Primeiras aulas do curso Windows: Introdução ao Prompt

Windows: Introdução ao Prompt

O primeiros comandos no prompt - Introdução ao curso

O primeiros comandos no prompt - O primeiros comandos no prompt

Por que usar um terminal? Mouse dá choque!

Aqui no Alura usaremos várias ferramentas na linha de comando! Usar a linha de comando significa que não teremos uma interface gráfica bonita, e o mouse não vai funcionar! E pode acreditar , dá para fazer muita coisa sem usar o mouse ou toques na tela.

Mas ai vem a pergunta, por que eu preciso aprender isso? Bom, muitas ferramentas no setor de desenvolvimento não possuem uma interface gráfica, pois elas devem funcionar em qualquer computador, inclusive nos computadores que não possuem essa interface, como por exemplo os computadores na nuvem.

Outra razão, e talvez a mais importante, é que as ferramentas na linha de comando podem ser controlados facilmente através de scripts, ou seja outras ferramentas. Isso é relacionado com a automação, ensinando as máquinas a fazerem vários passos automaticamente, e muito mais rápido do que a gente consegue com o mouse em mãos.

Enfim, o desenvolvedor de hoje em dia precisa dominar alguns comandos da linha de comando para se dar bem no desenvolvimento e também aqui na plataforma Alura! Vamos lá? Bora aprender?

Abrir o Prompt de comando

O primeiro passo é abrir um terminal (ou console). No mundo Windows esse terminal se chama Prompt de comando ou abreviando cmd. Para abrir um novo terminal devemos ir em Todos os Programas, Acessórios e depois no Prompt de Comando , aí abrirá uma tela preta linda :).

Obs: Outra forma de abrir o Prompt é clicar no Botão Iniciar e no campo de pesquisa digitar Prompt ou cmd:

A partir dessa tela podemos interagir com o sistema operacional escrevendo comandos! Vamos ver como navegar entre pastas, criar novas pastas, ler, executar, copiar e mover arquivos e muito mais. Vamos tentar?

Obs: O termo *prompt se refere ao sinal* >

Lembrando: O Prompt também é chamado de cmd , terminal ou console. Todos estes são sinônimos nesse contexto.

No mundo do desenvolvimento qualquer nova tecnologia que você aprende começa com o Oi Mundo para te dar um boas vindas nessa tecnologia. Aqui não será diferente! Com um terminal aberto digite:

echo Oi Mundo

Você já deve saber o que o comando echo faz. Sim, imprime no terminal, mas ainda não é muito útil para gente, né?

Listando arquivos

Vamos dar uma olhada com mais carinho no que aconteceu. Ao abrir o prompt, ele automaticamente inicia na sua pasta pessoal. Repare que antes do cursor aparece o caminho da pasta atual seguido pelo prompt (>), que aqui é:

C:\Users\caelum>

O C: é a partição principal nesse computador. Pode ser que você tenha outras instaladas como o D:, mas o prompt sempre começa no C:, seguido pelo a pasta Users e na sub-pasta caelum. A contra barra \ é o sinal separador de diretórios na linha de comando, ok?

Já que o Prompt está pedindo que a gente execute algo vamos listar todos os arquivos através do comando dir. Escreva no prompt:

dir

Recebemos uma lista dos arquivos e pastas existentes. Então através do dir sempre sabemos o que se encontra na pasta atual do prompt, ok?

Navegando entre diretórios

Vimos o comando dir, que mostra todo o conteúdo da pasta atual. Vamos entrar em uma subpasta e depois re-executar o comando. Podemos mudar a pasta com o comando cd (change directory) seguido do nome da subpasta:

cd Documents

Depois liste novamente:

dir

Vamos voltar para o diretório anterior. Em outras palavras, vamos subir na hierarquia de diretórios, ir uma pasta para cima. Novamente o comando cd tem esse papel mas agora seguido por ..:

cd ..
dir

Criando diretórios

Voltamos para a pasta do seu usuário, mas será que a gente também pode criar novos diretórios nela? A resposta é sim e o comando que faz a mágica se chama mkdir (make directory). Vamos criar um nova pasta com o nome de codigo:

mkdir codigo
dir

Ao listar podemos ver a nossa pasta criada, ótimo!

Será que podemos entrar nessa pasta? Lógico! E você já sabe o comando: cd codigo.

Ao executar dir nós vemos duas coisas estranhas. Tem um diretório que se chama . e um outro ... O que é isto?

Bom o . se refere ao diretório atual, onde nos estamos. Por exemplo, podemos passar para o comando dir o diretório que queremos listar:

dir C:\Users\caelum\codigo`  

Mas já que estamos nessa pasta podemos usar:

dir .

ou mais fácil ainda:

dir

Tudo bem até aqui? Agora tente executar dir .. . O resultado deve ser familiar para você, o comando deve listar o conteúdo do diretório logo acima!

Atenção: Já vou te dar uma dica, de desenvolvedor para desenvolvedor. Evite os acentos e espaços nos nomes de arquivos e diretórios. Muitas ferramentas de desenvolvimento não se dão bem com esses caracteres. Por exemplo o Django do mundo Python gera vários problemas e dificulta demais o trabalho. Evite isso o máximo possível!

Muitos desenvolvedores na Alura usam o caractere _ invés do espaço na hora de dar nomes para diretórios. Por exemplo:

mkdir codigo_java

Removendo diretórios

Vamos remover a pasta codigo_java e criar um sub-diretório que se chama java apenas. Para remover um diretório existe o comando rmdir:

rmdir codigo_java 

e para criar a pasta nova:

mkdir java

##Limpando o terminal

Com o tempo, o terminal vai ficar poluído com comandos antigos, que tiram o foco e dificultam a legibilidade. Por isso existe um comando para limpar a tela que se chama cls (clear screen). Vamos testar:

cls

Ótimo, melhor continuar com tela a limpa!

##Trabalhando com arquivos

Já podemos criar, apagar diretórios e navegar entre eles na linha de comando. Isso já vai nos ajudar muito nos treinamentos do Alura, pode acreditar. No entanto também é preciso saber como lidar com arquivos. Claro que nada substitui um editor de texto de verdade mas em alguns casos é uma boa ajuda poder mexer com arquivos na linha de comando.

Vamos criar um arquivo rapidinho. Você se lembra do comando echo? Vamos testá-lo:

echo Oi Mundo > saida.txt 

O que isso faz?? Calma, o comando echo você já conhece, mas o resto? Talvez você reparou que não apareceu nenhuma saída no terminal! Toda a saída foi gravada no arquivo saida.txt. Então o caractere > pega a saída de um comando e a grava no arquivo indicado (ou repassa para outro comando). Digite dir para ver o arquivo recém criado:

dir

Deve aparecer o arquivo saida.txt. Mas como posso ver o conteúdo desse arquivo? Fechar o terminal e abrir um editor de texto não vale :) Claro que há um comando para isso, e ele se chama type, então digite:

type saida.txt 

Vamos testar novamente, mas antes disto vamos limpar o nosso terminal (cls). Primeiro apagaremos o arquivo antigo, o comando que faz isso se chama del:

del saida.txt

E agora vamos criar um novo arquivo, novamente usando o comando echo para imprimir o nosso texto e o > para salvá-lo em um arquivo:

echo Bem-vindo a Alura > saida.txt

Usando o type para mostrar o conteúdo do arquivo...

type saida.txt 

##Movendo e copiando arquivos

Gostamos tanto do nosso arquivo que queremos criar uma cópia. Isso é muito fácil de se fazer, e eu acho até mais fácil do que usando o mouse. Vamos lá:

copy saida.txt saida2.txt

Ótimo, o comando copy (copy) gera então uma cópia do arquivo. Vamos verificar o conteúdo desse arquivo:

type saida2.txt

Ok beleza, funcionou como esperado, mas eu não gostei do nome. Ainda bem que podemos renomear facilmente o arquivo:

rename saida2.txt mensagem.txt

O comando rename altera o nome dos arquivos! Aliás, o comando rename não só serve para arquivos como também para pastas. A mesma regra aplica para o comando move que move um arquivo ou pasta para outro lugar, por exemplo:

move mensagem.txt ..

Nesse comando movemos o arquivo mensagem.txt um diretório a cima, indicado pelo ...

Agora você já pode comemorar parcialmente. Esse conhecimento já vai ter ajudar muito. Melhor ainda se você fizer os exercícios.

No próximo capítulo veremos como mexer nas variáveis de ambiente, e ai sim você conseguirá configurar o Java, Ruby ou Python pela linha de comando!

Um novo prompt e executando scripts - Um novo prompt e executando scripts

Terminal só em preto e branco?

No último capítulo vimos como usar o terminal/prompt e os comandos principais para lidar com arquivos e diretórios. Vimos comandos como dir, del ou cd. Vamos continuar usando o prompt, mas antes de aprender novos comandos, instalaremos uma versão um pouco mais amigável para nós, humanos. Há uma variação do terminal que se chama cmder, a qual deixa a linha de comando colorida e com algumas facilidades. Nada te impede de continuar com o terminal antigo, no entanto vamos instalar o cmder para melhorar a visualização dos comandos.

Instalação do cmder

Para instalar o cmder devemos primeiro baixar o ZIP no site: http://cmder.net

Escolha a versão mini e depois extraia o ZIP.

Para abrir o novo terminal do Cmder basta entrar na pasta do cmder e dar um duplo-clique no executável. Isso faz com que abra um novo terminal, e veja que já está colorido! A diferença é sutil, mas vai nos ajudar mais para frente.

Para saber mais sobre Git: Aqui usaremos a versão mínima do cmder mas para quem está interessado em usar o GIT já pode baixar a versão full também. O Git é um sistema de versão para código fonte. Ele ajuda gerenciar esse código fonte. Isso significa, sincronizar o trabalho de vários desenvolvedores no mesmo projeto. O Git mantém um histórico das alterações e cria automaticamente backups. Na Alura temos um treinamento focado nessa ferramenta poderosa: https://cursos.alura.com.br/course/git-github-controle-de-versao

Meu primeiro script

Uma das motivações para aprender os comandos no terminal é a automação de tarefas, isto é, fazer várias coisas repetitivas mais facilmente. Uma das tarefas de um desenvolvedor é criar um backup de arquivos. Vamos, então, criar um pequeno script para "backupear" os arquivos. Tudo executado na linha de comando, ok?

Os scripts no mundo Windows não são nada mais do que arquivos de texto com a extensão bat. bat significa batch, em português "lote". Ou seja, com esse script é possível executar vários comandos em lote.

Vamos criar um arquivo batch, na linha de comando:

echo cls > script.bat

Repare que o comando não foi executado ainda, gravamos apenas o comando cls no arquivo script.bat.

E como posso executar o script? Basta digitar:

script.bat

O script foi chamado e todos os comandos dentro dele foram executados sequencialmente! Como resultado, a tela está limpa! Fantástico :)

Processamento em lote

O arquivo tem a extensão .bat (batch, lote) não por acaso, pois podemos executar mais que um comando em sequência. Vamos abrir o arquivo script.bat em um editor de texto. Vou usar um bem simples.

Já que podemos executar qualquer comando, adicionaremos depois do cls um echo para perguntar se ele realmente quer continuar:

cls
echo Realmente quer fazer backup?

E para parar a execução podemos adicionar o comando pause:

cls
echo Realmente quer fazer backup?
pause

O comando pause faz com que o usuário do script precise confirmar a continuação da execução do script. Vamos testar uma vez para deixar mais claro:

Isto nos permite dar a opção do usuário abortar a execução do script caso ele não deseje continuar, através do atalho CTRL + C ou simplesmente fechando o terminal.

Ótimo, já é um bom início. Agora vamos limpar a tela com cls, adicionar uma mensagem para o usuário saber que vamos iniciar o backup e preparar a pasta do backup através do script, indo para a pasta home do nosso usuário e criando o diretório de backup:

cls
echo Realmente quer fazer backup?
pause

cls
echo ok, fazendo backup...
cd C:\Users\caelum
mkdir backup

Todos esses comandos já conhecemos e agora podemos copiar os arquivos da pasta codigo para a pasta backup. O problema ainda é que o comando copy é muito simples e não consegue copiar pastas e sub-pastas. Ainda bem que existe o irmão gêmeo dele, o xcopy. O xcopy copia pastas e sub-pastas desde que usamos os parâmetros /E (para copiar subpastas) e /Y (para confirmar automaticamente a sobrescrita de arquivos). Sabendo disso podemos escrever:

cls
echo Realmente quer fazer backup?
pause

cls
echo ok, fazendo backup...
cd C:\Users\caelum
mkdir backup

xcopy /E /Y "C:\Users\caelum\codigo"  "C:\Users\caelum\backup"

Agora no fim do script podemos listar os arquivo da pasta backup:

cls
echo Realmente quer fazer backup?
pause

cls
echo ok, fazendo backup...
cd C:\Users\caelum
mkdir backup

xcopy /E /Y "C:\Users\caelum\codigo" "C:\Users\caelum\backup"  

echo Listando os arquivos do backup
dir C:\Users\caelum\backup

Pronto! Agora nosso script realiza o backup da pasta codigo como desejávamos!

Repare que o script é nada mais de um conjunto de comandos pequenos para realizar uma tarefa maior.

Sobre o curso Windows: Introdução ao Prompt

O curso Windows: Introdução ao Prompt possui 83 minutos de vídeos, em um total de 57 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Windows em DevOps, ou leia nossos artigos de DevOps.

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