Como escolher uma licença para seu projeto

Yan Orestes
Yan Orestes

Compartilhe

Avalie este artigo

5 minutos de leitura

Vamos entender como a escolha de uma licença pode nos ajudar no compartilhamento de nossos projetos de programação com o mundo? 

Imagine um cenário em que você passa dias desenvolvendo um projeto super bacana. Foi o que aconteceu comigo há algum tempo: criei uma biblioteca em Python para gerar dados aleatórios de cidadãos brasileiros, chamada cidadaobr.

O objetivo era ajudar outras pessoas desenvolvedoras a realizar testes de aplicações, como simulações de cadastros. 

Para compartilhar com a comunidade, coloquei o código em um repositório público no GitHub, crente de que todo mundo poderia usar livremente… ou era isso que eu pensava! 

O código ganhou visibilidade e logo comecei a receber mensagens de pessoas pedindo autorização para usar o programa.

Na hora, fiquei com aquela pulga atrás da orelha: "Mas ué, se está aberto no GitHub, por que estão me pedindo permissão?". Foi aí que me explicaram o motivo: o projeto não tinha uma licença definida! 

Neste artigo, vamos explorar: 

  • Por que seu projeto precisa de uma licença; 
  • Como escolher sem complicação; 
  • Os detalhes da GNU GPLv3, Unlicense e Licença MIT; 
  • O fechamento ideal para o seu repositório. 

Vem comigo que eu te explico tudinho! 

Por que seu projeto precisa de uma licença? 

Quando começamos a publicar nossos pacotes em plataformas como o PyPI ou repositórios abertos, a questão dos direitos autorais ganha muita importância. 

Em vários lugares do mundo, se o seu software não tiver os termos de uso explícitos, as pessoas ficam legalmente proibidas de usá-lo ou modificá-lo sem a sua autorização por escrito. Não é isso que queremos quando criamos algo para a comunidade, não é? 

A boa notícia é que você não precisa gastar rios de dinheiro ou consultar profissionais da área jurídica para resolver isso. O pessoal do GitHub, com o apoio da comunidade, criou uma página web muito prática chamada choosealicense.com.

Esse site explica de forma simples as regras de cada opção. Durante a minha busca, três alternativas me chamaram bastante a atenção. Vamos analisar cada uma? 

GNU General Public License v3.0 (GNU GPLv3) 

A GNU GPLv3 permite que o seu software seja copiado e distribuído, mas com uma condição bem clara: qualquer pessoa que distribuir o código modificado deve torná-lo publicamente disponível também sob a mesma licença. 

Além disso, ela traz algumas regras acompanhadas: 

  • Exige uma cópia da própria licença e o aviso original de direitos autorais (copyright); 
  • Obriga a documentação de todas as alterações feitas nos arquivos de código; 
  • Garante que o projeto continue sempre aberto, não importando quantas modificações sofra. 

Achei a ideia bonita, mas as exigências pareciam um pouco pesadas para o meu gerador de dados. Eu queria algo mais leve. 

The Unlicense 

No extremo oposto, encontrei a Unlicense. Ela funciona como uma liberação total dos direitos, sem nenhuma condição atrelada. Qualquer pessoa fica livre para fazer o que bem entender com o seu trabalho: modificar, vender, fechar o código ou distribuir sem dar nenhuma satisfação. 

Embora elimine toda a burocracia da GPLv3, a Unlicense me deixou um pouco desconfortável. Ela dispensa até mesmo a necessidade de incluir o seu nome ou manter o aviso de copyright. Fiquei pensando se não existia um meio-termo saudável. 

Licença MIT 

Foi aí que cheguei à Licença MIT, e ela caiu como uma luva para as minhas necessidades! Trata-se de um modelo altamente permissivo, mas com uma proteção simples e essencial: o seu nome precisa ser mantido no aviso de direitos autorais. 

A MIT não carrega exigências mirabolantes e protege a autoria do trabalho. Assim que notei como ela se encaixava nos meus planos, adicionei o arquivo no repositório do meu projeto

Banner promocional da Alura destacando até 35% de desconto em cursos de tecnologia. A mensagem reforça que a diferença entre potencial e resultado está no preparo, incentivando profissionais a se anteciparem às mudanças do mercado e investirem no desenvolvimento de novas habilidades. A imagem mostra uma pessoa usando fones de ouvido e há um botão com a chamada "Aproveitar agora" para começar a evoluir na carreira tech.

Protegendo o seu projeto em prol da comunidade 

Disponibilizar o código na internet é apenas o primeiro passo. Sem a definição das regras de uso, até as pessoas mais experientes vão hesitar em tocar no seu projeto por segurança jurídica. 

Depois de passar por esse sufoco com a biblioteca cidadaobr, adicionei a Licença MIT no GitHub e o problema sumiu. O repositório continuou crescendo de forma saudável e segura para todo mundo! 

Agora que você já sabe a importância desse passo, que tal colocar a mão na massa? Escolha uma licença para os seus códigos e faça os seus projetos ganharem o mundo com segurança. 

Quer continuar aprendendo a construir aplicações incríveis?  

Para quem busca progresso profissional e autonomia técnica na área da tecnologia, escolher as ferramentas certas faz toda a diferença. Conheça as  Carreiras Alura, que são jornadas progressivas estruturadas para transformar conhecimento teórico em vivência prática de mercado, do zero até as posições de liderança. 

Nas Carreiras Alura, você conta com: 

  • Direção clara: Uma trilha ordenada estrategicamente para você saber exatamente qual é o seu próximo passo de estudo. 
  • Desafios práticos: Checkpoints e projetos que ajudam a consolidar suas competências diretamente no código. 
  • Certificação consolidada: A cada etapa concluída, você recebe certificados que comprovam sua bagagem técnica. 

Escolha a jornada que vai guiar seu próximo passo técnico! Quando publicar o seu projeto licenciado no GitHub, compartilhe com a comunidade nas redes sociais marcando a hashtag #AprendiNaAlura. Queremos muito acompanhar sua evolução! 

Avalie este artigo

Veja outros artigos sobre Inovação & Gestão