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Pontos-chave:
Em fevereiro de 2025, Andrej Karpathy — cofundador da OpenAI — descreveu em uma publicação a experiência de criar software conversando com a Inteligência Artificial como se conversasse com um colega de equipe.
O termo que usou para isso, vibe coding, saiu dos fóruns especializados para entrar em dicionários em menos de um ano.
A adoção de ferramentas de IA no desenvolvimento de software acompanhou essa velocidade: 84% das pessoas desenvolvedoras já usam ou planejam usar ferramentas de IA no fluxo de trabalho, segundo a “Stack Overflow Developer Survey 2025”, baseada em mais de 49.000 respostas de 177 países.
Mas há uma distinção importante que o mercado frequentemente ignora: usar IA para programar não é a mesma coisa que vibe coding, e entender essa diferença é o que define como as empresas devem adotar essa abordagem.
Continue acompanhando este artigo para entender o que é vibe coding, como ele se diferencia de outras abordagens, quais ferramentas usar e como introduzir essa prática nas organizações com responsabilidade.
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Para entender o vibe coding e seu significado, podemos começar pela tradução do termo, que em português quer dizer "codificação por intenção" ou "programar pela vibe". Trata-se de uma abordagem à programação em que a pessoa descreve o que deseja criar em linguagem natural e a IA se encarrega da implementação técnica. O fluxo é iterativo:
O que torna essa definição específica e controversa é a ideia original de Karpathy de "esquecer que o código existe". Ou seja, aceitar o que a IA gera sem necessariamente compreendê-lo por completo. O pesquisador Simon Willison foi preciso ao traçar o limite:
"Se um LLM escreveu cada linha do seu código, mas você revisou, testou e entendeu tudo, isso não é vibe coding na minha opinião — isso é usar um LLM como um assistente de digitação."
Essa distinção define os riscos, e é exatamente por isso que 72% das pessoas desenvolvedoras afirmam que o vibe coding não faz parte do fluxo de trabalho profissional, e 5% são enfáticas em dizer que não participam dessa prática, segundo a “Stack Overflow Developer Survey 2025”.
A adoção de IA no desenvolvimento é massiva, porém o vibe coding puro, na sua definição original, ainda é minoria no mercado profissional.
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Nesse universo, as abordagens de vibe coding e no-code são frequentemente confundidas, mas atendem a perfis, objetivos e contextos diferentes. Entenda melhor:
A escolha entre os dois depende do objetivo: para validar uma ideia rapidamente sem envolver engenharia, o mais recomendado é o no-code; já para construir algo funcional e escalável com apoio da IA, a melhor escolha é o vibe coding com revisão crítica.
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O ciclo básico do vibe coding tem quatro movimentos que se repetem de forma iterativa:
Esse ciclo favorece a experimentação rápida e se alinha bem aos princípios das metodologias ágeis. O papel humano permanece central em todas as etapas: orientar com clareza, revisar com senso crítico e tomar decisões estratégicas com base no contexto do negócio.
A precisão do prompt de vibe coding é o que define a qualidade do resultado. Para isso, três princípios práticos são fundamentais:
O mercado de ferramentas evoluiu rapidamente e hoje oferece opções para perfis diferentes. Desde times técnicos que precisam de controle sobre a arquitetura até equipes sem perfil de desenvolvimento que querem prototipar com agilidade, há opções adequadas para diferentes necessidades organizacionais.
Confira a seguir algumas opções bastante utilizadas:
Essas ferramentas são indicadas para pessoas desenvolvedoras que querem apoio da IA, mantendo controle sobre o código gerado. Entre elas, o Claude no vibe coding se destaca pela capacidade de operar diretamente no terminal e executar tarefas de múltiplas etapas com autonomia.
Opera diretamente no terminal e executa tarefas de múltiplas etapas com autonomia (escrevendo código, rodando testes, identificando erros e abrindo pull requests). É especialmente forte em análise de código complexo, refatoração e geração de testes. Os modelos Claude Sonnet estão ganhando espaço entre profissionais de desenvolvimento, com 45% de adoção entre pessoas desenvolvedoras profissionais, segundo a “Stack Overflow Developer Survey 2025.”
Editor baseado no VS Code, otimizado para colaboração com IA. Permite conversar com o código, fazer buscas contextuais, refatorações e correções em linguagem natural. Indicado para fluxos iterativos e prototipação rápida.
Integrado diretamente nos principais editores, oferece sugestões em tempo real com base no contexto do código. Ideal para acelerar tarefas rotineiras, explorar novas APIs e gerar trechos repetitivos com mais velocidade.
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Essas plataformas são indicadas para equipes de produto, design ou negócio que precisam prototipar e validar ideias sem depender diretamente da engenharia.
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A adoção acelerada do vibe coding traz ganhos reais de produtividade, mas também expõe as organizações a riscos que só aparecem na prática. Conhecê-los antes de escalar é o que diferencia uma adoção estratégica de uma exposição desnecessária. Abaixo, confira alguns dos principais:
Aceitar código gerado sem revisar cuidadosamente compromete a capacidade de manter, escalar ou adaptar o sistema no futuro. Quando o problema aparece em produção, ninguém no time sabe explicar por que o código faz o que faz, e corrigi-lo exige reescrever do zero. O uso frequente sem reflexão crítica também pode levar à perda de habilidades fundamentais, como estruturação lógica de algoritmos, análise de desempenho e interpretação de documentação.
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Modelos de IA aprendem com grandes volumes de código disponível na internet, incluindo padrões inseguros, desatualizados ou errôneos. Um código colocado em produção sem validação adequada pode conter erros lógicos difíceis de identificar em testes superficiais, vulnerabilidades de segurança como falhas em autenticação e práticas obsoletas com bibliotecas descontinuadas.
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A IA pode gerar código com base em repositórios públicos, com risco de reprodução parcial de trechos protegidos por licenças como GPL (General Public License) ou MIT. Além disso, organizações que adotam vibe coding sem políticas internas de governança de IA ficam expostas a riscos jurídicos.
Essa preocupação é especialmente relevante para PL 2338/2023 e para o EU AI Act (Regulamento Europeu de Inteligência Artificial), com aplicação ampla a partir de agosto de 2026.
O vibe coding já é uma realidade no mercado, e um dos principais desafios é saber como adotá-lo de forma ética e estratégica nas empresas. Confira um passo a passo para introduzir essa abordagem sem comprometer a qualidade e a segurança dos projetos:
Antes de tudo, converse com o time de desenvolvimento e a liderança técnica para entender como o vibe coding pode beneficiar o setor. A escolha da ferramenta deve considerar o nível de autonomia desejado, as linguagens utilizadas e a integração com plataformas já existentes, como controle de versão, CI/CD e ambientes de nuvem.
Para evitar usos irresponsáveis, crie políticas internas de governança de IA. Nessas diretrizes, estabeleça os padrões mínimos de validação de código, defina onde e quando a IA pode ser usada e critérios para revisão humana obrigatória em código de produção.
Implementar o vibe coding exige mudança de cultura, não apenas de processo. Todas as pessoas precisam saber formular prompts eficientes, avaliar criticamente as respostas da IA e melhorar os resultados gerados. Manter uma compreensão real sobre o que está sendo incorporado ao sistema é o que diferencia o uso estratégico da IA do uso descuidado.
Após implementar as ferramentas, acompanhe continuamente o uso e os impactos, como: qualidade do código, produtividade do time e incidentes de segurança. O monitoramento garante que a prática esteja agregando valor e ajuda a identificar pontos de melhoria antes que se tornem um problema.
O tema levanta dúvidas que vão além da definição técnica. Respondemos abaixo algumas das mais comuns de lideranças e times de tecnologia. Confira:
Depende de como é aplicado. O vibe coding puro (aceitar código sem revisar) não é adequado para sistemas críticos de produção. Já o desenvolvimento assistido por IA com revisão humana rigorosa pode ser usado em produção com segurança, desde que haja um processo claro de validação, testes automatizados e supervisão técnica. A distinção entre as duas abordagens é o que define o nível de risco.
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Sim, especialmente com ferramentas como Lovable e Bolt.new, que permitem criar aplicações funcionais a partir de descrições em linguagem natural. O limite deve ser definido pela complexidade do projeto: para sistemas simples e protótipos, essas ferramentas entregam bem. Para sistemas em produção com lógica complexa, o envolvimento de pessoas com conhecimento técnico continua sendo necessário.
O ponto de partida mais acessível é experimentar uma das ferramentas no-code como Lovable ou Bolt.new. Para times com perfil técnico, o Cursor e o Claude Code são boas entradas. O mais importante é praticar a formulação de prompts: começar com projetos pequenos, testar variações de instrução e analisar o código gerado antes de aceitar. A curva de aprendizado está presente no desenvolvimento do senso crítico.
Não, e os dados reforçam isso. Segundo a ”Stack Overflow Developer Survey 2025”, 72% das pessoas desenvolvedoras afirmam que o vibe coding não faz parte do fluxo de trabalho profissional. O que a abordagem muda é o foco do trabalho: menos escrita manual de código, mais orientação estratégica, revisão crítica e tomada de decisão sobre arquitetura.
Dominar o vibe coding exige um time com letramento em IA, capacidade crítica para avaliar o código gerado e visão estratégica. A Alura Para Empresas oferece trilhas de capacitação em IA, desenvolvimento e engenharia de software para times que querem adotar o vibe coding com ética e eficiência.
Fale com nossa equipe de especialistas e descubra como estruturar esse desenvolvimento na sua organização.
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