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Pontos-chave:
Dentro de uma empresa, decisões estratégicas podem ficar paradas por semanas quando ninguém sabe, ao certo, quem deveria dar a palavra final. Um plano de expansão espera aprovação, enquanto diferentes áreas apontam pessoas distintas como responsáveis por decidir o próximo passo.
Essa confusão costuma acontecer quando o papel de CEO dentro da organização não está claro para o restante do time. O cargo existe no organograma, mas suas funções reais, aquilo que a pessoa que o ocupa decide, articula e responde, nem sempre são explicadas para quem está fora da diretoria.
Entender o que faz um(a) CEO importa especialmente para quem está em trajetória de liderança. Saber como esse cargo funciona ajuda times de RH a estruturar planos de sucessão, além de apoiar profissionais de tecnologia, produto e operações a entender o que precisam desenvolver caso queiram assumir essa posição.
De acordo com a “PwC's 29th Global CEO Survey”, que ouviu 4.454 CEOs em 95 países, apenas 30% deles(as) se disseram muito ou extremamente confiantes sobre o crescimento da receita nos próximos 12 meses, queda em relação aos 38% do ano anterior.
O número mostra que liderar uma empresa hoje exige lidar com incertezas como parte da rotina, o que torna ainda mais importante chegar ao cargo bem preparado(a).
Neste artigo, você vai conferir o que significa CEO, quais são as principais funções de quem atua no cargo e como se preparar para assumir essa posição. Continue a leitura para saber mais!
CEO é a sigla em inglês para Chief Executive Officer, o cargo mais alto da hierarquia executiva de uma empresa, responsável pelas decisões finais sobre estratégia, resultados e direção do negócio.
Dentro de uma empresa, o(a) CEO responde perante o conselho de administração, quando a empresa tem um, ou perante os(as) sócios(as) e pessoas investidoras. É responsabilidade de quem está no cargo prestar contas sobre desempenho, aprovar as grandes decisões e representar a organização diante do mercado.
Na prática, isso significa que quem ocupa o cargo não decide sozinho(a) o dia a dia de cada área. A pessoa define os rumos gerais do negócio e acompanha se as demais lideranças estão executando a estratégia combinada, unindo as escolhas de diferentes setores em uma direção única.
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O termo em inglês, Chief Executive Officer, traduz-se literalmente como diretor(a) executivo(a), embora seja mais comum no mercado brasileiro usar o termo CEO no cotidiano, sem tradução, tanto em multinacionais quanto em empresas nacionais.
Isso acontece porque grandes empresas historicamente seguiram o modelo americano de hierarquia executiva, o que popularizou a sigla em inglês mesmo fora dos Estados Unidos.
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A função de quem atua na diretoria executiva de uma empresa é acompanhar indicadores de desempenho, aprovar decisões estratégicas e garantir que áreas como financeiro, operações e pessoas estejam trabalhando na mesma direção.
Veja como cada uma dessas frentes aparece na rotina de quem ocupa o cargo.
O peso de uma decisão muda dependendo de quem a toma. Isso fica claro quando se compara a decisão de uma liderança de área com a de um(a) CEO. Uma pessoa que gerencia um time de vendas pode decidir sozinha ajustar uma meta trimestral, olhando principalmente para o resultado da própria área.
Já uma diretoria geral da empresa que avalia a mesma mudança precisa considerar o efeito sobre os setores financeiro, de operações e a reputação da empresa como um todo.
Ou seja, quanto mais alto o cargo, menos a decisão fica restrita a uma única área e mais ela passa a afetar a empresa toda.
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Chegar à posição de CEO raramente acontece por acaso: costuma ser resultado de anos de preparação deliberada. Veja os passos que podem compor essa trajetória.
Isso significa acompanhar decisões que vão além da própria área, participando de reuniões de outras equipes, lendo relatórios de outros setores ou buscando mentoria com quem já ocupa cargos executivos.
Uma pessoa que só olha para os indicadores do próprio time pode ter dificuldade para avaliar como uma decisão afeta o restante da empresa.
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Atuar diretamente em áreas como operações, produto ou finanças, seja liderando um projeto nelas ou assumindo temporariamente parte da rotina dessas equipes, amplia a visão sobre como as partes da empresa se conectam.
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Essa fluência costuma vir da combinação entre cursos estruturados, letramento em IA e o uso frequente de ferramentas de dados na rotina de trabalho, não apenas da teoria.
Segundo a Korn Ferry CEO & Board Survey 2026: Ready or Not, cerca de 60% dos(as) CEOs e 62% dos membros de conselho apontam a proficiência em inteligência artificial e tecnologia como a habilidade de liderança mais importante para os próximos três anos.
Sem essa fluência, decisões importantes podem ficar concentradas em quem entende a tecnologia, o que atrasa a resposta da empresa.
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Esse repertório costuma se formar na prática: com a liderança de equipes cada vez maiores, participação em reuniões de comitê antes de assumir um cargo executivo e busca de devolutivas frequentes sobre a própria forma de se comunicar, não só sobre os resultados entregues.
Explicar decisões, ouvir divergências e alinhar expectativas são habilidades que fazem diferença na relação entre CEO e conselho. Uma pessoa que só comunica resultados prontos, sem abrir espaço para perguntas ao longo do caminho, pode enfrentar mais resistência quando for preciso aprovar uma decisão mais arriscada.
Esse repertório também aparece na relação com as equipes internas. Saber dar feedback, mediar conflitos entre áreas e manter o time engajado em momentos de mudança costumam pesar tanto quanto o domínio técnico do negócio na hora de avaliar quem está pronto(a) para o cargo.
A mesma pesquisa da Korn Ferry mostra que 50% dos conselhos afirmam que o planejamento de sucessão do último CEO começou tarde demais, e apenas 15% consideram que prepararam bem a pessoa que assumiu o cargo pela primeira vez. Organizações que antecipam essa preparação e criam planos de sucessão mais completos tendem a ter transições mais estáveis.
O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, reforça esse ponto: as empresas esperam que 39% das competências centrais dos times mudem até 2030. Para quem está em trajetória de liderança, isso significa tratar o aprendizado contínuo como parte da preparação, não como uma etapa concluída.
Investir em letramento em IA ajuda a sustentar essa preparação ao longo do tempo, especialmente quando o objetivo é cultura de dados e fluência em tecnologia.
Reunindo os pontos anteriores, chegar ao cargo de CEO depende de desenvolver visão estratégica, ganhar fluência em dados e tecnologia e construir repertório em gestão de pessoas, sempre de forma combinada, não isolada.
É nessas frentes que a Alura Para Empresas atua, ao oferecer trilhas personalizadas para o desenvolvimento da visão de negócio, formação em letramento em IA para times de liderança e programas voltados à gestão de pessoas dentro de um ecossistema de aprendizado que une desenvolvimento técnico e comportamental de ponta a ponta.
Converse com nossa equipe de especialistas e veja como estruturar a formação das próximas lideranças da sua empresa.
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