Primeiras aulas do curso SQL Server: consultas avançadas com Microsoft SQL Server 2017

SQL Server: consultas avançadas com Microsoft SQL Server 2017

Configurando ambiente e conhecendo o SQL - Introdução

Olá! Bem-vindo ao curso de consultas de dados do SQL Server. Nós vimos no curso anterior a introdução ao banco de dados do SQL Server. Lá nós vimos várias coisas que podemos fazer no banco de dados, que dizer, criar banco de dados, criar tabelas, criar entidades do banco de dados, como chaves primárias, chaves estrangeiras, índices.

Vimos como fazemos inclusão, alteração, exclusão e consulta de dados. Mas no curso anterior foi um apanhado muito superficial dessas funcionalidades.

O que nós vamos ver nesse curso agora, é um detalhamento da parte de consulta de dados. Nós iremos ver nesse treinamento várias formas, desde as mais simples às mais detalhadas, para obter dados de um banco de dados com informações já contidas dentro deles. Então, espero que vocês gostem desse curso. Um abraço.

Configurando ambiente e conhecendo o SQL - Preparando o seu ambiente

O arquivo SUCOS_VENDAS.BAK pode ser baixado aqui.

Antes de começarmos o treinamento, precisamos preparar o nosso ambiente. Então, claro, primeiro lugar, você deve ter instalado na sua máquina o banco de dados SQL Server versão Developer 2017 e, também, o SQL Server Management Studio 2017.

Se você não tem isso instalado e não sabe como fazê-lo, faça o seguinte: vá lá no curso de introdução SQL Server, que é o pré-requisito desse treinamento, e lá, bem nos vídeos iniciais, eu mostro como fazer a instalação desses Softwares.

Então, supondo que você já tenha o SQL Server 2017 e o Management Studio 2017 instalados em sua máquina, o que nós vamos fazer agora é recuperar o banco de dados que usaremos como exemplo para este treinamento.

Esse banco de dados vai ser o banco de dados da nossa empresa de suco de frutas. É uma empresa modelo, fictícia, claro, que eu utilizo em todos os treinamentos que eu faço.

Então, faça o seguinte, supondo que vocês já tenham tudo instalado na sua máquina, vocês vão se conectar no SQL Server Management Studio, vão abrir aqui na pasta "Banco de Dados" e botão da direita do mouse sobre ela, nós vamos escolher a opção "Restaurar Banco de Dados".

Ao fazer isso, nós vamos escolher agora o arquivo. Esse arquivo que nós vamos usar para restaurar o banco de dados, é um arquivo que você deve ter feito download com o link que está associado a este vídeo.

Então façam esse download, salva esse arquivo na sua máquina localmente e agora vamos dizer para caixa de diálogo de restauração de um backup do SQL Server, onde se encontra esse arquivo.

Então eu vou clicar aqui em "Dispositivo", vou clicar nesse botãozinho onde tem os três pontinhos e aqui vou adicionar o arquivo que eu baixei e salvei localmente na máquina. Vou selecionar aqui a localização dele, está aqui, vamos procurá-lo.

Pronto, é esse arquivo, "SUCOS_VENDAS.BAK". Vou clicar em "Okay", clico, seleciono o arquivo que foi escrito nessa caixa de diálogo, clico em "Okay" e aí eu tenho essa configuração.

Vamos clicar aqui em "Opções", vamos selecionar a opção "Substituir o banco de dados existentes" e vamos clicar em "Okay". Se tudo correr bem, depois de um tempo eu vou ter essa caixa de diálogo aqui pronta: "Banco de dados 'SUCOS_VENDAS' restaurado com êxito".

Para a gente ter uma certeza, com o botão direito do mouse sobre esse banco, vamos escolher a opção "Atualizar" e vamos ver se nós temos aqui tabelas, todas essas cinco tabelas.

Então, esse é o banco de dados que nós usaremos como exemplo para mostrar a vocês como fazer consultas no banco de dados no SQL Server. Então, muito obrigado.

Configurando ambiente e conhecendo o SQL - História da linguagem SQL

Vamos falar um pouquinho de história. No início dos anos 70, mais precisamente em 1971, um cara mando Codd, eu não sei nem se se pronuncia assim, ele era um engenheiro do laboratório de pesquisas da IBM.

E ele começou a imaginar uma forma estruturada de se fazer consultas nos bancos de dados que estavam surgindo no momento, que eram os bancos de dados relacionais.

Até antes disso, os bancos de dados, eles não tinham relacionamentos entre tabelas. Eram, na verdade, tabelas que é uma sequência textos, mas que não havia nenhuma ligação entre elas.

Com o advento do início da estruturação dos bancos de dados relacionais, que se que as pessoas costumam chamar de DBMS, esse cara começou a pensar em um jeito de criar uma linguagem para extrair dados desses tipos de bancos de dados.

Mas não era só a IBM que estava trabalhando nisso, não. A Oracle, naquela época, também estava começando a construir o seu banco DBMS, não nos anos 70, mas estamos falando de anos 80. E ela também começou a trabalhar em uma forma de obter dados.

Outros tipos de bancos de dados relacionais estavam começando a surgir também naquela época. Então, um órgão americano chamado ANSI, que tem a ver com "American National Standards Institute", ele resolveu padronizar esse tipo de consulta.

E criou a linguagem Sequel. Sequel vem do inglês "Structure English Query Language". Desculpe, a minha pronúncia do inglês não é muito boa, mas a linguagem Sequel veio padronizar a forma com que você acessa os dados nos bancos de dados relacionais.

E a maioria desses bancos de dados, hoje eu acredito que na totalidade deles, adquiriram o padrão Sequel como sendo o padrão de consulta, de criação, de alteração e de exclusão de dados em um banco de dados relacional.

Hoje, essa linguagem conhecida como SQL. Em inglês, o pessoal fala SQL. Mas, muitas vezes, ainda se fala Sequel, levando em consideração esse nome original do padrão de consulta do banco de dados relacionais.

E o fato disso ser padronizado, tem algumas vantagens. A primeira vantagem são o custo reduzido no treinamento. Quer dizer, se você aprende o SQL aqui, agora, nesse treinamento, usando o SQL Server, quando você for mexer com Oracle, por exemplo, você já vai saber fazer as consultas.

É claro que existem algumas pequenas diferenças, principalmente na parte de funções. Mas a grosso modo, o padrão básico da linguagem Sequel, ela está presente em todos os bancos relacionais.

Então você aprende o SQL aqui nesse meu treinamento com o SQL Server, você facilmente vai entender isso quando você for usar o Oracle, ou quando você for usar, por exemplo, MySQL, ou o DB2, ou o SyBase e assim por diante.

A outra vantagem é a portabilização da aplicação. Quer dizer, se eu tenho um banco de dados fazendo algumas consultas em SQL Server, se eu transferir esse banco dados para um Oracle, essas consultas tem a alta probabilidade de continuar valendo.

Claro, como eu falei, existem umas pequenas diferenças, mas se você usar o que nós chamamos do Sequel padrão, ela vai funcionar perfeitamente.

Longevidade, ou seja, se você tem uma aplicação com uma série de relatórios e consultas escritos em SQL, existe uma garantia de que esse padrão vai continuar no mercado durante muito tempo.

Eu trabalho com com banco de dados há mais de 25 anos, e os mesmos SQLs que eu fazia 25 anos atrás, eu faço hoje. Com as novas versões dos bancos, com novos bancos de dados relacionais existentes no mercado, porém as consultas, o Sequel continua o mesmo. Ou seja, uma longevidade desse padrão.

Comunicação entre sistemas. O fato de todo mundo falar Sequel, faz com que as integrações funcionem de maneira correta, de maneira, assim, natural. Você vai fazer uma aplicação que mora com alguma coisa e grava no SQL Server, você vai fazer isso de forma fácil, porque é tudo Sequel falando com Sequel.

Liberdade da escolha do consumidor é uma outra característica. O padrão de linguagem não vai ser a causa básica da escolha de uma ferramenta por parte de uma empresa.

Se ela fala Sequel, ótimo, eu vou escolher pelo SQL Server, Oracle, SyBase ou outras ferramentas, usando outros critérios de análise, performance, custo, hardware, mínimo necessário e etc.

Mas você não vai se ater a escolher um ou outro banco de dados, por causa do padrão de linguagem que ele usa.

Agora, tem algumas desvantagens, por exemplo, limitações da criatividade. O Sequel é super poderoso, mas ele tem os seus limites. Ele tem, digamos assim, até onde você pode ir com a linguagem SQL.

Você pode ir, sim, o que nós chamamos de linguagens procedurais dos bancos de dados, que utiliza alguns comandos Sequel, mas aí, sim, vai entrar em um detalhe muito mais específico de cada banco de dados.

No caso do SQL Server, nós temos o Transaction SQL. No caso do Oracle, por exemplo, nós temos o PL/SQL, que aí, sim, é uma linguagem estruturada que cada banco de dados tem a sua, que utiliza dentro o Sequel para fazer consultas.

Claro, o Sequel, como ele é uma linguagem para fazer consultas, ele não tem uma estrutura muito bem formada. Você não pode criar como, por exemplo, uma linguagem de programação, uma estrutura grande e complexa usando SQL.

Mas claro, usando as linguagens derivadas de cada banco de dados como o T-SQL e o P-SQL, você pode fazer isso. Mas, precisamente falando da linguagem Sequel, não. Você só está trabalhando realmente com um ou mais comandos sequenciais.

Então, é isso. Falamos um pouquinho aqui de história, falamos um pouquinho das vantagens e desvantagens da linguagem Sequel ou SQL. Obrigado.

Sobre o curso SQL Server: consultas avançadas com Microsoft SQL Server 2017

O curso SQL Server: consultas avançadas com Microsoft SQL Server 2017 possui 264 minutos de vídeos, em um total de 65 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de SQL e Banco de Dados em Data Science, ou leia nossos artigos de Data Science.

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