Conhecendo a stack MEAN: MongoDB, Express, Angular e Node.

Conhecendo a stack MEAN: MongoDB, Express, Angular e Node.
vitor.mattos
vitor.mattos

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Nos últimos anos, talvez por culpa da revolução Ajax, o JavaScript deixou de ser uma toy language e ganhou muita força. Foi nessa expansão dos horizontes da linguagem que surgiu o Node, um ambiente de execução JavaScript baseado na engine V8 da Google. Agora temos JavaScript também no lado do servidor! Node.js segue o paradigma de programação orientada a eventos e non-blocking I/O, resultando em ótima performance para determinados cenários de aplicações real-time. Além do Node, um outro framework que vem ganhando tração é o AngularJS, da Google.

Em meio a essa expansão do JavaScript na web, foi criado o MEAN stack:

  • MongoDB - Banco de dados orientado a documentos
  • Express - Framework de desenvolvimento web para Node
  • AngularJS - Framework MVC para JavaScript
  • Node.js - Ambiente de execução JavaScript

nodejs-1024x768

Mas por que usar essa seleção de ferramentas?

De início, temos a vantagem de não precisar saber nenhuma linguagem além do JavaScript. O que também é uma grande vantagem quando queremos utilizar um banco de dados NoSql, como o MongoDB, já que estaremos trabalhando direto com objetos muito similares ao JSON. Essas características tornam o MEAN Stack ideal para rápida prototipação de software e desenvolvimento de aplicações escaláveis. Por ser usado apenas uma linguagem bem difundida, como o JavaScript, é adequado também para desenvolvedores que não tem muita experiência com o desenvolvimento backend.

Por onde começar?

Com o MongoDB, Node, npm (node package manager) e Express instalados, vamos criar um novo projeto usando o Express e instalando os módulos mongodb e mongoose. Usaremos o mongoose para trabalhar de forma simplificada com MongoDB. No exemplo abaixo, usaremos o template engine "ejs"

express -e cadastro-de-contatos

Dentro do diretório cadastro-de-contatos, altere as dependências no arquivo package.json da seguinte maneira:

 "dependencies": { "express": "3.4.3", "ejs": "\*", "mongodb": "~1.3.19", "mongoose": "~3.8.1" } 

Agora, rode o comando npm install para baixar os módulos necessários

Primeiro, vamos iniciar o AngularJS:

 <html ng-app> 

Agora, podemos criar o formulário para adicionar novos contato, no arquivo views/index.ejs, que invocará a função adicionaContato.

 <section ng-controller='ContatosController'> <form ng-submit='adicionaContato()'> <input type='text' placeholder='nome' ng-model='contato.nome' /> <input type='tel' placeholder='telefone' ng-model='contato.telefone' /> <input type='submit' value='salvar' /> </form> </section> 

Repare que definimos que os campos de input estão vinculados a um objeto no controller, e o formulário chamará a função adicionaContato quando o submetermos. Vamos criar o ContatosController.js:

 function ContatosController($scope, $http) {

function Contato() { this.nome = ''; this.telefone = ''; }

$scope.contato = new Contato();

$scope.contatos = \[\];

$scope.adicionaContato = function() { $http.post('/contato', $scope.contato).success(function() { $scope.contatos.push($scope.contato); $scope.contato = new Contato(); }); } } 

A função adicionaContato faz um post assíncrono para /contato, enviando o objeto contato no corpo da requisição. Mas essa rota ainda não existe! Ainda temos que defini-la no servidor, no  arquivo app.js:

 app.post('/contato', routes.adicionaContato); 

Quando a requisição for feita, o contato será persistido no banco, mas ainda temos que criar a estrutura dos documentos de contato que serão gravados. Faremos isso utilizando o mongoose em nosso routes/index.js:

 var mongoose = require('mongoose'); mongoose.connect('mongodb://localhost/mean'); var Schema = mongoose.Schema;

var contatoSchema = new Schema({ nome: { type: String, required: true }, telefone: { type: String, required: true } }); 

Ainda no routes/index.js, devemos criar a função que será chamada quando o post para /contato for feito:

 exports.adicionaContato = function(req, res) { var contato = new Contato(req.body); contato.save(function(error, contato) { if(error) res.send(500);

res.send(201); }); } 

Pronto. Já estamos persistindo o contato no banco. Podemos testar nossa aplicação rodando o comando node app.js e abrindo a acessando a url http://localhost:3000/. Repare que não mapeamos o contato em momento algum, e todo o código escrito, tanto no cliente quanto no servidor, foi JavaScript.

Podemos agora fazer a listagem dos contatos. No views/index.ejs:

 <table class="table table-striped"> <tr> <th>Nome</th> <th>Telefone</th> </tr> <tr ng-repeat='contato in contatos'> <td>{{contato.nome}}</td> <td>{{contato.telefone}}</td> </tr> </table> 

Vamos também fazer a busca dos contatos no controller do Angular ContatosController.js:

 function ContatosController($scope, $http) {

// Resto do código

$http.get('/contatos').success(function(retorno) { $scope.contatos = retorno.contatos; }); } 

Estamos fazendo um get assíncrono para /contatos. Da mesma forma que fizemos com o post, temos que definir a rota no servidor, no arquivo app.js:

 app.get('/contatos', routes.listaContatos); 

E no routes/index.js, faremos a busca no banco:

 exports.listaContatos = function(req, res) { Contato.find({}, function(error, contatos) { if(error) res.send(500);

res.json({ contatos: contatos }); }); } 

Pronto! É JavaScript em todos os lados, que pode até confundi-lo, no início, de onde vai cada código!

Todo o código do artigo pode ser encontrado neste repositório.

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