Filipe Lauar transita entre construir sistemas de IA no dia a dia e explicar IA para outras pessoas.
Mineiro, formado em Engenharia pela UFMG e pela Télécom Paris, com mestrado em IA pela Sorbonne University, ele foi líder de IA na startup francesa Qantev e hoje atua como Engenheiro de IA na Enter, além de comandar o podcast Vida com IA.
Em conversa com Fabrício Carraro, Program Manager na Alura e autor do livro "IA Generativa" pela Casa do Código, Filipe detalha por que avaliar modelos ficou mais complexo do que antes, defende que entender o problema de negócio vale mais do que escrever código e explica onde o Brasil ganha e onde perde na disputa por talento em IA.
Você trabalha construindo sistemas de IA e, ao mesmo tempo, passa bastante tempo explicando IA para outras pessoas. O que ficou mais fácil na engenharia de IA com os LLMs e o que continua sendo tão difícil quanto antes?
Antes eu precisava treinar 1 modelo por tarefa, entender a diferença entre as arquiteturas, retreinar e testar sempre que uma arquitetura nova saía. Hoje em dia, para boa parte das tarefas, os LLMs são bons o suficiente, então o trabalho é utilizá-los da melhor maneira possível.
Versionamento e gestão da qualidade se mantêm tão difíceis quanto antes. Para evals, eu diria até mais difícil. Antes, era retirar métricas a partir de um dataset; hoje temos LLMs as a judge, … o que deixa muito mais complexa a avaliação.