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      Shift Left em DevOps

      Geralmente em processos de desenvolvimento de software as atividades de **testes**, **segurança** e **deploy** são deixadas para o final, causando assim gargalos, bloqueios e dificuldades em se finalizar os ciclos de desenvolvimento e entrega de software. **Shift Left** é uma prática que consiste em **deslocar** para a **esquerda** tais atividades, que normalmente estão mais à direita no processo, para que assim desde o **ínicio** de cada ciclo elas possam ser discutidas e planejadas, evitando problemas e acelerando a entrega de software. --- # Transcrição Olá, tudo bem? Meu nome é **Rodrigo Ferreira**, sou um dos instrutores da Alura, da Escola de Programação e DevOps. > **Audiodescrição:** Rodrigo Ferreira é uma pessoa de pele clara, com olhos castanhos e cabelos também castanhos e lisos. Usa uma camiseta cinza lisa. No fiundo, uma luz LED verde ilumina uma parede com redes de gatos. Hoje, aprenderemos sobre ***Shift Left***. Vamos lá? > **Audiodescrição:** Abertura do Alura +. No fundo toca uma música animada. Sobre um fundo azul, as palavras "Mergulhe", "em", "tecnologia" piscam na tela. Depois aparece a logo do Alura+. Quando a abertura termina, a câmera do Rodrigo está no canto inferior esquerdo e, no centro da tela, temos "Shift Left" escrito em azul-claro sob o fundo azul-marinho. ## Metodologias ágeis e o trabalho como dev Talvez esse termo não seja familiar, mas é **muito utilizado** por pessoas que trabalham com **DevOps** e **metodologias ágeis**. Entenderemos melhor o que ele significa e como pode nos ajudar. Se trabalhamos em uma empresa de desenvolvimento de software, é comum fazermos **parte de um time**. Desenvolver software não é apenas escrever código, tornou-se uma tarefa complexa que envolve várias etapas e pessoas. Antigamente, o **modelo Cascata**, uma abordagem comum para organizar o desenvolvimento de software, como podemos observar na imagem a seguir: ![Diagrama de fluxo simples do processo de desenvolvimento de software com cinco etapas sequenciais conectadas por setas na direção da esquerda para a direita: PLANEJAMENTO (roxo claro), ANÁLISE (azul claro), CODIFICAÇÃO (verde claro), TESTES (amarelo claro), e DEPLOY (rosa claro).]( Era uma abordagem comum para organizar o desenvolvimento de software. Esse modelo incluía etapas como: * Planejamento, * Análise * Codificação * Testes * Deploy Com o deploy, a aplicação era liberada para o acesso das pessoas usuárias terem acesso. Entretanto, esse processo tinha **problemas**, percebidos ao longo dos anos. Por isso, com o tempo, surgiram **novas abordagens**, como o **manifesto ágil e as metodologias ágeis**, amplamente utilizadas hoje. No entanto, mesmo com metodologias ágeis, como o Scrum, **ainda precisamos realizar atividades do modelo cascata**, mas aconteciam durante as sprints (ciclos de desenvolvimento). Dependendo da empresa e do projeto, pode haver etapas adicionais, como **segurança**, onde são realizados testes para garantir a segurança da aplicação. Em outros casos, pode ser que uma das etapas sejam substituídas ou não realizadas. Mesmo com metodologias ágeis, **ainda precisamos dividir tarefas e perfis**. É comum trabalharmos em times com pessoas em diferentes papéis, como codificadoras e testadoras. ### Desafios da metodologia ágil Esse tipo de ambiente, com separação de atividades, pode levar a **problemas**, mesmo em ambientes ágeis. Um problema comum é a **criação de barreiras** entre responsabilidades e papéis, que ficam com pessoas ou times diferentes, resultando em silos e **isolamento**, ao invés de colaboração. ![Diagrama anterior, mas com linhas verticais grossas na cor preta separando e isolando cada processo.]( Isso pode causar **problemas**, especialmente nas **últimas etapas do processo**, como testes e *deploy*. Um dos problemas é a **espera**. As etapas finais, como *deploy*, só são executadas no final, deixando as pessoas responsáveis por essas etapas ociosas. Outro problema é o **travamento**, porque as atividades são realizadas em ciclos. As pessoas responsáveis pelas últimas tarefas vão receber o projeito no final do ciclo, resultando em **sobrecarga de trabalho e atrito entre as pessoas**. As pessoas do final do processo precisam fazer horas extras para conseguir cumprir sua etapa antes do final do ciclo para entregarem sua parte, ampliando as chances de tensão entre os times do final do processo com os times do começo. > **Problemas** > > * Espera > * Gargalo > * Sobrecarga de trabalho > * Atrito entre as pessoas/times Consequentemente, esses problemas podem gerar conflitos entre times, e eu trouxe uma imagem engraçada que representa essa situação, como um cachorro e um gato brigando: ![Fotografia colorida editada para fins de humor. Na fotografia, um cachorro está com uma postura tensa e raivosa, à esquerda, mostrando os dentes para um gato a sua frente, indicando que pudesse estar rosnando. O gato, também está com uma postura bastante raivosa e parece rosnar para o cachorro. Além disso, a imagem foi capturada quando o gato estava prestes a dar uma patada no cachorro. Para fins de humor, adicionarem uma garrafa na pata do gato que bateria no cachorro. Essa cena está acontecendo em uma praia rochosa. Na parte de baixo da foto, está escrito "Devs vs Ops", como se o cachorro representasse o time de Devs e o gato representasse o time de Operações.]( Isso costuma acontecer com os times de desenvolvimento e operações, mas pode acontecer com outros times também, como programação e testes. A considerada demora da entregam o que pode levar a discussões e brigas, **criando mais barreiras entre os times**. ### Solucionando atritos com Shift Left Se identificamos essa situação em nossa empresa, onde as pessoas do final do processo estão sobrecarregadas, podemos minimizar esses problemas com o conceito de **Shift Left**. O termo "Shift" pode lembrar a tecla de mesmo nome, mas não se trata disso, e sim de um **conceito**. A ideia é **deslocar as últimas etapas do processo**, como testes, segurança e *deploy*, **para a esquerda**, ou seja, para o **início do processo**. Por isso "**Shift Left**" (Deslocar para esquerda). Por exemplo, pode-se discutir desde o início quais serão os testes aplicados e, dependendo da implementação, como de testes automatizados, também pode ser iniciado. O Mesmo funciona para o *deploy*. Pode-se discutir se será necessária alguma estrutura, como firewall ou servidor, e antecipar alguns processos. Isso significa **planejar e discutir essas etapas desde o início**, evitando problemas e retrabalho. Ao aplicar o Shift Left, promovemos a **colaboração** entre os times, eliminando conflitos e melhorando o planejamento. Isso evita travamentos e sobrecarga nas etapas finais, agilizando a entrega do software e evitando retrabalho. **Vantagens do Shift Left:** * Colaboração entre pessoas/times * Planejamento prévio das etapas de teste, segurança e entrega * Evita travamentos no processo de desenvolvimento * Agiliza a entrega do software * Evita retrabalho Essas são as vantagens de utilizar a prática do Shift Left. Se ainda não a utilizam, esperamos que esse conhecimento seja útil no seu dia a dia. Podemos aplicar essa ideia em times e empresas que estejam sofrendo com esses problemas de gargalos, retrabalhos e travamentos, deslocando as últimas etapas para a esquerda, **promovendo planejamento e colaboração**. Nos vemos em outros cursos e conteúdos da Alura. Obrigado por assistir. Um abraço!

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    Como criar persona

    Sabemos que para uma estratégia de marketing trazer bons resultados, ela precisa ser desenvolvida para atender os interesses das pessoas. Mas como vamos saber quem são essas pessoas? Nesse Alura+ você vai conhecer sobre a Persona, uma estratégia importante que nos ajuda a traçar o perfil do cliente ideal. Aprenderemos a definição, como criar e como utilizá-la de forma assertiva. Vamos lá? # Transcrição ## Introdução ao Conceito de Persona Imaginemos a seguinte situação: é aniversário de alguém especial, alguém que conhecemos bem, e compramos um presente para essa pessoa. Mas não é qualquer presente; é exatamente aquilo que ela tanto desejava ter. Se dissermos que isso tem tudo a ver com uma importante estratégia do marketing digital, e é sobre ela que vamos falar neste vídeo de Alura Mais, já ouvimos falar sobre persona? Sabemos como criar uma para nossa empresa, para nossa marca? Neste vídeo, aprenderemos como criar uma persona. Vamos explorar suas definições, como criar uma persona, como usar essa estratégia e também elaborar um modelo de pesquisa. ## Boas-vindas e Objetivos do Vídeo Sejam muito bem-vindos. Sou Amandha Moreira, instrutora no canal de marketing da Alura, e vamos aprender juntos como elaborar essa estratégia tão especial dentro do marketing. Vamos seguir adiante! ## Definição de Persona A definição de persona: afinal, o que é persona? É a representação de um cliente ideal, descoberta com base em dados qualitativos e quantitativos, através de pesquisas de mercado, concorrentes e até de clientes que já existem. Costumamos dizer que persona é a exemplificação do comprador perfeito. Ela utiliza dados de comportamento, estilo de vida e características desses clientes para transformar isso em uma história, algo mais fácil de ser compreendido, focado no nosso alvo. A persona nos ajuda a humanizar nosso negócio aos olhos dos clientes, fazendo com que eles se sintam em um lugar confiável e oferecendo algo além dos nossos serviços. Esse cliente precisa ter uma identificação pessoal com nossa empresa, marca ou negócio e se sentir valorizado. Persona está intimamente ligada à personalização, e ao longo deste vídeo, entenderemos exatamente do que estamos falando. ## Diferença entre Persona e Público-Alvo Para as definições de persona, vamos compreender as determinações para saber qual é nosso público-alvo e como ele se comporta. Já que mencionamos público-alvo, precisamos entender a diferença entre persona e público-alvo, pois sim, há diferença. Vamos identificar isso juntos. O público-alvo, como o nome sugere, é amplo, é público. No conjunto macro, essas informações de forma coletiva estão muito mais atreladas a um perfil mais generalizado. ## Exemplos de Público-Alvo e Persona Vamos seguir com um exemplo. Nos dados de pesquisa para público-alvo, identificamos um gênero: mulher, faixa etária de 20 a 30 anos, brasileira, classe média, graduada e com renda mensal de 5 mil. Já a persona, como vimos, é a representação do cliente ideal, apresentando dados além dos geográficos e sociodemográficos. Persona é mais humanizada, mais específica. Ela possui todas as características que nosso cliente tem. Persona tem nome. Diferente do público-alvo, compomos aqui algumas pesquisas e perguntas muito mais específicas para conhecer melhor nosso cliente ideal. Algumas perguntas incluem desejos, medos, objetivos, hobbies, interesses, relação familiar e faixa salarial. Vamos seguir um exemplo, assim como fizemos com o público-alvo, para identificar essa diferença. Esta é Joana. Ela tem 30 anos, mora em São Paulo, é formada em comunicação e marketing. Trabalha de forma autônoma como social media e busca recolocação no mercado de trabalho como CLT. Seu gênero musical preferido é jazz, toca violão e deseja fazer uma viagem internacional para New Orleans. Percebem a diferença na quantidade de informações, muito mais específicas, que compomos em uma pesquisa de persona, em contraste com o público-alvo, que trata de informações mais generalizadas? ## Dicas para Criar uma Persona Já que identificamos a diferença entre público-alvo e persona, vamos seguir para a criação da persona. Vamos compartilhar três dicas preciosas. A primeira é conhecer nosso público. Lembram da analogia do presente que compramos para alguém que conhecemos bem? Quando conhecemos cada detalhe do nosso cliente, fica muito mais fácil oferecer uma solução que realmente faça sentido para ele. A segunda dica é a comunicação assertiva. Precisamos acessar a mente do cliente, identificar seus desejos, o que ele está pensando, e entender como passar essa mensagem. A palavra-chave é conexão. A terceira dica é a identificação e representatividade. Como mencionamos nas definições, nosso cliente precisa se sentir representado e conectado conosco. Ofereça valor, venda uma versão melhor dele mesmo. Segue aqui uma frase que pode fazer bastante sentido: "Você é a personificação da melhor versão dele." O que queremos dizer com isso? Precisamos entender onde nossos clientes estão, para onde gostariam de ir e onde entramos nisso tudo. Precisamos ajudá-los a chegar onde tanto desejam. Compreendeu? Vamos seguir para o próximo tópico. ## Tipos de Persona Existem alguns tipos de persona. Sim, existem alguns, e aqui vamos falar sobre dois específicos, pois são os que mais utilizamos. Tipos de persona: *buyer persona* (persona compradora). Na tradução do inglês, é quem compra, também conhecido como persona de usuário, que é nosso comprador ideal. Em termos mais técnicos, utilizamos o personagem semificcional baseado em nossas pesquisas. O segundo tipo de persona é o *brand persona* (persona de marca), que representa nossa marca, identidade, valores e objetivos. É uma estratégia criada pensando em um ou mais personagens que estabelecem uma conexão, um laço, uma fidelidade com nosso público e clientes. Fazendo algumas perguntas básicas para identificar o que é *buyer persona*, a primeira é: quem é você? Nessa pergunta, vamos entender quais são as características físicas e emocionais desse cliente ideal. ## Criação de Buyer Persona e Brand Persona Qual é o objetivo do cliente? O que ele deseja alcançar? Precisamos entender quais são as principais barreiras que impedem esse alcance e como podemos ajudar a solucioná-las. Vamos seguir para as perguntas básicas para um *brand persona* (persona de marca)? A primeira é a identidade da marca. Um exemplo importante é o logotipo, a identificação visual da empresa. A segunda é o estilo de linguagem. Anteriormente, discutimos a comunicação assertiva, que é essencial aqui. Precisamos saber como nos comunicar e para quem estamos nos comunicando. A terceira é a abordagem focada em atrair o cliente. ## Exemplos de Brand Persona: Magalu Falando sobre *brand persona*, entendemos que uma persona não precisa ser apenas o consumidor ou a audiência; pode ser a própria empresa. A ideia é humanizar a marca, criando um perfil que represente os valores e a visão da companhia. Um exemplo conhecido é a Magalu, a *brand persona* da Magazine Luiza. Vamos aprender com a Magalu o que ela pode nos ensinar sobre uma *brand persona*. Para quem não conhece, Luiza Trajano é a idealizadora da Magazine Luiza. Vamos explorar como a Magalu foi construída. A Magalu foi a primeira influenciadora virtual do Brasil, criada em 2003, com o objetivo de humanizar a experiência de compra no comércio eletrônico da Magazine Luiza. Pedro Alvim, gerente sênior de conteúdo das redes sociais da empresa, explica que a experiência de compra era fria e as pessoas tinham receio de inserir seus dados bancários no site. A Magalu surgiu para humanizar essa experiência e levar o atendimento da empresa para o ambiente online. Entendendo o objetivo da criação dessa *brand persona*, vamos identificar suas características mais marcantes. A Magalu foi projetada para humanizar a relação da Magazine Luiza com seus clientes, aproximando-os e encantando-os. Como relatado por Pedro Alvim, a Magalu foi criada para gerar confiança, permitindo que os clientes se sentissem seguros ao inserir seus dados bancários. A Magalu está intimamente ligada à personificação. ## Metodologia de Criação de Persona Agora que compreendemos o que é uma *buyer persona* (persona compradora) e uma *brand persona*, vamos seguir para a metodologia de criação. A criação de persona é um processo que resulta de pesquisa, análise e construção. Vamos resumir como isso é feito: coleta de dados, realização de pesquisas, análise dos dados, estruturação da persona e compartilhamento com a equipe específica. ## Modelo de Pesquisa para Criação de Persona Vamos elaborar um modelo de pesquisa. Trouxemos um exemplo, mas é importante destacar que existem outros modelos disponíveis. Com o tempo, será possível identificar o tipo de pergunta e pesquisa necessários para elaborar a persona. O objetivo é gerar perguntas que façam sentido para a marca ou produto, complementando com os resultados das conversas com possíveis compradores. A pesquisa deve fornecer o máximo de informações para criar uma estratégia mais completa. No exemplo de pesquisa, coletamos informações específicas como idade, local de residência, local de trabalho e cargo. Perguntamos sobre a educação e personalidade dos clientes. A primeira pergunta é sobre objetivos: quais são seus valores e metas? Sobre a rotina, perguntamos o que o cliente faz no dia a dia e o que consome. Sobre desejos, perguntamos qual é o maior sonho e interesses pessoais, identificando as marcas que mais utiliza. Não podemos esquecer de identificar as dores, frustrações e dificuldades do cliente para ajudá-lo. Perguntamos como nosso negócio ou produto pode impactar sua vida. Este é um modelo de pesquisa para ter uma ideia de como elaborar a pesquisa. Existem outros modelos, e é importante pesquisar e adaptar ao tipo de pergunta necessária para o nicho de negócio. ## Conclusão e Recapitulação Vamos recapitular o que aprendemos neste vídeo: definições de persona, diferenças entre público-alvo e persona, dicas de criação, tipos de persona, metodologia e um modelo de pesquisa. Espero ter contribuído sobre como criar uma persona, suas definições e como utilizar essa estratégia no negócio. Espero encontrá-los em uma próxima aula na Alura. Até breve!

  • Mobile

    Crie seu primeiro aplicativo de IA generativa no Android Studio

    Uma das maneiras de manter as pessoas usuárias cada vez mais em nossos aplicativos é fornecer **experiências mais ricas e personalizadas**. Nesse contexto, ter uma espécie de inteligência artificial que entenda o que a pessoa usuária está fazendo e seja capaz de interagir com ela é muito útil. Vamos começar a utilizar o *Gemini* dentro de nossos aplicativos e quem vai te acompanhar nessa jornada é o Junior Martins. > **Audiodescrição**: Junior é uma pessoa de pele clara, cabelos castanho-escuros compridos, que usa óculos com armação preta e também veste uma camiseta na cor preta. Ele está à frente de uma parede branca iluminada por luzes em degradê que vão do azul ao rosa. Durante esse conteúdo, queremos mostrar especificamente o que é o *Gemini*, que, caso você não conheça, é uma **ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google** que, como eles mesmos comentam, foi desenvolvida para concorrer com o já conhecido *ChatGPT*. Ele faz parte de um modelo de inteligência artificial que são as IAs generativas onde podemos introduzir alguma informação, como um texto, uma imagem e ela será capaz de devolver mais informações. É muito comum, por exemplo, enviar um texto e pedir para ela resumir, criar uma história, gerar algum código, resolver algum problema ou mesmo passar alguma informação, como uma imagem, e pedir para ela trabalhar em cima disso. ## Explorando o Gemini do Google O *Gemini* é dividido em **três modelos principais**: temos o *Gemini Ultra*, uma versão muito mais potente, que geralmente é feita para rodar em servidores; o *Gemini Pro*, nas versões 1.0 e, mais recentemente 1.5, que é a versão que mais costumamos usar, mas ainda é uma versão que roda em servidores; e também o *Gemini Nano*, desenvolvido especialmente para rodar em dispositivos móveis, como smartphones. Na documentação do Google, eles explicam um pouco melhor o que é o *Gemini Nano*, dando uma introdução e explicando que ele está disponível apenas para alguns dispositivos. Se deslizarmos um pouco para baixo, no tópico “Benefícios da execução do dispositivo”, é comentado que essa versão roda diretamente no dispositivo, ou seja, ele não se conecta a nada para poder funcionar, tanto que temos o acesso offline de tudo que o *Gemini* é capaz. Mas, justamente por ele ter esse poder de processamento utilizando o próprio dispositivo como base, precisaremos ter alguns dispositivos muito potentes, com hardware muito bom, para poder rodar o *Gemini Nano*. E por isso que não vamos focar muito nele, afinal poucos dispositivos hoje em dia possuem essa versão. Dentro dessa própria documentação já é descrito que caso queiramos utilizar o *Gemini* em aplicativos, mas não tenhamos um desses dispositivos ou não queiramos focar especificamente no *Gemini Nano*, podemos utilizar a outra versão do *Gemini*, que é o *Gemini Pro*, dentro de nossos aplicativos. E por isso temos uma outra documentação com alguns exemplos de código. Se subirmos um pouco para o topo, teremos um cabeçalho semelhante àquele que já conferimos do *Gemini Nano*, mas com o título “Como usar a API Gemini em apps Android (SDK do cliente)”. Ou seja, podemos colocar um código dentro do nosso aplicativo que vai acessar o *Gemini* remotamente. Nesse caso, precisaremos fazer uma série de configurações que é descrita dentro dessa documentação, como por exemplo, fazer a configuração da chave da API, entender quais são os métodos que o *Gemini* traz para utilizar no Android. Essa é uma página dedicada a ensinar como podemos utilizar o *Gemini* através de APIs REST. Mas é descrito também que o próprio Google já preparou um *SDK* do *Gemini*, então podemos ir deslizando e conhecendo um pouco melhor desse *SDK*, com alguns códigos que funcionam de maneira mais simples, sem precisarmos de implementações tão complexas para poder começar. Mesmo assim, se continuarmos deslizando para baixo, veremos que alguns passos são necessários para poder utilizar o Gemini. Pensando nisso, o Google também tem trabalhado em um novo recurso dentro do próprio Android Studio, para facilitar nosso primeiro contato com o Gemini. Acessando a página do site Android Developers, acessaremos a aba “Desenvolver > Android Studio > Visualizar” e chegaremos à página “Criar seu primeiro app de IA generativa no Android Studio”. Aqui, temos a informação de que o Android Studio possui uma nova opção. ## Iniciando o projeto Se deslizarmos um pouco para conhecer, quando clicamos em “Criar um novo projeto”, aparecerá essa opção que é a Gemini API Starter. Se continuarmos deslizando para baixo, veremos algumas imagens, um passo a passo relativamente simples, sobre como utilizar essa função e quais são os passos que podemos seguir para continuar com ela. Porém, um detalhe que precisamos ficar atentos é sobre a **versão do Android Studio** em que essa função está disponível. Estamos com o Android Studio aberto, especificamente no Android Studio Koala 2024.1.1 Canary 3. É um número de versão bem grande, mas precisamos nos atentar de que essa nova opção que acabamos de visualizar na documentação só existe por enquanto nas **versões betas do Android Studio**. Vamos deixar especificamente essa versão para você poder fazer o download, e se quiser utilizar uma versão mais recente do Android Studio que esteja em beta, recomendamos que utilize a ferramenta Toolbox, que aparece no canto direito da tela. É uma ferramenta oficial da JetBrains, e recomendamos o uso dela. Pode ser que você tenha essa mesma versão, a Koala, instalada, mas que ela esteja em alguma versão futura, Canary 10, por exemplo, e ela não tem essa opção. Então, recomendo que você utilize o Toolbox, localize o Android Studio, clique nos três pontinhos verticais do lado direito dessa opção, clique em “Outras versões” no menu suspenso. Aqui dentro, você terá uma lista de versões. Geralmente esses recursos em teste beta costumam ficar nas versões Canary mais recentes. Por exemplo, temos a Koala nesse momento, mas um recurso que já esteve em versões anteriores, como, por exemplo, a Jellyfish 2023.3.1 Beta 2, mas que, por exemplo, nessa Jellyfish Beta 2, uma versão mais recente, não está mais presente. De qualquer maneira, repito que vamos deixar essa mesma exata versão para você poder fazer o uso. Com essa versão, quando clicamos em “New Project”, temos ali a opção Gemini API Starter, ou API Starter. Quando clicamos nessa opção, podemos perceber que ela está com uma tag de preview, que está em amarelo com texto preto no topo à direita. Essa tag vem sendo adicionada em recursos beta do Android Studio, então toda parte do Material Design, do Jetpack Compose, em algum momento esteve também com essa tag, e hoje em dia está de maneira oficial no próprio Android Studio. Então, pode ser que no futuro você não tenha mais essa tag, mas a opção já esteja ali nativamente. Podemos clicar no botão “Next”, e vamos seguir então com a criação de um projeto comum. Podemos, por exemplo, definir um nome, que vamos deixar como “GenIA”, e vamos deixar o pacote com com.alura.genia, que é a nossa Generate AI. Não precisamos alterar nenhum outro parâmetro. Vamos deixar a opção de Kotlin DSL como está e clicar no botão “Next”, e aqui tem um detalhe que precisamos prestar um pouco de atenção. Quando clicarmos no botão “Generate API key with Google AI Studio”, ele vai abrir um novo site no nosso navegador. Caso você nunca tenha acessado esse site, a primeira coisa que vai aparecer é um aviso de termos de serviço, e você pode marcar a primeira caixinha para poder aceitar esses termos e poder utilizar o Gemini. Vamos clicar na opção “Continue”, depois de marcar essa primeira caixinha, recomendamos que você leia as licenças, e logo de cara já teremos então essa tela de “API keys”, e você pode clicar em “Create API Key” no centro da página. Quando fizermos isso, ele abrir uma nova aba e pedir para criar uma chave novamente, podemos clicar em “Create API key in new project”. O objetivo aqui é gerar uma chave que conecta nossa conta a algum projeto do Android, que teremos disponibilizado na plataforma da Google. Para a Google ter um controle de quem está utilizando essa API, precisamos gerar uma chave, similar ao que vários outros serviços já fazem. Essa chave é uma sequência alfanumérica e depois que ela for gerada, podemos clicar em “*Copy*” (Copiar). Agora, podemos voltar para o nosso projeto no Android Studio. De volta no Android Studio, podemos colar a chave no campo “API Key” que estava vazio. > **Atenção:** recomendamos que você não compartilhe essa chave com ninguém, porque ela está justamente ligada à sua conta da Google. Nesse caso, vamos utilizar essa chave agora, depois que terminarmos de gravar, vamos invalidá-la, então você também não vai conseguir utilizá-la. Feito isso, podemos clicar em *Finish* (Finalizar), e aguardar o projeto ser construído. Então, ele vai abrir o projeto e fazer algumas configurações, é um procedimento um pouco demorado, teremos um erro que deve surgir no projeto que foi compilado. Esse erro vai ser justamente no arquivo MainActivity, que ele deve abrir por padrão, e na nossa MainActivity, que é a nossa tela principal, o BuildConfig provavelmente não vai ser reconhecido. Isso acontece porque esse arquivo de BuildConfig está relacionado a alguma das opções que veremos lá na própria documentação do Gemini, para poder configurar as chaves de maneira segura. Não vamos aprofundar muito nisso, vamos apenas corrigir esse erro. Ele dá a opção de fazer o *Import Class* nesse momento, só que se fizermos o *Import Class* dessa classe padrão, ele provavelmente não vai funcionar. Então, recomendamos que você clique na opção para poder construir o nosso projeto novamente, no topo da interface temos o ícone de um martelo que corresponde à opção “*Make Module*”. Vamos clicar nessa opção no canto superior do Android Studio, ali na parte direita, e vamos aguardar ele fazer o *build* do Gradle na parte inferior do Android Studio. Nosso projeto terminou de fazer o *build*, e ele já trouxe o erro que está na linha 50. Para corrigir esse erro, podemos simplesmente apagar esse BuildConfig.apiKey da linha 50, e começar a escrever BuildConfig novamente. Duas opções devem aparecer, sendo que precisamos selecionar aquela que tem o com. seguido do nome do nosso pacote, que no nosso caso é o com.alura.genia. Podemos então colocar um ponto no final e deve aparecer a sugestão “*apiKey*”, podemos selecioná-lo. val generativeModel = GenerativeModel( modelName = "gemini-pro", apiKey = com.alura.genia.BuildConfig.apiKey ) Se usarmos o atalho “Ctrl + B” nesse “*apiKey*”, a mesma chave que acabamos de girar no site da Google vai estar armazenada nesse projeto, de uma maneira segura, gerada automaticamente pelo plugin do Gradle. Podemos então rodar o nosso aplicativo com o “Shift + F10”, e ver que esse projeto já está todo configurado, podemos apenas testá-lo. O nosso aplicativo rodou, já estamos indo com o nosso emulador em tela, e das várias funcionalidades que o Gemini tem, uma delas é **sintetizar um texto**, ou seja, fazer um resumo de um texto que passamos. ## Resumindo um texto com o Gemini Quando rodamos o aplicativo, a primeira coisa que ele vai sugerir nessa interface, que tem justamente um campo para poder inserir informações, é digitar um texto e pedir para ele se resumir (“Enter text or a URL to summarize”). Então, pegaremos um texto bem extenso, que é um texto da documentação do Gemini, vamos clicar na caixa de texto e colar. É um texto com várias linhas que descreve o Gemini, como ele é um concorrente do ChatGPT, e podemos clicar na opção “*Go*” depois de colar esse texto. Ele vai fazer um pequeno *loading*. Esse *loading* é basicamente o nosso aplicativo consultando a API do Gemini, mandando essas informações que a pessoa usuária, que no nosso caso somos nós, inserimos e trazendo algum resultado. Então, tínhamos um texto com várias linhas e pedimos para ele ser resumido, sintetizado. Agora temos um texto muito menor, mas que ainda contém toda a essência do texto anterior. Ou seja, o texto foi interpretado e resumido mantendo os principais pontos-chave com relação às tecnologias. Foram mantidos o *Google DeepMind*, *Gemini*, *ChatGPT*, dentre outras. Se voltarmos para o código que temos além do emulador, podemos perceber que na MainActivity é chamado o SummarizeViewModel. Podemos clicar nele e usar o atalho “CTRL + B”, que vai nos redirecionar para o arquivo “SummarizeViewModel.kt”. Dentro desse ViewModel temos um sistema muito similar ao que nós já utilizamos em vários outros cursos, seguindo a documentação oficial do Android. É dito que uma configuração específica foi feita utilizando a API do *Gemini* para que, toda vez que ele passar na linha val prompt = “Summarize the following text for me: $inputText”, ele pegar o texto que a pessoa usuária colocou e adicionar essa nova instrução, que é a de resumir o texto. Mas, se quisermos, podemos fazer o *Gemini* não ter nenhuma instrução anterior para poder entender um pouco melhor como utilizá-lo. Essa é uma ideia bem simples de adaptar nesse código: ao invés de fazer esse val prompt conter todo esse texto “Summarize the following text for me:”podemos fazer o val prompt ser igual apenas ao inputText. fun summarize(inputText: String) { _uiState.value = SummarizeUiState.Loading val prompt = inputText } E se rodarmos o nosso projeto com essa única modificação e aguardarmos ele subir, a partir de agora, dentro desse nosso emulador, temos todo acesso ao potencial do *Gemini* com relação a texto. Então, podemos dar qualquer instrução para ele que ele vai seguir. Por exemplo, vamos clicar em Text to Summarize no nosso aplicativo e colar o texto “liste as 10 primeiras versões do Android”. Vamos clicar em “Go” e o *Gemini* tem justamente todo o conhecimento sobre as versões do Android. Ele vai trazer uma lista, inclusive enumerada, com várias das primeiras versões do Android. 1. Android Alpha 2. Android Beta 3. Android Cupcake (1.5) 4. Android Donut (1.6) 5. Android Eclair (2.0-2.1) 6. Android Froyo (2.2) 7. Android Gingerbread (2.3-2.3.7) 8. Android Honeycomb (3.0-3.2.6) 9. Android Ice Cream Sandwich (4.0-4.0.4) 10. Android Jelly Bean (4.1-4.3.1) Podemos passar várias informações, pedir para ele gerar histórias, para ele organizar listas, gerar códigos. E foi muito rápido o acesso que tivemos. Podemos começar a explorar a possibilidade de utilizar o *Gemini* sem precisar fazer uma série de configurações. Inclusive essa mesma do Build Gradle que vimos, ela é um pouco mais complicada, mas já vem por padrão feita e é algo que não precisamos nos preocupar. Porém, o *Gemini* também tem a possibilidade de lidarmos com outros tipos de informação. Para isso, podemos voltar mais uma vez ao nosso código no Android Studio e se clicarmos no menu principal no canto superior esquerdo, e selecionar “File > New > Import Sample”. Ele vai abrir uma nova janela. Na caixa de texto dessa janela, podemos digitar “IA” ou “Generate” e aparecerão alguns exemplos logo abaixo. Vamos selecionar o “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*”, logo abaixo de “*Jetpack Compose Layouts*”. A inteligência artificial está em versão beta, então temos a opção “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*” duplicada, aparecendo também sob a categoria de *Artificial Intelligence*. No fim das contas, podemos clicar em qualquer um dos dois “*Google Generative*”, ele vai trazer o mesmo exemplo. Selecionando essa opção e clicando em “Next”, ele sugere que criemos um novo projeto. Esse projeto, através do samples, é bem mais completo. E vamos deixar a configuração padrão que ele escolheu. Vamos clicar em “Finish” e aguardar ele gerar esse novo projeto com esse novo exemplo. Nosso projeto terminou de buildar. Já fizemos aquelas correções também com relação à nossa chave que vimos no projeto anterior. A única diferença é que aqui ela está no “GenerativeViewModelFactory.kt”, e está em mais de um lugar. Mas foi só adicioná-la no “local properties”. Já adicionamos o apiKey e buildamos o projeto. Temos um projeto mais robusto com vários exemplos de implementação do *Gemini* que você pode adaptar e também entender melhor estudando como ele funciona. Uma diferença que teremos é que aqui já são definidos vários tipos de modelos diferentes ao longo do código deste *ViewModel*. Então temos o *Gemini Pro*, o *Gemini Pro Vision*, o *Gemini Pro Normal*. ## Outras possibilidades de uso do Gemini Ao executar o projeto que acabamos de importar neste sample, teremos o aplicativo com três opções principais: “Generate text from text-only input”, “Generate text from text-and-image input (multimodal)” e “Build multi-turn conversations (chat)”. Estamos com o meu emulador disponível. Temos algumas opções para, por exemplo, explorar o modo chat, que é a última opção. Temos a opção para poder explorar o modo texto, que é a primeira. Mas a opção mais interessante nesse caso é a do meio, *Generate text from text-and-image input* (Gerar Texto a partir de Entrada de Texto e Imagem). Se clicarmos em *Try It* (Experimente), podemos adicionar algumas imagens de texto às informações que vamos inserir. Ou seja, se você, como pessoa desenvolvedora, quer criar um aplicativo em que o usuário pode enviar uma imagem, fazer uma pergunta ou, por exemplo, trabalhar em cima de alguma resposta com base no que o usuário acabou de fotografar, este é um código que você pode utilizar de exemplo. Se clicarmos no botão *Mais* (ícone de soma do lado esquerdo do campo “Question”), ele vai trazer a galeria do Android. Temos uma foto de uma pessoa e vamos enviar essa foto. Selecionamos a imagem e vamos digitar no campo de texto uma informação que é a seguinte: “qual é o nome do principal objeto do esporte que essa pessoa praticava?”. Vamos clicar em “*Go*” e vou aguardar a resposta. Aguardamos um pouco, já temos a resposta e a resposta foi bem direta (“Bola”), mas vamos explicar rapidamente o que aconteceu: A foto que selecionamos quando clicamos no botão de *Mais* é a foto do jogador de futebol Pelé. E o que o *Gemini* fez foi basicamente pegar essa imagem, fazer um *scan* dela, entender quem era a pessoa que estava presente, depois ele foi procurar se essa pessoa jogava algum esporte, entendeu o que era o futebol, depois ele foi ver qual é o principal objeto utilizado no futebol. Então teve toda uma **linha de raciocínio** que o *Gemini* fez através da entrada de uma imagem e também de texto para poder fornecer uma resposta. Ela foi bem sucinta, mas é apenas para poder demonstrar o potencial que existe ao fazer o uso dessa ferramenta nos nossos aplicativos. Demos esse exemplo um pouco mais complexo, mas justamente para poder mostrar que se você souber aproveitar esse recurso, pode criar aplicações realmente muito úteis para o usuário final. Vamos deixar os links de tudo que visualizamos abaixo para você poder acessar. Se estiver vendo este vídeo em alguma rede social, não se esqueça de clicar nos botões de gostei para sinalizar que curtiu esse conteúdo. Muito obrigado pela sua presença e até mais! ### Outros links e informações relevantes: - [Conheça o Google Gemini.]( - [Documentação do Gemini Nano.]( - [Documentação SDK do Gemini para Android.]( - [Gemini API Starter no Android Studio.](

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