Como não aprender orientação a objetos: Herança
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Já falei sobre os problemas que os getters e setters podem trazer, caso usados de maneira indiscriminada. A bola da vez é a herança.
Lembro quando comecei a programar profissionalmente em Java, há mais de 20 anos, no final de 2000. Estava em um projeto juntamente com o Tiago Silveira, e algo que eu adorava fazer era que meus beans estendessem de HashMap quando tivessem propriedades dinâmicas. O Tiago vivia me criticando, dizendo que eu deveria ter um HashMap e não ser um HashMap. Eu não entendi o porquê de ter muito mais trabalho para escrever métodos que apenas delegariam, em vez de já herdar tudo! Tão simples, e herança parecia se encaixar tão bem nesse caso.
Depois de um tempo comecei a sofrer bastante: tipos errados eram passados como argumento, minha classe possuia métodos que eu não queria e também nao era para tratá-la como um mapa. Seria o eu o único a cometer essa atrocidade apenas para economizar um pouquinho de código? E a resposta vem do java 1.0:
Autor(a)
Paulo Silveira
Paulo Silveira é CEO e cofundador da Alura. Bacharel e mestre em Ciência da Computação pela USP, teve sua carreira de formação em PHP, Java e nas maratonas de programação. Criou o Guj.com.br, o podcast do Hipsters.tech e o Like a Boss.
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