL.

Mas, esse padrão, como eu falei, não é somente usado para consulta de dados. Mas também é utilizado para criação, alteração, manipulação da estrutura do banco de dados, a forma com que o banco interage com a segurança e assim por diante.

Bem, a gente pode falar aqui que existem algumas grandes vantagens do banco de dados relacional. E, mais precisamente, dessa padronização usando a linguagem SQL.

A primeira vantagem é que há um custo reduzido do aprendizado. O profissional que sabe SQL, por exemplo, de Oracle facilmente vai utilizar o SQL do MySQL ou do SQL Server da Microsoft.

Algumas pequenas diferenças existem entre esses SQL, principalmente na parte de funções.

Mas isso não é um grande problema para que um profissional se adapte facilmente de um banco de dados para outro.

Bem, outra vantagem é a portabilidade.

Fica muito fácil você migrar sistemas que utilizam Oracle para SQL Server ou para MySQL, ou vice versa.

Claro que se você é um programador e está desenvolvendo uma aplicação que consulta banco de dados relacional, quanto mais próximo do ANSI, ou seja, quanto mais você utiliza o Sequel Standard definido pelo Ansi, fica muito mais fácil você depois fazer uma portabilidade.

Evitar, por exemplo, aquelas funções específicas do banco e deixar isso para o seu programa estar fazendo.

A terceira vantagem é a longevidade. Se o seu sistema utiliza relatórios ou processos utilizando o SQL, a gente tem uma garantia de que eles vão funcionar durante muito tempo, principalmente para as novas versões de bancos de dados, porque eles vão estar sempre adaptados ao padrão ANSI.

Então, o seu sistema nunca vai ficar fora de funcionamento quando você for fazer um upgrade de banco de dados, por exemplo.

Outra vantagem é a Comunicação. O fato de todo mundo falar SQL permite que os sistemas possam facilmente se comunicar entre si.

Processos de ATL ou de integração entre sistemas ficam muito mais fáceis de serem desenvolvidos, já que os dois falam o SQL padrão.

A última vantagem listada aqui é a Liberdade de escolha. Como há um padrão de linguagem, a empresa, quando for selecionar o uso de um banco de dados relacional, não vai ficar presa, por exemplo, à linguagem de comunicação, já que ela é muito parecida.

Aí, a empresa, ao decidir o uso de um banco de dados relacional vai usar outros critérios de escolha, como por exemplo performance, hardware, custo e assim por diante.

Só que essa padronização não tem só vantagens, ela tem algumas desvantagens. Poucas, mas tem.

A primeira é a falta de criatividade. O que eu quero dizer com isso?

O SQL possui alguns limites que podem não atender, por exemplo, as novas demandas de mercado. Principalmente, hoje em dia, com o advento das redes sociais e de grande volume de dados, que hoje a gente chama de Big Data. Ou seja, a necessidade de eu coletar dados que estão trafegando na internet.

Tanto é assim que hoje estão surgindo outros bancos que utilizam padrões diferentes dos bancos de dados relacionais. Nós costumamos chamá-los de NoSQL. Ou N-O, de não, NoSQL.

Esses bancos NoSQLs atendem melhor as demandas, por exemplo, de redes sociais, de tabelas de Big Data.

Mas aí, estamos falando de estruturas que acabam fugindo ao padrão ANSI, que exigem um aprendizado muito focado.

Outra desvantagem é a falta de estruturação da linguagem SQL. A linguagem SQL não é uma linguagem estruturada, que possui, por exemplo, IF, WHEN, FOR, comandos condicionais, como uma linguagem de programação normal.

Para suprir essa falta, essa característica, essa falta de estruturação, os bancos de dados relacionais - Oracle, SQL, MySQL - criaram suas próprias linguagens internas que fazem esse tipo de estruturação usando a linguagem SQL.

Mas aí, vamos dizer que isso está fugindo um pouco do padrão ANSI. Ok?

Bem, esse padrão ANSI possui três grandes grupos de comandos, que estão mencionados aqui.

E eu posso dizer que o primeiro grupo de comandos é o DDL, que é a sigla em inglês para "Linguagem de Definição de Dados".

O que são os DDLs?

DDL é a parte da linguagem SQL que permite a manipulação das estruturas do banco de dados.

Criar um banco, criar tabela, criar índices, apagar tabela, alterar índice, alterar política de crescimento de índice.

Todos os comandos que mexem com a estrutura do banco de dados relacional, a gente diz que eles são comandos do tipo DDL.

Bem, o segundo grupo de comandos nós chamamos de comandos DML, que traduzindo para o português seria Linguagem de Manipulação de Dados.

O DML é um grupo de comandos que tem como objetivo realmente gerenciar os dados.

Incluir, alterar, excluir informações que estão dentro das estruturas do banco, como por exemplo as tabelas.

Não somente fazer isso, mas também fazer consultas, tirar informações das estruturas e exibir para os usuários.

Finalmente, nós temos os comandos DCL, que traduzindo para o português seria Linguagem de Controle de Dados.

O DCL é um grupo de comandos que permite a gente administrar o banco de dados, mas não na sua estrutura: administração do controle do acesso, gerenciar usuário, o que cada usuário pode ou não ver, gerenciar o banco a nível de estrutura do tipo como vai ser a política de crescimento dele, como ele vai ser armazenado no disco, onde ele vai ser armazenado no disco, administrar os processos, saber quantos processos estão sendo executados e assim por diante.

Controle de Logs, por exemplo, também estão dentro do conjunto de linguagens DCL.

Então, é isso, gente. Eu quis dar nesse vídeo um apanhado geral não somente da história do SQL, mas também suas características, vantagens, desvantagens e as características dos comandos nessa linguagem.

Sobre o curso Consultas SQL: Avançando no SQL com MySQL

O curso Consultas SQL: Avançando no SQL com MySQL possui 325 minutos de vídeos, em um total de 65 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de SQL e Banco de Dados em Data Science, ou leia nossos artigos de Data Science.

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