Agentic Engineering: o curso de agentes da Alura + FIAP
11 min11 minutos de leitura
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Autor(a)
Fabrício Carraro
Fabrício Carraro é formado em Engenharia da Computação pela UNICAMP e pós-graduado em Data Analytics & Machine Learning pela FIAP. Atualmente, mora na Espanha.
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Fazer um agente funcionar na demo é fácil. Difícil é fazer dez deles trabalharem juntos, sem estourar o orçamento de tokens, sem inventar resposta e sem derrubar nada quando algo sai do script.
É essa distância, entre o protótipo que impressiona e o sistema que aguenta produção, que o Agentic Engineering se propõe a fechar.
Não por acaso, essa virou uma das habilidades mais disputadas da inteligência artificial aplicada: praticamente toda empresa já experimentou agentes em algum canto, e pouquíssimas conseguiram levá-los para produção com confiança.
O curso é a frente de engenharia do Skills & Go, o programa de intensivos ao vivo da Alura com a FIAP. Nas próximas linhas, você confere o que ele é, para quem faz sentido, o que acontece em cada uma das quatro aulas, qual é o projeto final, quem conduz as aulas e como garantir a sua vaga.
O que é o Agentic Engineering?
O Agentic Engineering é um curso intensivo, ao vivo e 100% online, de duas semanas, dedicado a uma habilidade específica: orquestrar múltiplos agentes de IA com confiabilidade.
Quem já tentou sabe: dominar prompts não é o mesmo que dominar sistemas. Um modelo de linguagem responde bem a um bom comando, contudo transformar essa resposta em um fluxo estruturado, que se repete com consistência e escala sem surpresas, é outra disciplina.
O público aqui é técnico, diferente do que acontece no curso de dados do programa.
O Agentic Engineering conversa com devs, tech leads e profissionais de engenharia que já usam IA no dia a dia, porém esbarram nos mesmos muros: dificuldade em transformar LLMs em sistemas estruturados e escaláveis, insegurança sobre a confiabilidade dos outputs, falta de guardrails e observabilidade para sustentar qualidade em produção, e dúvida sobre como organizar agentes e pipelines de execução.
Se você já brincou de vibe coding e sentiu na pele que velocidade sem método cobra caro depois, está exatamente no perfil.
O curso formaliza o que a comunidade vem chamando de agentic engineering: a engenharia de conduzir agentes com especificação, validação e limites, em vez de improviso.
O posicionamento da página resume o espírito sem rodeios: sem hype, sem atalhos. A promessa não é mágica, é método, e isso por si só já filtra bem quem vai aproveitar o curso.
Entre o protótipo que impressiona na demo e o sistema que aguenta produção existe uma disciplina inteira de engenharia.
Como funciona o curso na prática
São 4 aulas ao vivo, somando 12 horas em duas semanas, usualmente às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h, um desenho pensado para quem trabalha em tempo integral.
As turmas seguem o modelo cohort-based do Skills & Go: todo mundo começa e termina junto, com vagas limitadas para preservar a troca com o professor e entre participantes.
Essa troca, aliás, vale ouro neste tema. Os perfis que a página do curso destaca dão o tom da sala: heads de arquitetura, tech leads de grandes bancos e lideranças de engenharia de setores como saúde e seguros, todo mundo enfrentando a mesma pergunta de como escalar IA dentro de organizações reais.
Em um campo sem manual pronto, ouvir como outra empresa resolveu o mesmo problema costuma valer tanto quanto a aula em si.
Projeto prático: o Sistema Multiagente
O curso se encerra com a construção de um sistema multi-agente completo, pronto para apresentar ou aplicar no trabalho.
Não é um exercício de laboratório, mas sim, a materialização das três competências que a ementa promete, ou seja, visão de produção com observabilidade e confiabilidade, capacidade de arquitetar sistemas multiagentes escaláveis e uma peça concreta de portfólio.
Vale notar o peso disso em uma entrevista técnica.
Muita gente hoje consegue mostrar um chatbot; pouca gente consegue abrir um sistema com múltiplos agentes coordenados, explicar as decisões de arquitetura, apontar onde estão os guardrails e mostrar o painel de observabilidade.
É esse segundo grupo que o mercado está caçando.
As ferramentas que você vai usar
O arsenal é o que os times de engenharia estão adotando agora: agentes de código como o Claude Code e o Codex, editores como Cursor e VS Code, automação com GitHub Actions, além de Python e Docker.
A lista pode variar conforme o conteúdo programático se atualiza, e faz sentido: em um campo que muda a cada mês, o que o curso ensina é o raciocínio de orquestração, não a devoção a uma ferramenta.
Certificação Alura + FIAP
Ao concluir, você recebe o certificado conjunto Alura + FIAP Certified, a mesma chancela dos demais cursos do programa, que une a maior escola online de tecnologia da América Latina ao centro universitário de tecnologia mais respeitado do país. Para levar o curso para o seu time, há um canal dedicado para empresas.
Filme de lançamento do Skills & Go no YouTube:
O que você aprende em cada aula
A ementa percorre o ciclo de vida de um sistema com agentes, dos fundamentos ao deploy. Repare como a progressão espelha o caminho real de um projeto.
Aula 1: fundamentos de sistemas com agentes
Tudo começa pela estrutura. O primeiro bloco introduz a construção de agentes e a organização de pipelines de execução orientados a tarefas, a espinha dorsal de qualquer sistema do tipo.
Na sequência, entra contexto e RAG para dev: como garantir que os agentes usem o contexto corretamente e acessem dados externos, em vez de responder no escuro.
É a fundação que evita boa parte das alucinações lá na frente. Sem essa base, qualquer camada construída depois herda os mesmos problemas.
Aula 2: multiagentes e automação de desenvolvimento
Aqui o sistema ganha população. A aula trata da orquestração de múltiplos agentes com divisão de responsabilidades e execução contínua, que é onde a complexidade realmente mora: um agente sozinho se controla, dez exigem coordenação.
O segundo bloco aplica isso ao próprio ofício, com automação de código e CI/CD com IA, usando agentes para escrever, revisar e evoluir código automaticamente, no espírito da automação de fluxos de trabalho levada ao desenvolvimento.
Aula 3: performance e confiabilidade
A terceira aula encara as duas contas que todo sistema com agentes paga. A primeira é financeira: token economics e gestão de contexto, ou seja, como otimizar custo, latência e uso de contexto para que a solução não vire um ralo de orçamento.
A segunda é de confiança: validação e confiabilidade, garantindo que o que o agente gera seja consistente o suficiente para alguém depender daquilo.
Quem já rodou agentes em escala reconhece o problema na hora. Um fluxo que custa centavos no teste pode custar milhares de reais por mês quando processa tudo o que chega, e um agente que acerta nove em dez vezes ainda erra centenas de vezes por dia em volume real.
As técnicas dessa aula existem para domar essas duas curvas.
Aula 4: segurança, observabilidade e deploy
O fechamento separa o protótipo do produto. Guardrails e sandboxing ensinam a evitar comportamentos inesperados e a proteger as execuções, preocupação que conversa diretamente com a segurança da informação de qualquer sistema crítico.
E observabilidade e produção cobrem monitoramento, debugging e a preparação do sistema para uso real, o mesmo cuidado que defendemos ao falar de pipelines de IA em operação.
Um aviso prático da própria página: aulas extras ou reposições podem cair em dias diferentes do cronograma usual, então vale acompanhar o calendário da turma.
O curso conversa com quem já usa IA no dia a dia e esbarra na hora de transformar LLMs em sistemas escaláveis.
Com quem você vai aprender
As aulas são conduzidas por Ives Túlio Oliveira dos Santos, arquiteto de Soluções em IA no SENAI CIMATEC e professor de pós-graduação na FIAP.
Doutor em Química Computacional, ele une base científica sólida a uma atuação prática em MLOps, LLMOps, visão computacional e IA generativa, construindo sistemas inteligentes escaláveis.
O perfil combina com a proposta: alguém que veio da ciência, onde rigor não é opcional, e trabalha colocando IA em produção de verdade. As aulas partem dessa vivência, e não de slides genéricos sobre o futuro.
Por que desenvolver essa habilidade agora
O mercado passou os últimos anos aprendendo a gerar código com IA; agora ele precisa de gente que saiba transformar essa geração em sistemas que se sustentam.
Como discute o Maurício Aniche, CTO da Alura, no artigo sobre engenharia de software na era da IA, a pergunta deixou de ser se a IA consegue produzir algo que funciona e passou a ser se o jeito de produzir gera um sistema sustentável ao longo do tempo.
Há também um movimento de carreira em curso. Escrever bons prompts, que já foi diferencial, virou requisito básico; a engenharia de prompt continua essencial, porém como fundamento, não como destino.
O valor migrou para cima, para quem desenha o sistema inteiro em que esses prompts operam, e é exatamente essa camada que o curso ataca.
Quem responde bem a essa pergunta assume o papel que o mercado mais valoriza hoje: o de quem orquestra, define limites e garante confiabilidade, deixando o trabalho braçal para os agentes.
É a versão de engenharia do perfil builder de que tanto falamos, e é também um caminho natural para quem constrói uma trilha em engenharia de IA ou aprofunda o uso de IA no desenvolvimento.
O Agentic Engineering no ecossistema Skills & Go
O curso é uma das três frentes do Skills & Go, ao lado do Building AI Products, voltado à criação de produtos com IA sem código, e do AI Data Strategy, focado em análise de dados e decisão.
Os três se complementam: quem valida um produto precisa, cedo ou tarde, de agentes confiáveis por trás dele, e quem analisa dados em escala reencontra a orquestração de agentes no próprio fluxo analítico.
Para quem prefere uma jornada contínua em vez de um intensivo, as carreiras da Alura cobrem o caminho longo, e o repertório construído aqui se encaixa em qualquer carreira em tecnologia que leve IA a sério.
FAQ | Perguntas frequentes sobre o Agentic Engineering
Abaixo, separamos algumas das perguntas mais frequentes sobre Agentic Engineering:
1. Para quem é o curso Agentic Engineering?
Para devs, tech leads e profissionais de engenharia que já usam IA no dia a dia e querem dar o passo de arquitetar sistemas multiagentes com confiabilidade. É a frente mais técnica do Skills & Go, então uma base em desenvolvimento ajuda bastante a aproveitar as aulas.
2. Qual é o formato e a duração?
São 4 aulas ao vivo e online, somando 12 horas em duas semanas, usualmente às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h. O modelo é cohort-based, com a turma inteira avançando junta, vagas limitadas e interação direta com o professor.
3. Qual é o projeto do curso?
Um Sistema Multiagente completo, construído ao longo das aulas e finalizado como peça de portfólio. Ele consolida a jornada inteira, da estrutura de pipelines à observabilidade, e serve tanto para demonstrar a habilidade no mercado quanto para aplicar direto no trabalho.
4. Quais ferramentas são usadas?
O curso trabalha com agentes de código como Claude Code e Codex, editores como Cursor e VS Code, GitHub Actions para automação, além de Python e Docker. A lista pode variar conforme o conteúdo programático de cada turma, porque o foco está no raciocínio de orquestração, não em uma ferramenta específica.
5. Vou receber certificado?
Sim. Ao concluir, você recebe o certificado conjunto Alura + FIAP, a mesma chancela dos demais cursos do Skills & Go, reconhecida por lideranças e recrutadores das maiores empresas do país.
6. Como faço para me inscrever?
As inscrições ficam na página oficial do curso, onde você confere as datas da próxima turma, os valores vigentes e as condições especiais para alunos e ex-alunos de Alura, FIAP, PM3 e StartSe. Com vagas limitadas por turma, garantir o lugar cedo faz diferença.