Primeiras aulas do curso Fotografia digital: fundamentos

Fotografia digital: fundamentos

Referências - Apresentação

[00:00:00] Oi, gente. Eu me chamo Flávia Palazzo, sou fotógrafa há mais de 10 anos, trabalho em diferentes áreas da fotografia e eu convido vocês a fazer o nosso curso de Fundamentos da Fotografia Digital. Esse curso é para você que é um entusiasta da fotografia, que adora tirar boas fotos ou aquela pessoa que tem uma câmera em casa e não sabe muito bem como funciona.

[00:00:17] Aqui nós vamos entender o funcionamento da câmera, a escolha da lente, entender como a imagem é formada e fazer boas escolhas. Eu espero que vocês curtam o curso e até lá.

Referências - Overview

[00:00:00] Oi, gente, tudo bem? Eu me chamo Flávia Palazzo, sou fotógrafa há mais de dez anos e adoro retratar pessoas, mas nesse curso nós vamos falar sobre os fundamentos da fotografia digital. Então, para começar, nós vamos falar sobre as referências. Quem são nossas referências, como buscar referências e como trazer essas referências para enriquecer o nosso trabalho.

[00:00:17] No segundo momento, nós vamos falar sobre a câmera. Nós vamos entender as funcionalidades da câmera, os seus botões, como a imagem é construída dentro dela e vamos falar sobre as lentes. Entender os tipos de lentes que existem no mercado, o que a lente a influência na nossa imagem e como fazer uma boa escolha para conseguirmos passar todo o nosso sentimento e o que buscamos com a imagem.

[00:00:39] Depois nós vamos falar sobre os tipos de arquivo, as diferenças entre eles e como fazer uma boa escolha para poder melhorar o nosso fluxo de trabalho. Em um terceiro momento nós vamos falar sobre os três pilares fundamentais da fotografia, que são o ISO, o diafragma e a velocidade do obturador.

[00:00:55] Os três são responsáveis por uma boa exposição da imagem, mas também trazem ferramentas com efeitos diferentes, como profundidade de campo, velocidade se nós queremos mais um movimento na foto, se quer uma foto congelada.

[00:01:08] Nós vamos entender como tudo isso funciona. Depois nós vamos conseguir juntar esses três pilares em uma prática, entendendo em um simulador e praticando bastante também nos exercícios. No final, nós vamos falar sobre a luz. Vai entender como a câmera lê essa luz e como nós podemos ajudar a câmera a fazer uma boa leitura de luz.

[00:01:26] Também vamos falar sobre a temperatura de cor, o famoso balance de branco. Entender como essa temperatura de cor vai influenciar nos tons que essa cor vai ter na nossa imagem. Assim eu espero que vocês aproveitem bastante o curso e curtam muito. Até o próximo vídeo.

Referências - Referências

[00:00:00] Então, gente, essa primeira aula vai ser sobre referências. E o que são as referências? Para mim, referência é tudo aquilo que nós experienciamos, pode ser uma comida gostosa, pode ser uma música que nós escutamos, um cheiro, um livro que nós lemos.

[00:00:16] Não só as referências que buscamos quando queremos aprender o enquadramento, quando queremos aprender a luz ou a lente que o outro fotógrafo usa. Isso também é importante, nós vamos falar disso um pouco mais para frente, mas, para mim, por exemplo, referências, eu que venho da biologia e sou bióloga formada, então, para mim, sempre foi muito interessante entender as interações, observar como a vida acontece.

[00:00:43] Eu adoro retratar pessoas, eu adoro documentar e isso tem a ver com essa minha experiência, por exemplo, na biologia. Eu trago isso dessa minha formação. Então um cheiro que me remete a algo, uma música. Eu sou muito ligada a música, a música me inspira muito. Então, assim, quando eu escuto uma música eu penso que imagem que essa música tem.

[00:01:07] Aí me dá vontade de fotografar, fazer um autoral, fazer um auto retrato que expressa o sentimento que aquela música me traz ou, então, até em um trabalho comercial, quando eu vou fotografar uma família, eu penso: “Qual a trilha sonora desse momento?”. Isso é muito incrível.

[00:01:24] Então, assim, eu acredito muito que tudo que nós vivemos, todas as experiências ficam no nosso inconsciente e nós transbordamos isso na nossa arte. De alguma maneira ela vai aparecer na foto que fazemos, porque a fotografia tem muito nós, mas ela também tem muito do outro, do que está sendo fotografado. É uma troca o tempo todo. Ela não é uma via de mão única.

[00:01:46] Então o nosso inconsciente trabalha o tempo todo. Então nós vamos colocar na nossa fotografia o livro que nós lemos, a poesia que nós lemos, como aquilo mexeu em nós, como aquilo está sendo transformado. Uma cena bonita quando você viaja e você vê uma paisagem, uma luz bonita entrando. Aquilo emociona, nós ficamos tocados.

[00:02:06] A fotografia é arte e a arte está para nos afetar positivamente e negativamente de alguma forma. Então eu acho muito importante nós entendermos que é, sim, interessante, nós buscarmos referências em termos práticos, em termos de entender os conceitos, de entender como que a fotografia funciona em termos de luz, em termos de enquadramento.

[00:02:28] Mas é muito importante nós estarmos abastecidos de outras ferramentas e isso vem através de um livro, de um filme que você viu, de uma música que você escutou, de uma comida que você comeu, de um cheiro que você sentiu. Tudo isso vai agregar profundamente a sua fotografia.

[00:02:49] Então nós temos que sair um pouco dessa caixinha. Aí falando sobre isso, eu vou dar alguns exemplos de referências para mim e é claro que outros fotógrafos são referências para mim. É muito importante nós criarmos referências estéticas, entender o que está acontecendo no momento, entender a luz, a cor. Mas também entender o que motivou esses fotógrafos, qual o sentido que a fotografia tem para eles.

[00:03:15] Aí nesse momento eu vou trazer o primeiro fotógrafo, que é o João Roberto Ripper. É um fotógrafo muito importante para mim. Eu estou tentando trazer aqui nesse curso referências brasileiras e referências contemporâneas de pessoas que estão trabalhando no momento.

[00:03:35] Acho importantíssimo e fundamental nós entendermos a história da fotografia e conhecer quais foram os fotógrafos e pessoas que fizeram história, o porquê elas fizeram história. Então eu vou deixar no material complementar para vocês uma lista de várias pessoas que eu acho muito importante.

[00:03:51] Mas quero falar dessas pessoas que são fotógrafos incríveis, fotógrafos brasileiros e que me inspiram muito. O primeiro, João Alberto Ripper, como eu falei, ele é um fotógrafo documental. Nós escutamos muito falar sobre o Sebastião Salgado, que é um fotógrafo incrível, maravilhoso, que ganhou o mundo com um documental, principalmente um documental de denúncia muito importante.

[00:04:15] Mas o Ripper não é tão conhecido assim e, para mim, ele é tão importante quanto, porque com ele eu aprendi o que eu levo para vida. Que é nós fotografarmos a dignidade e isso nós podemos usar em uma fotografia documental, nós podemos usar em uma fotografia comercial fotografando famílias e bebês, mas é nós sabermos que nós precisamos mudar a semiótica do mundo do que está sendo mostrado e construído no nosso consciente coletivo.

[00:04:41] A arte, a fotografia, ela tem um papel muito importante, porque se a fotografia não é vista, ela não existe. E se ela existe e é vista, ela está criando o nosso consciente coletivo. Então é muito importante nós termos cuidado com o que fotografamos, como fotografamos, como interagimos com as pessoas e como nós mostramos isso na fotografia.

[00:05:03] Aí nada mais lindo do que mostrar a dignidade, então como vocês podem ver, ele é um fotógrafo documental e também de denúncia, mas as imagens dele me passam muito amor, me passam dignidade, me passam beleza.

[00:05:18] Nessa foto na direita, é uma família que trabalha no carvoeiro em uma situação muito difícil, mas você vê esse filho segurando o dedo do pai, olhando para ele com orgulho e isso é muito lindo de ver, porque mostrar a beleza em situações de dificuldade, porque elas existem, e as pessoas não são só construídas de dificuldades, elas têm uma história imensa por trás.

[00:05:44] Assim como essa mãe com essas duas crianças felizes e rindo. Esse outro homem feliz de estar com a sua carteira de trabalho. Isso é criar uma semiótica de beleza que nós precisamos no mundo. Com o Ripper, também tem a Helen Salomão, que é uma fotógrafa jovem, baiana e que ela fotografa rua, fotografa pessoas pretas e sempre nesse lugar muito parecido.

[00:06:13] De mostrar e ressignificar as situações e mostrar as relações entre as pessoas, o que é importante, sempre pautado na dignidade e na beleza. Falando agora de uma nova forma de nós pensarmos referência, eu vou mostrar uma referência de um fotógrafo, que é um fotógrafo de arquitetura. O Denilson Machado.

[00:06:36] É um fotógrafo brasileiro também incrível. Aí quando nós pensamos em fotografia de arquitetura, pensa naquela coisa de um prédio meio parado, uma coisa sem emoção e eu mostro as fotos do Denilson para vocês. O que vocês estão vendo nessas imagens?

[00:06:50] Ele humanizando esses espaços, ele trazendo essa foto da esquerda, que é uma foto de uma banco feito por um designer, então está aí em uma revista de arquitetura, mas com uma paisagem bonita, com uma criança correndo. Quanta poesia não tem nessas fotografias mesmo sendo de arquitetura.

[00:07:08] Assim como a fotografia da direita um menino andando de bicicleta. Isso com certeza vem da bagagem dele de entender como nós podemos humanizar espaços e ele traz isso muito bem. Como nós podemos fazer de uma imagem poesia de muita coisa que ele leu, mesmo sendo uma fotografia de arquitetura.

[00:07:27] Mais uma vez outras fotos dele. Não parece uma pintura? Olha que coisa linda essas imagens e são imagens de arquitetura, feita para arquitetos, que vão estar em revistas famosas. Então o Denilson, para mim, é uma referência de que qualquer área da fotografia você pode trazer dignidade, você pode trazer humanidade, pode trazer beleza, você pode se conectar com o outro.

[00:07:49] Aí nós vamos para outra referência minha que é o Araquém Alcântara, que é um fotógrafo de natureza e paisagens. Também é uma pessoa que documenta povos originários e ele traz com muita beleza também essas relações e mostra que não é só documentar um animal parado como se fosse um desenho de descrição daquele bicho.

[00:08:17] Na verdade, ele mostra a relação desse animal com o ambiente, a relação da luz. Ele traz esse contato, então é muito lindo de ver. Acho importante nós comentarmos também e buscar referências em outros lugares, porque normalmente nós consumimos muito as referências da imagem ética europeia, americana.

[00:08:42] Então nós copiamos muito o tipo de luz, copia muito a paleta de cores, como que essas pessoas estão fazendo fotografia e quando começamos expandir a nossa mente e vai para Ásia, para África e começa a conhecer outros artistas, o nosso mundo se expande, porque nós começamos a ver outras possibilidades de fotografia, de interação, de cor, de posicionamento, de estética.

[00:09:08] Aí eu trouxe para vocês aqui dois fotógrafos que eu acho incrível, que é o Kohki, que é japonês. Ele traz uma relação urbana humanizada incrível. Também o Diop, que é africano, e ele traz essa estética de muitas cores, mistura de estampas, coisas que normalmente nós não estamos muito acostumados a ver aqui.

[00:09:29] Nós estamos sempre em uma paleta meio monocromática, que também é bonito e importante, mas, assim, o que eu quero dizer para vocês é se expandam, abram seus horizontes, criem novas ferramentas, procurem outros lugares em outros países, outras situações para poderem criar referências para vocês.

[00:09:47] Aí nós podemos ver referências em séries, por exemplo, por que ficar só fechado em fotógrafos? Não, você pode buscar referências em séries, por exemplo, O Gambito da Rainha, para mim é uma aula de fotografia, de composição. Uma aula de colorização, em pensar estética.

[00:10:07] Como vocês podem ver nessa imagem, a posição dos personagens, a maneira como eles estão se olhando, em que lugar da fotografia o olhar está. Nessa outra, nós vemos o tipo de enquadramento, qual é a intenção que esse enquadramento dá, qual é a sensação que esse enquadramento dá, qual a sensação que essa cor dá.

[00:10:30] Então, assim, O Gambito da Rainha é uma excelente aula de composição e cor, por exemplo. Outro filme que eu acho incrível e que também entra nesse esquema de filme e série, é Parasita. Parasita, para mim, é uma outra aula de composição de fotografia.

[00:10:50] Porque o tempo todo, através da fotografia, nós conseguimos sentir o que os personagens estão sentido. Então, assim, são personagens que vivem situações de enclausuramento, situações de opressão muito grande. A fotografia passa o tempo todo.

[00:11:05] Nessa foto você vê os personagens lá no fundo, uma imagem bem aberta cheia de elementos confusos, com olhar mais de baixo para trazer essa sensação de espaço fechado, meio enclausurado. Nessa segunda imagem também, todo mundo no chão, a imagem sendo feita bem baixa para dar essa sensação de falta de espaço.

[00:11:28] Isso tudo é fotografia, é enquadramento. Essa outra imagem também linda mostrando que quem tá do lado de dentro qual é o olhar que essa pessoa tem, o que ela está conseguindo enxergar e isso tudo quem traz é a fotografia. Então é uma outra coisa incrível de nós buscarmos.

[00:11:47] E, assim, vamos expandir. Esse filme Parasita é coreano e os coreanos são incríveis em fotografia de filmes, vamos buscar outros países, outras referências, é muito importante. Moonlight é meu filme preferido da vida e, pra mim, é a fotografia mais linda que eu já vi.

[00:12:05] Moonlight é uma aula de fotografia. Ele usa fotografia e usa os frames, a cor para passar épocas diferentes, a iluminação, como iluminar corpos com tonalidades diferentes, como trazer a força para essas imagens. Por exemplo, nessas duas fotos nós vemos como eles estão usando a grade pra mostrar sempre uma situação de encarceramento.

[00:12:32] Enfim, é um filme também maravilhoso que eu acho que vale muito a pena ver. Aí nós vamos para outra forma de referência, que são as pinturas. Eu sou apaixonada pela época barroca, acho que foi uma época que expressava o realismo e a iluminação de pinturas barrocas é uma aula de luz.

[00:12:57] Porque fotografia é luz e sombra. É sobre isso. Então pinturas barrocas e pintores barrocos me ensinam muito sobre iluminação. E tem outra coisa que eu acho muito incrível, que é aprender posicionamento de mãos, eles eram mestres na arte de posicionar as mãos.

[00:13:17] Aí quando você pensa: “Nossa, eu vou fazer o ensaio de uma grávida. Eu vou fazer o retrato de alguém”, a mão é sempre uma coisa meio complicada, nós não sabemos muito onde posicionar. Como que a pintura pode me ajudar nessa referência?

[00:13:30] Ela me ensina muito. Eu vejo os posicionamentos de mão, como que os dedos se comportam, onde que fica e isso me ensina. É mais uma referência. Então, assim, expandir a nossa mente para saber que todas as coisas vão estar fazendo parte do nosso consciente, vão transbordar na nossa fotografia, é fundamental.

[00:13:48] Na próxima aula nós vamos começar a entender como que funciona a câmera, as lentes e tudo que nós precisamos para começar botar em prática a fotografia. Até lá.

Sobre o curso Fotografia digital: fundamentos

O curso Fotografia digital: fundamentos possui 87 minutos de vídeos, em um total de 35 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Fotografia em UX & Design, ou leia nossos artigos de UX & Design.

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