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Práticas de desprojetização: Flow Framework

Software e seus aspectos de produção - Apresentação

Olá, pessoal. É com grande prazer que inicio este curso a respeito da abordagem Flow Framework dentro da linha de desprojetização do desenvolvimento de software. A primeira aula tem por objetivo falar dos aspectos de produção de software, como surgiu, como evoluiu, qual é o atual contexto e o que as abordagens desprojetizadas propõem para a melhoria do cenário.

O público-alvo deste curso são gestores de projetos de TI, membros de áreas de governança, como escritórios de projetos, consultores em metodologias de TI - trata-se de um curso a respeito de metodologia, muito focado nesses aspectos metodológicos. Também profissionais aspirantes às posições acima, de gestão, de consultoria, de métodos. Interessados em geral nos temas de evolução dos métodos de desenvolvimento de software.

O que trataremos neste nosso curso de Flow Framework? Primeiramente falaremos do software e dos seus aspectos de produção, como foi o encadeamento dos diferentes métodos de desenvolvimento até hoje. Falaremos das Value Stream Metrics, que é o primeiro assunto do modelo Flow Framework. Depois, na terceira aula, mostraremos as três Networks do modelo Flow Framework, que são a Tool Network, Artifact Network e a Value Stream Network.

Na aula quatro, trataremos brevemente de alguns estudos de caso a respeito de abordagem desprojetizada, adição de valor, abordagem a produto versus abordagem a projeto, etc. E, na quinta aula, faremos um exercício mental a respeito de como poderíamos criar um método desprojetizado de desenvolvimento de software baseado nos preceitos do Flow Framework.

Porque o Flow Framework, ele não é um método em si de desenvolvimento, ele é um modelo geral. Para operacionaliza-lo, seria necessário derivar um método e é neste assunto que nós vamos começar a mexer. Como benefícios esse curso, eu citaria primeiramente a aquisição de conhecimentos de vanguarda na temática de metodologias de TI.

O assunto desprojetização e seus modelos, como o NoProjects e o Flow Framework, eles são temas recentes, coisa de 2018, 2019, coisa que está vindo aí e que, portanto, está na linha de frente do conhecimento das metodologias. Ainda, dentro dessa linha, prepararmos para a discussão desses novos modelos, prepararmos para esses novos paradigmas da indústria de software, que estão aí como tendência.

Então precisamos conhecer para que nos posicionemos corretamente diante desses assuntos, concordando com alguns pontos, discordando de outros, mas enfim, assumindo um posicionamento a respeito disso. Com isso tudo pretende-se uma contribuição para a atualização, evolução e diferenciação profissional dos participantes.

Como pré-requisitos para esse curso, seria interessante que os participantes tivessem noções básicas a respeito de gestão de projetos e de métodos de desenvolvimento de software. Então conhecesse a abordagem Waterfall, conhecesse o básico a respeito do Ágil, enfim, tivesse uma noção a respeito de projetos de TI.

Dentro da proposta pedagógica da Alura, este curso trará também a proposição de um projeto de conclusão, com o objetivo de fixar o aprendizado, aplicar conceitos e trazer o que nós vamos discutir para a realidade do aluno. No próximo vídeo, falarei um pouquinho mais a respeito do projeto de conclusão. Espero que todos aproveitem esse curso, é matemática nova, interessante, desafiadora e que, com certeza, nos próximos anos vai dar muito o que falar. Vejo vocês então no próximo vídeo. Até lá.

Software e seus aspectos de produção - O projeto de conclusão do curso

Olá, pessoal. Neste segundo vídeo da aula um, falarei a respeito do projeto de conclusão de curso. Como foi citado no vídeo anterior, trata-se de um grande exercício que tem por objetivo praticar conceitos e trazer o que vamos discutir aqui para a realidade prática do aluno, na sua vida profissional, na sua experiência em operações de TI e em projetos de desenvolvimento de software.

O projeto vai consistir na identificação de elementos do Flow Framework em alguma realidade vivenciada pelo aluno. Então nós vamos ver os elementos desse modelo e começar a fazer um paralelo com projetos ou com operações que o aluno tenha vivenciado. Ao longo do curso, vão ser fornecidos os elementos para que você possa então, passo a passo, realizar essa prática. No próximo vídeo, falaremos a respeito do contexto do desenvolvimento de software e qual é o cenário atual deste tipo de atividade. Vejo vocês lá.

Software e seus aspectos de produção - Contexto e perspectivas do software

Olá, pessoal. Nesse terceiro vídeo da aula um, falarei a respeito do contexto e das perspectivas do software. Ele passou por grandes revoluções tecnológicas e as revoluções tecnológicas, elas têm o seguinte carácter: primeiramente há um período de instalação, depois um ponto de virada ou um turning point, e depois no período de desdobramento.

No período de instalação de uma revolução tecnológica, nós temos a predominância do financial capital, então essas novas iniciativas, essas novas indústrias, essas novas tecnologias, elas recebem um aporte de capital financeiro de investidores, viabilizando o desenvolvimento dessa nova onda. Há então startups que recebem esse tipo de apoio e começa uma disrupção com as indústrias da era anterior.

Isso evolui até chegar no ponto de inflexão, onde quem se consolida vai para frente e quem não se consolida fica pelo caminho. Então existem quebras e reerguimentos de empresas e alguns negócios, eles vão embarcar de vez na nova onda ou vão declinar. Esse é o momento da verdade, digamos assim.

E depois, no período de desdobramento da revolução tecnológica, existe uma predominância de capital de produção, ou seja, as empresas que criaram essa revolução ou que embarcaram nela, seguem a vida por seu próprio passo com produção baseada em capital próprio. Há gigantes que se consolidam e dominam o mercado e as startups, elas começam a se posicionar já em temáticas da próxima era. Então essa é a característica fundamental, esse é o formato típico de uma revolução tecnológica.

Que revoluções tecnológicas que tivemos na história da humanidade? Primeiramente fala-se da revolução industrial, com a criação de máquinas a vapor, criação de fábricas, onde começou-se a mecanizar um trabalho que até então era essencialmente artesanal. Depois a era do vapor e das ferrovias, quando então essas máquinas começaram a ficar mais sofisticadas, a engenharia mecânica começou a tomar corpo.

Depois a era do aço e da engenharia pesada, depois a era do petróleo e da produção em massa. E então a era da eletrônica digital e do software, que é a presente revolução tecnológica, pela qual estamos passando. Para a era do software, o período de instalação, que começou por volta de 1971 com a consolidação dos microprocessadores, da eletrônica digital, começou-se então com uma popularização, um barateamento e uma expansão da tecnologia computacional.

Até que surgiu e se desenvolveu a internet e empresas em torno do fenômeno da internet, gerando algumas bolhas econômicas. Por volta do ano 2000, algumas bolhas estouraram e, em contrapartida, outras empresas se agigantaram e começaram a se consolidar nesse novo mercado, nessa era digital, tal como: Google, Facebook, Amazon, etc.

Então, como será o período de desdobramento? Não se sabe exatamente, porque nos encontramos no ponto de virada, no turning point. Então, na era do software, estamos exatamente nesse momento de virada, que não sabemos até onde vai e o que vai acontecer exatamente. O que se sabe é que nenhum negócio está a salvo nesse momento, nesse contexto de revolução.

O software, ele tem influenciado cada vez mais o destino das organizações, então há organizações que estão ficando pelo caminho, vão ficar pelo caminho, e organizações que vão se alavancar, de uma forma que não se exatamente como ainda. O que se sabe é que o software está cada vez mais presente em produtos, como por exemplo carros.

[04:345 Em um futuro não muito distante, o carro na verdade vai ser um software com rodas. Um carro autônomo, ele tem muito mais linhas de software embarcadas do que um carro atual, e ele vai precisar disso porque vai contar com uma espécie de inteligência artificial, que fará com que seja um dispositivo completamente novo. Acredita-se que em um futuro não muito distante, mais de 40% do valor de um carro esteja presente na forma de software.

Isso deve acontecer com muitos outros produtos, serviços e organizações. Porém, o que acontece? O desenvolvimento de software, ele tem problemas crônicos de produtividade e de qualidade. Não se chegou ainda a um método de desenvolvimento de software que permita contornar esses problemas crônicos e tudo parece sempre estar obsoleto, sempre muito afundado em retrabalhos e problemas.

Então quem já participou de projetos de software sabe do que eu estou falando: retrabalho, problema de qualidade, problema de definição de requisitos - tudo isso faz parte do dia a dia do software e torna essa atividade bastante complexa. Para enfrentar a crise do software e tornar a sua produção melhor, mais adequada ao negócio, tentou-se resolver o problema projetizando os trabalhos.

O problema é de gestão? Então vamos projetizar o desenvolvimento de software e isso vai se resolver, vai deixar de ser uma atividade artesanal, onde os programadores são como cientistas, que não conversam direito com os usuários, que não planejam, que não tem um escopo definido e etc. Vamos colocar gestão em cima e o desenvolvimento de software ficará melhor.

Com isso, buscou-se emular e precisão e a previsibilidade da engenharia. Porque os projetos de engenharia, eles sempre funcionaram muito bem, teve um planejamento, definição rígida de escopo, execução dentro de uma receita e as coisas saem. Então acreditou-se que fosse possível fazer isso com o software também. Então, dentro dessa onda de projetização, para tentar trazer esta disciplina ao desenvolvimento de software, surgiram métodos projetizados.

Inicialmente baseados em um ciclo Waterfall, onde eu tenho um grande planejamento no início do projeto e depois uma sucessão de fases, com documentação bastante pesada, entrega de produto lá na frente ou em grandes blocos, tudo isso com monitoração e controle, com comando e controle, com gerenciamento, com a figura do gerente de projeto e todas as aquelas restrições e controles trazidos por um modelo típico de projeto.

Esse método Waterfall, ele não se mostrou adequado para o desenvolvimento de software. Percebeu-se que desenvolver software não é como construir uma ponte ou uma máquina, ou algo repetível e previsível. Então surgiram, e ganharam espaço, as chamadas abordagens ágeis.

Com maior nível de feedback, um processo incremental, iterativo e empírico, onde eu tenho mais iteratividade, ciclos curtos de entrega, mais feedback com os usuários, porque há entregas mais constantes e maior envolvimento dos usuários no processo de produção. O produto vai crescendo de maneira incremental e não entregar tudo lá na frente, como em uma abordagem Waterfall - o que é uma verdadeira loucura.

O processo empírico, ele vai aprendendo com o caminho. Existe um nível menor de prescrição, documentação menos pesada, mais foco em entrega de valor, em software rodando, do que propriamente no atendimento às restrições e procedimentos de projeto. E equipes autogerenciadas, trabalhadores do conhecimento motivados, autogerenciados, cuidando desse tipo de desenvolvimento.

Sem dúvida, o Ágil, ele trouxe uma contribuição, ele é o modelo mais adequado ao desenvolvimento de software, cujo escopo vai sendo descoberto e na verdade não é totalmente definido up front. Porém, ainda parece haver algo errado com o desenvolvimento de software. Então começaram a ganhar corpo propostas de desprojetização, que propõem simplesmente o seguinte: abandonar o paradigma de projeto, mesmo o Ágil.

Esses movimentos então, eles nos convidam a mudar o mindset a respeito do trabalho, de uma gestão e de um trabalho orientado a projetos, onde as pessoas trabalham para o projeto, para um modelo de uma gestão orientada a produtos, onde as pessoas trabalham mais para o produto do que para o projeto. Essa transição então traria melhor equacionamento dos problemas da era do software.

Essa é a proposta básica da desprojetização do desenvolvimento de software e ela vem então para tentar resolver um problema que não foi resolvido com o paradigma de projeto, que tentou emular a engenharia. No próximo vídeo, eu explicarei um pouco melhor o que é essa orientação a produto e qual é a diferença entre orientação a produto e orientação a projeto, e no que exatamente os projetos podem prejudicar os produtos de software. Vejo vocês então no nosso próximo vídeo.

Sobre o curso Práticas de desprojetização: Flow Framework

O curso Práticas de desprojetização: Flow Framework possui 127 minutos de vídeos, em um total de 56 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Gestão Corporativa em Inovação & Gestão, ou leia nossos artigos de Inovação & Gestão.

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