Como justificar um bom design ou identificar erros em uma composição visual
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Muita gente tem um bom senso estético e produz boas composições naturalmente. Outras pessoas talvez não tenham tanta familiaridade com trabalhos criativos e não entendam completamente como um designer realiza suas composições com tanta naturalidade. É claro que a experiência conta: conhecimento em softwares de criação, prática de desenho, fotografia, vídeo, atuação profissional, etc. Mas o assunto que tratarei neste post é a Teoria de Percepção da Forma – a Gestalt.
Essa teoria da psicologia explica como definimos a forma, apresenta princípios (ou leis) de composições visuais e também descreve as propriedades da nossa percepção. Portanto, a Gestalt é um dos principais recursos para justificar as composições visuais e também para identificar questões que podem ser corrigidas ou melhoradas em uma criação.
O que é “forma”? É o estado físico em que se apresenta um corpo, um objeto. Mas como se define “forma”? Christian von Ehrenfels propôs pela primeira vez em 1890, na Universidade de Graz (Áustria), os conceitos de Supersoma e Transponibilidade, a fim de defini-la.

Supersoma é o conceito de que não se pode ter ideia do “todo” somente pelas partes que o constituem. Já Transponibilidade é o conceito de que identificamos as formas independentemente das suas características e peculiaridades: uma mesa é uma mesa, não importa se é de vidro, madeira, metal, retangular, redonda – é uma mesa. Então, temos os meios para definir o que é forma.

Autor(a)
bruno.harnik
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