Engenharia reversa com o Power Architect

Engenharia reversa com o Power Architect
Danielle Oliveira
Danielle Oliveira

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No decorrer dos anos, as ferramentas utilizadas para o desenvolvimento de projetos de bancos de dados foram ficando cada vez mais completas, disponibilizando funções que facilitam e complementam os projetos desenvolvidos. Um exemplo disso é o Power Architect, que pode ser utilizada para criar o modelo físico de um projeto e realizar a engenharia reversa para a construção dos bancos de dados.

Print do modelo relacional do Clube do Livro com quatro tabelas, cujos nomes são: livros, estoque, vendas, vendedores. Uma linha tracejada liga a tabela “livros” com a tabela “vendas”. Outra linha tracejada liga a tabela “livros” com a tabela “estoque” e, por último, uma outra linha tracejada faz a ligação entre as tabelas “vendas” e “vendedores”.

O Power Architect também possui funcionalidades para projetos desenvolvidos na área de BI (Business Intelligence), como a geração automática de metadados ETL (Extração, Transformação e Carga de Dados), e suporte a esquemas OLAP para projeto de Data Warehouses.

Essas são apenas algumas das funcionalidades disponibilizadas no Power Architect. Neste artigo, vamos conhecer como utilizar a engenharia reversa para facilitar o processo de criação de um projeto de banco de dados.

O que é e como posso utilizar a engenharia reversa no meu projeto?

Após desenvolver o modelo físico de um projeto, partimos para a criação do banco de dados no SGBD que foi escolhido para a implementação. Normalmente, a criação do banco de dados com suas tabelas e restrições são efetuadas manualmente, informando comando por comando no SGBD.

Para facilitar este processo, o Power Architect disponibiliza a engenharia reversa, em que, através do modelo físico de dados, podem ser gerados automaticamente os comandos SQL para a criação do banco de dados, incluindo todas suas tabelas e restrições no SGBD.

É importante ressaltar que existem apenas algumas opções de SGBDs disponíveis na ferramenta para que seja gerada a engenharia reserva. Elas são o PostgreSQL, Oracle, SQL Server, MySQL, H2 Database e HSQLDB. Então, antes de utilizar o Power Architect, verifique se o seu SGBD escolhido está entre as opções disponíveis.

Ilustração em tons de amarelo e roxo. Um personagem está de pé segurando uma pasta de arquivos na mão. À esquerda há um monitor exibindo a imagem de um visualizador de arquivos com várias pastas. O plano de fundo decorativo é composto por formas retangulares, um vaso com plantas e engrenagens.

Como realizar a Engenharia reversa no Power Architect?

Ao finalizar o modelo físico do projeto, acesse no menu superior a opção Ferramentas e selecione a opção Engenharia Reversa.

Print do menu superior do power architect, na qual a opção Ferramentas e a opção Engenharia Reversa, estão destacadas com um retângulo vermelho sem preenchimento.

Na nova janela disponível, informe na opção Gerar DDL para o banco de dados para qual SGBD o script será gerado, e em Database informe o nome do banco de dados.

Print da janela Script SQL para Engenharia Reversa, em que a opção Gerar DDL para o banco de dados e a opção Database, estão destacadas com um retângulo vermelho sem preenchimento.

Ao clicar em OK, o script SQL será gerado.

É possível copiar o código disponibilizado em SQL e colar diretamente no SGBD para a criação do banco de dados (clicando na opção Copiar), bem como salvar todo o script em um arquivo SQL para posteriormente realizar a criação do banco de dados (clicando no botão Salvar).

Print da janela Visualização script SQL, na qual o botão copiar e o botão salvar, localizados na parte de baixo, após a visualização do código, estão destacados com um retângulo vermelho sem preenchimento.

Conclusão

Como estudamos neste artigo, diversas ferramentas podem ser utilizadas para facilitar e complementar um projeto de banco de dados como a ferramenta Power Architect.

Através da engenharia reversa, podemos gerar automaticamente scripts SQL para realizar a implementação do banco de dados no SGBD de forma rápida, deixando o processo ainda mais prático.

Se você se interessou pelo assunto e gostaria de aprender um pouco mais sobre os processos de um projeto de banco de dados, indico a Formação de Modelagem de dados.

Créditos:

Escrita:

Produção técnica:

Produção didática:

Danielle Oliveira
Danielle Oliveira

Danielle é formada em Sistemas de Informação. Faz parte do Scuba Team e atua nas áreas de Banco de dados, Business Intelligence e NoSQL. É apaixonada por livros, música e tecnologia.

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