Tudo sobre dashboard: criação e ferramentas essenciais
18 minutos de leitura

Inscreva-se em nossa Newsletter
Fique por dentro de conteúdos, insights e oportunidades do universo tech. Receba novidades e lançamentos direto no seu e-mail.
18 minutos de leitura

Fique por dentro de conteúdos, insights e oportunidades do universo tech. Receba novidades e lançamentos direto no seu e-mail.
Se já passou pela sua mente a curiosidade de compreender “o que é dashboard?” e de que forma ele pode beneficiar na gestão de seus dados por meio da criação de painéis visualmente envolventes, este artigo é o seu guia essencial.
Afinal de contas, o objetivo principal deste texto é explorar desde os fundamentos, como os diferentes tipos de dashboards e seus inúmeros benefícios, até práticas mãos à obra, como a criação, análise e a escolha da ferramenta para construir o seu próprio dashboard.
Quem vai puxar essa conversa é a instrutora da Alura Ana Duarte e a especialista de mercado Júlia Coelho, analista de BI no Ifood.
Ao longo desse percurso, você terá a oportunidade de explorar como os dashboards são essenciais para extrair informações valiosas de conjuntos de dados e como se direcionar diante de tantas possibilidades.
Destaque-se em sua carreira e capacite-se para tomar decisões informadas, utilizando dashboards como ferramenta fundamental na interpretação e na gestão eficaz de dados. Vamos lá?
Em meio ao vasto cenário dos dados, a informação não se resume a simples registros; ela se relaciona diretamente ao que se analisa, visualiza e em
Avalie este artigo
É nesse cenário que os dashboards surgem como ferramentas excepcionais, fornecendo recursos fundamentais para essa tarefa impactante.

Júlia Coelho, analista de BI na ifood e mentora de BI, procura fugir das definições padrões de “dashboard”. Com foco na funcionalidade, ela explica que dashboard são como “um relatório automatizado para otimizar o tempo de análises”.
Nesse contexto, ela revela que os relatórios que são consumidos e analisados com frequência são transformados em dashboard. E, exatamente por isso, uma análise pontual não tem motivos para estar em um painel.
Como um instrumento essencial para compreender informações complexas de forma visual e acessível, o dashboard proporciona uma visão clara e abrangente dos dados, facilitando a tomada de decisões informadas.
Como solução, os dashboards transformam dados em insights acionáveis, fornecendo uma representação visual intuitiva.
Nesse sentido, é importante ter em mente que o dashboard é muito mais do que um mero ponto final, mas um meio através do qual a análise de dados se desdobra e se simplifica.
Em sua essência, o dashboard é um elo que documenta e comunica informações. É como uma dança entre um emaranhado de números e as mentes capazes de extrair informações pertinentes.

Dashboard, como bem definido nesse artigo Power BI: Diferença entre dashboards e relatórios, é um painel que mostra métricas, KPI’s e indicadores relevantes para a empresa.
Com o intuito de monitorar e ajudar na tomada de decisão,basicamente, ele auxilia na interpretação dos dados de forma objetiva e simples.
Portanto, o dashboard vai muito além da sua definição convencional. Ele se revela como o elemento essencial que conecta uma necessidade de negócio (o que será analisado), mentes técnicas e analíticas (pessoas que constroem e consomem os dashboard), extraindo assim significado dos dados analisados e fornecendo subsídios para decisões assertivas.

Diante de tamanha potência e a variedade de possibilidades, talvez o seguinte questionamento possa surgir: para quem são destinados esses dashboards?
A resposta para essa questão é bastante ampla: desde CEOs imersos nas complexidades corporativas até pessoas que buscam entender suas finanças pessoais.
Essa ferramenta funciona como uma ponte para todos que querem economizar tempo na análise de dados.
No cenário corporativo, as pessoas que mais usufruem dos painéis no dia-a-dia são stakeholders ou pessoas tomadoras de decisões.
Como você já sabe, o uso de dashboards otimizam o tempo de análise dos dados. Mas, além disso, também proporciona outros benefícios:
Ao seguir um processo minucioso de coleta, limpeza e verificação, os dashboards garantem a confiabilidade dos dados nos dashboards.
Essa abordagem assegura a precisão das informações, fundamentando decisões estratégicas de forma sólida .
Ao facilitar o acesso e compreensão das informações, os dashboards impulsionam a mentalidade orientada por dados.
Eles estimulam uma cultura "data-driven", onde as decisões são embasadas em análises sólidas e evidências concretas, fomentando a inovação e aprimoramento contínuo.
Destacando visualmente o impacto do trabalho, os dashboards elevam a percepção de valor individual e coletiva. Ao mostrar como as contribuições diárias se alinham aos objetivos organizacionais, promovem um ambiente de trabalho mais motivado e focado em resultados.
No universo dos dashboards, existem dois tipos principais de dashboards:
Um dos tipos o dashboard executivo, que busca uma janela panorâmica que oferece uma visão geral e descomplicada da performance dos indicadores cruciais do negócio.
Diretos ao ponto, esse tipo de painel — que, em geral, são analisados pelas lideranças, guia-se pela simplicidade essencial. Por exemplo, ao monitorar as vendas, o indicador das compras ao longo dos meses se destaca e guia a tomada de decisão que gera impacto para toda a empresa.
O outro tipo de dashboard é o operacional, que contrasta com a abordagem anterior. É um tipo de painel que se destina principalmente para pessoas analistas como uma ferramenta de precisão. Tanto para atendimentos ou para metas internas das equipes, com maior nível de granularidade.
As decisões neste domínio se entrelaçam com o acompanhamento minucioso, impactando diretamente aquele time específico, como o time comercial.
Agora, observe e compare as relações estabelecidas na imagem a seguir:

Como se pode analisar, embora ambos compartilhem a missão de traduzir dados de maneira visual e gráfica, podemos citar uma diferença de granularidade entre os dois tipos.
Os dashboards executivos buscam uma visão geral. Ou seja, um direcionamento como uma bússola direcional. Em contrapartida, os operacionais mergulham na visão focal, detalhando as nuances que moldam as decisões em escala mais restrita.
Dessa forma, o ponto de partida é o mesmo: dados visualizados de maneira inteligível. Mas o processo de idealização em cada tipo de dashboard possui divergências fundamentais entre a abordagem panorâmica e a imersão nas nuances específicas.
É preciso se atentar ao público, foco e objetivo do seu dashboard antes mesmo de ser confeccionado.
É bem comum encontrar pessoas que se preocupam com a criação de dashboard bonitos, focando de maneira prioritária mais na parte estética.
Não vamos negar que um dashboard com elementos de design tem um visual mais harmônico e facilita a análise dos dados.
No entanto, é importante ter em mente que a prioridade para este produtos é a usabilidade. As pessoas precisam de um dashboard que funcione.
E para funcionar, deve-se seguir um processo de criação em que participam desde as pessoas que necessitam dos dados estruturados até quem constrói e faz a manutenção.
Existem várias formas de criar um dashboard para análise de dados. No entanto, é possível citar um processo canônico que generaliza as etapas ideais da criação de um dashboard que compreende as seguintes etapas:

Antes mesmo de começar a confecção, o dashboard começa com uma necessidade de negócio.
Ou seja, um dashboard sempre surgirá a partir de uma demanda de negócio, seja para automatizar relatórios que já existem na rotina da empresa, mas que as pessoas atualizam manualmente por planilhas, ou para desenvolver um relatório novo, com indicadores que são necessários para o momento.
Por exemplo, o marketing acompanha semanalmente os resultados gerais das suas campanhas através de uma planilha. Nesse caso, a planilha é então automatizada para facilitar a análise do time.
Surge então a necessidade de acompanhar com mais detalhes uma campanha específica, que está sendo feita em parceria com o time de logística da empresa. Assim, surge a demanda por um novo relatório automatizado.
Esse também é o momento de definir as ferramentas que serão utilizadas ao longo do projeto. No entanto, é preciso definir em qual solução de BI meu dashboard será construído.
Existem algumas possibilidades diferentes como, por exemplo: Looker Studio, Excel, Power BI, e por fim o Qlik:

Nesta etapa, é o momento de fazer o levantamento das fontes de dados necessárias para o projeto.
Uma vez que tiver o problema de negócio, é importante certificar se a empresa já tem à disposição todas as fontes de dados necessárias e se esses dados já estão validados e se são confiáveis.
Se confirmar essa condição, uma boa prática é se familiarizar com as bases de dados que vão usar. Para isso, deve-se fazer perguntas como: quais informações eu tenho disponíveis? Qual a granularidade delas? É necessário usar todas as colunas que estão disponíveis?
Já temos uma necessidade de negócio que se alinha às fontes de dados. Então, deve-se partir para um rascunho do dashboard final.
Essa é uma etapa que traz, pela primeira vez, a visibilidade do projeto com as possíveis visualizações que o dashboard terá: essa parte estrutura o título, os filtros, os cartões e os gráficos mais apropriados para análise final.
Não há uma obrigatoriedade da riqueza de detalhes no seu rascunho. Mas, quanto mais detalhes tiver, menos retrabalho você terá, pois todos estarão alinhados desde o início.
Para exemplificar, temos na imagem a seguir para mostrar um exemplo de protótipo desenvolvido nesta etapa, nele é encontrado a posição dos filtros, cartões gráficos e tabelas.

Nesta etapa, você deve fazer as transformações necessárias que o dashboard consumirá. Vale lembrar que a solução de BI que você escolher para o projeto pode incluir o ETL ou não.
Assim, você deve retirar informações que não fazem sentido para sua análise, desde informações inválidas como dados duplicados, valores faltantes, valores errados, até mesmo colunas que não servirão para o projeto final.
Chegou a hora de finalmente criar o dashboard. Depois de ajustar e mapear os dados, você pode materializar os elementos no protótipo para o relatório com muito mais agilidade.
Então, o resultado dessa primeira etapa é a primeira versão do dashboard com as análises específicas para o problema do negócio.
Vale destacar que também é nesse momento que você deve testar todos os filtros possíveis para os dados disponíveis no painel.
Muitas vezes, pode-se usar um suporte externo para conferir as informações, como uma planilha ou banco de dados confiável.
Um ponto importante que você deve considerar é se atentar para não agir de forma mecânica nesse processo. O papel da pessoa analista de dados não é apenas conferir os dados e criar gráficos, mas compreender as possíveis análises com aqueles números.
Depois de você conferir o dashboard, é hora da pessoa que solicitou validar toda a demanda e compreender as análises que podem ser feitas no painel. Nessa etapa, também é o momento de ajustar possíveis detalhes que solicitarem no processo de validação.
Esse é o momento em que se encerra o processo de criação do dashboard. Todas as etapas anteriores certificam que as análises respondem a um problema de negócio através de dados confiáveis e validados pela área solicitante.
💡Dica: Você que participou de todas essas etapas (do começo até a conclusão do dashboard), já se familiarizou com os visuais e as análises possíveis.
No entanto, é possível que as pessoas que não participaram desse processo estranhem algum detalhe do dashboard.
Para evitar isso e garantir que mais pessoas usem o dashboard, você pode criar “manual de utilização”. Uma dica é gravar a tela do computador explicando o funcionamento conceitual e técnico.
Essas etapas compreendem a maior parte da execução de um dashboard. No entanto, esse processo pode sofrer alterações dependendo das diretrizes da empresa e do seu objetivo.
Por exemplo, se for uma empresa que preza pela documentação de processo, é provável que essas etapas já estejam formalmente estruturadas. Então, espera-se que a pessoa analista de dados as cumpra, e que tenha tempo hábil para fazê-las.
No entanto, empresas de ritmo mais dinâmico como startups, agências e consultorias podem pular algumas das etapas — como criação de protótipos, ou fazê-las de forma simultânea.
O quadrante mágico da Gartner, empresa global de pesquisa e consultoria, apresenta e posiciona as principais plataformas de BI e Analytics do mercado, dentre elas podemos citar o Power BI, Looker Studio, Qlik e Tableau, que são soluções com peculiaridade e usabilidades diferentes.
Caso você queira explorar ainda mais sobre essa temática, uma excelente recomendação é o artigo de Business Intelligence: o que é BI, o que faz e como usar, que evidencia insights relevantes e bem estratégicos ao negócio.

Dentre tantas soluções de BI, pode surgir a dúvida de qual escolher. Nesse caso, é importante considerar os seguintes critérios:
Qual ferramenta sua empresa utiliza? É importante priorizar a ferramenta adotada pela empresa que você irá implementar seu dashboard.
Seu projeto precisa de uma funcionalidade específica? Caso você tenha várias opções de BI para construir seu dashboard, vale identificar se seu projeto necessita de uma funcionalidade específica e adotar a solução mais aderente. Um exemplo disso é a facilidade de integração dos dados do Google Analytics. Nesse caso, o mais apropriado seria a adoção do Looker Studio.
O projeto é para seu portfólio: Nesse cenário, em que o dashboard não se destina a uma empresa específica, podemos escolher a ferramenta a qual você deseja se desenvolver e adicionar competências para seu currículo.
Uma das melhores formas de compreender todos esses conceitos é aplicando-os em um contexto prático. Pensando nisso, aqui estão os principais exemplos de uso de dashboards:
Um exemplo da usabilidade de dashboards é no monitoramento dos procedimentos logísticos. Nesse cenário, é bem comum indicadores que estão relacionados à localidade e prazos, permitindo a identificação de gargalos e análises da qualidade do serviço de entrega.
As métricas e indicadores mais comuns no contexto logístico podem incluir:
Lead Time: tempo total necessário para executar um processo logístico, desde a entrada do pedido até a entrega.
Taxa de Precisão de Entrega: percentual de pedidos entregues corretamente no prazo.
Custo de Frete: custos referentes ao transporte, incluindo custos de combustível, pedágios, manutenção de veículos, entre outros.
Gerenciamento de recursos: monitoramento do estoque e de veículos e suas situações.
Para exemplificar, podemos ver um painel desse tipo na empresa-case de logística Hermex com alguns desses indicadores:

Os dashboards também podem fornecer uma visão abrangente e visualmente acessível do desempenho das estratégias de marketing, principalmente no monitoramento de ações digitais e performance de anúncios on-lines.

Nesses casos, podemos encontrar diversas métricas que compõem uma análise completa de uma campanha de marketing.
Dentre as métricas mais comuns em painéis desse nicho, podemos citar:
Um dashboard pode apresentar, de forma resumida, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Nesse caso, demonstra-se a situação financeira de uma empresa durante um período específico, indicando se as atividades da empresa estão resultando em lucro ou prejuízo.
As métricas mais comuns em painéis desse tipo fornece uma compreensão abrangente da saúde financeira da organização. Um exemplo disso são:

Talvez você esteja se perguntando: “Com dashboard pronto, como posso começar a analisá-lo?” Ter em mente que estamos trabalhando com dados interativos pode tornar essa tarefa mais complexa.
Mas não se preocupe, aqui estão cinco aspectos que facilitam e guiam sua análise de dados em dashboards:
No exemplo do e-commerce, poderíamos ter um filtro de vendedor, por exemplo. Enquanto o ticket médio (TM) de todos os vendedores é de R$50,00, ao filtrar uma vendedora, você identifica que o ticket médio das vendas dela é de R$65,00.
Essa informação isolada já pode te levar a outras perguntas, como: “por que o TM dessa vendedora é maior? Ela vende mais, ou vende produtos mais caros?”. E assim, sua análise continua.
Esses passos te auxiliarão melhor na análise dos dados dispostos em um painel. É importante pensar que “um dashboard que agrega valor não se cria sem senso crítico”. Exercite a extração de ideias baseadas nos dados e interaja, comparando com o contexto que você está inserido.
Em resumo, este artigo oferece um guia abrangente e essencial para quem deseja explorar o mundo dos dashboards.
Nele, examinamos os conceitos fundamentais, destacamos os benefícios e exploramos o processo de criação de dashboards desde a identificação do problema de negócio até a validação do produto final.
O uso de dashboards serve como uma solução indispensável, pois ao sintetizar dados complexos em representações visuais intuitivas, eles capacitam os tomadores de decisão a compreenderem rapidamente suas operações, identificarem oportunidades e tomarem decisões fundamentadas.
A versatilidade dos dashboards, destaca o seu papel central na análise de dados e na formulação de estratégias eficazes.
Exploramos a diversidade de tipos de dashboards, ressaltando a importância de adaptá-los aos diferentes públicos-alvo.
Além disso, examinamos exemplos concretos de dashboards em setores como vendas, logística e marketing, demonstrando sua versatilidade e aplicação prática.
Por fim, os dashboards são mais do que apresentações de dados. São ferramentas estratégicas que capacitam a transformação de dados complexos em ações informadas.
Aprender a desenvolver dashboards amplia habilidades técnicas, fortalece capacidades analíticas e de comunicação, tornando os profissionais mais versáteis e valiosos em vários contextos no mercado.
Se você quer se aprofundar em BI, vai gostar de conhecer os seguintes conteúdos:
Acesse gratuitamente as primeiras aulas da Formação de Power BI, da Escola de Dados da Alura e continue aprendendo sobre temas como:
Criação Textual: Ana Duarte Júlia Coelho
Participação externa - Especialista de mercado: Júlia Coelho
Produção técnica: Daniel Siqueira
Produção didática: Cláudia Machado
Designer gráfico: Alysson Manso
Apoio Rômulo Henrique