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Keyvisual: o que é e como ele pode te ajudar

Felipe Labouriau
Felipe Labouriau

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Paisagem de um mar, uma ilha com um farol branco e muitas árvores. No céu, pássaros e um balão colorido.

Resumindo

Você já ouviu falar em Keyvisual? Abreviada como KV, essa ferramenta é muito utilizada em projetos mais extensos. Neste artigo, vamos conversar sobre o que é o KV (somos íntimos agora) e como ele pode te ajudar no seu dia a dia de trabalho.

Digamos que você faz parte de um time de designers que vai participar da construção do material gráfico de divulgação de uma marca de varejo. É preciso que todas as artes sigam a mesma identidade e que elas se pareçam minimamente, não acha? Elas não serão idênticas, mas é indispensável que você consiga estabelecer uma relação entre elas. Para isso, existe o keyvisual.

Vamos lá?

O que é

O KV é uma peça única, que funciona como um guia, representando a essência de uma campanha de marketing ou de uma identidade visual. Nela, estão presentes os elementos gráficos e os conceitos para construção das demais peças, como:

  • Cores
  • Tipografia
  • Ícones
  • Estilo fotográfico
  • Selling line (uma “linha de vendas”, na tradução livre do inglês - próprio das campanhas)

Em geral, o KV se assemelha a um pôster. Tratando-se de uma ação de marketing, é importante que conte uma história, que vai dar o tom para toda a campanha. Nesse caso, o designer do projeto é acompanhado de um redator, que vai auxiliá-lo no conteúdo textual.

Imagem da promoção “Tá podendo”, da Nestlé, com informações dos valores dos prêmios, alguns produtos da marca e com a atriz Tatá Werneck sentada em um sofá.

Neste material produzido para a Nestlé, podemos observar diversas características particulares do projeto: os tons de azul e amarelo; o efeito que simula a aparência ouro no texto que fala dos prêmios; a tipografia estilizada em “Tá podendo” e o clima descontraído da composição.

Crédito das imagens do projeto: Lucas Gonçalves

Imagem da promoção “Tá podendo”, da Nestlé, apresentando alguns produtos da marca e a atriz Tatá Werneck apontando para esses produtos.

Ao seguir o KV, as outras artes são rapidamente reconhecidas como pertencentes ao mesmo projeto.

Imagem da promoção “Tá podendo”, da Nestlé, com a atriz Tatá Werneck sentada em um sofá dentro de um supermercado.

E não é necessário que todo o visual seja idêntico. Algumas variações são permitidas, desde que não fujam do estilo fundamental.

Beleza, mas isso não é identidade visual?

Sim e… não! Explico: a identidade visual é o conjunto de diversos elementos isolados que, juntos, formam um estilo particular, uma identidade. Ou seja, a escolha criteriosa dessas partes trata do que: cores, tipografias, grafismos, formatos, fotografias e outros.

Mostra do manual de fontes da Alura. A Inter é a principal e a Roboto mono é a de apoio.

A Alura, por exemplo, usa duas famílias tipográficas em seus materiais gráficos. Esse tipo de decisão é tomada na concepção da identidade visual e antecede a criação do keyvisual.

O KV, por sua vez, define o como: como todos esses elementos vão funcionar quando combinados. Assim, ele ganha um caráter ainda mais tangível ao reunir todos esses componentes num mesmo espaço.

Mas espera aí, Felipe, eu já li alguns manuais de identidade visual e em muitos há exemplos de aplicação da identidade. Não seriam eles KV? Na verdade, não. Eles são isso mesmo: exemplos de aplicação, ou seja, uma maneira de indicar objetivamente o que pode e o que não pode ser feito com a identidade, bem como servir de inspiração para futuras manipulações.

Imagem do manual de identidade da Alura, com exemplos de cartões de visitas, cadernos, envelopes.

Ainda no manual da Alura, vemos diversas aplicações possíveis da identidade. Note como é muito diferente do KV. Aqui, não há uma peça única que rege como deverão ser as outras, mas sim amostras de como se pode trabalhar.

Ok, então como eu uso o KV?

Bom, o seu uso mais comum é em campanhas de marketing, como falamos no começo deste artigo. Nada impede, porém, que você crie um KV para uma identidade visual. Pode haver, por exemplo, uma seção chamada “Peças de divulgação” em que você possa incluir um KV para orientar parâmetros.

Concluindo

Neste artigo, vimos que o KV funciona como uma peça que traz exemplos de aplicação, ou seja, uma maneira de indicar objetivamente o que pode e o que não pode ser feito, bem como servir de inspiração para futuras manipulações.

Ao trabalhar com campanhas ou com identidade visual, você pode agregar essa ferramenta para incrementar a entrega do seu projeto.

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Felipe Labouriau
Felipe Labouriau

Sou designer gráfico de formação, com experiência no mercado de mídias impressas e virtuais. Hoje, sou instrutor de design na Alura e já colaborei para grandes insituições, como Fundação Getúlio Vargas, Ipiranga e Sebrae/RJ.

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