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    Neste Alura+ vamos aprender como podemos criar uma máquina virtual no Google Cloud Platform usando o Terraform e ver as diferenças entre o Google Cloud Platform e a AWS. * [Site do Terraform]( * [Download do Terraform]( * [Console do Google Cloud]( * [Documentação do Google Cloud no Terraform]( # Transcrição Na formação de Infraestrutura como Código, utilizamos sempre a AWS como provedora. Mas como fazemos para usar o Terraform com outros provedores, como o Google Cloud, por exemplo? Para tirar essa dúvida, vamos subir uma máquina no Google Cloud e verificar o quanto esse processo difere de uma máquina na AWS. Vamos lá? De início, vamos entrar no site do Terraform e clicar em "Tutoriais", no painel superior, para carregar os tutoriais iniciais e podermos mexer com cada plataforma. No caso, sempre usamos AWS; desta vez, acessaremos os **tutoriais do Google Cloud**. Nessa nova página, veremos todos os tutoriais disponíveis, como "O que é Infraestrutura como Código com o Terraform?" e "Instalando Terrafom". Caso você ainda não conheça o conceito de infraestrutura como código ou ainda não tenha o Terraform instalado, recomendamos dar uma olhada nesses dois primeiros tutoriais e fazer a nossa formação de Infraestrutura com Código também. Nesse vídeo, vamos direto para o tutorial "*Build Infrastructure*" (em português, "**Montando a Infraestrutura**") para começarmos a construir nossa infraestrutura com o Google Cloud. Primeiramente, há uma breve explicação sobre o que é o Google Cloud e temos um aviso inicial de que usaremos o nível gratuito (*free tier*) do Google Cloud Platform (GCP) para o provisionamento dos componentes desse tutorial. Caso comecemos a provisionar outros recursos, podemos mudar para a versão paga. No nosso caso, a máquina virtual que pretendemos provisionar faz parte do *free tier*. A seguir, temos a seção de pré-requisitos. É preciso ter uma **conta no Google Cloud Platform**. Caso você ainda não tenha, é possível criá-la no site do GCP — é de graça. Para conhecer mais sobre os serviços inclusos no *free tier*, podemos acessar a página de informações do Programa Gratuito do Google Cloud. Outro pré-requisito é ter, **no mínimo, a versão 0.15.3 do Terraform** instalada no seu computador. Se você estiver com o Terraform atualizado, já tem uma versão compatível, provavelmente 1.0 ou posterior. Atendidos os pré-requisitos, vamos checar o que precisamos para realmente começar a criar, na seção "*Set up GCP*". O primeiro item é **criar um projeto no GCP**. Vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará ao console do GCP para criar um projeto. Daremos o nome "Alura" para nosso projeto. Logo abaixo do campo de nome, será gerado um ID. No meu caso, é "alura-348223". O seu será diferente, pois os identificadores são únicos, nunca se repetem. À direita desse ID, temos a opção de editá-lo, se for de nosso interesse. Eu vou manter "alura-348223". Não vamos modificar os campos "Billing account" nem "Location", relativos respectivamente à cobrança (caso sejam criados recursos fora do *free tier*) e à organização. Podemos clicar no botão "Create" e, após alguns segundos, veremos nosso projeto criado, com todas as partes prontas. Voltando ao tutorial do site do Terraform, o segundo item é **ligar o *compute engine* do nosso projeto**. Novamente, vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a tela do *Compute Engine API* no console do GCP. Outra forma de chegar nessa página é acessando o menu do GCP, no canto esquerdo superior, selecionando a opção "Compute Engine". Nessa tela, clicaremos no botão "Enable" para habilitar e conseguirmos criar elementos relacionados às máquinas virtuais. Esse processo pode demorar alguns minutos, dependerá da carga sobre o Google no momento. De volta ao tutorial, o terceiro item em "Set up GCP" é **criar uma chave de serviço para nossa conta**. Clicaremos no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a página *Service Accounts*, dentro da área "IAM & Admin" do console do GCP. Outra maneira de chegar a esta tela é pelo menu do GCP, acessando "IAM & Admin > Service Accounts". Em seguida, vamos selecionar o projeto "Alura". Nessa nova página, constataremos que já temos uma conta de serviços. Para manter a organização e não nos confundirmos com as chaves e credenciais (partes de segurança muito importantes), vamos **criar outra conta de serviços**. No painel superior da tela, pressionaremos "Create Service Account". O campo relativo ao nome é opcional. Já o ID é obrigatório, como indicado pela presença do asterisco. Nosso ID será "terraform". Logo abaixo desse campo, será automaticamente criado um e-mail para essa conta de serviços. No momento, não precisamos nos preocupar com ele. A seguir, clicaremos no botão "Create and Continue". Agora, precisamos **selecionar um cargo (*role*)**. No tutorial do Terraform, no item 4 referente à criação da chave de serviço, é especificado que nesse campo devemos escolher "Project > Editor" e clicar em "Continue". Dessa forma, essa conta terá permissão para editar qualquer parte do projeto. Pressionaremos o botão "Done" para concluir a criação da conta do Terraform. Na sequência, vamos **criar uma chave para essa conta**. Seguindo o tutorial, vamos selecionar a conta de serviços e acessar a aba "Keys" (chaves) no painel superior. Em seguida, clicando em "Add Key", vamos escolher a opção "Create new key", definir o "Key Type" como JSON e clicar em "Create". O *download* da chave será feito automaticamente em nosso computador e veremos uma mensagem contendo o nome dela. Voltando ao tutorial, antes da seção "Write configuration", temos outro aviso (*warning*). Ele nos informa que ***esse arquivo da chave dá acesso total ao nosso projeto no Google Cloud Platform, então é importante o tratarmos como qualquer outra credencial secreta***, como a senha que usamos para entrar no console do GCP. Ou seja, não é uma boa prática salvar essa chave de acesso em um repositório, por exemplo, pois qualquer pessoa terá acesso ao projeto, se essa chave "vazar". Porém, caso isso aconteça, podemos acessar o menu "IAM & Admin > Service Accounts", entrar na nossa conta e apagar a chave. Depois, criamos outra. Temos a opção de criar várias chaves, só é importante mantermos o controle e a organização delas. Podemos, então, **começar a escrever as configurações do nosso projeto**. Em nosso computador, vamos criar uma pasta chamada "GCP" (abreviação de Google Cloud Platform) e abri-la no Visual Studio Code. Dentro dela, criaremos um arquivo chamado main.tf — um arquivo Terraform. Tudo que formos escrever ficará dentro dele. No tutorial, o início da seção "Write Configuration" explica como criar essa pasta e o arquivo main.tf por comandos no terminal. No caso, optamos pela criação manual. Em seguida, temos um bloco de código de exemplo: terraform { required_providers { google = { source = "hashicorp/google" version = "3.5.0" } } } provider "google" { credentials = file(".json") project = "" region = "us-central1" zone = "us-central1-c" } resource "google_compute_network" "vpc_network" { name = "terraform-network" } Vamos analisar esse trecho, composto por três blocos. De início, temos um bloco terraform referente às configurações que usaremos no projeto do Terraform. Da linha 2 a 6, constam dados do provedor: trata-se do provedor do Google, já com informações da fonte (source) e da versão (version). Da linha 10 a 16, temos o segundo bloco, com configurações desse provedor. A linha 11 contém as credenciais que serão carregadas de um arquivo .json. Na linha 13, precisamos informar o ID do projeto. Nas linhas seguintes, teremos dados relativos à região e à zona — assim como a AWS, o Google trabalha com regiões. Nesse exemplo, temos region = "us-central1" e zone = "us-central1-c", ou seja, estaremos usando o provedor do Google na região central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Das linhas 18 a 20, temos o último bloco, com a opção de criação de um recurso, uma VPC. No momento, não queremos uma VPC, apenas uma máquina virtual. Mais adiante, consultaremos a documentação com esse objetivo. Portanto, vamos copiar apenas os dois primeiros blocos (da linha 1 até a 16) e colá-lo no arquivo main.tf. Feito isso, ainda precisamos configurar dois itens nesse arquivo: **indicar a chave de acesso na linha 11 e definir o ID do projeto na linha 13**. Vamos incluir a chave de acesso no projeto, movendo o arquivo .json para a pasta GCP. Em seguida, daremos uma olhada na estrutura e no conteúdo dessa chave. Primeiramente, ela contém um tipo, que é uma conta de serviço. Depois, temos o ID do projeto e o ID de uma chave privada. Em seguida, consta a chave privada em si, que é bastante longa. Vemos, então, o e-mail do cliente (no caso, da conta de serviço), o ID desse cliente e um link de autorização seguido de um link do *token* para poder acessar as informações. Por fim, há dois certificados, um do provedor e outro do cliente. Voltando ao arquivo main.tf, é necessário alterar a origem das credenciais, na linha 11. Como o nome do arquivo .json é muito extenso, no painel à esquerda vamos clicar com o botão direito do *mouse* sobre ele e renoméa-lo para chave.json. Desse modo, podemos modificar a linha 11 para credentials = file("chave.json"), indicando que as credenciais vêm desse arquivo. Quanto ao ID do projeto (na linha 13), podemos obter essa informação no console do Google Cloud Platform ou no arquivo chave.json, em project_id. No meu caso, a linha 13 ficará project = "alura-348223", lembrando que cada usuário terá um ID diferente. Assim, temos nosso Google Cloud configurado para uso. O próximo passo será **criar a máquina virtual**. No navegador, vamos voltar à página inicial do site do Terraform. Desta vez, no painel superior, acessaremos "Registry" — o registro Terraform. Descendo um pouco a página, temos as opções de *providers*. Vamos clicar em Google Cloud Platform. A princípio, veremos o *overview* do que é o Google Cloud. No topo da página, à direita, acessaremos a **documentação**. Na lateral esquerda, há uma lista extensa de recursos à nossa disposição. Anteriormente no Google Cloud, acionamos o *Compute Engine API*, portanto vamos expandir o tópico "*Compute Engine*" dessa lista. Dentro dele, temos uma série de recursos — estamos buscando por máquinas virtuais, que geralmente têm o nome VM (*virtual machine*) ou *Instance* (instância). No caso, encontraremos o subtópico "google_compute_instance". Clicando em "**google_compute_instance**", descobriremos que se trata de um recurso que gerencia uma instância de uma máquina virtual utilizando o Google Cloud Engine (GCE). Para mais informações, podemos acessar a documentação oficial da API. Aparentemente, este recurso faz exatamente o que precisamos. Mais abaixo nessa página, temos um exemplo de uso. Vamos deixar de lado as primeiras cinco linhas referentes à *service account* e copiar o resto. Colaremos esse trecho ao final do nosso arquivo main.tf: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "default" { name = "test" machine_type = "e2-medium" zone = "us-central1-a" tags = ["foo", "bar"] boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } // Local SSD disk scratch_disk { interface = "SCSI" } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata = { foo = "bar" } metadata_startup_script = "echo hi > /test.txt" service_account { # Google recommends custom service accounts that have cloud-platform scope and permissions granted via IAM Roles. email = google_service_account.default.email scopes = ["cloud-platform"] } } Em seguida, vamos remover as partes que não são necessárias para nós. Na linha 18, temos o recurso "google_compute_instance". Vamos substituir o nome lógico "default" por "PrimeiraVM". Na linha seguinte, podemos alterar o nome que aparecerá no console do Google: em vez de "test", usaremos "PrimeiraVM" também. Em machine_type (tipo de máquina), precisamos tomar um pouco de cuidado. A máquina atual, "e2-medium", não é suportada pelo *free tier*! Então, vamos mudar para "e2-micro", que se enquadra no nível gratuito. Quanto à zona, vamos usar a mesma que especificamos anteriormente: "us-central1-c": # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" # código posterior omitido As tags não são necessárias, podemos removê-las (linha 23). Por outro lado, precisaremos do disco de *boot* (boot_disk), porque é o disco principal do nosso sistema. Na linha 24, temos os parâmetros iniciais: segundo o exemplo, usaremos uma imagem do Debian, na versão 9. Vamos manter desta forma. Em seguida, é oferecido um SSD local: o scratch_disk, um disco para escrever e ler itens temporários. Não precisamos disso e ele não é suportado no *free tier*, então vamos removê-lo (linhas 29 a 32). Agora, na linha 29, temos a interface de rede, necessária para a comunicação. Vamos manter network = "default" e não modificaremos o access_config, para que ele gere um IP público para nossa máquina. Os metadados (linhas 36 a 38) são desnecessários, vamos removê-los. Em seguida, temos o metadata_startup_script. Se quisermos rodar algum comando no momento de criação da nossa máquina, podemos utilizar essa *tag*. Vamos mantê-la e mudar seu valor para "echo oi > /teste.txt". Dessa forma, será escrito "oi" no arquivo teste.txt, no *root*. Por fim, a partir da linha 38, temos um *service account*. Como já configuramos anteriormente o *provider*, essa parte também não é necessária, vamos apagar da linha 38 até a 42. Então, **a segunda parte do arquivo ficará assim**: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata_startup_script = "echo oi > /teste.txt" } Pressionando "Ctrl + S", salvaremos o arquivo. Já podemos **executar essas configurações para verificar se funcionam**. Na barra superior do VS Code, vamos em "Terminal > Novo Terminal". No terminal, vamos checar se estamos na pasta GCP. Uma vez dentro da pasta, executaremos o comando ls para verificar se os arquivos estão conforme o esperado: temos chave.json e main.tf. Tudo em ordem, vamos rodar um clear para limpar o terminal. Então, vamos **executar o comando terraform init** para iniciar todas as configurações do Terrafom, fazer o *download* da infraestrutura do provedor e deixar tudo pronto para a execução. Terminado esse processo, vamos **rodar o terraform apply**. Assim, a ideia é pegar o nosso plano e criar uma *compute instance* chamada PrimeiraVM. No console, podemos verificar todas as configurações dessa instância e, ao final, temos o plano total "Plan: 1 to add, 0 to change, 0 to destroy" (1 para criar, 0 para mudar e 0 para destruir). Para confirmar, digitaremos "yes". Durante essa operação, teremos um erro alegando que o nome "PrimeiraVM" é inválido, pois não podemos usar letras maiúsculas, apenas caracteres no padrão [a-z0-9]. Logo, na linha 19 do arquivo main.tf, vamos alterar para name = "primeiravm" e salvar. Em seguida, executaremos o terraform apply novamente, digitaremos "yes" para confirmar e esperaremos enquanto esse processo é executado. No meu caso, a operação foi rápida, apenas 11 segundos. Mas esse tempo pode variar de acordo com a conexão da internet ou da carga sobre os servidores do Google e assim por diante. Para verificar se a máquina foi devidamente criada, vamos voltar ao console do Google Cloud Platform, no navegador. No menu, vamos em "Compute Engine". Nesta página, há uma tabela com as instâncias de máquina virtual e veremos a "primeiravm". O IP dela está na coluna "External IP". Para acessá-la via SSH, selecionaremos o *checkbox* à esquerda e clicaremos no botão "SSH". Dessa forma, a chave SSH será colocada dentro da nossa máquina virtual, pois não fizemos isso antes. Essa é uma das vantagem do Google sobre a AWS: não precisamos colocar as chaves logo que criamos a máquina, ele faz esse procedimento para nós depois. Após alguns segundos, estaremos na nossa máquina. Vamos executar o comando ls / para ver os arquivos que temos dentro da máquina virtual. Um deles é o teste.txt, vamos abri-lo com cat /teste.text. Veremos o texto "oi" que configuramos anteriormente, ou seja, a instância foi criada e o arquivo .txt foi inserido no *root* da máquina virtual. Pronto, criamos a configuramos uma máquina virtual com o Google Cloud! **E se não quisermos mais essa infraestrutura?** Podemos encerrá-la por meio do comando terraform destroy, que vai **destruir a infraestrutura**. Assim, o plano não terá nada para criar ou modificar e um recurso para destruir. Vamos digitar "yes" para confirmar a ação e a máquina será apagada. No meu caso, esse processo demorou 37 segundos, mas esse tempo pode variar. Dessa forma, a infraestrutura foi destruída. O projeto não foi apagado, apenas removemos a infraestrutura, que podia gerar custos. Agora que vimos tudo isso, vamos elencar as **diferenças entre a máquina virtual que criamos no Google Cloud e uma máquina virtual que geralmente criamos na AWS**. Primeiro, no arquivo main.tf, no bloco terrafom que vai da linha 1 a 8, temos que trocar o nome do provedor, bem como o source. Além disso, o método de utilizar credenciais e fazer *login* no Google e na AWS são diferentes. Na AWS, fazemos o *login* pela linha de comando com aws configure. No Google, usamos credenciais via arquivo. O recurso criado também muda de nome entre esses dois provedores. **Na AWS, temos o EC2 Instance e, no Google, o Google Compute Instance**. São nomes e recursos diferentes e também têm configurações distintas. Por exemplo, na AWS especificamos zonas por VPC, não por máquinas. Ambos, porém, precisam de um nome e de um tipo de maáquina (machine_type). Quanto ao boot_disk, no Google definimos pela imagem. No caso, escolhemos o Debian, versão 9. Na AWS, usamos as AMIs, que são parecidas, porém têm nome diferente. Precisamos saber a AMI correta para cada região. Em questão de rede, na AWS não precisamos configurar uma interface de rede. Ele já vem com uma interface e um IP público por padrão. No Google Cloud, temos que especificar esses elementos. Ademais, temos o metadata_startup_script que determina o que será feito inicialmente, em que inserimos o código entre aspas. Na AWS, esse processo é mais complicado, temos que colocar o end_of_file ou end_of_tape, algo nesse sentido para identificar onde começa e onde termina. De forma geral, **esses provedores são bem próximos em termos de criação**. O Google também fornece uma VPC padrão, que é um jeito que de acessarmos essas máquinas. Por fim, vamos revisar tudo que fizemos nesse vídeo. Criamos um projeto e uma chave de acesso para acessá-lo. Depois, configuramos uma máquina virtual do tipo e2-micro (suportada no *free tier*) e especificamos a zona onde ela ficaria — no *datacenter* central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Determinamos o sistema utilizado na máquina, uma interface de rede e um *script* para rodar na criação da instância. Espero que você tenham gostado. Até o próximo Alura+!

  • DevOps

    Feature Flags e Parallel Change (Deploy vs Release)

    Neste vídeo você vai conhecer Feature Flags e Parallel Change, dois conceitos bem conhecidos do universo DevOps. Se você quiser conhecer mais de DevOps, pode começar pela formação [Primeiros passos em DevOps]( # Transcrição Você sabia que existem diferenças entre *deploy* e *release*? Neste vídeo, falaremos sobre elas, além de comentar práticas aplicáveis em cima dessas distinções. Oi, pessoal. Eu sou Vinicius Dias. Sejam bem-vindos à Alura. Neste Alura+, vamos bater um papo sobre a **diferença entre *deploy* e *release***, bem como discutir certas práticas que podemos aplicar em cima dessas diferenças. Assim, conseguimos obter resultados interessantes na hora de soltar um *release* ou criar um *deploy*. Primeiramente, vamos entender a diferença entre essas duas palavras. ***Deploy*** basicamente é o ato de ter o ambiente e o software já instalados e configurados. Em resumo, é colocar o software em produção — isso é fazer *deploy*. Se você tem o software desenvolvido e testado, já fez o *build*, passou por toda a *pipeline*, mandou para um servidor de homologação e para a produção, então você fez o *deploy*. Já fazer o ***release*** é entregar esse *deploy* para usuários reais. É perfeitamente possível fazer o *deploy* (por exemplo, de um novo *endpoint*) e não o documente, não entregue, não permita acesso pelos usuários. De qualquer forma, esse *endpoint* está em produção, o *deploy* foi feito. Portanto, o *release* é o ato de tornar público e disponível para os usuários. Então, fazer a publicação é gerar uma *release*. Inclusive, é bastante comum ir aumentando o *deploy* por um período para, no final do mês, por exemplo, gerar um só, mandar para a produção e fazer um único *release* de todas as novas funcionalidades. Em outras palavras, se foi gerada uma nova versão, foram escritas notas de versão e foi enviado um e-mail para o cliente expondo as novidades, então fizemos um *release*. Porém, sabemos que, antes disso, já tínhamos feito o *deploy*, pois o ambiente já estava configurado e o software já estava em produção. Então, essa é a diferença entre esses dois termos. Logo, vale notar que, se temos a opção de fazer o *deploy* sem fazer o *release*, ou seja, se é possível ter código em produção que os usuários ainda não vão acessar, podemos adotar algumas práticas interessantes em cima dessa ideia. Por exemplo, **feature toggles** ou **feature flags**. Ao criar uma funcionalidade, ela pode estar em um ponto crítico da aplicação ou modificar diversos trechos do código. Para diminuir os riscos da *release*, faremos o *deploy* adicionando uma expressão condicional if (uma verificação no código) para que a funcionalidade somente seja exibida caso a *feature flag* esteja marcada. Em outras palavras, a *release* será feita apenas se uma checkbox, uma configuração específica esteja ativa. Com as *feature flags*, conseguimos determinar que somente alguns clientes tenham certa funcionalidade ativa; outros clientes, não. É possível que você já tenha lido a respeito dos ***beta testers* ou testadores de novas funcionalidades**. Basicamente, essas pessoas terão as *feature flags* de funcionalidades novas habilitadas antes do resto dos usuários. Já aconteceu de você ter um aplicativo e seu amigo possuir uma funcionalidade nova que você ainda não possui? Isso é feito por meio das *feature flags*. Embora pareça complexo, visto que aplicativos enormes o utilizam, trata-se de um processo relativamente simples de ser implementado. Podemos realmente fazer um único if: se esta *feature flag* estiver ativa para determinado usuário, então libere a funcionalidade. Essa regra de ativação pode ser um simples botão que marcamos e desmarcamos, ou pode seguir outro padrão. Por exemplo, se quisermos liberar a funcionalidade para metade dos clientes, uma opção é habilitar a *feature flag* para os usuários cujo ID é par — se o ID for par, estará habilitada; se for ímpar, desabilitada. Assim, permitimos acesso a 50% dos usuários. Dessa forma, temos o *deploy* de uma funcionalidade, porém o *release* ainda não aconteceu para todos os clientes. Assim, conseguimos **monitorar com mais cuidado, com menos usuários**. Caso exista um problema, ele afetará menos pessoas, de forma que teremos uma *release* mais segura. Já que estamos falando sobre adicionar if e verificar o ID dos usuários, outra técnica bastante interessante e mais relacionada com o código em si é o ***parallel change*** (em português, "mudanças em paralelo"). Esse conceito também pode ser chamado padrão ***expand, migrate and contract***. A seguir, vamos entender o que isso significa. Vamos imaginar que temos uma classe com um método que recebe dois parâmetros de coordenadas, o X e o Y. Então, agimos em cima dessas informações. Por exemplo, em uma planilha no Excel, nas coordenadas X e Y teremos uma célula em que adicionaremos o conteúdo. Em outro par de coordenadas, teremos outra célula e adicionaremos outros dados, e assim em diante. Contudo, ao estudar sobre boas práticas, notamos que em vez de ter dois parâmetros inteiros seria mais adequado ter uma classe nova de coordenadas. Nela, teríamos a validação (se é uma coordenada positiva, por exemplo). Ou seja, queremos modificar a API do nosso código, alterar a interface com a qual lidamos com o código. Para tanto, precisaríamos quebrar o contrato e atualizar diversas partes do código. A ideia de *parallel change* é basicamente inserir novos métodos que recebem um objeto do tipo coordenada por parâmetro em vez desses dois inteiros. No entanto, os métodos que recebem os dois inteiros continuarão existindo. Todo o código que já existia continua funcionando e qualquer código novo que precise chamar esses métodos pode utilizar essa API melhorada. Então, quando adicionamos esses novos métodos, estamos na fase de ***expand*** — expandimos a API, criamos mais código, mais informações. Em seguida, avançamos para a fase de ***migrate***. Vamos migrar o código já existente para passar a utilizar os métodos novos, a nova API. Esse processo pode ser gradual, de forma mais lenta. Por fim, entramos na fase de ***contract***, em que enforçamos o novo contrato. A nível de código, esse procedimento é feito excluindo os métodos antigos que recebem aqueles dois parâmetros inteiros. Com essa abordagem temos algumas **vantagens**. De início, o código já existente não quebrará com essa melhoria do código, tudo continuará funcionando. Ademais, teremos uma API melhorada, com melhores práticas e pronta para ser utilizada por qualquer código novo. Ou seja, há entregas e melhorias contínuas em nosso código. E, por fim, a migração para o código novo pode ser incremental, realizada lentamente, ao longo de várias *releases*. E se fizéssemos *releases* usando o *parallel change*? E se, além de melhorar o código, pudéssemos liberar novas funcionalidades em paralelo? O nome dessa prática pode ser ***blue-green deployment*** ou ***blue-green releases***. Vamos supor que estamos criando um sistema novo ou novas funcionalidades do mesmo sistema. Temos o código atual rodando em um ambiente e faremos o *deploy* dessa nova funcionalidade em outro ambiente. Em seguida, podemos passar a redirecionar usuários para essa versão 2. Caso ocorra algum problema, basta redicioná-los de volta para o código anterior que continua funcionando. Inclusive, temos a opção combinar os conceitos de *blue-green deployment* com *feature toggles*. Por exemplo, podemos direcionar 20% dos usuários para o código novo e 80% para a versão antiga. Conforme o monitoramento, aumentamos o número de usuários na nova versão. Então, esse é o conceito de *blue-green deployment*. De forma incremental, conseguimos fazer com que os usuários utilizem a nova versão. Ou seja, realizamos um *release* incremental, de forma mais lenta. Já a ideia de *feature flag* é mais de baixo nível, no próprio código. Já o *blue-green deployment* refere-se ao sistema inteiro. São duas bases de códigos diferentes. O fato de conseguirmos separar conceitualmente *deploy* e *release* nos fornece ferramentas interessantes para tornar todo nosso ambiente de desenvolvimento e de operações mais seguro e mais tranquilo para se trabalhar.

  • Back-end

    Como usar ChatGPT para Gestão Ágil

    Neste Alura+, Daniela Soares, monitora na Alura, explica como utilizar a inteligência artificial do ChatGPT para **impulsionar a gestão ágil** em sua organização. Por meio dessa poderosa ferramenta, você aprenderá passo a passo como analisar dados para: * Construir personas; * Analisar ciclo de vida do produto. Você conhecerá como extrair informações valiosas dos dados disponíveis para criar personas detalhadas, que representem os diferentes perfis de consumidores. Com a ajuda do ChatGPT, você pode interpretar os dados de forma mais eficiente e identificar áreas de melhoria para impulsionar a experiência do cliente, além de descobrir como o ChatGPT pode ajudar na análise do ciclo de vida do seu produto! Bateu a curiosidade? Ao longo deste vídeo, você aprenderá a aplicar o ChatGPT para impulsionar a gestão ágil, transformando dados em insights. E para você se aprofundar no tema, confira: * [Artigo ChatGPT: o que é, como usar e dicas de comandos para o dia a dia]( * [Artigo Quais são os 4 tipos de aprendizagem na IA, algoritmos e usos no dia a dia]( * [Curso ChatGPT: otimizando a qualidade dos resultados]( # Transcrição É comum que, navegando na internet, nos deparemos com manchetes como esta: > **"Conheça as 10 profissões que serão substituídas pela inteligência artificial."** É um título um tanto dramático, não? Será que esse receio tem fundamento? Faz sentido construir um título dessa forma? É pensando em questões como essa que vamos explorar como o **ChatGPT** pode nos auxiliar nas **funções de gestão ágil** das pessoas que atuam como gerentes ágeis ou com agilidade de forma geral. Quando falamos de inteligência artificial, precisamos compreender um ponto: assim como outros avanços tecnológicos e inovações, a IA serve como **complemento às nossas funções e tarefas**, principalmente aquelas que podem ser **automatizadas**. Dessa forma, economizamos esforço humano em atividades repetitivas, tornando nossa experiência profissional mais gratificante. Vamos explorar como utilizar o ChatGPT como um **potencial colaborador** para nossas funções. Vamos ver como podemos construir uma *persona* e também avaliar o ciclo de vida de um produto. Para quem não sabe o que é ou nunca utilizou o ChatGPT,, não há problema. Disponibilizaremos vários conteúdos na descrição do vídeo para acesso posterior. Estamos utilizando a versão **3.5** do ChatGPT, que é gratuita. Um detalhe importante: **não compartilhe informações sensíveis com o GPT**. Utilizaremos dados fictícios para demonstrar o processo de construção da *persona*. Mas por que criar a *persona* é importante para a gestão ágil? Porque a *persona*, essa representação ideal do cliente, nos ajuda a compreender e **atender às necessidades dos clientes**. ## Construindo personas no ChatGPT Vamos começar perguntando ao ChatGPT o que é uma *persona*. A resposta é que uma *persona* é uma representação fictícia de um público-alvo ou de um cliente ideal. Ele fornece uma resposta bastante extensa. Em seguida, forneceremos algumas informações sobre o papel que ocupamos na equipe e o tipo de serviço ou produto que oferecemos. Por exemplo, escreveremos: > "Sou um gerente ágil e estou trabalhando com um aplicativo de *e-learning* para pessoas que desejam aprimorar seu currículo de forma flexível". O ChatGPT pode demorar um pouco para responder, pois é a versão gratuita. Ele sugere que definamos nossas *personas* criando personagens que representem nossos usuários-alvo e estabelecendo a história dos usuários. Não é exatamente o que gostaríamos que ele respondesse, mas deixamos que ele termine a resposta. Informaremos que temos **dados sobre os usuários do aplicativo** e pedimos que ele sugira algumas *personas* com base nesses dados. Após enviar os dados fictícios, ele começa a analisar informações como **idade**, **interesses** e **formação acadêmica**. Ele faz um resumo e, em seguida, pedimos que ele identifique **padrões nos dados fornecidos**. A resposta inclui **relação entre tecnologia e áreas de interesse**, **diversidade de formações acadêmicas**, **conexão entre interesses** e **objetivos profissionais**, e variedade de hobbies. Após esse processo, pedimos que ele sugira algumas *personas* que poderíamos construir a partir desses dados. Ele sugere cinco *personas*: > **Amanda**, a designer inovadora; > > **Lucas**, o desenvolvedor ágil; > > **Gabriela**, a gerente de projetos de TI; > > **Rafael**, o especialista em inteligência artificial; > > **Carolina**, a profissional de marketing digital. Pedimos que ele refaça as sugestões para ver se há variações. Ele modifica algumas informações, sugerindo, por exemplo, a *persona* Beatriz, a *Tech Enthusiast* (entusiasta de tecnologia), que não havíamos mencionado. É importante **não confiar 100% no GPT**, mas sim aloinhar o que você já conhece da sua profissão com o que ele pode te ajudar no dia a dia. Voltamos à resposta inicial e escolhemos a *persona* **Lucas, o desenvolvedor ágil**, para explorar mais. Ele detalha motivações, desafios e objetivos do Lucas com o aplicativo. Por exemplo, Lucas é **apaixonado por tecnologia** e tem **forte interesse em métodos ágeis**. Ele pode enfrentar desafios ao implementar práticas ágeis em sua equipe ou organização. O ChatGPT retorna inclusive recomendações para o aplicativo de e-learning, algo que não solicitamos. Pedimos que ele refaça as sugestões de *personas* com base em critérios estabelecidos: **aprimorar habilidades**, **rotinas saudáveis de estudo** e **sentir-se representado**. Com base nesses critérios, ele sugere novas *personas*: > **Sofia**, a jovem profissional ambiciosa; > > **Matheus**, o estudante determinado; > > **Carla**, a profissional em transição de carreira; > > **André**, o empreendedor criativo; > > **Isabela**, a profissional multitarefa. Pedimos que ele organize as sugestões em **ordem de prioridade** considerando os critérios que citamos anteriormente, algo que não alterará muito a configuração. Utilizamos um comando de texto para o ChatGPT, mas se tivermos uma **tabela no Excel**, podemos copiar todo o conteúdo e colar no GPT. ## Ciclo de vida de um produto Após a construção da *persona*, analisamos o **ciclo de vida de um produto**, utilizando o mesmo aplicativo de *e-learning*. Perguntamos ao ChatGPT o que é ciclo de vida do produto. Ele explica que é uma representação dos estágios pelos quais um produto passa desde a introdução no mercado até a retirada. Os estágios são: **introdução**, **crescimento**, **maturidade** e **declínio**. É importante que uma pessoa que trabalha com gestão ágil saiba identificar o ciclo de vida do produto em que está inserida para pensar **estratégias e investimentos adequados** para a fase em que o produto se encontra. Nesse caso, identificamos que estamos com **crescimento de assinaturas**, **forte concorrência** e **lucro crescente.** Com base nessas informações, o ChatGPT analisa e identifica que estamos no **início do estágio de crescimento** ou no **ponto intermediário**. Perguntamos quais **estratégias** podemos utilizar na fase de crescimento. Ele sugere **marketing intensivo**, **expansão para novos mercados**, **melhoria contínua do produto**, **aumento da oferta de valor**, **parcerias estratégicas**, **monitoramento dos concorrentes** e **fortalecimento do relacionamento com os usuários**. Após conferir as estratégias, pedimos que ele organize de acordo com critérios anteriores. > Critério 1: **aprimorar habilidades** > > Critério 2: **rotinas saudáveis de estudo** > > Critério 3: **sentir-se representado** Como retorno, ele organiza os critérios e as estratégias que fazem parte desse critério. Vamos pedir para que as estratégias sejam organizadas em uma tabela. | Critério | Estratégias | |------------------------------------------|-------------------------------------------------| | Critério 1: Aprimorar habilidades | - Melhoria contínua do produto | | | - Expansão para novos mercados | | Critério 2: Rotinas saudáveis de estudo | - Fortalecimento do relacionamento com os usuários | | | - Aumento da oferta de valor | | Critério 3: Sentir-se representado | - Parcerias estratégicas | | | - Marketing intensivo | ## Impacto das IAs na gestão ágil Após utilizar o ChatGPT para **analisar dados**, seja para criar uma *persona* ou identificar o ciclo de vida do produto, podemos nos perguntar como a IA impactará nosso trabalho como gerentes ágeis. O ChatGPT, assim como outras IAs, pode colaborar com nossas funções na gestão ágil, economizando tempo na busca de informações e tornando a tomada de decisões mais eficiente, possibilitando entregar mais valor aos clientes e *stakeholders*. Assim como o Trello, Jira ou Notion, o ChatGPT pode fazer parte do nosso dia a dia e auxiliar nas funções e tarefas como gestores ágeis. Além da análise de dados, o GPT e outras IAs podem auxiliar na melhoria contínua do produto ou serviço e no gerenciamento do projeto. Se ainda não utilizao GPT, você pode replicar os casos apresentados aqui com dados fictícios e conferir as respostas. Sinta-se à vontade para compartilhar ideias e expectativas sobre inteligência artificial no Discord Alura e conectar-se com outros alunos e alunas. Nos vemos em breve!

  • Gestão & Negócios

    Como se apresentar no mundo virtual

    Neste vídeo você irá aprender as diferenças de uma apresentação presencial para uma virtual e como adaptar sua fala. Descubra quais são os principais pontos de atenção e como superá-los.# TranscriçãoOlá, pessoal! Eu sou o professor Sérgio Carvalho e hoje falaremos sobre um assunto importantíssimo: **como se apresentar no mundo virtual**.Nos últimos tempos tivemos uma maior necessidade – muita gente já era acostumada a fazer reuniões, apresentações, palestras utilizando meios digitais. Mas, com certeza, nesse momento isso foi exigido em um nível maior.Será que existe diferença entre uma apresentação presencial e uma apresentação virtual? Se existe, como fazer para extrair o melhor da nossa fala em uma apresentação virtual?## Variáveis para uma boa apresentação* Chave* Preparação* Sentimento* TécnicaComeçando pela base: a base para uma boa apresentação virtual é a mesma. Independentemente de ser presencial ou virtual. Ela envolve alguns aspectos específicos, ou melhor, pilares para ter sucesso. O primeiro desses pilares é a chave para uma comunicação eficaz, que se resume a mudar o foco de si mesmo para colocar o foco no público. Em outras palavras, é preciso pensar em quem vai receber a mensagem, se a mensagem é adequada para essa pessoa, se o formato é adequado e se está claro para ela.Dessa forma, se a pessoa que está ouvindo não compreender a mensagem, a apresentação não será eficaz. Logo, é fundamental ter cuidado ao direcionar a mensagem.Além disso, a preparação adequada torna-se essencial. Essa preparação envolve a criação de um roteiro, uma estruturação em tópicos e treinamentos para qualquer alteração necessária antes da apresentação. No momento em que estivermos falando, devemos transmitir verdade, energia e motivação, passar confiança naquilo que estamos falando.A melhor maneira de transmitir o sentimento de confiança é acreditando no que dizemos. Mas, como fazemos isso? Estudando e dominando bem o assunto e acreditando que essa é uma informação importante para a pessoa que vai ouvir.Por fim, a técnica é o último ponto nessa caminhada para uma boa apresentação. Ainda que seja importante, ela serve para aprimorar os aspectos anteriores. Então, para determinar qual é a velocidade adequada para falar, se devemos utilizar recursos visuais ou não, tudo isso é técnica e funcionará bem, desde que os outros três pilares estejam alinhados.## Apresentações presenciaisEm apresentações presenciais, a grande vantagem é a **interação** e o **feedback** ao vivo das pessoas. Se estiver falando para um público de 15, 20, 100 ou mil pessoas, poderá ver a reação delas ao que é dito.Então, se contar uma piada, poderá ver se funcionou ou não. Caso perceba que as pessoas estão perdendo o foco, poderá fazer pausas ou mudanças na apresentação, como pedir para que todas as pessoas se levantem. Esses feedbacks instantâneos são fundamentais em uma apresentação presencial, pois permitem ajustes e correções para garantir que a apresentação seja bem-sucedida.## Apresentações virtuaisPor outro lado, nas apresentações virtuais, não temos o feedback e a interação imediata das pessoas. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados importantes e utilizar algumas ferramentas para contornar essa situação. A primeira delas é o uso de recursos visuais.Imagine que, em uma apresentação virtual, se a pessoa só estiver falando, sem apresentação visual, isso pode ser um erro. Não temos como garantir que a internet da pessoa está funcionando bem. A sua pode estar, mas a da pessoa que está assistindo pode não estar. Pode ocorrer instabilidades como cortes na conexão e problemas de áudio que prejudicam a compreensão. Muitas vezes, alguma pessoa pode estar num ambiente com barulho, o que também prejudica a participação.Para melhorar o envolvimento e o engajamento das pessoas, que tal utilizar **recursos visuais**? Você pode, por exemplo, utilizar uma apresentação, inserir músicas, vídeos, ou seja, tudo que possibilite tornar a apresentação mais dinâmica e interessante para a pessoa, mesmo que ela esteja à distância ou tenha distrações, como mexer no celular, por exemplo.A utilização de recursos visuais é sempre muito importante em apresentações virtuais.Outra sugestão é a interação com **aplicativos**. Embora você não possa interagir pessoalmente como faria num encontro presencial, existem muitas ferramentas que permitem chamar a atenção e encorajar a participação das pessoas no ambiente virtual. Você pode utilizar ferramentas de questionários, pesquisas e concursos, por exemplo.No geral, é fundamental incentivar a participação do público em suas apresentações. Embora às vezes seja possível fazer uma apresentação sem interação, caso sua apresentação seja mais longa (por exemplo, mais de 40 minutos), é recomendado que as pessoas participem. Se você está fazendo uma apresentação virtual, procure por aplicativos interativos, que possam trazer um interesse maior para o público.Além disso, também é fundamental a **fala constante**. Enquanto no ambiente presencial você pode usar o silêncio de forma interessante para adicionar drama ou suspense à sua fala, no ambiente virtual isso pode ser problemático.Isso porque, sem a garantia de que as pessoas estão ouvindo bem, ou que a internet está estável, usar o silêncio pode ser prejudicial. Não estou sugerindo que fale sem parar, mas utilizar o silêncio como uma ferramenta de comunicação não verbal, como no presencial, não funcionará tão bem no virtual.Então, aqui vão algumas dicas para uma boa apresentação virtual:* Utilize recursos visuais para tornar a apresentação mais dinâmica;* Incentive a interação do público com o uso de aplicativos;* Mantenha a fala constante.## Preparação* Posicionamento* Luz* Fundo* ÁudioA preparação prévia também é fundamental. Certifique-se de que você está posicionado corretamente em frente à câmera. Isso é algo que você deve testar antes, abrindo o vídeo, se posicionando, verificando se está adequado, com uma postura e roupas adequadas. A iluminação também é um ponto importante. Lembre-se de que a luz deve estar sempre à sua frente para que você fique bem iluminado. Se a luz estiver atrás de você, as pessoas verão apenas um borrão devido ao excesso de luz.Então, tenha cuidado com isso. A luz deve sempre ser posicionada à sua frente ou à sua lateral. Quanto ao fundo, ele está adequado? Será que há bagunça? Há algo que não deveria estar ali no contexto da apresentação? Por isso, é importante testar o seu posicionamento, a iluminação, e o fundo antes da apresentação.Contudo, aquilo que eu considero como o mais importante é o áudio. Não há nada mais desagradável do que estar numa reunião, numa apresentação, numa aula e o áudio da pessoa que está falando não funcionar bem. O áudio realmente é o que conduz a apresentação. Você pode até utilizar um slide, e isso vai ajudar, mas é a fala que conduz. Se o áudio não estiver adequado, você terá um grande problema.Então, se você tiver que priorizar algo, é melhor ter um áudio 100% funcionando. Isso garante que a pessoa está prestando atenção, está ouvindo bem, o conteúdo está fluindo bem e, por consequência, ela pode acompanhar, ainda que a sua imagem não esteja perfeita.Se você não tem um microfone profissional, utilize fones de ouvido, pois geralmente o captador de som direto do seu computador ou do celular não é tão bom. Com o fone é mais fácil ouvir as outras pessoas e também o microfone fica mais próximo de você, tornando o áudio mais direcionado. Isso também pode ajudar a evitar ruídos e outras interferências sonoras.Com certeza, com essa preparação prévia, mais os elementos específicos de uma apresentação virtual seja uma entrevista, uma apresentação formal, uma reunião, um levantamento de dados que você está mostrando para alguém, isso vai fazer com que a sua apresentação se torne muito melhor.Desta forma, você terá uma apresentação profissional, o que é fundamental, não só para o seu crescimento pessoal, mas também para o seu crescimento profissional.Eu fico por aqui. Até a próxima. Tchau!

  • Gestão & Negócios

    Como criar persona

    Sabemos que para uma estratégia de marketing trazer bons resultados, ela precisa ser desenvolvida para atender os interesses das pessoas. Mas como vamos saber quem são essas pessoas? Nesse Alura+ você vai conhecer sobre a Persona, uma estratégia importante que nos ajuda a traçar o perfil do cliente ideal. Aprenderemos a definição, como criar e como utilizá-la de forma assertiva. Vamos lá? # Transcrição ## Introdução ao Conceito de Persona Imaginemos a seguinte situação: é aniversário de alguém especial, alguém que conhecemos bem, e compramos um presente para essa pessoa. Mas não é qualquer presente; é exatamente aquilo que ela tanto desejava ter. Se dissermos que isso tem tudo a ver com uma importante estratégia do marketing digital, e é sobre ela que vamos falar neste vídeo de Alura Mais, já ouvimos falar sobre persona? Sabemos como criar uma para nossa empresa, para nossa marca? Neste vídeo, aprenderemos como criar uma persona. Vamos explorar suas definições, como criar uma persona, como usar essa estratégia e também elaborar um modelo de pesquisa. ## Boas-vindas e Objetivos do Vídeo Sejam muito bem-vindos. Sou Amandha Moreira, instrutora no canal de marketing da Alura, e vamos aprender juntos como elaborar essa estratégia tão especial dentro do marketing. Vamos seguir adiante! ## Definição de Persona A definição de persona: afinal, o que é persona? É a representação de um cliente ideal, descoberta com base em dados qualitativos e quantitativos, através de pesquisas de mercado, concorrentes e até de clientes que já existem. Costumamos dizer que persona é a exemplificação do comprador perfeito. Ela utiliza dados de comportamento, estilo de vida e características desses clientes para transformar isso em uma história, algo mais fácil de ser compreendido, focado no nosso alvo. A persona nos ajuda a humanizar nosso negócio aos olhos dos clientes, fazendo com que eles se sintam em um lugar confiável e oferecendo algo além dos nossos serviços. Esse cliente precisa ter uma identificação pessoal com nossa empresa, marca ou negócio e se sentir valorizado. Persona está intimamente ligada à personalização, e ao longo deste vídeo, entenderemos exatamente do que estamos falando. ## Diferença entre Persona e Público-Alvo Para as definições de persona, vamos compreender as determinações para saber qual é nosso público-alvo e como ele se comporta. Já que mencionamos público-alvo, precisamos entender a diferença entre persona e público-alvo, pois sim, há diferença. Vamos identificar isso juntos. O público-alvo, como o nome sugere, é amplo, é público. No conjunto macro, essas informações de forma coletiva estão muito mais atreladas a um perfil mais generalizado. ## Exemplos de Público-Alvo e Persona Vamos seguir com um exemplo. Nos dados de pesquisa para público-alvo, identificamos um gênero: mulher, faixa etária de 20 a 30 anos, brasileira, classe média, graduada e com renda mensal de 5 mil. Já a persona, como vimos, é a representação do cliente ideal, apresentando dados além dos geográficos e sociodemográficos. Persona é mais humanizada, mais específica. Ela possui todas as características que nosso cliente tem. Persona tem nome. Diferente do público-alvo, compomos aqui algumas pesquisas e perguntas muito mais específicas para conhecer melhor nosso cliente ideal. Algumas perguntas incluem desejos, medos, objetivos, hobbies, interesses, relação familiar e faixa salarial. Vamos seguir um exemplo, assim como fizemos com o público-alvo, para identificar essa diferença. Esta é Joana. Ela tem 30 anos, mora em São Paulo, é formada em comunicação e marketing. Trabalha de forma autônoma como social media e busca recolocação no mercado de trabalho como CLT. Seu gênero musical preferido é jazz, toca violão e deseja fazer uma viagem internacional para New Orleans. Percebem a diferença na quantidade de informações, muito mais específicas, que compomos em uma pesquisa de persona, em contraste com o público-alvo, que trata de informações mais generalizadas? ## Dicas para Criar uma Persona Já que identificamos a diferença entre público-alvo e persona, vamos seguir para a criação da persona. Vamos compartilhar três dicas preciosas. A primeira é conhecer nosso público. Lembram da analogia do presente que compramos para alguém que conhecemos bem? Quando conhecemos cada detalhe do nosso cliente, fica muito mais fácil oferecer uma solução que realmente faça sentido para ele. A segunda dica é a comunicação assertiva. Precisamos acessar a mente do cliente, identificar seus desejos, o que ele está pensando, e entender como passar essa mensagem. A palavra-chave é conexão. A terceira dica é a identificação e representatividade. Como mencionamos nas definições, nosso cliente precisa se sentir representado e conectado conosco. Ofereça valor, venda uma versão melhor dele mesmo. Segue aqui uma frase que pode fazer bastante sentido: "Você é a personificação da melhor versão dele." O que queremos dizer com isso? Precisamos entender onde nossos clientes estão, para onde gostariam de ir e onde entramos nisso tudo. Precisamos ajudá-los a chegar onde tanto desejam. Compreendeu? Vamos seguir para o próximo tópico. ## Tipos de Persona Existem alguns tipos de persona. Sim, existem alguns, e aqui vamos falar sobre dois específicos, pois são os que mais utilizamos. Tipos de persona: *buyer persona* (persona compradora). Na tradução do inglês, é quem compra, também conhecido como persona de usuário, que é nosso comprador ideal. Em termos mais técnicos, utilizamos o personagem semificcional baseado em nossas pesquisas. O segundo tipo de persona é o *brand persona* (persona de marca), que representa nossa marca, identidade, valores e objetivos. É uma estratégia criada pensando em um ou mais personagens que estabelecem uma conexão, um laço, uma fidelidade com nosso público e clientes. Fazendo algumas perguntas básicas para identificar o que é *buyer persona*, a primeira é: quem é você? Nessa pergunta, vamos entender quais são as características físicas e emocionais desse cliente ideal. ## Criação de Buyer Persona e Brand Persona Qual é o objetivo do cliente? O que ele deseja alcançar? Precisamos entender quais são as principais barreiras que impedem esse alcance e como podemos ajudar a solucioná-las. Vamos seguir para as perguntas básicas para um *brand persona* (persona de marca)? A primeira é a identidade da marca. Um exemplo importante é o logotipo, a identificação visual da empresa. A segunda é o estilo de linguagem. Anteriormente, discutimos a comunicação assertiva, que é essencial aqui. Precisamos saber como nos comunicar e para quem estamos nos comunicando. A terceira é a abordagem focada em atrair o cliente. ## Exemplos de Brand Persona: Magalu Falando sobre *brand persona*, entendemos que uma persona não precisa ser apenas o consumidor ou a audiência; pode ser a própria empresa. A ideia é humanizar a marca, criando um perfil que represente os valores e a visão da companhia. Um exemplo conhecido é a Magalu, a *brand persona* da Magazine Luiza. Vamos aprender com a Magalu o que ela pode nos ensinar sobre uma *brand persona*. Para quem não conhece, Luiza Trajano é a idealizadora da Magazine Luiza. Vamos explorar como a Magalu foi construída. A Magalu foi a primeira influenciadora virtual do Brasil, criada em 2003, com o objetivo de humanizar a experiência de compra no comércio eletrônico da Magazine Luiza. Pedro Alvim, gerente sênior de conteúdo das redes sociais da empresa, explica que a experiência de compra era fria e as pessoas tinham receio de inserir seus dados bancários no site. A Magalu surgiu para humanizar essa experiência e levar o atendimento da empresa para o ambiente online. Entendendo o objetivo da criação dessa *brand persona*, vamos identificar suas características mais marcantes. A Magalu foi projetada para humanizar a relação da Magazine Luiza com seus clientes, aproximando-os e encantando-os. Como relatado por Pedro Alvim, a Magalu foi criada para gerar confiança, permitindo que os clientes se sentissem seguros ao inserir seus dados bancários. A Magalu está intimamente ligada à personificação. ## Metodologia de Criação de Persona Agora que compreendemos o que é uma *buyer persona* (persona compradora) e uma *brand persona*, vamos seguir para a metodologia de criação. A criação de persona é um processo que resulta de pesquisa, análise e construção. Vamos resumir como isso é feito: coleta de dados, realização de pesquisas, análise dos dados, estruturação da persona e compartilhamento com a equipe específica. ## Modelo de Pesquisa para Criação de Persona Vamos elaborar um modelo de pesquisa. Trouxemos um exemplo, mas é importante destacar que existem outros modelos disponíveis. Com o tempo, será possível identificar o tipo de pergunta e pesquisa necessários para elaborar a persona. O objetivo é gerar perguntas que façam sentido para a marca ou produto, complementando com os resultados das conversas com possíveis compradores. A pesquisa deve fornecer o máximo de informações para criar uma estratégia mais completa. No exemplo de pesquisa, coletamos informações específicas como idade, local de residência, local de trabalho e cargo. Perguntamos sobre a educação e personalidade dos clientes. A primeira pergunta é sobre objetivos: quais são seus valores e metas? Sobre a rotina, perguntamos o que o cliente faz no dia a dia e o que consome. Sobre desejos, perguntamos qual é o maior sonho e interesses pessoais, identificando as marcas que mais utiliza. Não podemos esquecer de identificar as dores, frustrações e dificuldades do cliente para ajudá-lo. Perguntamos como nosso negócio ou produto pode impactar sua vida. Este é um modelo de pesquisa para ter uma ideia de como elaborar a pesquisa. Existem outros modelos, e é importante pesquisar e adaptar ao tipo de pergunta necessária para o nicho de negócio. ## Conclusão e Recapitulação Vamos recapitular o que aprendemos neste vídeo: definições de persona, diferenças entre público-alvo e persona, dicas de criação, tipos de persona, metodologia e um modelo de pesquisa. Espero ter contribuído sobre como criar uma persona, suas definições e como utilizar essa estratégia no negócio. Espero encontrá-los em uma próxima aula na Alura. Até breve!

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