Make IA: o que é, como criar agentes e automatizar tudo sem código
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Autor(a)
Fabrício Carraro é formado em Engenharia da Computação pela UNICAMP e pós-graduado em Data Analytics & Machine Learning pela FIAP. Atualmente, mora na Espanha.
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Você já deve entender o poder de um agente de IA: um sistema autônomo capaz de executar tarefas, tomar decisões e interagir com o mundo digital para atingir um objetivo.
A pergunta que fica para você é: como EU posso construir um desses? Preciso ser uma pessoa especialista em programação e ter conhecimento profundo de APIs para criar meus próprios agentes automatizados?
A resposta é não.
Ferramentas como a Make surgiram para democratizar a criação de fluxos automatizados e agentes de IA, colocando o poder da automação inteligente nas mãos de qualquer pessoa, independentemente do seu nível técnico.
Este guia foi desenhado para ser seu primeiro contato com a Make.
Vamos explorar o que é essa plataforma, para que ela serve, seus planos, benefícios e, o mais importante, vamos te guiar em um passo a passo prático para você construir sua primeira automação inteligente hoje mesmo.
Make (anteriormente conhecida como Integromat) é uma plataforma visual de automação que permite conectar diferentes aplicativos e serviços online para criar fluxos automatizados.
Pense nela como uma espécie de "cola" digital que faz suas ferramentas conversarem entre si e trabalharem juntas, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
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O grande diferencial da Make é sua interface "no-code", totalmente visual e baseada em um sistema de arrastar e soltar.
Você não escreve código; você desenha o fluxo da sua automação, conectando módulos que representam ações em diferentes aplicativos.
E assim, quando falamos em "Make IA", estamos nos referindo à capacidade da plataforma de integrar módulos de inteligência artificial diretamente nesses fluxos.
Isso significa que suas automações podem ir além de simples transferências de dados, podendo tomar decisões, classificar informações, gerar textos e muito mais, transformando um simples fluxo em um verdadeiro agente de IA.

A Make serve para eliminar tarefas manuais e repetitivas, otimizar processos e aumentar a eficiência operacional em praticamente qualquer área de um negócio ou projeto pessoal.
Ela é a ponte que conecta o mundo das APIs com o usuário final, sem a necessidade de um intermediário técnico.
Com a Make, você pode:
E aproveitando antes de avançarmos no assunto, não é de hoje que aqui pela Alura falamos da importância que os Agentes de IA vão desempenhar no futuro das carreiras de tecnologia.
No nosso canal do YouTube, inclusive, você encontra uma série de vídeos da imersão de Agentes de IA que rolou por aqui, caso queira se aprofundar ainda mais no tema:
Ao adotar a Make como uma de suas ferramentas de IA e de automação você traz uma série de vantagens que impulsionam a transformação digital de qualquer projeto ou empresa.
A Make opera com um modelo de preços "freemium", o que a torna muito acessível para começar.
O faturamento é baseado em "créditos" (anteriormente chamados de "operações").
Cada ação que um módulo executa no seu fluxo (ler um e-mail, adicionar uma linha na planilha, etc.) geralmente consome um crédito.
Aqui está um resumo dos planos:
Importante: Os preços dos planos pagos escalam de acordo com a quantidade de créditos que você precisa por mês, onde é possível inclusive, comprar mais créditos de uso dentro do mesmo ciclo de faturamento.
Agora vamos criar um cenário prático do zero.
Nosso objetivo será construir um fluxo que captura novos leads de um formulário do Google Forms, salva as informações no Google Sheets e envia uma notificação personalizada para um canal do Slack.
Após criar sua conta na Make, você será direcionado para o dashboard. Clique em "Create a new scenario" no canto superior direito. Você verá uma tela em branco com um grande botão de "+". Este é o seu canvas.

Todo cenário começa com um gatilho (trigger), que é o evento que inicia a automação.

Agora que o gatilho está configurado, vamos adicionar a ação de salvar os dados na planilha.
Para finalizar, vamos enviar uma notificação no Slack.
Pronto! Agora, ative seu cenário no botão no canto inferior esquerdo. Toda vez que alguém preencher o formulário, este fluxo será executado automaticamente.
O que fizemos até agora foi uma automação de tarefas. Para transformá-la em um agente inteligente, precisamos adicionar um cérebro. Imagine que no nosso formulário, temos um campo de "Mensagem".
Queremos que nosso agente analise essa mensagem e, se o lead parecer muito promissor, envie a notificação para um canal “#leads-quentes” no Slack; caso contrário, para o canal “#leads-gerais“.
Para isso, podemos adicionar um módulo de IA:
"Analise a seguinte mensagem de um lead: '[Mensagem do Google Forms]'. Com base no texto, classifique o interesse do lead como 'Alto' ou 'Normal'. Responda apenas com uma dessas duas palavras."
Com isso, seu fluxo deixou de ser uma simples automação e se tornou um agente que toma decisões.
A versatilidade da Make é comprovada por empresas inovadoras ao redor do mundo.
Esses casos mostram que a automação visual não é apenas para tarefas simples, mas uma poderosa alavanca para a melhoria de processos em escala.
Você acaba de descobrir o poder da Make, uma plataforma que coloca a automação inteligente ao alcance de todos.
Aprendeu a criar fluxos automatizados e até a transformá-los em agentes simples com a ajuda da IA, tudo isso sem tocar em uma linha de código.
Dominar ferramentas como a Make é um passo fundamental para otimizar seu trabalho e se destacar em um mercado que valoriza a eficiência operacional.
No entanto, para se tornar um profissional que não apenas usa essas ferramentas, mas que também entende os princípios da inteligência artificial que as potencializam, é preciso uma base de conhecimento sólida.
É por isso que a Alura desenvolveu as Carreiras. Em vez de cursos isolados, elas oferecem um caminho estruturado e completo.
Para quem deseja ir além e entender como a IA funciona por baixo dos panos, a Carreira de Engenharia de IA é a jornada ideal, te preparando para construir e implementar soluções que alimentam ferramentas como a Make.
Não. A grande vantagem da Make é ser uma plataforma "no-code". Você constrói suas automações em uma interface visual, arrastando e conectando módulos que representam ações. Nenhum conhecimento de programação é necessário para começar, embora uma boa noção de lógica ajude a criar fluxos mais complexos e eficientes.
Na Make, um "crédito" é a unidade de medida para as ações. Cada tarefa que um módulo executa dentro do seu fluxo — como ler um e-mail, adicionar uma linha a uma planilha ou enviar uma mensagem no Slack — geralmente consome um crédito. O plano gratuito é uma ótima maneira de começar, oferecendo 1.000 créditos por mês, o que é suficiente para testar a plataforma e manter algumas automações simples rodando.
Uma automação simples executa uma sequência de tarefas predefinidas (se A acontecer, faça B e depois C). Um agente de IA, por sua vez, adiciona um "cérebro" a esse fluxo. Ele usa um módulo de inteligência artificial (como o do ChatGPT) para analisar informações e tomar decisões no meio do processo, podendo seguir caminhos diferentes com base nessa análise (se A acontecer, analise e, dependendo do resultado, faça B ou faça C).
A Make possui uma biblioteca com mais de 3.000 aplicativos populares com integrações pré-construídas, o que cobre a grande maioria das ferramentas de mercado. Além disso, se um aplicativo que você usa tiver uma API pública, é possível criar uma conexão personalizada, tornando a plataforma extremamente flexível e extensível.
Um "cenário" é o nome que a Make dá para um fluxo de trabalho visual que você constrói. Pense nele como a "receita" ou o "mapa" da sua automação. É no cenário que você define o gatilho inicial e conecta todos os módulos que executarão as ações na ordem desejada.
Sim, é uma excelente porta de entrada. Por ser uma plataforma visual, ela torna o conceito de automação e integração de APIs muito mais tangível e fácil de aprender. Enquanto automações simples são fáceis de construir, a criação de agentes mais complexos exige um bom planejamento e pensamento lógico, o que acaba sendo um ótimo exercício para desenvolver habilidades de resolução de problemas.