O termo descreve conteúdo genérico, produzido em massa por inteligência artificial e sem edição humana significativa. A opção aparece no menu de três pontos que já existe em cada publicação da rede, ao lado de categorias como spam e discurso de ódio.
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A companhia confirmou a nova funcionalidade batizada de botão "seems like AI slop". Pessoas usuárias podem clicá-lo quando um post de alguém parece ter sido escrito com IA.
A escolha não é aleatória. Uma pesquisa recente da ferramenta de detecção de texto por IA Pangram encontrou que 40% dos posts longos no LinkedIn foram identificados como totalmente gerados por IA. Entre os posts curtos, o percentual chegou a 30%. O volume de conteúdo artificial no feed profissional vinha sendo criticado havia meses por usuários e pela imprensa especializada.
Como funciona o botão ''AI slop''?
O executivo de produto do LinkedIn, Hari Srinivasan, anunciou a novidade em publicação recente.
Na prática, quando alguém clica no botão, o LinkedIn registra o sinal para treinar os classificadores automáticos que já tentam identificar esse tipo de conteúdo. A empresa afirma que vai usar esse retorno para determinar quanto alcance um post terá fora da rede de contatos de quem publicou.
Além disso, se uma publicação é marcada como AI slop, a pessoa que compartilhou é notificada de forma privada no painel de análise, sem exposição pública.
Quais outras mudanças o LinkedIn anunciou?
O lançamento do botão não veio isolado. O LinkedIn também removeu sua ferramenta de escrita com IA, que antes aparecia diretamente na caixa de composição de posts. Em seu lugar, a plataforma passou a oferecer um recurso de revisão de texto que corrige erros sem reescrever o conteúdo do zero.
A mudança sugere que a plataforma quer reduzir o próprio incentivo à geração automática de textos, não só punir quem os publica.
Como plataformas estão reagindo ao excesso de conteúdo gerado por IA
O caso do LinkedIn não é isolado no mercado. Na semana anterior ao anúncio, a plataforma de newsletters Substack lançou uma ferramenta para ajudar usuários a identificar quando o conteúdo que estão lendo foi escrito por IA. A parceria foi firmada com a empresa Pangram.
Na mesma linha, o Snapchat anunciou que deixará de recomendar vídeos totalmente gerados por IA em seu recurso Spotlight. Vídeos apenas editados ou aprimorados com ferramentas próprias de IA continuam elegíveis, desde que tragam indicadores de transparência.
Para quem cria conteúdo, faz marketing ou atua em comunicação corporativa, esse movimento traz consequências práticas. Produzir textos em escala com IA deixou de ser garantia de visibilidade. Na prática, se a própria rede social passa a marcar e reduzir o alcance de publicações genéricas, o volume sem curadoria vira risco reputacional.
A origem e o processo de criação do texto também entraram na régua de qualidade das plataformas, ao lado de critérios tradicionais como veracidade e segurança. Isso reforça a importância de dominar engenharia de prompt e revisão humana criteriosa antes de publicar qualquer texto gerado com apoio de IA generativa.
Afinal, o resultado final passa por escrutínio público cada vez maior.
Na prática, o episódio também acompanha um debate mais amplo sobre uso responsável de inteligência artificial em ambientes profissionais. Isso acontece à medida que empresas de tecnologia tentam equilibrar produtividade com a expectativa de autenticidade de suas comunidades.
Se interessou pelo tema e quer ouvir mais sobre o assunto? Em nosso canal, Marcus Mendes e Fabrício Carraro debatem sobre essa e outras novidades do mundo Tech:
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O novo recurso do LinkedIn mostra que saber usar inteligência artificial já não é suficiente: também será cada vez mais importante entender quando, como e por que utilizá-la.
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