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Quais os benefícios das soluções low code para as empresas?

Athena Bastos

Athena Bastos


O termo “low code” foi criado em 2014 pela consultoria Forrester. Para a empresa, referia-se a aplicações que focavam na facilidade de uso e na simplicidade do processo de desenvolvimento.

De acordo com a pesquisa da Gartner, espera-se que, até 2024, 80% ou mais dos softwares sejam desenvolvidos a partir de plataformas low code em todo mundo. Só em 2023, a projeção é que o mercado mundial dessa solução crescerá 20%.

Além disso, os dados divulgados pela Globe Newswire apontam que o mercado de plataformas low code deve atingir cerca de US$ 187 bilhões até 2030 — um crescimento anual estimado em mais de 31%.

A partir desse contexto, este artigo tem como objetivo apresentar as diferenças entre low code e no code e demonstrar como as empresas podem se beneficiar do uso de soluções de low code.

Source Code imagem

O que é uma solução low code?

A solução low code é uma técnica de desenvolvimento de software que usa menos código que a forma de desenvolvimento tradicional.

Ou seja, é uma abordagem de desenvolvimento de software que requer pouca codificação para construir aplicativos e processos.

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Na prática, ao invés de usar linguagens de programação complexas, a solução low code usa interfaces visuais com uma lógica básica em uma plataforma de desenvolvimento.

As plataformas de low code (LCPD) fornecem uma interface gráfica da pessoa usuária (Graphical User Interface ou GUI) que permite “arrastar e soltar” e blocos de componentes que representam tarefas comuns de desenvolvimento de software.

As soluções low code são usadas tanto por pessoas com pouco conhecimento em programação e por pessoas desenvolvedoras experientes que querem acelerar o processo de desenvolvimento.

Isto é, o público-alvo são pessoas desenvolvedoras em todos os níveis de experiência que querem ser mais eficientes e produtivas.

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Quais as diferenças entre o desenvolvimento low code e no code?

Low code (pouco código) e no code (sem código) são tecnologias que usam menos — ou nenhum, no caso de no code —, código no desenvolvimento de produtos.

A diferença básica entre as duas plataformas é o público-alvo. A solução low code se direciona para pessoas desenvolvedoras (mesmo que em diferentes níveis de experiência).

Isso porque requer certas habilidades tecnológicas e permite que as pessoas trabalhem de forma mais rápida.

Por outro lado, a solução no code se direciona para pessoas que não têm nenhum conhecimento sobre linguagens de programação. Na prática, a plataforma não permite que os códigos sejam editados manualmente e precisa ser mais segura e amigável possível para absorver informações técnicas.

Outro ponto de diferenciação é a compensação. Para construir soluções técnicas, os sistemas de low code precisam de algum tipo de codificação.

As plataformas no code, por outro lado, ignoram todas as informações tecnológicas. São simples de usar.

Como funciona o low code?

Uma plataforma de low code permite, portanto, que as pessoas usuárias possam criar e implantar softwares e aplicativos usando o mínimo possível de códigos manuais.

E esse é um ponto importante: ainda que sejam poucos, uma LCPD exige alguns códigos manuais. Por isso, requer algum conhecimento de linguagem de programação.

Para isso, em geral, essas plataformas fornecem uma biblioteca de componentes e modelos pré-estabelecidos que podem ser usados para acelerar o processo de desenvolvimento.

Então, apesar de não servir para desenvolver todos os tipos de aplicativos, é uma ferramenta útil para otimizar o desenvolvimento de softwares simples.

Por que low code é uma tendência de tecnologia?

O uso de estratégias e ferramentas para otimizar processos das empresas não é exatamente algo novo. No entanto, mais do que uma simples tendência, tem se tornado algo essencial para construir um futuro competitivo para os negócios.

O ano de 2023 começou com um contexto diferente para as empresas de tecnologia. Apesar de algumas projeções de crescimento, os resultados econômicos não acompanharam, de forma proporcional, os investimentos que foram feitos nos anos anteriores.

Sendo assim, os altos investimentos deram lugar a maior assertividade, melhor análise de dados e investimentos mais cautelosos.

  • Nessa perspectiva, surgiram questões importantes: como é possível, ao mesmo tempo, buscar aumentar a operação das empresas sem aumentar o quadro de pessoas? Ou melhor, como impulsionar os resultados sem, em contrapartida, aumentar os investimentos?

Para buscar essas respostas, as estratégias de negócio se voltaram para a eficiência operacional.

Um mercado apertado e a necessidade de desenvolvimento rápido fizeram com que as empresas buscassem novas maneiras de criar software.

E, nesse ponto, as plataformas low code aparecem como uma importante solução. Não por menos, são uma tendência de TI.

Afinal de contas, é uma forma de acelerar a criação de softwares e permitir que as pessoas desenvolvedoras se envolvam em projetos maiores.

Como se não bastasse, essas plataformas oferecem uma oportunidade de a empresa pagar o débito técnico.

Ou seja, é uma forma de corrigir as imperfeições nos códigos decorrentes da priorização por uma entrega rápida (ao invés de perfeita).

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Quais as vantagens e eficiência do low code?

De fato, o uso de plataformas de low code proporcionam muitos benefícios para as empresas. Os principais são:

  • Autonomia: essas plataformas permitem que pessoas que não têm conhecimento aprofundado em desenvolvimento criem aplicações simples e testem novas ideias.
  • Velocidade: é possível criar aplicações de forma mais rápida, a partir de uma variedade de modelos e rótulos que podem ser personalizados a partir da necessidade da empresa.
  • Escalabilidade e segurança: essas plataformas são mais escaláveis que os sistemas tradicionais, a medida que o sistema pode se adaptar de modo mais rápido e eficiente conforme o crescimento ou mudança da organização.
  • Flexibilidade: como é um sistema modular, é mais simples e mais rápido fazer adaptações e alterações nos sistemas.
  • Redução de erros: como usam o mínimo de códigos possível, as soluções low code também ajudam a evitar erros humanos.
  • Produtividade: as plataformas têm ferramentas de gerenciamento de tarefas, fluxos de trabalho e outros recursos que otimizam os processos. É possível fazer mais em menos tempo.
  • Economia de custos: através das LCPD, é possível reduzir os custos de desenvolvimento, especialmente relativos à contratação de pessoas desenvolvedoras.
  • Acesso a recursos visuais: as plataformas low code permitem criar softwares mais bonitos, intuitivos e com interação simplificada.

Quais as plataformas low code?

Atualmente, existem diferentes tipos de plataformas low code. Aqui estão três exemplos:

Wix — ferramenta low code para criar websites

A plataforma Wix permite que as pessoas usuárias criem websites com base em mais de 500 templates ou, se quiserem, façam sua própria personalização.

A partir dela, é possível ter acesso a recursos avançados, como loja virtual, integração com meios de pagamento e edição da visualização no formato mobile.

Webflow — ferramenta low code para criar websites

Assim como a Wix, a Webflow também permite que as pessoas usuárias criem websites.

Além do mais, também faz toda a hospedagem do site. Então, você pode criar o site e colocá-lo no ar.

Zeev — ferramenta low code para criar aplicativos de processo

A plataforma Zeev possibilita que as pessoas automatiza processos sem precisar desenhar o fluxograma, para alcançar maior produtividade e melhores resultados.

Como estudar low code?

Mais do que desenvolver pessoas em digital skillsem cursos de baixo código, por exemplo, é fundamental que as empresas mantenham suas equipes de tecnologia constantemente atualizadas.

Essa é, inclusive, uma estratégia para driblar os efeitos da crise macroeconômica do mercado de tecnologia e impulsionar os times rumo à eficiência operacional.

Afinal de contas, as estratégias que incluem o aprendizado contínuo são cruciais para o crescimento da organização, mas também estimulam a motivação das pessoas colaboradoras, aumentando seu engajamento e satisfação com o trabalho.

Como resultado, também contribui para a diminuição da taxa de rotatividade e o aumento da taxa de retenção de talentos.

Além do mais, uma cultura organizacional que se baseia no aprendizado também impulsiona o desenvolvimento de inovação dentro da empresa — o que é, sem dúvidas, fundamental para a empresa se manter competitiva em seus mercados.

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Athena Bastos
Athena Bastos

Supervisora de Conteúdo da Alura Para Empresas. Bacharela e Mestra em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Pós-graduanda em Branding: gestão estratégica de marcas pela Universidade Castelo Branco - UCB. Escreve para blogs desde 2008 e atua com marketing digital desde 2018.

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