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Oratória: Conquiste a atenção do seu público

Emocional e mentalidade - Apresentação

Apresentando o curso e o instrutor

Olá! Quero dar as boas-vindas ao curso Oratória de Alto Impacto. Meu nome é André Arcas e serei a pessoa instrutora neste curso.

Audiodescrição: André é um homem branco, com cabelo castanho e barba, vestindo uma camisa preta de gola alta.

Apresentando a experiência e formação

Ao longo da minha trajetória, tenho mais de uma década de experiência em capacitações e consultorias para algumas das maiores empresas do Brasil e do mundo.

Eu estudei Direito na USP, Empreendedorismo e Inovação em Stanford, Negociação em Harvard e Liderança na Disney. Dirigi projetos em quatro continentes e treinei centenas, se não milhares, de pessoas sobre como se tornarem mais eficientes em soft skills (habilidades interpessoais), muitas vezes com foco em comunicação e apresentações.

Definindo objetivos e uso de IA

Neste curso, nós vamos dominar os elementos da comunicação e construir uma narrativa envolvente para persuadir pessoas com extrema eficácia. Nós vamos utilizar os elementos da comunicação não verbal a nosso favor — voz, gestos, postura e outros aspectos que vão além das palavras — e, principalmente, nós vamos nos preparar para alcançar o máximo desempenho em nossa comunicação, em contextos de apresentação ou não.

Além disso, nós vamos utilizar a IA em todo esse processo e cobrir alguns casos de uso específicos que provavelmente enfrentamos em nossa empresa.

Se estivermos prontos, vamos começar a falar sobre a magia da comunicação.

Emocional e mentalidade - Por que apresentações falham (e por que dominar isso importa)

Contextualizando a importância da comunicação

Antes de entender o que torna uma comunicação excepcional, faz mais sentido entendermos onde as pessoas falham. Gostamos de usar o exemplo de Warren Buffett. Warren Buffett é conhecido por ser um dos maiores investidores de todos os tempos, possui uma fortuna multibilionária, lidera um dos maiores fundos de investimento do mundo e, com tudo o que podemos imaginar em sua carreira — muito orientada a finanças e investimentos —, é alguém extremamente técnico e profundamente competente no que faz, o que é verdadeiro.

O que pode surpreender é o seguinte: quando perguntaram a ele qual é a habilidade mais importante que as pessoas devem desenvolver em termos de carreira, talvez pudéssemos imaginar que mencionaria alguma técnica ou fundamentos relacionados a finanças. No entanto, a resposta de Warren Buffett foi que, se as pessoas aprendessem a se comunicar melhor, aumentariam seu valor em pelo menos 50%. Isso nos pareceu surpreendente quando ouvimos pela primeira vez, mas está muito alinhado com nossa experiência profissional. Quando observamos o que faz diferença no sucesso das pessoas em termos de carreira, fica claro o peso dessa competência.

Evidenciando que técnica não é diferencial

Lembramos que, há alguns anos, levamos dezenas de executivos do setor de saúde a uma missão internacional para realizar um benchmark (comparação de desempenho) de empresas e organizações na Europa, a fim de entender como operavam. Um tema recorrente que tivemos de apresentar foi que, sob a perspectiva da pessoa paciente, a qualidade técnica não é um diferencial. Se vamos realizar uma cirurgia, o mínimo que esperamos é que ela funcione. A qualidade técnica não é um diferenciador; o diferencial está no restante: na conveniência de realizar o procedimento, na simplicidade dos processos, na velocidade com que as coisas acontecem e na experiência que temos ao contratar e gerenciar tudo isso. O valor percebido está no conjunto da experiência. A capacidade técnica é o mínimo que as pessoas esperam, não o que diferencia.

Talvez, em sua carreira, você já tenha experimentado algo semelhante. Quem são as melhores pessoas profissionais com quem você trabalhou? Certamente não se destacaram apenas por serem tecnicamente boas. Há muitas pessoas tecnicamente competentes com quem é difícil trabalhar e que, se pudéssemos, substituiríamos. O que torna pessoas excepcionais realmente excepcionais é a capacidade de colaboração, a habilidade de traduzir para você conceitos que não conhece e a competência para trabalhar em equipe.

O que nos cerca não nos dará tanta potência quanto nossa capacidade de nos comunicarmos bem. Por isso, essa é possivelmente a maior alavanca à nossa disposição para impulsionar a carreira.

Apresentando os pilares da boa comunicação

Ao observamos os desafios relacionados a isso, perguntamos: quais são os obstáculos que impedem as pessoas de se comunicarem bem, afinal? Consideramos três grandes blocos; o primeiro é o conteúdo. Talvez já tenhamos passado pela experiência de possuir muito conhecimento e domínio técnico, mas encontrar dificuldade em traduzir isso para outras pessoas, explicando a relevância e os pormenores de modo que não seja nem longo demais nem curto demais. Esse é o pilar do conteúdo; não se trata do conteúdo interno, e sim do que diremos efetivamente, das palavras que usaremos para nos comunicarmos com eficácia. Se não dominarmos esse pilar, não seremos bons comunicadores.

Algumas pessoas têm outro tipo de problema: a forma. Sabem as palavras corretas e exatamente o que dizer; o problema surge na hora de falar, quando não conseguimos articular a mensagem de maneira eficaz, impactante e persuasiva. Há quem diga muitas bobagens, mas com uma forma tão boa que pensamos: “uau, essa pessoa deve saber muito do que está falando”, mesmo dizendo bobagens. Muitas vezes, a falta de forma impacta profundamente nossa capacidade de comunicação.

O terceiro grande elemento é a preparação. Em muitos casos, temos o conteúdo bem preparado e conseguimos nos comunicar de forma adequada. O problema é que, para certos contextos, não nos preparamos suficientemente. É muito diferente apresentar uma palestra para centenas de pessoas, realizar uma conversa individual com a pessoa parceira ou conduzir uma reunião pequena com a chefia ou com a equipe; são contextos distintos. Mesmo quando somos capazes de nos comunicar bem em conteúdo e forma, às vezes precisamos de diferentes tipos de preparação. Em alguns casos, isso envolve listas de verificação, materiais de apoio ou uma preparação mais emocional. Sem a preparação adequada, é comum não extrairmos todo o potencial da comunicação.

Ao longo deste curso, exploraremos essas três dimensões: como construir um conteúdo extremamente eficaz, como aprimorar a forma e como nos preparar da melhor maneira possível para o contexto em que vamos nos comunicar.

Emocional e mentalidade - Mentalidade e crenças

Desmistificando o dom da oratória

Você conhece alguém que tem o dom da palavra? Essa habilidade que parece que apenas algumas pessoas foram abençoadas, que começam a falar e conseguem persuadir qualquer pessoa sobre qualquer assunto, e pensamos: uau! Como deve ser incrível ser uma dessas pessoas abençoadas por Deus, com essa maravilhosa capacidade de persuasão, que, infelizmente, nós não tivemos em nossa vida.

Temos uma boa notícia e uma má para compartilhar sobre isso. Comecemos pela má, para irmos melhorando ao longo do caminho. A má notícia é que esse pensamento é exatamente o que nos atrapalha no desenvolvimento da nossa capacidade de comunicação. A razão é simples: se acreditamos que a oratória é um dom, entendemos que se trata de uma habilidade que não pode ser desenvolvida. Se nascemos com o dom da palavra, ótimo, para que treinar? Já nascemos abençoados; nem deveríamos estar fazendo um curso de oratória para começar. Por outro lado, se não temos o dom da palavra, para que fazer um curso de oratória de qualquer forma? Isso não serviria para nada; não haveria o que desenvolver. Em resumo, essa lógica não faz sentido.

Ao analisarmos com atenção, torna-se evidente que isso não é verdade. É claro que existem pessoas mais competentes em comunicação do que outras, mas — e aqui está a boa notícia — essa é uma habilidade que pode ser treinada.

Apresentando um exemplo de liderança comunicativa

Talvez olhemos essa afirmação com certa desconfiança e pensemos: “André, não somos pessoas extrovertidas; somos mais introvertidas, preferimos ficar no nosso canto. Há pessoas que gostam de falar, são expansivas e tudo isso, mas essa não é a nossa preferência.” E tudo bem, porque conhecemos Simon Sinek, um dos palestrantes de TED (conferência de tecnologia, entretenimento e design) mais vistos de todos os tempos. Ele é conhecido pelo vídeo sobre o conceito do Golden Circle (Círculo Dourado), no qual fala sobre comunicação e como grandes lideranças se comunicam de maneira diferente, começando pelo “porquê” e depois indo para o “o quê”.

Isso deu nome ao livro dele, Start With Why (Comece pelo Porquê), um dos livros mais interessantes que já lemos, que trata justamente da comunicação de grandes lideranças.

Talvez vejamos um vídeo dele, uma palestra ou algo do tipo, e digamos: "Uau, que incrível, como uma pessoa assim tem um poder tão impressionante de comunicação." Podemos supor que essa pessoa é extremamente extrovertida. Para nossa surpresa, isso não é verdade. Encontraremos vários vídeos na internet em que o próprio Simon Sinek afirma ser extremamente introvertido. Não é do perfil dele ser uma pessoa expansiva que fala com todas as pessoas, embora tenha essa habilidade.

Contrastando extroversão e introversão

A grande questão sobre extroversão versus introversão é que pessoas extrovertidas se energizam em contextos que envolvem muitas pessoas, enquanto pessoas introvertidas gastam energia em contextos com muitas pessoas. Na prática, ele vai à palestra, faz uma grande apresentação e sai de lá esgotado, precisando descansar. Isso não impede que seja um excelente orador.

Isso está muito alinhado com o livro de Susan Cain, O poder dos introvertidos, dedicado a mostrar como pessoas introvertidas podem ser extremamente competentes, poderosas, persuasivas e, muitas vezes, as melhores comunicadoras que vamos encontrar.

Destacando a força comunicativa dos introvertidos

O limite de "ah, mas comunicação não é para mim" é um limite que, entenda, está em nossa mente. Muitos dos melhores comunicadores são introvertidos, justamente porque pessoas introvertidas têm uma capacidade de comunicação e de interação individual extremamente profunda.

Ao se comunicar, uma pessoa introvertida consegue fazer com que a outra se sinta como se fosse a única pessoa que importa, oferecendo um nível profundo de atenção. Isso é muito diferente de uma pessoa extrovertida, que conversa com muitas pessoas, mas muitas vezes não consegue criar uma conexão profunda.

Encorajando a prática e o desenvolvimento

Portanto, por mais inexperientes que sejamos em nossas apresentações, por mais que não sejamos as pessoas mais eloquentes que conhecemos, se acreditarmos que comunicação é um dom inato — que algumas pessoas têm e outras não —, não vamos conseguir desenvolver essa habilidade, porque nos bloquearemos desde o início.

Nossa experiência, não só com Simon Sinek, que conhecemos pessoalmente, ao treinar centenas, milhares de pessoas em comunicação e apresentações, é que, se praticarmos o suficiente, vamos nos tornar bons nisso.

Sobre o curso Oratória: Conquiste a atenção do seu público

O curso Oratória: Conquiste a atenção do seu público possui 120 minutos de vídeos, em um total de 34 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Soft Skills em Gestão & Negócios, ou leia nossos artigos de Gestão & Negócios.

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