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Ilustração digital: anatomia expressiva

Ferramentas - Introdução

Olá, meu nome é Rainer Petter, eu sou ilustrador, trabalho com concept art para jogos e com histórias em quadrinhos. Aqui vamos aprender sobre anatomia expressiva. Vamos fazer alguns estudos focando na parte da expressão da figura humana. Inicialmente vamos pensar nessa expressão facial, com os olhos e com a boca.

Depois na expressão corporal e a interação entre a expressão da figura com os textos, já que estaremos focando em história em quadrinho. É interessante que você já tenha o conhecimento básico de desenho e figura humana, não vamos aprofundar tanto na parte básica da estrutura da figura humana, de proporções, a que distância fica o olho da boca. Esse tipo de conteúdo não teremos aqui, vamos focar na parte da expressão.

Caso você queira esse conteúdo, temos outros cursos na Alura que abordam esse tema. É só você pesquisar por termos como anatomia humana, desenho de figura humana, que você vai encontrar. Temos bastante conteúdo sobre isso. Aqui vamos abordar isso que vocês estão vendo aqui: a expressão facial, a expressão corporal.

Começaremos pensando na simplificação dessa forma. Como simplificamos o tronco, com simplificamos as mãos, os olhos, para conseguirmos fazer essa expressão, comunicar, colocar esse personagem para passar uma mensagem de uma forma mais rápida. Na parte da expressão em si, facial, vamos começar com os olhos.

Aqui eu não abordo um estilo de desenho específico. Você pode fazer um desenho super realista, pode fazer um desenho super cartoon, algo mais mangá, algo mais para quadrinho de super-heróis, algo mais para quadrinho europeu, não temos uma limitação de estilo aqui também não. Vale para qualquer tipo de desenho.

Vamos começar com a expressão dos olhos, a expressão da boca também é muito importante, a interação entre os olhos e a boca. Depois vamos começar na parte da comunicação, da expressão corporal. Começaremos com as mãos, que são o principal do corpo, a interação da mão com o rosto, com a expressão facial, a interação da mão com a expressão corporal também.

Depois começaremos a trabalhar nessa interação da expressão, facial e corporal, com os textos, já que estamos pensando aqui em um personagem para histórias em quadrinhos. Então vamos pensar nessa interação com o texto e saber também qual é o melhor momento para congelarmos, já que teremos esse desenho estático, de modo que o leitor veja aquele desenho parado e entenda o que aconteceu antes e o que vai acontecer depois.

Então temos que escolher bem qual é o momento para congelarmos essa imagem. Aqui, durante o curso, eu farei esses desenhos no computador, desenhando no Photoshop, mas o foco aqui é o desenho em si, não temos nenhum foco em algum programa.

Você pode desenhar no Photoshop, pode desenhar em outro programa no computador, pode desenhar em um tablet, pode desenhar no papel com lápis, caneta mesmo. Tudo bem, não tem problema algum. Então é isso, vamos lá.

Ferramentas - Overview

Eu vou apresentar para vocês o conteúdo que veremos durante esse curso de anatomia expressiva. Primeiramente eu vou mostrar para vocês como eu faço para simplificar a forma humana, tanto a estrutura em si do corpo, quanto algumas coisas como o olho, a boca, as mãos. Aqui será a forma com que eu costumo simplificar.

Mas eu vou reiterar que cada pessoa, caso você já tenha a prática do desenho de figura humana, cada pessoa tem a sua forma de simplificar, de reduzir a poucas linhas algo tão complexo, que é a figura humana. Então eu vou mostrar como eu faço, mas você pode fazer de outra forma também.

Depois de ter essa noção da figura humana, vamos começar pelos olhos. Vamos entender como trabalhar tanto com os olhos e as sobrancelhas para passar expressões específicas, sentimentos específicos. Depois dos olhos vamos trabalhar com sentimentos também, a partir das bocas, como representamos cada expressão facial, pensando na boca.

Depois da boca, vamos pensar na interação entre a boca e os olhos. Isso é muito importante, porque às vezes o olho pode passar uma mensagem, a boca passar uma outra mensagem e, quando temos a boca e o olho juntos, essa mensagem será outra ainda, será uma terceira mensagem. Então é importante pensarmos em como funciona essa interação, entre a expressão da boca e dos olhos.

Depois vamos estudar a parte das mãos, a interação das mãos com o rosto, também é bem complexo isso. A interação das mãos com o corpo e aqui, neste caso, faremos desenhos de estrutura da figura humana mesmo, sem considerar o rosto, só o corpo e as mãos, como funciona essa comunicação.

Depois pensarmos na interação da figura com o texto. Vamos fazer alguns desenhos de rosto com algumas expressões a partir de um texto que temos. No caso, este texto, é a fala daquele personagem, então pensaremos em como estará a expressão facial daquele personagem ao falar determinado texto.

A relação do corpo com o texto também, pois pode ser diferente da relação do rosto com o texto. Depois vamos entrar nas nuances, nas partes um pouco mais complexas, e pensarmos na mudança de comportamento do personagem, como ele reage. Ele está falando uma coisa, depois muda, ou muda de ideia, ou muda o tom que ele está falando.

Vamos trabalhar em todas as mudanças de expressões faciais e corporais, da alegria para a tristeza, da tristeza para a raiva, e como o corpo e a expressão facial se comportam diante de todas essas mudanças. Para fechar, pensando em algo mais dinâmico, uma cena de ação, faremos o personagem com alguns momentos específicos de cena de ação.

Ele correndo, pulando, lutando, caindo. E vamos fechar essa parte de expressão, tanto a expressão corporal quanto a expressão facial do personagem. É isso o que veremos durante o curso. Vamos lá.

Ferramentas - A importância das expressões

Nesta aula eu vou explicar para vocês, na verdade, eu vou mostrar vários exemplos de páginas de quadrinhos, para entendermos o quão importante é pensar nessa expressão corporal e na expressão facial dos personagens na hora de desenhar. Essa primeira página, que eu estou mostrando para vocês, é uma página do quadrinista Will Eisner.

É um quadrinista que foi muito importante na história dos quadrinhos, ele desenvolveu muitos livros teóricos sobre quadrinhos. Muito do conteúdo deste curso, inclusive, eu aprendi a partir dos livros dele. Essa primeira página, se não me engano, é de um quadrinho dele que se chama Contrato com Deus.

Eu acho muito interessante, ela simplifica bastante essa mudança da expressão, principalmente a expressão facial do personagem no decorrer da página. Olha como que no começo, o personagem, ele está com um sorriso, embora o texto seja meio agressivo, nem precisamos ler o que está escrito, vemos até pela forma com que ele escolheu a fonte, o texto, a forma como está o balão.

Vemos a cara dele, vemos que ele está sorrindo. Tem uma expressão corporal também, apontando algo, com uma sensação de imponência. No segundo quadro ele já está mais triste, nós vemos pelo formato da boca, ele já está diferente, vemos ele querendo mostrar algo, apontar, mais preocupado.

Aqui é uma sequência de quadros, onde o personagem tem como se fosse um ataque cardíaco. A expressão facial muito expressiva mesmo, até ele cair, aqui no último quadro. Então olhe a mudança de expressão na fisionomia do personagem, mesmo sem lermos, entendemos o que está acontecendo ali.

Então muitas vezes a expressão facial, a expressão corporal de um personagem, ela é mais importante do que colocarmos texto. É tudo dito pela expressão. Neste caso, são os dois, tanto a expressão facial do personagem quanto a corporal.

Temos muito da expressão facial nestes quadros do meio, do personagem passando mal, mas temos também a expressão corporal da mão, levando no peito, segurando nos lugares. Eu trouxe vários exemplos para entendermos como funciona, a importância mesmo dessas expressões para passar a mensagem que queremos no quadrinho.

Aqui é uma outra cena, também do quadrinho do Will Eisner. Eu acho interessante aqui o olhar de assustada da mulher neste primeiro quadro, e como esse olhar assustado e triste ao mesmo tempo, ele se mantém em todos os outros quadros, e a postura corporal, meio curvada para frente.

Então não é aleatório, não é a pessoa simplesmente andando aqui, neste último quadro, ela tem uma expressão, o rosto dela, o olhar de triste, a boca aberta, meio ofegante, o tronco inclinado para frente. Não tem texto nenhum aqui, mas só essa expressão corporal dela, facial também, diz muita coisa.

Esse é um outro quadro, também de um quadrinho do Will Eisner. Eu achei interessante esse caso, que temos um herói preso, amarrado aqui no meio, e três vilões ao redor. Por conta da iluminação, da forma como ele distorceu o rosto dos vilões para dar uma risada meio torta, ele dá uma risada, ele mostra uma risada, só que uma risada vilanesca, não é o sorriso do herói, é o sorriso do vilão.

Então ele consegue construir isso através da combinação da posição da sobrancelha, da posição do sorriso, como estão os dentes nessa expressão facial. Peguei também alguns exemplos da Turma da Mônica, porque é importante vermos que essa comunicação das expressões corporais e faciais, elas funcionam em qualquer estilo de quadrinho.

Não é algo específico de quadrinho de super-herói, nem de mangá, não é nada específico, funciona em tudo. Dependendo do público-alvo, é importante evidenciarmos mais. Os quadrinhos, geralmente mais infanto-juvenis como este aqui, é interessante o desenhista deixar as expressões ainda mais exageradas, para a criança bater o olho e entender com mais facilidade.

Se for um quadrinho mais adulto, já podemos deixar a expressão facial, e corporal também, um pouco menos claras, para deixar uma certa nuance, dessa forma conseguir até umas expressões um pouco mais complexas do que aquela simplesmente feliz, alegria, tristeza. Quando deixamos uma coisa no meio-termo, se aquilo condiz com a história, conseguimos umas expressões mais complexas.

No caso desta, para crianças, é importante deixarmos isso claro mesmo ali. Olha como a Mônica, ela está com esse sorriso de tranquilidade. Ela está sorrindo com a boca, o olho está fechado, se ela está com o olho fechado, ela não está sofrendo ameaça nenhuma, não precisa ficar atenta. Ela está relaxada, as amigas todas aplaudindo, felizes. Esse olhar pela metade, que está meio fechado, também evidencia essa coisa da tranquilidade delas.

Eu achei interessante, neste último quadro, a expressão corporal delas rindo, está muito de gargalhada, tombando para frente, tombando para o lado, para trás. Nesse caso, a expressão facial é só a boca. O desenhista fez elas com as cabeças inclinadas para trás e temos só a boca gigante, na cabeça inteira, evidenciando essa gargalhada, esse sorriso delas.

Aqui eu peguei também umas páginas do quadrinho do Dragon Ball. No mangá temos muito dessa expressão do olhar, é o olho muitas vezes muito grande. Neste da Turma da Mônica também temos esse olho muito expressivo. Essa página do Dragon Ball eu achei muito interessante, principalmente esse último quadro, onde temos os dois personagens lutando.

Olhe como os dois estão com esse olho arqueado para baixo, estão demonstrando que eles estão com raiva. Eles estão no meio de uma cena de ação, só que o da esquerda está com um sorriso e o da direita está irritado. Então só através dessa mudança de expressão facial da boca, mesmo os dois estando lutando, os dois estando bravos, vemos que cada um está lidando com aquela situação de uma forma diferente.

Um está mais tranquilo, sorrindo, gostando, e o outro está realmente irritado. Então é importante pensarmos em cada detalhe da expressão facial. Neste caso nem tem balão de fala, só essa diferença de tratamento que tem na boca já diz muita coisa que, às vezes, com o texto não íamos conseguir dizer.

Cada estilo, digamos assim, de quadrinhos, tem, às vezes, a sua linguagem própria. O mangá tem muita coisa, às vezes, do personagem com uma gota na cabeça que, às vezes, demonstra que ele está meio sem graça, com vergonha, ou em uma situação confusa. Temos, neste último quadro, por exemplo, o personagem com esse X no olho, como se ele estivesse desmaiado, morto ou algo do tipo.

Isso é algo que não vemos em todos os estilos, todas as linguagens do quadrinho. Essa página, que eu achei interessante, eu não sei muito bem qual é o quadrinho, mas é desenhado pelo Moebius, um quadrinista francês. Eu achei interessante a expressão corporal da personagem, ela está meio correndo e, de repente, neste quadro da esquerda, ela faz uma pose de alerta, tem algo acontecendo, e eu não sei o que é, o olho assustado.

Para evidenciar isso ele até desenhou um balão com um sinal de interrogação, de: espera, algo está acontecendo. Ela escuta um barulho, olha para o lado e decide se esconder. Mas olha a expressão corporal dela, está com os dedos esticados, está com um pé na frente, como se pausasse o passo, e o olho arregalado. Isso já diz muito sobre o que ela está passando sem ter que narrar.

No próximo quadro ela até fala: alguém está vindo, rápido, eu preciso me esconder. É um tipo de linguagem que hoje em dia até nem tem tanto, do personagem narrando o que ele vai fazer. Quando fazemos isso só com a expressão facial, só com a expressão corporal, igual está na cena anterior, ela é muito mais profunda.

Eu tenho aqui alguns exemplos também, de expressão facial. Aqui o personagem confuso, aqui ele já está irritado. Então vamos ver essa diferença de expressões entre um quadro e o outro, o leitor, ele cria uma conexão. Essa cena aqui, que é uma cena de ação, que veremos também neste curso, o que eu achei interessante sobre a expressão corporal é como os personagens, eles não estão em uma pose de equilíbrio, uma pose estática.

O único momento, na verdade, em que tem o equilíbrio é o personagem do meio, neste quadro, onde ele está com as duas pernas abertas, está em equilíbrio, apesar de que ele está movimentando o braço atacando uma pessoa e com a outra ele já movimentou, mas ele está em equilíbrio.

Então aqui nós vemos uma coisa mais estática. Olha como esse personagem da direita, que está no ar, e o personagem da esquerda, que está tombando totalmente, nós já vemos eles com movimento. Então se queremos passar uma sensação de movimento, um personagem que não está em uma pose de equilíbrio, ela passa muito mais essa sensação.

Você sabe que esse personagem, ele não está voando, parado ali, ele pulou e está caindo. Aqui nenhum deles está em equilíbrio, nesses dois primeiros quadros, o leitor bate o olho e vê: está em movimento, não tem como ele ficar parado dessa forma. É uma coisa importante de pensarmos, até na questão do movimento em si, da expressão corporal do personagem.

Aqui é um exemplo que eu peguei da página do Batman também. Eu achei interessante esse quadro, onde está tudo escuro, ele está na sombra, e vemos só o olho e a boca, o quanto isso é expressivo. Aqui embaixo temos o mesmo ângulo, só que com o personagem iluminado. Eu senti que esse de cima está muito mais expressivo, onde vemos só os olhos e a boca dele. Essa é importância da expressão facial.

Tenho aqui também uma página do Tintim, que eu achei legal essa mudança de expressão de um quadro para o outro. Os personagens estão meio que discutindo, ele vira para trás e já muda a expressão facial, muda a direção, o personagem está vindo para um lado, de repente vai para o outro.

Essas páginas eu vou deixar para vocês verem também, eu vou deixar um arquivo, são os exemplos que eu cito nesse vídeo, eu acho interessante voltarmos, darmos uma analisada. Eu sugiro vocês a fazerem isso também com outras páginas de quadrinhos que vocês tiverem, procurarem na internet, e tentem analisar a questão da expressão facial e da expressão corporal dos personagens.

Peguei até uma página do Homem-Aranha, onde ele não tem a boca, porque está tampada pelo uniforme. Toda a expressão, ela está no corpo e no olho, tem inclusive alguns desenhistas que mudam o olho dele, apesar de ser uma roupa, ela abre e fecha às vezes. Eu até peguei essa página, que tem ele e o Deadpool, os dois com a boca tampada. Aqui, sim, a expressão corporal é muito importante, e a expressão dos olhos também.

São essas as páginas que eu separei para nós. Aqui temos alguns exemplos que vamos ver no decorrer do curso. Tendo noção da importância da expressão corporal e da expressão facial dos personagens para o quadrinho, já podemos começar a parte prática.

Sobre o curso Ilustração digital: anatomia expressiva

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