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      Como criar persona

      Sabemos que para uma estratégia de marketing trazer bons resultados, ela precisa ser desenvolvida para atender os interesses das pessoas. Mas como vamos saber quem são essas pessoas? Nesse Alura+ você vai conhecer sobre a Persona, uma estratégia importante que nos ajuda a traçar o perfil do cliente ideal. Aprenderemos a definição, como criar e como utilizá-la de forma assertiva. Vamos lá? # Transcrição ## Introdução ao Conceito de Persona Imaginemos a seguinte situação: é aniversário de alguém especial, alguém que conhecemos bem, e compramos um presente para essa pessoa. Mas não é qualquer presente; é exatamente aquilo que ela tanto desejava ter. Se dissermos que isso tem tudo a ver com uma importante estratégia do marketing digital, e é sobre ela que vamos falar neste vídeo de Alura Mais, já ouvimos falar sobre persona? Sabemos como criar uma para nossa empresa, para nossa marca? Neste vídeo, aprenderemos como criar uma persona. Vamos explorar suas definições, como criar uma persona, como usar essa estratégia e também elaborar um modelo de pesquisa. ## Boas-vindas e Objetivos do Vídeo Sejam muito bem-vindos. Sou Amandha Moreira, instrutora no canal de marketing da Alura, e vamos aprender juntos como elaborar essa estratégia tão especial dentro do marketing. Vamos seguir adiante! ## Definição de Persona A definição de persona: afinal, o que é persona? É a representação de um cliente ideal, descoberta com base em dados qualitativos e quantitativos, através de pesquisas de mercado, concorrentes e até de clientes que já existem. Costumamos dizer que persona é a exemplificação do comprador perfeito. Ela utiliza dados de comportamento, estilo de vida e características desses clientes para transformar isso em uma história, algo mais fácil de ser compreendido, focado no nosso alvo. A persona nos ajuda a humanizar nosso negócio aos olhos dos clientes, fazendo com que eles se sintam em um lugar confiável e oferecendo algo além dos nossos serviços. Esse cliente precisa ter uma identificação pessoal com nossa empresa, marca ou negócio e se sentir valorizado. Persona está intimamente ligada à personalização, e ao longo deste vídeo, entenderemos exatamente do que estamos falando. ## Diferença entre Persona e Público-Alvo Para as definições de persona, vamos compreender as determinações para saber qual é nosso público-alvo e como ele se comporta. Já que mencionamos público-alvo, precisamos entender a diferença entre persona e público-alvo, pois sim, há diferença. Vamos identificar isso juntos. O público-alvo, como o nome sugere, é amplo, é público. No conjunto macro, essas informações de forma coletiva estão muito mais atreladas a um perfil mais generalizado. ## Exemplos de Público-Alvo e Persona Vamos seguir com um exemplo. Nos dados de pesquisa para público-alvo, identificamos um gênero: mulher, faixa etária de 20 a 30 anos, brasileira, classe média, graduada e com renda mensal de 5 mil. Já a persona, como vimos, é a representação do cliente ideal, apresentando dados além dos geográficos e sociodemográficos. Persona é mais humanizada, mais específica. Ela possui todas as características que nosso cliente tem. Persona tem nome. Diferente do público-alvo, compomos aqui algumas pesquisas e perguntas muito mais específicas para conhecer melhor nosso cliente ideal. Algumas perguntas incluem desejos, medos, objetivos, hobbies, interesses, relação familiar e faixa salarial. Vamos seguir um exemplo, assim como fizemos com o público-alvo, para identificar essa diferença. Esta é Joana. Ela tem 30 anos, mora em São Paulo, é formada em comunicação e marketing. Trabalha de forma autônoma como social media e busca recolocação no mercado de trabalho como CLT. Seu gênero musical preferido é jazz, toca violão e deseja fazer uma viagem internacional para New Orleans. Percebem a diferença na quantidade de informações, muito mais específicas, que compomos em uma pesquisa de persona, em contraste com o público-alvo, que trata de informações mais generalizadas? ## Dicas para Criar uma Persona Já que identificamos a diferença entre público-alvo e persona, vamos seguir para a criação da persona. Vamos compartilhar três dicas preciosas. A primeira é conhecer nosso público. Lembram da analogia do presente que compramos para alguém que conhecemos bem? Quando conhecemos cada detalhe do nosso cliente, fica muito mais fácil oferecer uma solução que realmente faça sentido para ele. A segunda dica é a comunicação assertiva. Precisamos acessar a mente do cliente, identificar seus desejos, o que ele está pensando, e entender como passar essa mensagem. A palavra-chave é conexão. A terceira dica é a identificação e representatividade. Como mencionamos nas definições, nosso cliente precisa se sentir representado e conectado conosco. Ofereça valor, venda uma versão melhor dele mesmo. Segue aqui uma frase que pode fazer bastante sentido: "Você é a personificação da melhor versão dele." O que queremos dizer com isso? Precisamos entender onde nossos clientes estão, para onde gostariam de ir e onde entramos nisso tudo. Precisamos ajudá-los a chegar onde tanto desejam. Compreendeu? Vamos seguir para o próximo tópico. ## Tipos de Persona Existem alguns tipos de persona. Sim, existem alguns, e aqui vamos falar sobre dois específicos, pois são os que mais utilizamos. Tipos de persona: *buyer persona* (persona compradora). Na tradução do inglês, é quem compra, também conhecido como persona de usuário, que é nosso comprador ideal. Em termos mais técnicos, utilizamos o personagem semificcional baseado em nossas pesquisas. O segundo tipo de persona é o *brand persona* (persona de marca), que representa nossa marca, identidade, valores e objetivos. É uma estratégia criada pensando em um ou mais personagens que estabelecem uma conexão, um laço, uma fidelidade com nosso público e clientes. Fazendo algumas perguntas básicas para identificar o que é *buyer persona*, a primeira é: quem é você? Nessa pergunta, vamos entender quais são as características físicas e emocionais desse cliente ideal. ## Criação de Buyer Persona e Brand Persona Qual é o objetivo do cliente? O que ele deseja alcançar? Precisamos entender quais são as principais barreiras que impedem esse alcance e como podemos ajudar a solucioná-las. Vamos seguir para as perguntas básicas para um *brand persona* (persona de marca)? A primeira é a identidade da marca. Um exemplo importante é o logotipo, a identificação visual da empresa. A segunda é o estilo de linguagem. Anteriormente, discutimos a comunicação assertiva, que é essencial aqui. Precisamos saber como nos comunicar e para quem estamos nos comunicando. A terceira é a abordagem focada em atrair o cliente. ## Exemplos de Brand Persona: Magalu Falando sobre *brand persona*, entendemos que uma persona não precisa ser apenas o consumidor ou a audiência; pode ser a própria empresa. A ideia é humanizar a marca, criando um perfil que represente os valores e a visão da companhia. Um exemplo conhecido é a Magalu, a *brand persona* da Magazine Luiza. Vamos aprender com a Magalu o que ela pode nos ensinar sobre uma *brand persona*. Para quem não conhece, Luiza Trajano é a idealizadora da Magazine Luiza. Vamos explorar como a Magalu foi construída. A Magalu foi a primeira influenciadora virtual do Brasil, criada em 2003, com o objetivo de humanizar a experiência de compra no comércio eletrônico da Magazine Luiza. Pedro Alvim, gerente sênior de conteúdo das redes sociais da empresa, explica que a experiência de compra era fria e as pessoas tinham receio de inserir seus dados bancários no site. A Magalu surgiu para humanizar essa experiência e levar o atendimento da empresa para o ambiente online. Entendendo o objetivo da criação dessa *brand persona*, vamos identificar suas características mais marcantes. A Magalu foi projetada para humanizar a relação da Magazine Luiza com seus clientes, aproximando-os e encantando-os. Como relatado por Pedro Alvim, a Magalu foi criada para gerar confiança, permitindo que os clientes se sentissem seguros ao inserir seus dados bancários. A Magalu está intimamente ligada à personificação. ## Metodologia de Criação de Persona Agora que compreendemos o que é uma *buyer persona* (persona compradora) e uma *brand persona*, vamos seguir para a metodologia de criação. A criação de persona é um processo que resulta de pesquisa, análise e construção. Vamos resumir como isso é feito: coleta de dados, realização de pesquisas, análise dos dados, estruturação da persona e compartilhamento com a equipe específica. ## Modelo de Pesquisa para Criação de Persona Vamos elaborar um modelo de pesquisa. Trouxemos um exemplo, mas é importante destacar que existem outros modelos disponíveis. Com o tempo, será possível identificar o tipo de pergunta e pesquisa necessários para elaborar a persona. O objetivo é gerar perguntas que façam sentido para a marca ou produto, complementando com os resultados das conversas com possíveis compradores. A pesquisa deve fornecer o máximo de informações para criar uma estratégia mais completa. No exemplo de pesquisa, coletamos informações específicas como idade, local de residência, local de trabalho e cargo. Perguntamos sobre a educação e personalidade dos clientes. A primeira pergunta é sobre objetivos: quais são seus valores e metas? Sobre a rotina, perguntamos o que o cliente faz no dia a dia e o que consome. Sobre desejos, perguntamos qual é o maior sonho e interesses pessoais, identificando as marcas que mais utiliza. Não podemos esquecer de identificar as dores, frustrações e dificuldades do cliente para ajudá-lo. Perguntamos como nosso negócio ou produto pode impactar sua vida. Este é um modelo de pesquisa para ter uma ideia de como elaborar a pesquisa. Existem outros modelos, e é importante pesquisar e adaptar ao tipo de pergunta necessária para o nicho de negócio. ## Conclusão e Recapitulação Vamos recapitular o que aprendemos neste vídeo: definições de persona, diferenças entre público-alvo e persona, dicas de criação, tipos de persona, metodologia e um modelo de pesquisa. Espero ter contribuído sobre como criar uma persona, suas definições e como utilizar essa estratégia no negócio. Espero encontrá-los em uma próxima aula na Alura. Até breve!

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    Controle do medo em apresentações

    Neste vídeo você irá aprender o que causa o medo na hora de falar em público e qual o passo a passo para para superá-lo e realizar apresentações profissionais.# TranscriçãoOlá! Eu sou o professor Sérgio Carvalho e neste vídeo vamos falar sobre **medo na hora da apresentação**.Você já enfrentou essa situação de sentir insegurança, medo ou dúvida no momento de apresentar algum conteúdo?Vamos compreender como o medo age durante uma apresentação e como podemos superar esse sentimento.Primeiramente, é necessário entender que o medo tem duas motivações principais: **falta de preparo** ou **questões emocionais**. Essas são as duas causas que levam uma pessoa a sentir medo na hora da apresentação.É importante ressaltar que o frio na barriga e a ansiedade são sentimentos naturais e, até mesmo, desejáveis, pois mostra que você se importa e quer fazer um bom trabalho. O problema surge quando essas sensações impedem você de fazer a apresentação ou causam tanto nervosismo que prejudicam seu desempenho.O preparo é uma etapa crucial para superar as situações mencionadas. Para isso, é necessário criar um roteiro, levantar informações, detalhar todo o conteúdo a ser apresentado e adaptá-lo à sua forma de expressão. Mas atenção! Não é recomendável decorar todo o roteiro escrito, pois isso pode tornar a fala mecânica e gerar mais nervosismo caso algo seja esquecido.Para ajudar nesse preparo, uma dica é dividir seu roteiro em grandes tópicos, que representam as ideias principais que você quer passar. Assim, é possível desenvolver a fala de forma mais natural e fluida, pois você já conhece o assunto.Outra etapa importante é o treino. Treinar a apresentação diversas vezes pode contribuir para a familiarização com o assunto e a forma como você deseja apresentá-lo. Além disso, durante o treino, pode ser possível perceber e corrigir aspectos que precisam de melhorias. Essa prática gera mais segurança e conforto na hora de se apresentar.Entender quem é o público da apresentação, quais são suas expectativas e qual a linguagem apropriada para se comunicar com essas pessoas, também faz parte do preparo. Além disso, é importante se perguntar, por exemplo, se será possível utilizar recursos visuais. É essencial dominar todo o conteúdo da apresentação, assim como todo o contexto geral.Fazendo todo esse trabalho de preparação, eu garanto que o medo por falta de preparo ou desconforto com o conteúdo será superado. Porque você estará confortável, já terá apresentado diversas vezes, mesmo que seja para o espelho ou gravando durante os treinos, você consegue identificar as dificuldades da fala e sentirá mais segurança na hora da apresentação.Esses aspectos são muitas vezes ignorados por algumas pessoas, que acreditam que o medo está apenas relacionado a questões emocionais.Na sua próxima apresentação, independentemente do que você acredita ser a causa do seu medo, a dica é se preparar corretamente. As chances de seu medo diminuir ou até mesmo desaparecer, são muito grandes.Mas, vamos considerar que o seu caso seja realmente uma questão emocional. Que você sente muita ansiedade e não consegue trabalhar. Aqui, estamos discutindo o controle emocional, e nele temos dois ciclos: o **ciclo da confiança** e o **ciclo da ansiedade**.Quer entender como isso funciona? Imagine que você pensa que sua apresentação será péssima, que você não conseguirá se sair bem e que não nasceu para falar em público.Qual seria sua reação a esses pensamentos?Possivelmente você irá para a apresentação sentindo insegurança, com medo e sem dedicar a devida atenção ao preparo. Pois já acredita que não será boa. Então, pensa que será ruim, age de acordo com essa expectativa e consequentemente tem um resultado que confirma essa premissa. Provavelmente uma apresentação que não saiu tão bem quanto desejado e não obteve o resultado esperado.Com isso, você fortalece a ideia de que não consegue realizar boas apresentações. Esse é o ciclo da ansiedade, é o ciclo do fracasso. Porque? Acredita que não conseguirá se sair bem, age como se realmente não fosse bem, seu resultado não é satisfatório e acaba reforçando essa crença limitante. Na próxima vez que você tiver uma apresentação, seu primeiro pensamento será: "Ah, lembra daquela apresentação que eu fiz? Foi péssima.". Esse é o ciclo da ansiedade.Por outro lado, temos o **ciclo da confiança**. Isso ocorre quando você acredita que consegue fazer uma boa apresentação. Agora refletindo sobre suas ações, como será sua postura nessa situação? Você agirá com mais segurança, efetividade e energia. Por consequência, seu resultado pode até não ser ótimo, mas tem potencial para ser bom. E isso fortalece a confiança para a próxima apresentação.Você pode pensar em relação à próxima apresentação: "Minha última apresentação foi boa, então eu acredito que agora consigo fazer uma apresentação ainda melhor".Agora pense, dentro desses dois cenários, qual você prefere? Fazer parte do ciclo da ansiedade ou do ciclo da confiança?Posso imaginar a resposta: "Óbvio que prefiro fazer parte do ciclo da confiança, mas não consigo porque quando eu estou na situação, o ciclo da ansiedade me pega."Então o que você deve fazer? Você vai construir o ciclo da confiança para você.Como fazer isso? Caso você não tenha uma apresentação que considere ter sido bem-sucedida para utilizá-la como reforço positivo em seu pensamento inicial, você deve construir essa referência. Como? Treinando.Então, você pega um conteúdo e prepara a apresentação dele. Pode ser a mesma apresentação que você vai fazer no dia da apresentação oficial. E treine. O que vai acontecer conforme você praticar na frente do espelho ou enquanto grava? Você vai ganhando confiança.A primeira tentativa pode não ser boa, mas a segunda já demonstra uma melhora. Da terceira em diante com os ajustes necessários, a apresentação começa a fluir naturalmente. Na hora de apresentar para a sua liderança, para os diretores da empresa ou para a sua equipe você já terá treinado cinco vezes.E qual será seu pensamento nesse momento? Provavelmente algo como: "Farei uma boa apresentação. Meu último treino foi muito bom, então tenho condições de fazer uma boa apresentação." E aqui, como será sua postura? Com confiança, segurança e preparo adequado. Qual é a tendência do resultado nesse caso? Provavelmente será um bom resultado e isso já pode ser utilizado como motivação para uma próxima apresentação.Portanto, se você não tem naturalmente o ciclo da confiança, você pode construí-lo por meio de treinamento. E como consequência, você tende a fazer uma boa apresentação.Portanto, perceba. Superar o medo de falar em público e lidar com a ansiedade é algo que se alcança por meio do preparo adequado e da construção do ciclo da confiança. Se você trabalhar esses dois aspectos, conseguirá ficar muito mais confortável e confiante para fazer uma apresentação.Com o tempo, esse medo ou ansiedade, vai ser apenas o frio natural na barriga. E isso não tem problema nenhum.Vamos destacar que o seu último treino é o grande ponto-chave. Porque você percebeu, tanto na parte de preparação, quanto na questão emocional, que a sua última fala, o seu último treino, é o seu teste para ver se você está apto a fazer a apresentação.Dificilmente, se você estiver treinando, fazendo os ajustes, tentando melhorar, o seu último treino será ruim. Ele tenderá a ser bom. Você pode pensar "Ah, mas eu só estou falando na frente do espelho". Mas isso já vai te proporcionar a energia necessária para ter confiança, a questão emocional, e também ter o conteúdo na ponta da língua, a questão da preparação, para fazer uma boa apresentação.E, como consequência, o resultado será positivo. E assim, você parte para a melhoria contínua.## Cuidados na hora da apresentaçãoNa hora da apresentação é importante **respirar**. Portanto, tenha cuidado. Às vezes, nós prendemos a respiração. Então, fique atento. Percebeu que a respiração está presa? Solte-a, respire. Foque no que foi praticado. Não invente. Você treinou muito. Então, **foque no que você praticou**.Use **apoio** se precisar. Um slide ou tenha as anotações dos tópicos principais perto de você. Pois poder consultá-las trará segurança. Mas são apenas tópicos, não é conteúdo para leitura. É simplesmente um apoio.E tenha um **planejamento de saída**. Se você encontrar-se numa situação difícil, em que começa a sentir nervosismo e acha que não conseguirá se concentrar, tenha um planejamento de saída. Como, por exemplo, interagir com o público para conseguir se recompor.Como assim? Faça uma pergunta para o público. Você está muito nervoso? Você sente que não está fluindo? Diga: "Pessoal, quem aqui já fez tal coisa?" E aí, as pessoas irão levantar a mão.Ou, se você estiver muito nervoso, faça uma pergunta para alguém responder. "Quem aqui pode contar uma experiência X?" E nesse tempo que as pessoas vão falando, você consegue respirar, lembrar do que você praticou, olhar o seu apoio e voltar com energia.Então perceba que essas pequenas dicas podem ser muito úteis na hora H. Portanto, a **chave para vencer o medo é o preparo**. Não há outra maneira. A preparação é o que supera o medo. Então treine e afaste o seu medo.Eu fico por aqui. Até a próxima. Tchau!

  • Back-end

    Compartilhando seu projeto: Construct

    Caso tenha dúvidas sobre como postar seu projeto do Construct, acompanhe o texto abaixo onde explicamos o passo a passo até a postagem. Para compartilhar seu projeto, você deve acessar o [site do Construct]( e entrar em sua conta. Feito isso, na página inicial, clique no botão **menu**, que está localizado no canto superior esquerdo da página. Ao clicar, algumas opções serão exibidas. Selecione a primeira opção, “Projetos”. Em seguida, uma nova seção de opções se abrirá. Selecione a segunda opção, “Salvar como”. Por último, selecione a opção “Salvar na nuvem”. ![alt text: gif animado mostrando uma sequência de ações: inicialmente, clicaremos em “menu”, do lado esquerdo da tela, que exibirá a opção “Projeto”. Em seguida, a opção "Salvar como” aparecerá e você deve clicar nela. Ao fazer isso, a opção de “Salvar na nuvem” será exibida e você deve selecioná-la.]( Feito isso, um campo se abrirá para que possamos selecionar o serviço de nuvem no qual salvaremos o projeto. Clique na opção **Google Drive** e, em seguida, escolha um nome para seu projeto e clique no botão inferior direito **Salvar**. ![alt text: captura de tela do Construct apresentando o campo com as opções de salvar o projeto. No topo da página, centralizado, abaixo do nome “Salvar projeto”, estão as opções de onde salvar. Clique em “Salvar projeto” e selecione a opção "Google Drive”, que está destacada por um quadrado e uma seta vermelha. Em seguida, vá até o canto inferior direito da tela e clique no botão “Salvar”, que também está destacado por um quadrado e uma seta vermelha.]( Após clicar em “salvar”, aparecerá a opção de logar no seu Gmail. **Entre na sua conta do gmail utilizando seu login e senha**. ![alt text: captura da tela de login do Gmail.]( O próximo passo é entrar no site do *Google Drive*. Você pode encontrá-lo-lo pesquisando por “Google Drive” na barra de pesquisa do *Google*. Outra forma de acessá-lo é por meio do menu do *Google Aps*, que está localizado no canto superior direito da tela com o ícone de 9 pontos. Ao clicar nele, várias opções serão mostradas, sendo o Google Drive a terceira opção. ![alt text: captura da tela de pesquisa do Google apresentando a pesquisa pelo Drive e, no canto superior direito, a opção de Google Aps, que tem 9 pontos como ícone. O Google Aps está selecionado e suas opções aparecem na tela, sendo o “Google Drive” a terceira opção. A opção do Google Drive está destacada por um quadrado e uma seta vermelha. ]( Após entrar no seu Drive, vá até o campo de pesquisa, localizado na aba superior, e escreva o nome do seu projeto. Em seguida, seu projeto aparecerá e você deve selecioná-lo. Para finalizar, é preciso compartilhar seu projeto com outras pessoas. Para fazer isso, você deve clicar no ícone de compartilhamento. ![alt text: captura de tela do Google Drive. Na parte superior da página, no campo de busca, consta o nome do projeto e, no campo inferior, indicado por uma seta vermelha, está o campo de resultados com o projeto salvo do Construct. Mais acima, abaixo do campo de pesquisa, temos alguns ícones e ações, dentre eles o ícone de compartilhamento, que está indicado por um quadrado vermelho. Selecione essa opção.]( Após clicar no ícone de compartilhamento, surgirá um campo para compartilhar seu projeto. Vá até a parte do acesso geral e **mude-o de “Restrito” para “Qualquer pessoa com o link”**. Feito isso, qualquer pessoa que tiver acesso ao link conseguirá acessar seu projeto. Para finalizar essa etapa, clique no botão **Copiar link**. ![alt text: gif animado mostrando uma sequência de ações dentro da seção de compartilhamento do Google Drive. Inicialmente, clicamos em “Restrito”, na parte inferior do campo. Serão exibidas algumas opções. Selecione a opção “Qualquer pessoa com o link”. Feito isso, seu projeto será compartilhado como qualquer pessoa que tenha o link. Agora, precisamos copiar esse link clicando no botão “Copiar link” que está no canto inferior esquerdo da tela.]( Finalizando essa parte, você deverá voltar para o curso dentro do site da Alura, retornando à atividade **Projeto do curso**. Cole o link do seu projeto no campo que contém a descrição **Insira o link para o seu projeto** e clique na opção “Enviar link”. ![alt text: captura de tela da atividade “Projeto do curso”, apresentando, na parte inferior, o campo para colar o link do projeto. Logo abaixo há um botão na cor verde com o nome “Enviar link” e, ao lado direito, um botão azul com o nome “Próxima atividade”.]( Após clicar em enviar, será exibido um campo em que você poderá indicar se autoriza ou não a Alura a utilizar seu projeto. A escolha é completamente sua, conforme sua preferência. ![alt text: captura de tela da atividade “Projeto do curso” apresentando, na parte inferior, o campo para colar o link do projeto. Após clicar em “Enviar link” aparecerá no campo inferior algumas informações para autorizar ou não que a Alura utilize seu projeto. Ainda nesse campo, na parte inferior esquerda, há dois botões de seleção: “Autorizo” e “Não Autorizo”. Escolha qual desejar.]( Pronto! Agora você compartilhou seu projeto e seus professores conseguirão acessá-lo.

  • DevOps

    Terraform no Google Cloud

    Neste Alura+ vamos aprender como podemos criar uma máquina virtual no Google Cloud Platform usando o Terraform e ver as diferenças entre o Google Cloud Platform e a AWS. * [Site do Terraform]( * [Download do Terraform]( * [Console do Google Cloud]( * [Documentação do Google Cloud no Terraform]( # Transcrição Na formação de Infraestrutura como Código, utilizamos sempre a AWS como provedora. Mas como fazemos para usar o Terraform com outros provedores, como o Google Cloud, por exemplo? Para tirar essa dúvida, vamos subir uma máquina no Google Cloud e verificar o quanto esse processo difere de uma máquina na AWS. Vamos lá? De início, vamos entrar no site do Terraform e clicar em "Tutoriais", no painel superior, para carregar os tutoriais iniciais e podermos mexer com cada plataforma. No caso, sempre usamos AWS; desta vez, acessaremos os **tutoriais do Google Cloud**. Nessa nova página, veremos todos os tutoriais disponíveis, como "O que é Infraestrutura como Código com o Terraform?" e "Instalando Terrafom". Caso você ainda não conheça o conceito de infraestrutura como código ou ainda não tenha o Terraform instalado, recomendamos dar uma olhada nesses dois primeiros tutoriais e fazer a nossa formação de Infraestrutura com Código também. Nesse vídeo, vamos direto para o tutorial "*Build Infrastructure*" (em português, "**Montando a Infraestrutura**") para começarmos a construir nossa infraestrutura com o Google Cloud. Primeiramente, há uma breve explicação sobre o que é o Google Cloud e temos um aviso inicial de que usaremos o nível gratuito (*free tier*) do Google Cloud Platform (GCP) para o provisionamento dos componentes desse tutorial. Caso comecemos a provisionar outros recursos, podemos mudar para a versão paga. No nosso caso, a máquina virtual que pretendemos provisionar faz parte do *free tier*. A seguir, temos a seção de pré-requisitos. É preciso ter uma **conta no Google Cloud Platform**. Caso você ainda não tenha, é possível criá-la no site do GCP — é de graça. Para conhecer mais sobre os serviços inclusos no *free tier*, podemos acessar a página de informações do Programa Gratuito do Google Cloud. Outro pré-requisito é ter, **no mínimo, a versão 0.15.3 do Terraform** instalada no seu computador. Se você estiver com o Terraform atualizado, já tem uma versão compatível, provavelmente 1.0 ou posterior. Atendidos os pré-requisitos, vamos checar o que precisamos para realmente começar a criar, na seção "*Set up GCP*". O primeiro item é **criar um projeto no GCP**. Vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará ao console do GCP para criar um projeto. Daremos o nome "Alura" para nosso projeto. Logo abaixo do campo de nome, será gerado um ID. No meu caso, é "alura-348223". O seu será diferente, pois os identificadores são únicos, nunca se repetem. À direita desse ID, temos a opção de editá-lo, se for de nosso interesse. Eu vou manter "alura-348223". Não vamos modificar os campos "Billing account" nem "Location", relativos respectivamente à cobrança (caso sejam criados recursos fora do *free tier*) e à organização. Podemos clicar no botão "Create" e, após alguns segundos, veremos nosso projeto criado, com todas as partes prontas. Voltando ao tutorial do site do Terraform, o segundo item é **ligar o *compute engine* do nosso projeto**. Novamente, vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a tela do *Compute Engine API* no console do GCP. Outra forma de chegar nessa página é acessando o menu do GCP, no canto esquerdo superior, selecionando a opção "Compute Engine". Nessa tela, clicaremos no botão "Enable" para habilitar e conseguirmos criar elementos relacionados às máquinas virtuais. Esse processo pode demorar alguns minutos, dependerá da carga sobre o Google no momento. De volta ao tutorial, o terceiro item em "Set up GCP" é **criar uma chave de serviço para nossa conta**. Clicaremos no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a página *Service Accounts*, dentro da área "IAM & Admin" do console do GCP. Outra maneira de chegar a esta tela é pelo menu do GCP, acessando "IAM & Admin > Service Accounts". Em seguida, vamos selecionar o projeto "Alura". Nessa nova página, constataremos que já temos uma conta de serviços. Para manter a organização e não nos confundirmos com as chaves e credenciais (partes de segurança muito importantes), vamos **criar outra conta de serviços**. No painel superior da tela, pressionaremos "Create Service Account". O campo relativo ao nome é opcional. Já o ID é obrigatório, como indicado pela presença do asterisco. Nosso ID será "terraform". Logo abaixo desse campo, será automaticamente criado um e-mail para essa conta de serviços. No momento, não precisamos nos preocupar com ele. A seguir, clicaremos no botão "Create and Continue". Agora, precisamos **selecionar um cargo (*role*)**. No tutorial do Terraform, no item 4 referente à criação da chave de serviço, é especificado que nesse campo devemos escolher "Project > Editor" e clicar em "Continue". Dessa forma, essa conta terá permissão para editar qualquer parte do projeto. Pressionaremos o botão "Done" para concluir a criação da conta do Terraform. Na sequência, vamos **criar uma chave para essa conta**. Seguindo o tutorial, vamos selecionar a conta de serviços e acessar a aba "Keys" (chaves) no painel superior. Em seguida, clicando em "Add Key", vamos escolher a opção "Create new key", definir o "Key Type" como JSON e clicar em "Create". O *download* da chave será feito automaticamente em nosso computador e veremos uma mensagem contendo o nome dela. Voltando ao tutorial, antes da seção "Write configuration", temos outro aviso (*warning*). Ele nos informa que ***esse arquivo da chave dá acesso total ao nosso projeto no Google Cloud Platform, então é importante o tratarmos como qualquer outra credencial secreta***, como a senha que usamos para entrar no console do GCP. Ou seja, não é uma boa prática salvar essa chave de acesso em um repositório, por exemplo, pois qualquer pessoa terá acesso ao projeto, se essa chave "vazar". Porém, caso isso aconteça, podemos acessar o menu "IAM & Admin > Service Accounts", entrar na nossa conta e apagar a chave. Depois, criamos outra. Temos a opção de criar várias chaves, só é importante mantermos o controle e a organização delas. Podemos, então, **começar a escrever as configurações do nosso projeto**. Em nosso computador, vamos criar uma pasta chamada "GCP" (abreviação de Google Cloud Platform) e abri-la no Visual Studio Code. Dentro dela, criaremos um arquivo chamado main.tf — um arquivo Terraform. Tudo que formos escrever ficará dentro dele. No tutorial, o início da seção "Write Configuration" explica como criar essa pasta e o arquivo main.tf por comandos no terminal. No caso, optamos pela criação manual. Em seguida, temos um bloco de código de exemplo: terraform { required_providers { google = { source = "hashicorp/google" version = "3.5.0" } } } provider "google" { credentials = file(".json") project = "" region = "us-central1" zone = "us-central1-c" } resource "google_compute_network" "vpc_network" { name = "terraform-network" } Vamos analisar esse trecho, composto por três blocos. De início, temos um bloco terraform referente às configurações que usaremos no projeto do Terraform. Da linha 2 a 6, constam dados do provedor: trata-se do provedor do Google, já com informações da fonte (source) e da versão (version). Da linha 10 a 16, temos o segundo bloco, com configurações desse provedor. A linha 11 contém as credenciais que serão carregadas de um arquivo .json. Na linha 13, precisamos informar o ID do projeto. Nas linhas seguintes, teremos dados relativos à região e à zona — assim como a AWS, o Google trabalha com regiões. Nesse exemplo, temos region = "us-central1" e zone = "us-central1-c", ou seja, estaremos usando o provedor do Google na região central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Das linhas 18 a 20, temos o último bloco, com a opção de criação de um recurso, uma VPC. No momento, não queremos uma VPC, apenas uma máquina virtual. Mais adiante, consultaremos a documentação com esse objetivo. Portanto, vamos copiar apenas os dois primeiros blocos (da linha 1 até a 16) e colá-lo no arquivo main.tf. Feito isso, ainda precisamos configurar dois itens nesse arquivo: **indicar a chave de acesso na linha 11 e definir o ID do projeto na linha 13**. Vamos incluir a chave de acesso no projeto, movendo o arquivo .json para a pasta GCP. Em seguida, daremos uma olhada na estrutura e no conteúdo dessa chave. Primeiramente, ela contém um tipo, que é uma conta de serviço. Depois, temos o ID do projeto e o ID de uma chave privada. Em seguida, consta a chave privada em si, que é bastante longa. Vemos, então, o e-mail do cliente (no caso, da conta de serviço), o ID desse cliente e um link de autorização seguido de um link do *token* para poder acessar as informações. Por fim, há dois certificados, um do provedor e outro do cliente. Voltando ao arquivo main.tf, é necessário alterar a origem das credenciais, na linha 11. Como o nome do arquivo .json é muito extenso, no painel à esquerda vamos clicar com o botão direito do *mouse* sobre ele e renoméa-lo para chave.json. Desse modo, podemos modificar a linha 11 para credentials = file("chave.json"), indicando que as credenciais vêm desse arquivo. Quanto ao ID do projeto (na linha 13), podemos obter essa informação no console do Google Cloud Platform ou no arquivo chave.json, em project_id. No meu caso, a linha 13 ficará project = "alura-348223", lembrando que cada usuário terá um ID diferente. Assim, temos nosso Google Cloud configurado para uso. O próximo passo será **criar a máquina virtual**. No navegador, vamos voltar à página inicial do site do Terraform. Desta vez, no painel superior, acessaremos "Registry" — o registro Terraform. Descendo um pouco a página, temos as opções de *providers*. Vamos clicar em Google Cloud Platform. A princípio, veremos o *overview* do que é o Google Cloud. No topo da página, à direita, acessaremos a **documentação**. Na lateral esquerda, há uma lista extensa de recursos à nossa disposição. Anteriormente no Google Cloud, acionamos o *Compute Engine API*, portanto vamos expandir o tópico "*Compute Engine*" dessa lista. Dentro dele, temos uma série de recursos — estamos buscando por máquinas virtuais, que geralmente têm o nome VM (*virtual machine*) ou *Instance* (instância). No caso, encontraremos o subtópico "google_compute_instance". Clicando em "**google_compute_instance**", descobriremos que se trata de um recurso que gerencia uma instância de uma máquina virtual utilizando o Google Cloud Engine (GCE). Para mais informações, podemos acessar a documentação oficial da API. Aparentemente, este recurso faz exatamente o que precisamos. Mais abaixo nessa página, temos um exemplo de uso. Vamos deixar de lado as primeiras cinco linhas referentes à *service account* e copiar o resto. Colaremos esse trecho ao final do nosso arquivo main.tf: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "default" { name = "test" machine_type = "e2-medium" zone = "us-central1-a" tags = ["foo", "bar"] boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } // Local SSD disk scratch_disk { interface = "SCSI" } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata = { foo = "bar" } metadata_startup_script = "echo hi > /test.txt" service_account { # Google recommends custom service accounts that have cloud-platform scope and permissions granted via IAM Roles. email = google_service_account.default.email scopes = ["cloud-platform"] } } Em seguida, vamos remover as partes que não são necessárias para nós. Na linha 18, temos o recurso "google_compute_instance". Vamos substituir o nome lógico "default" por "PrimeiraVM". Na linha seguinte, podemos alterar o nome que aparecerá no console do Google: em vez de "test", usaremos "PrimeiraVM" também. Em machine_type (tipo de máquina), precisamos tomar um pouco de cuidado. A máquina atual, "e2-medium", não é suportada pelo *free tier*! Então, vamos mudar para "e2-micro", que se enquadra no nível gratuito. Quanto à zona, vamos usar a mesma que especificamos anteriormente: "us-central1-c": # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" # código posterior omitido As tags não são necessárias, podemos removê-las (linha 23). Por outro lado, precisaremos do disco de *boot* (boot_disk), porque é o disco principal do nosso sistema. Na linha 24, temos os parâmetros iniciais: segundo o exemplo, usaremos uma imagem do Debian, na versão 9. Vamos manter desta forma. Em seguida, é oferecido um SSD local: o scratch_disk, um disco para escrever e ler itens temporários. Não precisamos disso e ele não é suportado no *free tier*, então vamos removê-lo (linhas 29 a 32). Agora, na linha 29, temos a interface de rede, necessária para a comunicação. Vamos manter network = "default" e não modificaremos o access_config, para que ele gere um IP público para nossa máquina. Os metadados (linhas 36 a 38) são desnecessários, vamos removê-los. Em seguida, temos o metadata_startup_script. Se quisermos rodar algum comando no momento de criação da nossa máquina, podemos utilizar essa *tag*. Vamos mantê-la e mudar seu valor para "echo oi > /teste.txt". Dessa forma, será escrito "oi" no arquivo teste.txt, no *root*. Por fim, a partir da linha 38, temos um *service account*. Como já configuramos anteriormente o *provider*, essa parte também não é necessária, vamos apagar da linha 38 até a 42. Então, **a segunda parte do arquivo ficará assim**: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata_startup_script = "echo oi > /teste.txt" } Pressionando "Ctrl + S", salvaremos o arquivo. Já podemos **executar essas configurações para verificar se funcionam**. Na barra superior do VS Code, vamos em "Terminal > Novo Terminal". No terminal, vamos checar se estamos na pasta GCP. Uma vez dentro da pasta, executaremos o comando ls para verificar se os arquivos estão conforme o esperado: temos chave.json e main.tf. Tudo em ordem, vamos rodar um clear para limpar o terminal. Então, vamos **executar o comando terraform init** para iniciar todas as configurações do Terrafom, fazer o *download* da infraestrutura do provedor e deixar tudo pronto para a execução. Terminado esse processo, vamos **rodar o terraform apply**. Assim, a ideia é pegar o nosso plano e criar uma *compute instance* chamada PrimeiraVM. No console, podemos verificar todas as configurações dessa instância e, ao final, temos o plano total "Plan: 1 to add, 0 to change, 0 to destroy" (1 para criar, 0 para mudar e 0 para destruir). Para confirmar, digitaremos "yes". Durante essa operação, teremos um erro alegando que o nome "PrimeiraVM" é inválido, pois não podemos usar letras maiúsculas, apenas caracteres no padrão [a-z0-9]. Logo, na linha 19 do arquivo main.tf, vamos alterar para name = "primeiravm" e salvar. Em seguida, executaremos o terraform apply novamente, digitaremos "yes" para confirmar e esperaremos enquanto esse processo é executado. No meu caso, a operação foi rápida, apenas 11 segundos. Mas esse tempo pode variar de acordo com a conexão da internet ou da carga sobre os servidores do Google e assim por diante. Para verificar se a máquina foi devidamente criada, vamos voltar ao console do Google Cloud Platform, no navegador. No menu, vamos em "Compute Engine". Nesta página, há uma tabela com as instâncias de máquina virtual e veremos a "primeiravm". O IP dela está na coluna "External IP". Para acessá-la via SSH, selecionaremos o *checkbox* à esquerda e clicaremos no botão "SSH". Dessa forma, a chave SSH será colocada dentro da nossa máquina virtual, pois não fizemos isso antes. Essa é uma das vantagem do Google sobre a AWS: não precisamos colocar as chaves logo que criamos a máquina, ele faz esse procedimento para nós depois. Após alguns segundos, estaremos na nossa máquina. Vamos executar o comando ls / para ver os arquivos que temos dentro da máquina virtual. Um deles é o teste.txt, vamos abri-lo com cat /teste.text. Veremos o texto "oi" que configuramos anteriormente, ou seja, a instância foi criada e o arquivo .txt foi inserido no *root* da máquina virtual. Pronto, criamos a configuramos uma máquina virtual com o Google Cloud! **E se não quisermos mais essa infraestrutura?** Podemos encerrá-la por meio do comando terraform destroy, que vai **destruir a infraestrutura**. Assim, o plano não terá nada para criar ou modificar e um recurso para destruir. Vamos digitar "yes" para confirmar a ação e a máquina será apagada. No meu caso, esse processo demorou 37 segundos, mas esse tempo pode variar. Dessa forma, a infraestrutura foi destruída. O projeto não foi apagado, apenas removemos a infraestrutura, que podia gerar custos. Agora que vimos tudo isso, vamos elencar as **diferenças entre a máquina virtual que criamos no Google Cloud e uma máquina virtual que geralmente criamos na AWS**. Primeiro, no arquivo main.tf, no bloco terrafom que vai da linha 1 a 8, temos que trocar o nome do provedor, bem como o source. Além disso, o método de utilizar credenciais e fazer *login* no Google e na AWS são diferentes. Na AWS, fazemos o *login* pela linha de comando com aws configure. No Google, usamos credenciais via arquivo. O recurso criado também muda de nome entre esses dois provedores. **Na AWS, temos o EC2 Instance e, no Google, o Google Compute Instance**. São nomes e recursos diferentes e também têm configurações distintas. Por exemplo, na AWS especificamos zonas por VPC, não por máquinas. Ambos, porém, precisam de um nome e de um tipo de maáquina (machine_type). Quanto ao boot_disk, no Google definimos pela imagem. No caso, escolhemos o Debian, versão 9. Na AWS, usamos as AMIs, que são parecidas, porém têm nome diferente. Precisamos saber a AMI correta para cada região. Em questão de rede, na AWS não precisamos configurar uma interface de rede. Ele já vem com uma interface e um IP público por padrão. No Google Cloud, temos que especificar esses elementos. Ademais, temos o metadata_startup_script que determina o que será feito inicialmente, em que inserimos o código entre aspas. Na AWS, esse processo é mais complicado, temos que colocar o end_of_file ou end_of_tape, algo nesse sentido para identificar onde começa e onde termina. De forma geral, **esses provedores são bem próximos em termos de criação**. O Google também fornece uma VPC padrão, que é um jeito que de acessarmos essas máquinas. Por fim, vamos revisar tudo que fizemos nesse vídeo. Criamos um projeto e uma chave de acesso para acessá-lo. Depois, configuramos uma máquina virtual do tipo e2-micro (suportada no *free tier*) e especificamos a zona onde ela ficaria — no *datacenter* central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Determinamos o sistema utilizado na máquina, uma interface de rede e um *script* para rodar na criação da instância. Espero que você tenham gostado. Até o próximo Alura+!

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    Crie seu primeiro aplicativo de IA generativa no Android Studio

    Uma das maneiras de manter as pessoas usuárias cada vez mais em nossos aplicativos é fornecer **experiências mais ricas e personalizadas**. Nesse contexto, ter uma espécie de inteligência artificial que entenda o que a pessoa usuária está fazendo e seja capaz de interagir com ela é muito útil. Vamos começar a utilizar o *Gemini* dentro de nossos aplicativos e quem vai te acompanhar nessa jornada é o Junior Martins. > **Audiodescrição**: Junior é uma pessoa de pele clara, cabelos castanho-escuros compridos, que usa óculos com armação preta e também veste uma camiseta na cor preta. Ele está à frente de uma parede branca iluminada por luzes em degradê que vão do azul ao rosa. Durante esse conteúdo, queremos mostrar especificamente o que é o *Gemini*, que, caso você não conheça, é uma **ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google** que, como eles mesmos comentam, foi desenvolvida para concorrer com o já conhecido *ChatGPT*. Ele faz parte de um modelo de inteligência artificial que são as IAs generativas onde podemos introduzir alguma informação, como um texto, uma imagem e ela será capaz de devolver mais informações. É muito comum, por exemplo, enviar um texto e pedir para ela resumir, criar uma história, gerar algum código, resolver algum problema ou mesmo passar alguma informação, como uma imagem, e pedir para ela trabalhar em cima disso. ## Explorando o Gemini do Google O *Gemini* é dividido em **três modelos principais**: temos o *Gemini Ultra*, uma versão muito mais potente, que geralmente é feita para rodar em servidores; o *Gemini Pro*, nas versões 1.0 e, mais recentemente 1.5, que é a versão que mais costumamos usar, mas ainda é uma versão que roda em servidores; e também o *Gemini Nano*, desenvolvido especialmente para rodar em dispositivos móveis, como smartphones. Na documentação do Google, eles explicam um pouco melhor o que é o *Gemini Nano*, dando uma introdução e explicando que ele está disponível apenas para alguns dispositivos. Se deslizarmos um pouco para baixo, no tópico “Benefícios da execução do dispositivo”, é comentado que essa versão roda diretamente no dispositivo, ou seja, ele não se conecta a nada para poder funcionar, tanto que temos o acesso offline de tudo que o *Gemini* é capaz. Mas, justamente por ele ter esse poder de processamento utilizando o próprio dispositivo como base, precisaremos ter alguns dispositivos muito potentes, com hardware muito bom, para poder rodar o *Gemini Nano*. E por isso que não vamos focar muito nele, afinal poucos dispositivos hoje em dia possuem essa versão. Dentro dessa própria documentação já é descrito que caso queiramos utilizar o *Gemini* em aplicativos, mas não tenhamos um desses dispositivos ou não queiramos focar especificamente no *Gemini Nano*, podemos utilizar a outra versão do *Gemini*, que é o *Gemini Pro*, dentro de nossos aplicativos. E por isso temos uma outra documentação com alguns exemplos de código. Se subirmos um pouco para o topo, teremos um cabeçalho semelhante àquele que já conferimos do *Gemini Nano*, mas com o título “Como usar a API Gemini em apps Android (SDK do cliente)”. Ou seja, podemos colocar um código dentro do nosso aplicativo que vai acessar o *Gemini* remotamente. Nesse caso, precisaremos fazer uma série de configurações que é descrita dentro dessa documentação, como por exemplo, fazer a configuração da chave da API, entender quais são os métodos que o *Gemini* traz para utilizar no Android. Essa é uma página dedicada a ensinar como podemos utilizar o *Gemini* através de APIs REST. Mas é descrito também que o próprio Google já preparou um *SDK* do *Gemini*, então podemos ir deslizando e conhecendo um pouco melhor desse *SDK*, com alguns códigos que funcionam de maneira mais simples, sem precisarmos de implementações tão complexas para poder começar. Mesmo assim, se continuarmos deslizando para baixo, veremos que alguns passos são necessários para poder utilizar o Gemini. Pensando nisso, o Google também tem trabalhado em um novo recurso dentro do próprio Android Studio, para facilitar nosso primeiro contato com o Gemini. Acessando a página do site Android Developers, acessaremos a aba “Desenvolver > Android Studio > Visualizar” e chegaremos à página “Criar seu primeiro app de IA generativa no Android Studio”. Aqui, temos a informação de que o Android Studio possui uma nova opção. ## Iniciando o projeto Se deslizarmos um pouco para conhecer, quando clicamos em “Criar um novo projeto”, aparecerá essa opção que é a Gemini API Starter. Se continuarmos deslizando para baixo, veremos algumas imagens, um passo a passo relativamente simples, sobre como utilizar essa função e quais são os passos que podemos seguir para continuar com ela. Porém, um detalhe que precisamos ficar atentos é sobre a **versão do Android Studio** em que essa função está disponível. Estamos com o Android Studio aberto, especificamente no Android Studio Koala 2024.1.1 Canary 3. É um número de versão bem grande, mas precisamos nos atentar de que essa nova opção que acabamos de visualizar na documentação só existe por enquanto nas **versões betas do Android Studio**. Vamos deixar especificamente essa versão para você poder fazer o download, e se quiser utilizar uma versão mais recente do Android Studio que esteja em beta, recomendamos que utilize a ferramenta Toolbox, que aparece no canto direito da tela. É uma ferramenta oficial da JetBrains, e recomendamos o uso dela. Pode ser que você tenha essa mesma versão, a Koala, instalada, mas que ela esteja em alguma versão futura, Canary 10, por exemplo, e ela não tem essa opção. Então, recomendo que você utilize o Toolbox, localize o Android Studio, clique nos três pontinhos verticais do lado direito dessa opção, clique em “Outras versões” no menu suspenso. Aqui dentro, você terá uma lista de versões. Geralmente esses recursos em teste beta costumam ficar nas versões Canary mais recentes. Por exemplo, temos a Koala nesse momento, mas um recurso que já esteve em versões anteriores, como, por exemplo, a Jellyfish 2023.3.1 Beta 2, mas que, por exemplo, nessa Jellyfish Beta 2, uma versão mais recente, não está mais presente. De qualquer maneira, repito que vamos deixar essa mesma exata versão para você poder fazer o uso. Com essa versão, quando clicamos em “New Project”, temos ali a opção Gemini API Starter, ou API Starter. Quando clicamos nessa opção, podemos perceber que ela está com uma tag de preview, que está em amarelo com texto preto no topo à direita. Essa tag vem sendo adicionada em recursos beta do Android Studio, então toda parte do Material Design, do Jetpack Compose, em algum momento esteve também com essa tag, e hoje em dia está de maneira oficial no próprio Android Studio. Então, pode ser que no futuro você não tenha mais essa tag, mas a opção já esteja ali nativamente. Podemos clicar no botão “Next”, e vamos seguir então com a criação de um projeto comum. Podemos, por exemplo, definir um nome, que vamos deixar como “GenIA”, e vamos deixar o pacote com com.alura.genia, que é a nossa Generate AI. Não precisamos alterar nenhum outro parâmetro. Vamos deixar a opção de Kotlin DSL como está e clicar no botão “Next”, e aqui tem um detalhe que precisamos prestar um pouco de atenção. Quando clicarmos no botão “Generate API key with Google AI Studio”, ele vai abrir um novo site no nosso navegador. Caso você nunca tenha acessado esse site, a primeira coisa que vai aparecer é um aviso de termos de serviço, e você pode marcar a primeira caixinha para poder aceitar esses termos e poder utilizar o Gemini. Vamos clicar na opção “Continue”, depois de marcar essa primeira caixinha, recomendamos que você leia as licenças, e logo de cara já teremos então essa tela de “API keys”, e você pode clicar em “Create API Key” no centro da página. Quando fizermos isso, ele abrir uma nova aba e pedir para criar uma chave novamente, podemos clicar em “Create API key in new project”. O objetivo aqui é gerar uma chave que conecta nossa conta a algum projeto do Android, que teremos disponibilizado na plataforma da Google. Para a Google ter um controle de quem está utilizando essa API, precisamos gerar uma chave, similar ao que vários outros serviços já fazem. Essa chave é uma sequência alfanumérica e depois que ela for gerada, podemos clicar em “*Copy*” (Copiar). Agora, podemos voltar para o nosso projeto no Android Studio. De volta no Android Studio, podemos colar a chave no campo “API Key” que estava vazio. > **Atenção:** recomendamos que você não compartilhe essa chave com ninguém, porque ela está justamente ligada à sua conta da Google. Nesse caso, vamos utilizar essa chave agora, depois que terminarmos de gravar, vamos invalidá-la, então você também não vai conseguir utilizá-la. Feito isso, podemos clicar em *Finish* (Finalizar), e aguardar o projeto ser construído. Então, ele vai abrir o projeto e fazer algumas configurações, é um procedimento um pouco demorado, teremos um erro que deve surgir no projeto que foi compilado. Esse erro vai ser justamente no arquivo MainActivity, que ele deve abrir por padrão, e na nossa MainActivity, que é a nossa tela principal, o BuildConfig provavelmente não vai ser reconhecido. Isso acontece porque esse arquivo de BuildConfig está relacionado a alguma das opções que veremos lá na própria documentação do Gemini, para poder configurar as chaves de maneira segura. Não vamos aprofundar muito nisso, vamos apenas corrigir esse erro. Ele dá a opção de fazer o *Import Class* nesse momento, só que se fizermos o *Import Class* dessa classe padrão, ele provavelmente não vai funcionar. Então, recomendamos que você clique na opção para poder construir o nosso projeto novamente, no topo da interface temos o ícone de um martelo que corresponde à opção “*Make Module*”. Vamos clicar nessa opção no canto superior do Android Studio, ali na parte direita, e vamos aguardar ele fazer o *build* do Gradle na parte inferior do Android Studio. Nosso projeto terminou de fazer o *build*, e ele já trouxe o erro que está na linha 50. Para corrigir esse erro, podemos simplesmente apagar esse BuildConfig.apiKey da linha 50, e começar a escrever BuildConfig novamente. Duas opções devem aparecer, sendo que precisamos selecionar aquela que tem o com. seguido do nome do nosso pacote, que no nosso caso é o com.alura.genia. Podemos então colocar um ponto no final e deve aparecer a sugestão “*apiKey*”, podemos selecioná-lo. val generativeModel = GenerativeModel( modelName = "gemini-pro", apiKey = com.alura.genia.BuildConfig.apiKey ) Se usarmos o atalho “Ctrl + B” nesse “*apiKey*”, a mesma chave que acabamos de girar no site da Google vai estar armazenada nesse projeto, de uma maneira segura, gerada automaticamente pelo plugin do Gradle. Podemos então rodar o nosso aplicativo com o “Shift + F10”, e ver que esse projeto já está todo configurado, podemos apenas testá-lo. O nosso aplicativo rodou, já estamos indo com o nosso emulador em tela, e das várias funcionalidades que o Gemini tem, uma delas é **sintetizar um texto**, ou seja, fazer um resumo de um texto que passamos. ## Resumindo um texto com o Gemini Quando rodamos o aplicativo, a primeira coisa que ele vai sugerir nessa interface, que tem justamente um campo para poder inserir informações, é digitar um texto e pedir para ele se resumir (“Enter text or a URL to summarize”). Então, pegaremos um texto bem extenso, que é um texto da documentação do Gemini, vamos clicar na caixa de texto e colar. É um texto com várias linhas que descreve o Gemini, como ele é um concorrente do ChatGPT, e podemos clicar na opção “*Go*” depois de colar esse texto. Ele vai fazer um pequeno *loading*. Esse *loading* é basicamente o nosso aplicativo consultando a API do Gemini, mandando essas informações que a pessoa usuária, que no nosso caso somos nós, inserimos e trazendo algum resultado. Então, tínhamos um texto com várias linhas e pedimos para ele ser resumido, sintetizado. Agora temos um texto muito menor, mas que ainda contém toda a essência do texto anterior. Ou seja, o texto foi interpretado e resumido mantendo os principais pontos-chave com relação às tecnologias. Foram mantidos o *Google DeepMind*, *Gemini*, *ChatGPT*, dentre outras. Se voltarmos para o código que temos além do emulador, podemos perceber que na MainActivity é chamado o SummarizeViewModel. Podemos clicar nele e usar o atalho “CTRL + B”, que vai nos redirecionar para o arquivo “SummarizeViewModel.kt”. Dentro desse ViewModel temos um sistema muito similar ao que nós já utilizamos em vários outros cursos, seguindo a documentação oficial do Android. É dito que uma configuração específica foi feita utilizando a API do *Gemini* para que, toda vez que ele passar na linha val prompt = “Summarize the following text for me: $inputText”, ele pegar o texto que a pessoa usuária colocou e adicionar essa nova instrução, que é a de resumir o texto. Mas, se quisermos, podemos fazer o *Gemini* não ter nenhuma instrução anterior para poder entender um pouco melhor como utilizá-lo. Essa é uma ideia bem simples de adaptar nesse código: ao invés de fazer esse val prompt conter todo esse texto “Summarize the following text for me:”podemos fazer o val prompt ser igual apenas ao inputText. fun summarize(inputText: String) { _uiState.value = SummarizeUiState.Loading val prompt = inputText } E se rodarmos o nosso projeto com essa única modificação e aguardarmos ele subir, a partir de agora, dentro desse nosso emulador, temos todo acesso ao potencial do *Gemini* com relação a texto. Então, podemos dar qualquer instrução para ele que ele vai seguir. Por exemplo, vamos clicar em Text to Summarize no nosso aplicativo e colar o texto “liste as 10 primeiras versões do Android”. Vamos clicar em “Go” e o *Gemini* tem justamente todo o conhecimento sobre as versões do Android. Ele vai trazer uma lista, inclusive enumerada, com várias das primeiras versões do Android. 1. Android Alpha 2. Android Beta 3. Android Cupcake (1.5) 4. Android Donut (1.6) 5. Android Eclair (2.0-2.1) 6. Android Froyo (2.2) 7. Android Gingerbread (2.3-2.3.7) 8. Android Honeycomb (3.0-3.2.6) 9. Android Ice Cream Sandwich (4.0-4.0.4) 10. Android Jelly Bean (4.1-4.3.1) Podemos passar várias informações, pedir para ele gerar histórias, para ele organizar listas, gerar códigos. E foi muito rápido o acesso que tivemos. Podemos começar a explorar a possibilidade de utilizar o *Gemini* sem precisar fazer uma série de configurações. Inclusive essa mesma do Build Gradle que vimos, ela é um pouco mais complicada, mas já vem por padrão feita e é algo que não precisamos nos preocupar. Porém, o *Gemini* também tem a possibilidade de lidarmos com outros tipos de informação. Para isso, podemos voltar mais uma vez ao nosso código no Android Studio e se clicarmos no menu principal no canto superior esquerdo, e selecionar “File > New > Import Sample”. Ele vai abrir uma nova janela. Na caixa de texto dessa janela, podemos digitar “IA” ou “Generate” e aparecerão alguns exemplos logo abaixo. Vamos selecionar o “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*”, logo abaixo de “*Jetpack Compose Layouts*”. A inteligência artificial está em versão beta, então temos a opção “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*” duplicada, aparecendo também sob a categoria de *Artificial Intelligence*. No fim das contas, podemos clicar em qualquer um dos dois “*Google Generative*”, ele vai trazer o mesmo exemplo. Selecionando essa opção e clicando em “Next”, ele sugere que criemos um novo projeto. Esse projeto, através do samples, é bem mais completo. E vamos deixar a configuração padrão que ele escolheu. Vamos clicar em “Finish” e aguardar ele gerar esse novo projeto com esse novo exemplo. Nosso projeto terminou de buildar. Já fizemos aquelas correções também com relação à nossa chave que vimos no projeto anterior. A única diferença é que aqui ela está no “GenerativeViewModelFactory.kt”, e está em mais de um lugar. Mas foi só adicioná-la no “local properties”. Já adicionamos o apiKey e buildamos o projeto. Temos um projeto mais robusto com vários exemplos de implementação do *Gemini* que você pode adaptar e também entender melhor estudando como ele funciona. Uma diferença que teremos é que aqui já são definidos vários tipos de modelos diferentes ao longo do código deste *ViewModel*. Então temos o *Gemini Pro*, o *Gemini Pro Vision*, o *Gemini Pro Normal*. ## Outras possibilidades de uso do Gemini Ao executar o projeto que acabamos de importar neste sample, teremos o aplicativo com três opções principais: “Generate text from text-only input”, “Generate text from text-and-image input (multimodal)” e “Build multi-turn conversations (chat)”. Estamos com o meu emulador disponível. Temos algumas opções para, por exemplo, explorar o modo chat, que é a última opção. Temos a opção para poder explorar o modo texto, que é a primeira. Mas a opção mais interessante nesse caso é a do meio, *Generate text from text-and-image input* (Gerar Texto a partir de Entrada de Texto e Imagem). Se clicarmos em *Try It* (Experimente), podemos adicionar algumas imagens de texto às informações que vamos inserir. Ou seja, se você, como pessoa desenvolvedora, quer criar um aplicativo em que o usuário pode enviar uma imagem, fazer uma pergunta ou, por exemplo, trabalhar em cima de alguma resposta com base no que o usuário acabou de fotografar, este é um código que você pode utilizar de exemplo. Se clicarmos no botão *Mais* (ícone de soma do lado esquerdo do campo “Question”), ele vai trazer a galeria do Android. Temos uma foto de uma pessoa e vamos enviar essa foto. Selecionamos a imagem e vamos digitar no campo de texto uma informação que é a seguinte: “qual é o nome do principal objeto do esporte que essa pessoa praticava?”. Vamos clicar em “*Go*” e vou aguardar a resposta. Aguardamos um pouco, já temos a resposta e a resposta foi bem direta (“Bola”), mas vamos explicar rapidamente o que aconteceu: A foto que selecionamos quando clicamos no botão de *Mais* é a foto do jogador de futebol Pelé. E o que o *Gemini* fez foi basicamente pegar essa imagem, fazer um *scan* dela, entender quem era a pessoa que estava presente, depois ele foi procurar se essa pessoa jogava algum esporte, entendeu o que era o futebol, depois ele foi ver qual é o principal objeto utilizado no futebol. Então teve toda uma **linha de raciocínio** que o *Gemini* fez através da entrada de uma imagem e também de texto para poder fornecer uma resposta. Ela foi bem sucinta, mas é apenas para poder demonstrar o potencial que existe ao fazer o uso dessa ferramenta nos nossos aplicativos. Demos esse exemplo um pouco mais complexo, mas justamente para poder mostrar que se você souber aproveitar esse recurso, pode criar aplicações realmente muito úteis para o usuário final. Vamos deixar os links de tudo que visualizamos abaixo para você poder acessar. Se estiver vendo este vídeo em alguma rede social, não se esqueça de clicar nos botões de gostei para sinalizar que curtiu esse conteúdo. Muito obrigado pela sua presença e até mais! ### Outros links e informações relevantes: - [Conheça o Google Gemini.]( - [Documentação do Gemini Nano.]( - [Documentação SDK do Gemini para Android.]( - [Gemini API Starter no Android Studio.](

  • Gestão & Negócios

    O que você precisa saber para ser um MEI

    Se você presta serviço ou pretende abrir um negócio, ter um MEI (Microempreendedor Individual) pode ser uma ótima opção! Meu nome é Bruna e neste *Alura Mais* vou te ensinar o passo a passo para abrir um MEI. Vamos começar?> **Audiodescrição:** Bruna se autodescreve como uma pessoa de pele parda, com cabelos cacheados e escuros. Veste uma blusa branca de gola e botões com uma jardineira jeans por cima. Ao fundo, uma parede sob iluminação laranja e roxa. À esquerda, um vaso de planta; à direita, uma estante com itens decorativos, como vasos de plantas e a logo da Alura.## O que é o MEI?O MEI é uma figura jurídica criada em 2008, no contexto em que muitas pessoas trabalhavam de maneira informal, como autônomas. Sendo assim, o objetivo do MEI foi trazer as pessoas para a formalidade. Ao criar um MEI, você abre um CNPJ e esse CNPJ dá direito a uma série de vantagens e benefícios. Talvez você tenha o seguinte pensamento: > Já estou trabalhando como pessoa física e conseguido clientes, por que deveria abrir o MEI? Quais são as vantagens?## VantagensA primeira dessas vantagens é a **formalização do seu negócio**. Para abrir um MEI, é necessário ter mais responsabilidade fiscal e transparência nos processos, o que gera credibilidade junto aos seus clientes e fornecedores, e até mesmo com potenciais investidores. Assim, você pode se aproveitar desse momento de profissionalização para fortalecer a autoridade da sua marca.Outra vantagem muito interessante é que, ao abrir um MEI, você garante seus **benefícios previdenciários**. Isso poque o pagamento do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) já inclui a taxa do INSS, o que garante que você tenha acesso a todos os benefícios previdenciários previstos por lei. Há, também, vantagens referentes a **condições para crédito**. Existem bancos que oferecem condições especiais para pessoas que são MEI. Assim, você pode conseguir juros mais baixos ou financiamentos em valores mais interessantes para o seu negócio.Além disso, existem fornecedores que só trabalham com pessoas jurídicas. Sendo assim, caso abra um MEI, você aumenta o leque de possibilidades de encontrar o melhor custo-benefício para o seu negócio em relação aos fornecedores.Abrir o MEI também te dá a possibilidade de **emitir notas fiscais**. Até muito recentemente, o MEI não era obrigado a emitir nota fiscal, mas em 2023 essa regra mudou e, agora, existem duas modalidades. Para quem é MEI na área do comércio, a emissão de nota fiscal continua sendo optativa. Caso você queira emitir, é necessário procurar a Secretaria da Fazenda do seu estado e entender quais são os passos necessários para isso. No caso de MEI para prestação de serviços, é obrigatório emitir nota fiscal, mas você não precisa mais ir ao site da Secretaria da Fazenda do seu estado. Isso porque o governo unificou todo o processo, e agora basta que você acesse o site do governo federal e emita a nota fiscal.Se o seu negócio está em crescimento e você precisa de ajuda, ser MEI te possibilita contratar até uma pessoa. Isso é um grande auxílio para a evolução do seu projeto.> Mas quais são os critérios para se tornar um MEI?## CritériosO primeiro critério é ter um **faturamento mínimo de 81 mil reais anuais**, o que dá **R$ 6.750 mensais**. Ou seja, esse é o valor máximo que você pode faturar como MEI por mês. Além disso, como o MEI foi criado para que as pessoas saíssem da informalidade, você **não pode ser sócio, administrador ou titular de qualquer outra empresa**. Para ser MEI, você também deve **exercer uma das atividades permitidas para o MEI**, que podem ser encontradas no site do governo federal, referidas por [códigos de cada área de atuação chamados de CNAE]( Para ser MEI você **não pode ter mais de uma pessoa empregada** e deve **ser maior de 18 anos ou emancipado**.## Passo a passoAgora que você já sabe o que é o MEI, seus benefícios e critérios para se tornar um, vou te ensinar o passo a passo para se tornar um MEI. #### 1 - Criar uma contaO primeiro passo é criar uma conta no [site do governo federal]( caso você ainda não tenha. #### 2 - Quero ser MEIApós criar a sua conta, entre na seção de empresas e negócios e clique em ["Quero ser MEI"]( Ao selecionar "Quero ser MEI", várias opções serão exibidas. Você deverá clicar em "Formalize-se". Isso lhe dará acesso a várias informações que precisam ser preenchidas para validar o seu MEI, como CPF, data de nascimento, nome empresarial, números do seu CNPJ, entre outros dados.> Caso esteja criando o seu CNPJ, o nome empresarial aparecerá após concluir a inscrição como MEI, para exibir seu número de CNPJ. Em seguida, você digitará o seu nome completo, nacionalidade, gênero, nome da mãe e outras informações básicas. Nas informações de identificação, também fornecerá o número da sua identidade e o órgão emissor.Posteriormente, defina o nome fantasia, que é o nome comum pelo qual as pessoas conhecerão a sua empresa, diferente do nome formal que aparecerá juridicamente, conhecido como razão social. Depois, insira o capital social, que é o montante que investiu para iniciar o negócio. Por exemplo, se você é designer e precisou de um notebook, mesa e cadeira para iniciar o negócio, a soma desses valores será o capital social. Em seguida, defina as atividades da empresa. Precisamos estar atentos aqui ao CNAE, que define as atividades permitidas para serem exercidas como MEI. Procure atividades que estejam mais alinhadas com o que você faz, selecione uma delas e em seguida aparecerá o código CNAE com uma descrição da atividade selecionada.Defina a forma de atuação da empresa, como estabelecimento fixo, trabalho pela internet ou em local fixo fora de uma loja. Neste ponto, é possível selecionar mais de uma opção, caso se apliquem.Feito isso, insira o endereço comercial. Caso não tenha um endereço comercial, pode utilizar o endereço residencial e selecionar a opção "Endereço residencial igual ao endereço comercial".Depois, aceite as "Declarações de Desimpedimento" e leia o "Termo de Ciência e Responsabilidade". Concluída essa etapa, estará pronto para criar o seu MEI. Aparecerá uma tela para confirmar os seus dados. Ao confirmar, a formalização como Microempreendedor Individual será concluída e será gerado o CNPJ e o número de registro na Junta Comercial.## TaxasPor fim, vamos falar sobre as taxas necessárias para se tornar MEI, que é basicamente o pagamento do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Este documento inclui as seguintes taxas: * ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), referentes ao comércio. Se possuir um negócio de vendas, pagará, por essa taxa, um valor de R$ 1,00; * ISS (Imposto Sobre Serviços), referente à prestação de serviços, cujo valor é de R$ 5,00;* INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que é o valor da contribuição previdenciária.Caso o seu negócio seja de prestação de serviços e comércio, pagará a taxa combinada dos dois, que é de R$ 6,00. Em geral, o DAS varia entre R$ 50,00 e R$ 60,00.Agora que você está ciente dos benefícios e vantagens de ter o MEI, pode criar essencialmente o seu MEI gratuitamente no site do Governo Federal. Se desejar mais informações, pode encontrar muitos conteúdos sobre empreendedorismo e negócios no site do [SEBRAE]( tenha alguma dúvida ou comentário, fale conosco no [Discord]( ou no [fórum]( Estaremos disponíveis para auxiliar no que for necessário!

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