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Por que UX? Sobre a minha transição do design de interface para o design de usabilidade

yuri.oliveira
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Por: Carolina Penedo

Mais uma fase, mais um termo da moda

Eu me lembro quando entrei na faculdade em 2007 e a minha turma era a primeira a levar o título de “Graduação em Design Gráfico”, antes era uma “salada”, contendo moda, industrial, gráfico. Tudo junto e misturado. Depois vieram outras modalidades para incrementar ainda mais esse currículo, como design de games, web design, design editorial e por aí vai.

A gente sai da faculdade com todas essas opções para seguir, sem nenhuma experiência e sem nem mesmo saber o que nos espera no mercado de trabalho. E foi exatamente assim quando concluí o meu curso, procurando o meu lugar nesse universo quase infinito de possibilidades, em busca de “qual designer sou?”.

Primeira etapa: Direção de Arte

O que poderia ser mais glamuroso, divertido e disruptivo do que ter a carteira de trabalho assinada como Diretora de Arte?

Eu mineira, recém formada em Santa Catarina, juntei minhas malas novamente e parti para essa oportunidade, que me esperava no Rio de Janeiro.

Dois anos se passaram nesta função, e a empolgação já não era mais a mesma. Percebi que não nasci para ter ideias que vão mudar o mundo e ganhar um “leão de ouro”.

Então veio a onda do digital, a pressão de me manter atualizada, não existia mais criação “on” e “off”. Nesse momento, enxerguei um novo horizonte e vamos à segunda etapa.

Segunda etapa: Design de Interface

Aqui voltei a estaca zero, fui para uma agência com foco em digital, a “parada” agora era o mundo online!

Um ano fazendo social media - posts para redes sociais, é que a galera de UX tem mania de complicar - logo vieram os primeiros sites e um desafio absurdo!

Afinal se antes eu desenhava um anúncio, agora, em um site havia várias páginas com vários conteúdos e um milhão de possibilidades.

Encontrei um trabalho em equipe, muito mais dinâmico, com arquiteto da informação, devs front, back, java, bootstrap, uma sopa de letrinhas, e lá se foram uns 3 anos para me familiarizar. E eu sempre focada em fazer a coisa ficar bonita.

Terceira etapa: Design de Usabilidade - como surgiu essa ideia

Em uma pequena agência que trabalhei, me perguntaram seu eu “fazia UX”, pensei, aquele Power Point que o arquiteto faz, acho que consigo fazer. Wireframe já faço no dia a dia mesmo, acho que posso fazer isso! Como podem imaginar, na prática não é bem assim e meu primeiro projeto como UX foi uma tragédia.

Comecei a pesquisar para colocar mais esse carimbo no meu portfólio e encontrei outra sopa de letrinhas de desanimar qualquer um.

Fui lendo alguns artigos, conheci alguns podcasts como o Movimento UX que foi fundamental para entender como funcionava o mercado, o que faziam de fato os profissionais da área.

Em seguida fiz alguns cursos online, na Alura, onde conheci a parte teórica e alguns softwares essenciais para o dia a dia. Li alguns livros de indicação de amigos e por aí vai.

Um ano se passou, e eu estava completamente imersa naquele conteúdo, de repente tudo fazia sentido, de repente cada pixel tinha um motivo para estar ali e um novo mundo se abriu.

Por que UX?

De repente, vi uma oportunidade de me libertar de sentar atrás do computador com um fone de ouvido, e sair por aí explorando temas, colocando minha curiosidade em prática, lidando com pessoas. Se você não gosta de pessoas, não seja um profissional de UX, #ficadica.

Malas feitas de novo, agora em São Paulo, para o meu primeiro emprego como UX designer, já posso afirmar que a minha trajetória até aqui foi fluida e encantadora.

Seja para agregar ao trabalho de um UI, ou como uma nova profissão ele deve ser levado a sério.

Não é nada simples mudar o mindset de alguém como eu que foi treinado a criar layouts lindos, a colocar a experiência do usuário como prioridade, além de ter que pensar nas necessidades do negócio e como o produto que você está desenvolvendo vai impactar a vida de quem está recebendo.

A quantidade de termos, metodologias, livros, softwares e informações do universo UX assusta, eu sei. Mas um dia de cada vez, aprendendo na prática, com profissionais mais experientes, vamos nos formando. Se você também está neste caminho, não desista e seja bem-vindo.

Espero que minha história sirva de motivação para a sua história!

Carolina Penedo

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