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      Terraform no Google Cloud

      Neste Alura+ vamos aprender como podemos criar uma máquina virtual no Google Cloud Platform usando o Terraform e ver as diferenças entre o Google Cloud Platform e a AWS. * [Site do Terraform]( * [Download do Terraform]( * [Console do Google Cloud]( * [Documentação do Google Cloud no Terraform]( # Transcrição Na formação de Infraestrutura como Código, utilizamos sempre a AWS como provedora. Mas como fazemos para usar o Terraform com outros provedores, como o Google Cloud, por exemplo? Para tirar essa dúvida, vamos subir uma máquina no Google Cloud e verificar o quanto esse processo difere de uma máquina na AWS. Vamos lá? De início, vamos entrar no site do Terraform e clicar em "Tutoriais", no painel superior, para carregar os tutoriais iniciais e podermos mexer com cada plataforma. No caso, sempre usamos AWS; desta vez, acessaremos os **tutoriais do Google Cloud**. Nessa nova página, veremos todos os tutoriais disponíveis, como "O que é Infraestrutura como Código com o Terraform?" e "Instalando Terrafom". Caso você ainda não conheça o conceito de infraestrutura como código ou ainda não tenha o Terraform instalado, recomendamos dar uma olhada nesses dois primeiros tutoriais e fazer a nossa formação de Infraestrutura com Código também. Nesse vídeo, vamos direto para o tutorial "*Build Infrastructure*" (em português, "**Montando a Infraestrutura**") para começarmos a construir nossa infraestrutura com o Google Cloud. Primeiramente, há uma breve explicação sobre o que é o Google Cloud e temos um aviso inicial de que usaremos o nível gratuito (*free tier*) do Google Cloud Platform (GCP) para o provisionamento dos componentes desse tutorial. Caso comecemos a provisionar outros recursos, podemos mudar para a versão paga. No nosso caso, a máquina virtual que pretendemos provisionar faz parte do *free tier*. A seguir, temos a seção de pré-requisitos. É preciso ter uma **conta no Google Cloud Platform**. Caso você ainda não tenha, é possível criá-la no site do GCP — é de graça. Para conhecer mais sobre os serviços inclusos no *free tier*, podemos acessar a página de informações do Programa Gratuito do Google Cloud. Outro pré-requisito é ter, **no mínimo, a versão 0.15.3 do Terraform** instalada no seu computador. Se você estiver com o Terraform atualizado, já tem uma versão compatível, provavelmente 1.0 ou posterior. Atendidos os pré-requisitos, vamos checar o que precisamos para realmente começar a criar, na seção "*Set up GCP*". O primeiro item é **criar um projeto no GCP**. Vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará ao console do GCP para criar um projeto. Daremos o nome "Alura" para nosso projeto. Logo abaixo do campo de nome, será gerado um ID. No meu caso, é "alura-348223". O seu será diferente, pois os identificadores são únicos, nunca se repetem. À direita desse ID, temos a opção de editá-lo, se for de nosso interesse. Eu vou manter "alura-348223". Não vamos modificar os campos "Billing account" nem "Location", relativos respectivamente à cobrança (caso sejam criados recursos fora do *free tier*) e à organização. Podemos clicar no botão "Create" e, após alguns segundos, veremos nosso projeto criado, com todas as partes prontas. Voltando ao tutorial do site do Terraform, o segundo item é **ligar o *compute engine* do nosso projeto**. Novamente, vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a tela do *Compute Engine API* no console do GCP. Outra forma de chegar nessa página é acessando o menu do GCP, no canto esquerdo superior, selecionando a opção "Compute Engine". Nessa tela, clicaremos no botão "Enable" para habilitar e conseguirmos criar elementos relacionados às máquinas virtuais. Esse processo pode demorar alguns minutos, dependerá da carga sobre o Google no momento. De volta ao tutorial, o terceiro item em "Set up GCP" é **criar uma chave de serviço para nossa conta**. Clicaremos no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a página *Service Accounts*, dentro da área "IAM & Admin" do console do GCP. Outra maneira de chegar a esta tela é pelo menu do GCP, acessando "IAM & Admin > Service Accounts". Em seguida, vamos selecionar o projeto "Alura". Nessa nova página, constataremos que já temos uma conta de serviços. Para manter a organização e não nos confundirmos com as chaves e credenciais (partes de segurança muito importantes), vamos **criar outra conta de serviços**. No painel superior da tela, pressionaremos "Create Service Account". O campo relativo ao nome é opcional. Já o ID é obrigatório, como indicado pela presença do asterisco. Nosso ID será "terraform". Logo abaixo desse campo, será automaticamente criado um e-mail para essa conta de serviços. No momento, não precisamos nos preocupar com ele. A seguir, clicaremos no botão "Create and Continue". Agora, precisamos **selecionar um cargo (*role*)**. No tutorial do Terraform, no item 4 referente à criação da chave de serviço, é especificado que nesse campo devemos escolher "Project > Editor" e clicar em "Continue". Dessa forma, essa conta terá permissão para editar qualquer parte do projeto. Pressionaremos o botão "Done" para concluir a criação da conta do Terraform. Na sequência, vamos **criar uma chave para essa conta**. Seguindo o tutorial, vamos selecionar a conta de serviços e acessar a aba "Keys" (chaves) no painel superior. Em seguida, clicando em "Add Key", vamos escolher a opção "Create new key", definir o "Key Type" como JSON e clicar em "Create". O *download* da chave será feito automaticamente em nosso computador e veremos uma mensagem contendo o nome dela. Voltando ao tutorial, antes da seção "Write configuration", temos outro aviso (*warning*). Ele nos informa que ***esse arquivo da chave dá acesso total ao nosso projeto no Google Cloud Platform, então é importante o tratarmos como qualquer outra credencial secreta***, como a senha que usamos para entrar no console do GCP. Ou seja, não é uma boa prática salvar essa chave de acesso em um repositório, por exemplo, pois qualquer pessoa terá acesso ao projeto, se essa chave "vazar". Porém, caso isso aconteça, podemos acessar o menu "IAM & Admin > Service Accounts", entrar na nossa conta e apagar a chave. Depois, criamos outra. Temos a opção de criar várias chaves, só é importante mantermos o controle e a organização delas. Podemos, então, **começar a escrever as configurações do nosso projeto**. Em nosso computador, vamos criar uma pasta chamada "GCP" (abreviação de Google Cloud Platform) e abri-la no Visual Studio Code. Dentro dela, criaremos um arquivo chamado main.tf — um arquivo Terraform. Tudo que formos escrever ficará dentro dele. No tutorial, o início da seção "Write Configuration" explica como criar essa pasta e o arquivo main.tf por comandos no terminal. No caso, optamos pela criação manual. Em seguida, temos um bloco de código de exemplo: terraform { required_providers { google = { source = "hashicorp/google" version = "3.5.0" } } } provider "google" { credentials = file(".json") project = "" region = "us-central1" zone = "us-central1-c" } resource "google_compute_network" "vpc_network" { name = "terraform-network" } Vamos analisar esse trecho, composto por três blocos. De início, temos um bloco terraform referente às configurações que usaremos no projeto do Terraform. Da linha 2 a 6, constam dados do provedor: trata-se do provedor do Google, já com informações da fonte (source) e da versão (version). Da linha 10 a 16, temos o segundo bloco, com configurações desse provedor. A linha 11 contém as credenciais que serão carregadas de um arquivo .json. Na linha 13, precisamos informar o ID do projeto. Nas linhas seguintes, teremos dados relativos à região e à zona — assim como a AWS, o Google trabalha com regiões. Nesse exemplo, temos region = "us-central1" e zone = "us-central1-c", ou seja, estaremos usando o provedor do Google na região central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Das linhas 18 a 20, temos o último bloco, com a opção de criação de um recurso, uma VPC. No momento, não queremos uma VPC, apenas uma máquina virtual. Mais adiante, consultaremos a documentação com esse objetivo. Portanto, vamos copiar apenas os dois primeiros blocos (da linha 1 até a 16) e colá-lo no arquivo main.tf. Feito isso, ainda precisamos configurar dois itens nesse arquivo: **indicar a chave de acesso na linha 11 e definir o ID do projeto na linha 13**. Vamos incluir a chave de acesso no projeto, movendo o arquivo .json para a pasta GCP. Em seguida, daremos uma olhada na estrutura e no conteúdo dessa chave. Primeiramente, ela contém um tipo, que é uma conta de serviço. Depois, temos o ID do projeto e o ID de uma chave privada. Em seguida, consta a chave privada em si, que é bastante longa. Vemos, então, o e-mail do cliente (no caso, da conta de serviço), o ID desse cliente e um link de autorização seguido de um link do *token* para poder acessar as informações. Por fim, há dois certificados, um do provedor e outro do cliente. Voltando ao arquivo main.tf, é necessário alterar a origem das credenciais, na linha 11. Como o nome do arquivo .json é muito extenso, no painel à esquerda vamos clicar com o botão direito do *mouse* sobre ele e renoméa-lo para chave.json. Desse modo, podemos modificar a linha 11 para credentials = file("chave.json"), indicando que as credenciais vêm desse arquivo. Quanto ao ID do projeto (na linha 13), podemos obter essa informação no console do Google Cloud Platform ou no arquivo chave.json, em project_id. No meu caso, a linha 13 ficará project = "alura-348223", lembrando que cada usuário terá um ID diferente. Assim, temos nosso Google Cloud configurado para uso. O próximo passo será **criar a máquina virtual**. No navegador, vamos voltar à página inicial do site do Terraform. Desta vez, no painel superior, acessaremos "Registry" — o registro Terraform. Descendo um pouco a página, temos as opções de *providers*. Vamos clicar em Google Cloud Platform. A princípio, veremos o *overview* do que é o Google Cloud. No topo da página, à direita, acessaremos a **documentação**. Na lateral esquerda, há uma lista extensa de recursos à nossa disposição. Anteriormente no Google Cloud, acionamos o *Compute Engine API*, portanto vamos expandir o tópico "*Compute Engine*" dessa lista. Dentro dele, temos uma série de recursos — estamos buscando por máquinas virtuais, que geralmente têm o nome VM (*virtual machine*) ou *Instance* (instância). No caso, encontraremos o subtópico "google_compute_instance". Clicando em "**google_compute_instance**", descobriremos que se trata de um recurso que gerencia uma instância de uma máquina virtual utilizando o Google Cloud Engine (GCE). Para mais informações, podemos acessar a documentação oficial da API. Aparentemente, este recurso faz exatamente o que precisamos. Mais abaixo nessa página, temos um exemplo de uso. Vamos deixar de lado as primeiras cinco linhas referentes à *service account* e copiar o resto. Colaremos esse trecho ao final do nosso arquivo main.tf: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "default" { name = "test" machine_type = "e2-medium" zone = "us-central1-a" tags = ["foo", "bar"] boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } // Local SSD disk scratch_disk { interface = "SCSI" } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata = { foo = "bar" } metadata_startup_script = "echo hi > /test.txt" service_account { # Google recommends custom service accounts that have cloud-platform scope and permissions granted via IAM Roles. email = google_service_account.default.email scopes = ["cloud-platform"] } } Em seguida, vamos remover as partes que não são necessárias para nós. Na linha 18, temos o recurso "google_compute_instance". Vamos substituir o nome lógico "default" por "PrimeiraVM". Na linha seguinte, podemos alterar o nome que aparecerá no console do Google: em vez de "test", usaremos "PrimeiraVM" também. Em machine_type (tipo de máquina), precisamos tomar um pouco de cuidado. A máquina atual, "e2-medium", não é suportada pelo *free tier*! Então, vamos mudar para "e2-micro", que se enquadra no nível gratuito. Quanto à zona, vamos usar a mesma que especificamos anteriormente: "us-central1-c": # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" # código posterior omitido As tags não são necessárias, podemos removê-las (linha 23). Por outro lado, precisaremos do disco de *boot* (boot_disk), porque é o disco principal do nosso sistema. Na linha 24, temos os parâmetros iniciais: segundo o exemplo, usaremos uma imagem do Debian, na versão 9. Vamos manter desta forma. Em seguida, é oferecido um SSD local: o scratch_disk, um disco para escrever e ler itens temporários. Não precisamos disso e ele não é suportado no *free tier*, então vamos removê-lo (linhas 29 a 32). Agora, na linha 29, temos a interface de rede, necessária para a comunicação. Vamos manter network = "default" e não modificaremos o access_config, para que ele gere um IP público para nossa máquina. Os metadados (linhas 36 a 38) são desnecessários, vamos removê-los. Em seguida, temos o metadata_startup_script. Se quisermos rodar algum comando no momento de criação da nossa máquina, podemos utilizar essa *tag*. Vamos mantê-la e mudar seu valor para "echo oi > /teste.txt". Dessa forma, será escrito "oi" no arquivo teste.txt, no *root*. Por fim, a partir da linha 38, temos um *service account*. Como já configuramos anteriormente o *provider*, essa parte também não é necessária, vamos apagar da linha 38 até a 42. Então, **a segunda parte do arquivo ficará assim**: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata_startup_script = "echo oi > /teste.txt" } Pressionando "Ctrl + S", salvaremos o arquivo. Já podemos **executar essas configurações para verificar se funcionam**. Na barra superior do VS Code, vamos em "Terminal > Novo Terminal". No terminal, vamos checar se estamos na pasta GCP. Uma vez dentro da pasta, executaremos o comando ls para verificar se os arquivos estão conforme o esperado: temos chave.json e main.tf. Tudo em ordem, vamos rodar um clear para limpar o terminal. Então, vamos **executar o comando terraform init** para iniciar todas as configurações do Terrafom, fazer o *download* da infraestrutura do provedor e deixar tudo pronto para a execução. Terminado esse processo, vamos **rodar o terraform apply**. Assim, a ideia é pegar o nosso plano e criar uma *compute instance* chamada PrimeiraVM. No console, podemos verificar todas as configurações dessa instância e, ao final, temos o plano total "Plan: 1 to add, 0 to change, 0 to destroy" (1 para criar, 0 para mudar e 0 para destruir). Para confirmar, digitaremos "yes". Durante essa operação, teremos um erro alegando que o nome "PrimeiraVM" é inválido, pois não podemos usar letras maiúsculas, apenas caracteres no padrão [a-z0-9]. Logo, na linha 19 do arquivo main.tf, vamos alterar para name = "primeiravm" e salvar. Em seguida, executaremos o terraform apply novamente, digitaremos "yes" para confirmar e esperaremos enquanto esse processo é executado. No meu caso, a operação foi rápida, apenas 11 segundos. Mas esse tempo pode variar de acordo com a conexão da internet ou da carga sobre os servidores do Google e assim por diante. Para verificar se a máquina foi devidamente criada, vamos voltar ao console do Google Cloud Platform, no navegador. No menu, vamos em "Compute Engine". Nesta página, há uma tabela com as instâncias de máquina virtual e veremos a "primeiravm". O IP dela está na coluna "External IP". Para acessá-la via SSH, selecionaremos o *checkbox* à esquerda e clicaremos no botão "SSH". Dessa forma, a chave SSH será colocada dentro da nossa máquina virtual, pois não fizemos isso antes. Essa é uma das vantagem do Google sobre a AWS: não precisamos colocar as chaves logo que criamos a máquina, ele faz esse procedimento para nós depois. Após alguns segundos, estaremos na nossa máquina. Vamos executar o comando ls / para ver os arquivos que temos dentro da máquina virtual. Um deles é o teste.txt, vamos abri-lo com cat /teste.text. Veremos o texto "oi" que configuramos anteriormente, ou seja, a instância foi criada e o arquivo .txt foi inserido no *root* da máquina virtual. Pronto, criamos a configuramos uma máquina virtual com o Google Cloud! **E se não quisermos mais essa infraestrutura?** Podemos encerrá-la por meio do comando terraform destroy, que vai **destruir a infraestrutura**. Assim, o plano não terá nada para criar ou modificar e um recurso para destruir. Vamos digitar "yes" para confirmar a ação e a máquina será apagada. No meu caso, esse processo demorou 37 segundos, mas esse tempo pode variar. Dessa forma, a infraestrutura foi destruída. O projeto não foi apagado, apenas removemos a infraestrutura, que podia gerar custos. Agora que vimos tudo isso, vamos elencar as **diferenças entre a máquina virtual que criamos no Google Cloud e uma máquina virtual que geralmente criamos na AWS**. Primeiro, no arquivo main.tf, no bloco terrafom que vai da linha 1 a 8, temos que trocar o nome do provedor, bem como o source. Além disso, o método de utilizar credenciais e fazer *login* no Google e na AWS são diferentes. Na AWS, fazemos o *login* pela linha de comando com aws configure. No Google, usamos credenciais via arquivo. O recurso criado também muda de nome entre esses dois provedores. **Na AWS, temos o EC2 Instance e, no Google, o Google Compute Instance**. São nomes e recursos diferentes e também têm configurações distintas. Por exemplo, na AWS especificamos zonas por VPC, não por máquinas. Ambos, porém, precisam de um nome e de um tipo de maáquina (machine_type). Quanto ao boot_disk, no Google definimos pela imagem. No caso, escolhemos o Debian, versão 9. Na AWS, usamos as AMIs, que são parecidas, porém têm nome diferente. Precisamos saber a AMI correta para cada região. Em questão de rede, na AWS não precisamos configurar uma interface de rede. Ele já vem com uma interface e um IP público por padrão. No Google Cloud, temos que especificar esses elementos. Ademais, temos o metadata_startup_script que determina o que será feito inicialmente, em que inserimos o código entre aspas. Na AWS, esse processo é mais complicado, temos que colocar o end_of_file ou end_of_tape, algo nesse sentido para identificar onde começa e onde termina. De forma geral, **esses provedores são bem próximos em termos de criação**. O Google também fornece uma VPC padrão, que é um jeito que de acessarmos essas máquinas. Por fim, vamos revisar tudo que fizemos nesse vídeo. Criamos um projeto e uma chave de acesso para acessá-lo. Depois, configuramos uma máquina virtual do tipo e2-micro (suportada no *free tier*) e especificamos a zona onde ela ficaria — no *datacenter* central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Determinamos o sistema utilizado na máquina, uma interface de rede e um *script* para rodar na criação da instância. Espero que você tenham gostado. Até o próximo Alura+!

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    O que é SQL e por que aprender SQL é essencial para você?

    Neste vídeo, Igor do Nascimento explora o uso do SQL e quem pode se beneficiar com essa linguagem poderosa. Se você é uma pessoa desenvolvedora, administradora de banco de dados, cientista de dados ou profissional de negócios, o SQL é uma habilidade essencial. Aprenda por que o SQL é crucial e como ele pode impulsionar sua carreira. Para que você possa se aprofundar no tema, seguem links de conteúdos complementares: ### Artigo - [Saiba tudo sobre SQL - A linguagem padrão para trabalhar com banco de dados relacionais!]( ### Formação - [Formação **Conhecendo SQL**]( ### Mão na massa **1 - Criação da tabela de filiais:** sql CREATE TABLE filiais ( id_filial INTEGER PRIMARY KEY, nome_filial TEXT, email_contato TEXT ) Nesta parte do código, uma tabela chamada "filiais" está sendo criada. Ela possui três colunas: "id_filial" (um número inteiro que serve como chave primária), "nome_filial" (texto que armazena o nome da filial) e "email_contato" (texto que armazena o endereço de e-mail de contato da filial). **2 - Criação da tabela de vendas com a chave estrangeira:** sql CREATE TABLE vendas ( id_venda INTEGER PRIMARY KEY, id_filial INTEGER, quantidade_vendida INTEGER, mes_venda INTEGER, FOREIGN KEY (id_filial) REFERENCES filiais(id_filial) ); Nesta parte, uma tabela chamada "vendas" está sendo criada. Ela possui quatro colunas: "id_venda" (um número inteiro que é a chave primária da tabela de vendas), "id_filial" (um número inteiro que será usado como chave estrangeira para fazer referência à tabela "filiais"), "quantidade_vendida" (um número inteiro que armazena a quantidade de unidades vendidas) e "mes_venda" (um número inteiro que representa o mês da venda). A linha FOREIGN KEY (id_filial) REFERENCES filiais(id_filial) estabelece uma relação entre a coluna "id_filial" na tabela "vendas" e a coluna "id_filial" na tabela "filiais". Isso significa que podemos relacionar vendas a filiais usando a chave estrangeira. **3 - Inserir alguns dados de exemplo na tabela de vendas e filiais:** sql -- Inserir alguns dados de exemplo na tabela de vendas INSERT INTO vendas (id_filial, quantidade_vendida, mes_venda) VALUES (1, 5500, 1), (2, 4800, 1), (3, 6000, 1), (1, 5200, 2), (2, 4800, 2), (3, 5900, 2); -- Inserir alguns dados de exemplo na tabela de filiais INSERT INTO filiais (id_filial, nome_filial, email_contato) VALUES (1, 'Filial A', '[email protected]'), (2, 'Filial B', '[email protected]'), (3, 'Filial C', '[email protected]'); Aqui, estão sendo inseridos dados de exemplo nas tabelas "vendas" e "filiais". Os valores inseridos na tabela "vendas" incluem o ID da filial, a quantidade vendida e o mês da venda. Os valores inseridos na tabela "filiais" incluem o ID da filial, o nome da filial e o e-mail de contato. **4 - Consulta SQL:** sql SELECT f.nome_filial, f.email_contato FROM vendas AS v JOIN filiais AS f ON v.id_filial = f.id_filial WHERE v.mes_venda = 2 AND v.quantidade_vendida > 5000; Nesta consulta, estamos selecionando o nome da filial e o e-mail de contato da tabela "filiais" e juntando esses dados com a tabela "vendas" usando a cláusula JOIN com base na correspondência do ID da filial. Estamos filtrando os resultados para mostrar apenas as vendas que ocorreram no mês 2 (Fevereiro) e tiveram uma quantidade vendida superior a 5000 unidades.

  • Back-end

    VSCode: Dicas e truques

    Tudo o que você precisa saber para tornar seu desenvolvimento mais prático dentro do VSCode. # Transcrição da aula Olá! Eu sou o Leonardo e nesse Alura+ vou apresentar para vocês um pouco do Visual Studio Code, também conhecido como VSCode ou VSC. O Visual Studio Code é uma IDE muito utilizada atualmente e com várias opções de atalhos e customizações. Com o VSCode aberto, começaremos a escrever código. Para isso, podemos criar um novo arquivo ou abrir uma pasta. Nesse caso, vou abrir uma pasta, o que facilita mantermos o código organizado. A pasta será criada no diretório "Documentos/Alura/Alura+ VSC". Não teremos nenhuma mudança visual grande, não abrimos nenhum editor e ainda não podemos escrever nenhum código. Isso porque ainda não temos um arquivo onde escrever esse código. Do lado esquerdo da tela, temos o "Explorer" do VSCode, que é onde ficam organizados nossos arquivos e editores. Dentro dos arquivos, temos a pasta "Alura+ VSC", onde estará o nosso código. Passando o mouse sobre esse menu, veremos algumas opções: * New File (novo arquivo) * New Folder (nova pasta) * Refresh Explorer (para atualizar o Explorer, por exemplo quando colocamos um arquivo por fora e ele não é detectado automaticamente) * Collapse Folders in Explorer (minimizar pastas no Explorer) Clicaremos em "New File" e, na caixa de texto que se abriu, digitaremos o nome do arquivo: app.js. O arquivo será criado e uma nova aba se abrirá no editor de código. Tínhamos outra aba aberta, "Getting Started", que podemos fechar. Começaremos criando uma variável. Como nosso arquivo é um .js, trabalharemos com Javascript. Ao começarmos a digitar const, uma caixa de sugestões será exibida, algo que pode nos ajudar a escrever o código. Criaremos a const nome com o valor igual a leo. const nome = "leo" Podemos mudar de ideia e, ao invés dessa const, fazer um console.log. Se apagarmos parte do nosso código, veremos que a caixa de diálogo não se abrirá novamente. Para que ela apareça, apertamos o comando "Ctrl + Espaço". Utilizando o "Enter", selecionaremos a palavra console e continuaremos o preenchimento com console.log(). Se quiséssemos o console.timeLog(), poderíamos nos dirigir a ele utilizando as setas para cima e para baixo. Mas além do Javascript, que outras linguagens de programação o VSCode suporta? No canto inferior direito da IDE, veremos a palavra "Javascript" como linguagem selecionada - isso porque estamos trabalhando com um arquivo .js e ele fez a detecção automaticamente. Se clicarmos nessa opção, abriremos um menu com todas as linguagens que podemos utilizar dentro do Visual Studio Code, dentre elas C, C++, Docker (dockerfile), Go, JSON, Lua, Markdown, dentre outras várias possibilidades. Vamos continuar trabalhando com Javascript. Se fôssemos escrever um código completo nesse Alura+, ele seria muito longo. Ao invés disso, pegaremos um código pré-preparado e o copiaremos para o arquivo app.js. Usaremos "Ctrl + A" para selecionar o conteúdo de source.js, "Ctrl + C" para copiá-lo e "Ctrl + V" para copiá-lo" no nosso arquivo. A primeira coisa que faremos é executar esse código. Porém, navegar pelas pastas dentro do console é um pouco trabalhoso. O Visual Studio Code também nos ajuda com isso, pois possui um terminal integrado. Abriremos o menu "Terminal" na parte superior da tela e clicaremos em "New Terminal", fazendo com que o console seja aberto na parte inferior da tela. Para executarmos, usaremos o comando node seguido do nome do arquivo. node app.js Ao pressionarmos "Enter", veremos que nada acontecerá. Note que a nossa tela está um pouco pequena, e podemos aumentá-la segurando a tecla "Ctrl" e usando o "+" do teclado. Da mesma forma, "Ctrl -" reduz o zoom da tela. Mas por que nosso código não retornou nada? Isso aconteceu pois esquecemos de salvar o conteúdo de app.js. O Visual Studio Code não salva os arquivos automaticamente. Isso é visível pelo aviso "1 unsaved" - ou seja, "um arquivo não salvo" - na área de editores do nosso menu. Além disso, tem uma "bolinha" ao lado do nome do arquivo app.js, tanto nos editores abertos quanto na sua aba, algo que também indica que o arquivo não foi salvo. Para salvar, usaremos o atalho "Ctrl + S" ou o menu "File > Save" (Arquivo > Salvar). Após salvarmos, voltaremos ao terminal e usaremos a tecla para cima do teclado para retornarmos ao último comando, node app.js. Ao pressionarmos "Enter", teremos duas saídas: > 8 > > [ 1 ] Vamos analisar o que nosso código faz para chegar a essas saídas. // idades = [30, 35, 28] // nomes = ["Ana", "Juliana", "Leonardo"] // faculdade = ["false, true, true"] // funcionarios = [nomes,idades,faculdade] // function eMaiorQue10(value) { // return value >= 10; // } // var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); // //filtrado [é 12, 130, 44] // console.log(filtrado) const notas1 = [10, 6.5 , 8, 7.5] const notas2 = [9, 6, 6 ] const notas3 = [8.5, 9.5] const notasGerais = [notas1, notas2, notas3] let media = 0 for (let i = 0; i Word Wrap", cujo atalho é "Alt + Z". Isso fará com que parte do texto seja jogada para a próxima linha, que na verdade é uma continuação da linha 42 e não tem numeração, mantendo a 43 vazia. Salvaremos o arquivo e o executaremos novamente para verificarmos se não quebramos o código. Como temos o mesmo retorno, tudo continua correto. Outro ponto interessante: repare que na linha 39, o código console.log("retornou") parece "apagado", enquanto os demais códigos têm cores mais vivas. Ao deixarmos o ponteiro do mouse sobre ela, veremos a mensagem "Unreachable code detected", informando que o código dessa linha não é executado. Para resolvermos isso, podemos clicar sobre a linha e pressionar "Ctrl + .", abrindo o menu "Quick fix" (reparo rápido), que sugerirá remover essa linha. Como não queremos removê-la, mas sim executá-la, precisaremos encontrar outra alternativa - por exemplo, colocá-la antes do return da função teste() já que o essa instrução encerra a execução da função. Poderíamos recortar e colar o código, mas também existe outra maneira: segurar a tecla "Alt" com o cursor sobre a linha e pressionar a tecla para cima do teclado, movendo o código console.log("retornou") uma linha para cima. Após salvarmos e executarmos, continuaremos não recebendo nada, o que acontece pois a função teste() não é chamada nenhuma vez. Resolveremos isso incluindo a chamada da função. //... console.log(media) teste() function teste() { console.log("retornou") return 10 } //... Limparemos o console com clear e executaremos node app.js novamente. Podemos acessar esse código rapidamente pressionando para cima no teclado duas vezes. Como retorno, teremos: > 8 > > retornou > > [ 1 ] Agora nossa saída mudou, antes era só 8 e [ 1 ]. Vamos ver se realmente teve alteração? Usaremos "Alt + baixo" no teclado para descermos o console.log("retornou") para a linha original. Ao salvar e executar, voltaremos a ter o retorno anterior - ou seja, realmente funcionou. Quando estamos criando código, nem sempre tudo ocorre como esperado, e às vezes cometemos erros, por exemplo de sintaxe. Para testarmos isso, vamos incluir um erro bastante óbvio em nosso código: um + sozinho em uma linha. Repare que o VSCode realçará esse +, sublinhando-o. Além disso, o nome do arquivo app.js será realçado em vermelho tanto no menu "Open Editors" quanto na aba aberta, com o número "1" ao lado do nome, indicando o número de erros. No canto superior direito, temos também um pequeno resumo do nosso código, que inclui uma linha vermelha no ponto em que colocamos o +; e na barra de rolagem um tracinho será exibido na altura do erro. Nesse arquivo está fácil encontrarmos o erro, afinal nós o colocamos propositalmente. Porém, em códigos mais extensos, às vezes fica difícil encontrar os erros. Para contornar isso, podemos usar o atalho "F8" para navegar diretamente ao próximo erro, indicando também qual é o erro - nesse caso, temos a mensagem *"expression expected"*, ou seja, o Javascript espera uma expressão. Vamos simplesmente apagar o + que estava sozinho na linha e fechar a caixa de diálogo clicando no "x". Note que, após apagarmos o erro, a expressão *"expression expected"* ficara mais escura, indicando que foi resolvida. O Visual Studio Code também nos traz outras funcionalidades que podem ajudar no desenvolvimento. Vamos começar passando pelo array texto usando a expressão for. let texto = ["oi", "ok"] for A estrutura do for é bastante conhecida, e não precisamos fazê-la manualmente toda vez. Sendo assim, escreveremos for e usaremos "Ctrl + Espaço" para abrir a caixa de sugestões. Selecionaremos a opção For Loop. Ela é na verdade um *snippet*, um trecho de código já pronto para utilização. Ao clicarmos, toda a estrutura do for será montada no editor: let texto = ["oi", "ok"] for (let index = 0; index = 10; // } // var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); // //filtrado [é 12, 130, 44] // console.log(filtrado) Poderíamos apagar as barras (//) linha por linha, mas existe o atalho "Ctrl + ;" (ou "Command + ;" no Mac), que permite comentar ou descomentar trechos de código. Mas e se quisermos alterar esse atalho de "Ctrl + ;" para "Ctrl + /"? Para isso, clicaremos na engrenagem no canto inferior esquerdo (*"Manage"*) e acessaremos o menu *"Keyboard Shortcuts"* (atalhos de teclado), cujo atalho é "Ctrl + K > Ctrl + S". Na nova aba, pesquisaremos por *"comment"* (comentário em inglês) e clicaremos duas vezes em *"Toggle line comment"*, opção que permite "trocar" o comentário da linha - ou seja, se ela está comentada, deixará de estar; se não estiver comentada, será comentada. Será aberta uma caixa de texto pedindo para digitarmos a nova combinação, em nosso caso "Ctrl + /". A caixa será preenchida com "ctrl+abnt_c1" e logo abaixo teremos o significado desse código, que é o atalho que digitamos. Após pressionarmos "Enter", o conteúdo será salvo. O interessante desse menu *"keyboard shortcuts"* é a possibilidade de encontrar todos os atalhos do VSCode, como *"cut"*, o clássico "Ctrl + X", e o *"copy"*, "Ctrl + C". No último caso, o VSCode também aceita "Ctrl + Insert". No arquivo app.js, selecionaremos o trecho comentado e pressionaremos "Ctrl + /" para descomentarmos. idades = [30, 35, 28] nomes = ["Ana", "Juliana", "Leonardo"] faculdade = ["false, true, true"] funcionarios = [nomes,idades,faculdade] function eMaiorQue10(value) { return value >= 10; } var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); //filtrado [é 12, 130, 44] console.log(filtrado) Assim conseguiremos descomentar o bloco inteiro de código. Mais abaixo, vemos que a linha filtrado [é 12, 130, 44] continua comentada. Isso acontece pois ela já era um comentário - inclusive, se selecionarmos o bloco inteiro e o comentarmos novamente, a linha será comentada duas vezes (// //). Isso é útil pois conseguimos guardar o que já era comentário anteriormente em nosso código, evitando problemas. Já vimos os principais atalhos do VSCode, e agora conheceremos outras funções que ele nos oferece. Uma delas é o "Source Control", também conhecido como "Git" para quem já tem costume. Acessado a partir do menu à esquerda da tela (e pelo atalho "Ctrl + Shift + G"), ele nos permite inicializar um repositório Git ou publicar nosso código no Github - ou seja, o VSCode tem integração com o Github. Se escolhermos "Publish to Github", a IDE nos perguntará se a extensão pode utilizar nosso login, abrindo uma janela do navegador pedindo autorização para acessar nosso Github. Caso você não esteja logado, será necessário usar seu usuário e senha. Na janela seguinte, basta autorizar o acesso, clicar em "Abrir Visual Studio Code" e, de volta no programa, em "Open". Na parte superior da rela, teremos uma caixa de diálogo onde é possível criar um repositório, sugerindo o nome da nossa pasta ("Alura+ VSC"). Podemos publicá-lo como um repositório privado ou público. Não criaremos o repositório nesse vídeo, mas, caso você queira, basta fazer todo o percurso normal do Git, incluindo commit, push e assim por diante. Vamos falar um pouco sobre as extensões do VSCode, que também são bem úteis. Acessadas pelo menu à esquerda (e também pelo atalho "Ctrl + Shift + X"), elas permitem incluir mais funcionalidades ao VSCode. Como estamos trabalhando com Javascript, o ESLint é uma extensão bastante utilizada. É um formatador de código que inclui algumas boas práticas em Javascript. Pesquisando por ESLint e clicando em "install", ele será instalado. O ESLint é um caso especial dentre as extensões, pois precisa ter a biblioteca instalada na máquina - algo que pode ser feito usando o comando npm install eslint, para usá-lo somente no projeto atual, ou npm install -g eslint para instalá-lo globalmente. Outra extensão interessante é a Live Share. Desenvolvida pela Microsoft, essa ferramenta permite compartilhar código com outra pessoa em tempo real, como um arquivo do Google Docs ou do Office 365. Isso é legal quando você está trabalhando em grupo e é necessário editar o mesmo arquivo sem que seja necessário ficar "disputando o teclado" ou narrando o código para alguém digitar. Basta todas as pessoas baixarem o Live Share para que possam editar o mesmo código. O Live Server também é bem interessante. É um jeito rápido de desenvolver sites, muito útil para quem desenvolve em HTML, CSS e Javascript para Web. Ele abre um servidor em uma porta, que podemos acessar pelo navegador para explorar os efeitos do código no site que estamos desenvolvendo. Para quem trabalha com banco de dados SQL, temos a SQLTools, que ajuda a formatar o seu banco de dados, gerar queries, explorar os conteúdos salvos, dentre outras funcionalidades. Se você desenvolve em Java, temos a extensão da Language Support (suporte de linguagem) da Redhat, uma grande empresa bastante conhecida por quem trabalha com Linux. Existem algumas linguagens ou plataformas que não são suportadas pelo Visual Studio Code, por exemplo os microcontroladores. Nesse caso, podemos usar o PlataformIO, uma IDE que trabalha "em cima" do VSCode, oferecendo algumas plataformas como Atmel AVR (para Arduino), Expressif 32 e assim por diante. Também é uma plataforma boa para desenvolver com IOT, com frameworks para Arduino, por exemplo, substitindo a IDE própria do Arduino, que não é muito amigável em termos de possibilidades (como atalhos e sugestões). Já passamos por vários atalhos de teclado e funções do Visual Studio Code, nos familiarizamos com sua interface e aprendemos a começar projetos do zero ou abrir projetos já existentes. Também aprendemos a usar o terminal integrado e a integração com o Github, além de conhecermos algumas extensões. Devemos nos lembrar que as extensões do VSCode existem para expandir as possibilidades e tornar nosso trabalho mais ágil. Uma opção que acabei não comentando é a troca de tema do VSCode, acessada pelo menu à esquerda da tela o pelo atalho "Ctrl + K > Ctrl + T". Existem vários temas disponíveis, alguns claros (*light)* e outros escuros (*dark*), e outros como o *Tomorrow Night Blue*, que deixa a interface mais azul. Espero vocês na próxima!

  • Back-end

    O que é Back-End e Front-End

    Neste vídeo, mergulharemos nas duas facetas essenciais da construção de websites e aplicativos: o front-end e o back-end. Enquanto o front-end lida com tudo o que você vê e interage - como design, animações e interface do usuário - o back-end é o motor oculto por trás dessas funcionalidades, garantindo que tudo funcione corretamente. Junte-se a nós nesta jornada visual para entender melhor as engrenagens que movem o mundo digital ao nosso redor. Ideal para iniciantes e para aqueles que buscam esclarecer os conceitos básicos da programação web! ## Qual a principal diferença entre front-end e back-end? **Guilherme**: Meu nome é **Guilherme Lima**, sou instrutor e desenvolvedor de software na Alura. E tenho comigo o Vinny Neves. **Vinicios**: Sou **Vinnny Neves**, o dev careca e barbudo mais querido da Alura. Trabalho com front-end há bastante tempo, mas já passei pelo back-end também. Portanto, nós podemos ter uma conversa interessante sobre isso. **Guilherme**: Muito bom ter você conosco. Mas, qual a principal diferença entre front-end e back-end? ### O que o front-end faz? **Vinicios**: A principal diferença é que **o front-end está mais próximo da pessoa usuária**. Imagine que quem trabalha com front-end está desenvolvendo essa camada, essa interface. Por exemplo, temos uma aplicação que precisa agendar consultas. Vamos apresentar para as pessoas usuárias essas marcações, dialogar visualmente com elas, abrir uma agenda, mostrar quais são os dias disponíveis para marcar uma consulta. Portanto, o front-end está mais próximo da pessoa usuária que interage com a aplicação. Também está mais perto do navegador e de tudo o mais. Quem trabalha com front-end atualmente, vai trabalhar com posicionamento de elementos, decidir onde ficará o campo de texto para a pessoa digitar, se vamos usar um calendário ou apresentar uma lista de opções. > O front-end está muito relacionado com essa parte de interação com a pessoa usuária. **Guilherme**: Podemos pensar que o front-end é responsável pelo desenvolvimento e criação de telas? Como telas dinâmicas e designs atraentes? **Vinicios**: Exatamente isso. Embora não seja uma regra universal, é muito comum que existem outras pessoas profissionais que montam e desenham a tela como deveria ser idealmente. Alguma pessoa especializada nessa **experiência do usuário** desenha a tela e entrega para nós do front-end. Dado este desenho, vamos transformar aquela imagem em uma aplicação que o navegador consiga entender. **Guilherme**: Então, não necessariamente quem trabalha com front-end precisa ser um especialista em desenhos, cores, fontes, tipografia? **Vinicios**: Exatamente. No cenário ideal, existem profissionais que estudam esses conceitos, como a paleta de cores, cores mais fortes ou mais fracas, qual é o melhor lugar para posicionar um botão, um campo de texto. Depois desse trabalho realizado, aí chega para o front-end. Portanto, nós não temos esse trabalho "criativo". Vamos pegar uma tela e desenvolver seu código. Ou seja, é como se pegássemos uma foto e a transformássemos em uma aplicação onde a pessoa usuária pode interagir e realizar a operação que precisa. **Guilherme**: Agora, faz mais de sentido o que é o front-end. Vamos conversar e entender melhor sobre a carreira de **back-end**. ### O que o back-end faz? **Guilherme**: A pessoa que desenvolve back-end não está necessariamente ligada a desenvolver telas. Não é seu principal desafio. Mas, então o que ela faz? **Vinicios**: Falamos que o front-end está mais próximo da pessoa usuária. Já **o back-end está mais perto das informações da aplicação**. Quais são as regras de negócio, as validações? Vamos voltar no exemplo da marcação de consulta. Aquele médico com o qual estamos marcando a consulta, está disponível ou está de férias? Quais horários podemos agendar uma consulta? Por exemplo, nós temos a tela e permitimos que a pessoa usuária agende uma consulta para domingo de madrugada. No entanto, não há nenhum médico disponível para uma consulta domingo de madrugada. Logo, o back-end irá indicar que não é possível realizar a ação pretendida. Assim, definimos **validações**. Mas, se a pessoa usuária quiser agendar uma consulta para segunda-feira às 9 horas da manhã e essa for uma opção viável, podemos fazer o agendamento. O back-end receberá os dados enviados e os armazenará em algum lugar para consulta futura, validação ou até mesmo alterações. Imagina que o médico não possa atender na data agendada, será necessário remarcar a consulta. > Desta forma, todas essas regras de validação - o que pode e o que não pode - estão mais perto do back-end. Ele também se encontra mais próximo dos dados e de onde esses dados serão armazenados. **Guilherme**: O back-end também se encarrega de definir como os dados serão expostos para a equipe de front-end. Afinal, quando estamos atuando no mercado de trabalho, provavelmente estaremos colaborando com outras pessoas, times e equipes. Portanto, quando o front-end necessitar de certas informações, o desafio do back-end será dispor dessas informações e conectar com o banco de dados, conversando e criando soluções para que o projeto seja entregue de maneira satisfatória. **Vinicios**: Exatamente, o front-end irá requisitar: "nós precisamos de um back-end que permita a marcação de consulta e que permita a verificação dessas consultas posteriormente". Definir como isso será feito é tarefa do back-end, que determina qual linguagem usar e onde armazenar os dados. Dessa forma, o back-end funciona de forma independente. Enquanto o front-end indica quais e quando esses dados serão necessários, o back-end deve definir, de acordo com as regras de negócio, o formato dos dados para marcar uma consulta, por exemplo. **Guilherme**: Um ponto importante sobre ferramentas e tecnologias: > Existem diversas linguagens que podem ser usadas para criar aplicações back-end, como Java, Python ou o próprio Javascript, que pode ser usado tanto no *front* quanto no *back*. > > Contudo, no front-end existe uma "trindade mágica" que geralmente é recomendada: HTML, CSS e Javascript. **Vinicios**: De forma resumida, o HTML é o dado que será exibido, já pronto e processado. O **HTML cuidará da estrutura dos dados**, definindo se será uma lista, um campo de texto ou uma caixa que aparece para a pessoa usuária interagir. Já o **CSS tratará dos estilos**, como tamanho de fonte, cor da fonte, posicionamento das informações na tela, quebra de linha, layout para celular, tablet ou *desktop* (computador). Por fim, o Javascript faz com que o HTML e o CSS sejam dinâmicos. Ao interagir com a aplicação, podemos fazer com que um campo mude de cor, que apareça algum alerta, mensagem de erro com fundo vermelho ou mensagem de sucesso com fundo verde, por exemplo. Essa é a tríade essencial para qualquer caminho que se tome dentro do front-end. **Guilherme**: No back-end, é importante lembrar que existem diversas linguagens, como Python, Javascript, Java, C#, Go, entre outras. A maioria dessas linguagens possui primeiros passos. Na Alura, temos formações específicas relacionadas a JavaScript tanto no back-end quanto no front-end. Se você preferir direcionar seus estudos desde o começo para front-end, temos cursos relacionados também com HTML e CSS. Fica aí a dica! Discutimos um pouco sobre as diferenças entre o desenvolvimento front-end e back-end. Agora, cabe a você decidir sobre a sua carreira! Você pode optar por seguir um lado mais próximo da pessoa usuária, design de interfaces ou validações e regras de negócio. Eu gosto bastante de bancos de dados, SQL e de linguagem. Logo, estou mais próximo do back-end enquanto o Vinny se encontra mais próximo do front-end. **Vinicios**: E pode ficar tranquilo(a), pois essa não é uma decisão definitiva. É comum às vezes transitarmos entre essas duas áreas. Portanto, você pode contar conosco da Alura para trilhar o seu caminho.

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    Artigo PHP: operação com números decimais.

    Entenda como fazer operações com alta precisão numérica no PHP utilizando a biblioteca Decimal

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    Artigo Golang: trabalhando com datas

    Nessa artigo vamos aprender a lidar com datas utilizando a linguagem do google, o GO

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    Artigo GORM ORM - Mapeamento de objeto relacional em Go

    Venha conhecer um pouco sobre essa técnica utilizando a linguagem Go. ORM significa Mapeamento objeto-relacional e é utilizada para facilitar o desenvolvimento.

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    Artigo PHP: um guia completo sobre essa linguagem de programação

    Conheça a linguagem de programação PHP de forma completa, desde a história, sintaxe, onde e como usar e muito mais!

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    Artigo Blockchain: o que é e como usar essa tecnologia

    Aprenda o que é blockchain e como funciona essa tecnologia responsável por facilitar transações no mundo digital.

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    Artigo Guia completo sobre Quality Assurance em softwares

    O que é e para quê serve o Quality Assurance, qual é a diferença entre Controle de qualidade e como começar a carreira nessa área.

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