Primeiras aulas do curso Oratória parte 2: apresentações em público

Oratória parte 2: apresentações em público

Como se preparar para uma apresentação - Introdução

Olá, tudo bem? Meu nome é Priscila Stuani e eu vou ser a sua instrutora nesse curso sobre oratória parte 2. Se você ainda não fez a primeira parte, nós recomendamos que você vá lá e estude, porque você vai aprender a base da oratória. E a partir deste curso, nós vamos nos aprofundar nesse assunto. Então, nós esperamos que você consiga aprender a se preparar para fazer uma apresentação, como você pode causar uma boa primeira impressão.

Vamos entender, também, o que a sua postura corporal diz sobre você. Vamos aprender vários exercícios que podem nos ajudar a diminuir aquela ansiedade de falar em público e aprender a falar com mais convicção e também descobrir como nós podemos utilizar a nossa voz ao nosso favor.

Ao final do curso, nós esperamos que você cuide mais da sua voz e da sua postura corporal, que você tenha mais naturalidade durante as suas apresentações, que você consiga controlar a ansiedade e o medo de falar em público, que você treine as suas apresentações através de alguns check-lists que nós vamos passar, que são super práticos, e principalmente que você consiga aproveitar as oportunidades.

Porque subir no palco para falar sobre uma experiência, sobre um aprendizado, sobre uma ideia é um momento mágico. Então, quanto mais nós conseguirmos nos preparar e termos consciência daquelas coisas que podem nos impedir de ter uma boa apresentação, melhor. Então, se você quer se aprofundar nesse assunto, continua comigo no próximo vídeo.

Como se preparar para uma apresentação - Potencialize sua oratória através dos recursos visuais

Seja bem-vindo à segunda parte do nosso curso sobre oratória. Agora, nós vamos relembrar o que é isso. Será que oratória é apenas eu saber me posicionar no palco, olhar para minha plateia e não esquecer aquilo que eu tenho a dizer? Nós vimos na primeira parte que a oratória está diretamente ligada com a questão de dominar a arte da comunicação, interpretar o que a nossa audiência tem a dizer, manter um discurso coerente, atraente e organizado.

Além disso, nós precisamos pensar também como que nós vamos conseguir influenciar as pessoas a partir daquela apresentação que nós fazemos, ter uma mensagem clara e a capacidade de improvisar. E por que tudo isso é importante? Porque nós vamos cair naquela questão da comunicação. Por que nós precisamos desenvolver essas competências?

Nós vimos no curso de comunicação, inclusive na parte 1 desse curso, que é importante nós termos todos esses recursos à nossa disposição, porque nós não sabemos com quem vamos falar, ou seja, eu estou falando do potencial de comunicação. Como é que eu me direciono para as pessoas? Nós sabemos que cada um tem suas características.

Então, será que Pedro, que o nosso personagem, que vai nos acompanhar nesse curso também, ele vai falar da mesma forma que ele fala com o estagiário e com o CEO presidente? Não por uma questão hierárquica, mais uma questão que de repente o estagiário é uma pessoa mais novinha, mais descolada. Se ele falar todo formal, todo sério, será que ele vai ter essa facilidade de se comunicar com essa pessoa?

Em contrapartida, imagina ele conversando com o dono, CEO da empresa, ele chega com o mesmo linguajar como se ele estivesse falando com o estagiário. Perceba que ele precisa, também, observar quem são essas pessoas, e como ele pode se comportar de acordo com essas principais características que cada uma delas têm.

A partir dessa questão da comunicação, nós também desenvolvemos a nossa inteligência emocional. Você imagina o Pedro fazendo a sua primeira palestra, todo feliz e contente, e no momento de perguntas, alguém da plateia faz uma pergunta que deixa ele muito irritado, muito nervoso. Como seria o desfecho dessa apresentação? Se ele não tem a inteligência emocional bem trabalhada ou bem consciente, a chance dele ficar zangado, dele falar com a pessoa de uma maneira mais agressiva, pode ser maior.

E como será que essa pessoa vai se sentir? Como será que essa plateia vai se sentir? Nós precisamos levar em consideração, também, essa questão de inteligência emocional, que é estar preparado para agir, independente da situação que venha.

Nós falamos também sobre organizar as ideias, por quê? Imagina o Pedro fazendo a apresentação dele. Ele começa a contar história da infância dele, daqui a pouco ele vai lá para quando ele começou a trabalhar no primeiro emprego, depois ele troca e troca. Ele precisa organizar as ideias. Todas as histórias que ele for contar precisam ter um começo, meio e fim. A partir disso, ele vai começar a orientar melhor as ideias que ele precisa passar para as pessoas.

E a capacidade de pensar também é fundamental, por quê? Se ele não tem essa lógica toda por trás, ele vai se lembrar da inteligência emocional? Ele vai identificar qual é o perfil da pessoa que ele está se comunicando? Poxa, essa pessoa é um pouco mais séria, eu vou utilizar um vocabulário um pouco mais sério. Só para nós mantermos o mesmo nível. Ou a pessoa é mais informal, mais descolada, ele vai manter o perfil dele totalmente sério? Ele precisa, também, se apropriar de tudo isso de uma forma consciente.

Sim, nós pensamos, nós organizamos ideias, nós tentamos estimular a nossa inteligência emocional e também o nosso potencial de comunicação. Muitas vezes de forma inconsciente, mas a ideia desse curso é justamente fazer com que o Pedro comece a observar mais atentamente tudo que está acontecendo ao redor dele. Seja para ele aproveitar melhor as oportunidades, seja para ele usar melhor essas ferramentas ao seu favor durante as apresentações que ele fizer.

E além de tudo isso que eu falei para vocês, a comunicação é muito importante, porque o mercado busca, cada vez mais, por profissionais que saibam se comunicar. Independente de diversas profissões, o item comunicação, muitas vezes, faz parte da descrição da vaga, porque não adianta ser um bom engenheiro se a pessoa não souber se comunicar. Não adianta ser um bom desenvolvedor se não conseguir se comunicar.

Será que existe vendedor bom, sem comunicar bem? Complicado. A comunicação está no nosso dia a dia, e esse é um dos objetivos que nós temos, fazer com que nós comecemos a prestar mais atenção em como podemos otimizá-la.

Nós temos os recursos tecnológicos, imagina, você pode utilizar Power Point, banco de imagens gratuitas para fazer várias apresentações fantásticas, mas fica uma pergunta: há mesmo aquela necessidade de utilizar esses recursos? Segundo o TED, um terço das conferências mais vistas pela internet não conta com um slide sequer.

Por quê? Nós nos acostumamos, desde a época de colégio, dependendo da sua realidade, mas é comum nós vermos nos colégios, nas faculdades, pessoas utilizando os slides, os famosos Power Points para contar história para as pessoas contextualizarem, identificar e ver o que está rolando, certo? Mas aí, nós caímos aqui em um número bem razoável, um terço das apresentações não conta com slides.

E aí? Isso gerou certa frustração. Quebrou o coraçãozinho do Pedro, porque ele falou assim: mas de todas as palestras que eu vi, todas tinham apresentação visual. E como é que faz? Agora vou ter que mudar tudo? Tudo que eu sei, tudo que eu aprendi? Calma. Nós precisamos tomar cuidado com as fórmulas.

Embora o TED seja muito respeitado e muito reconhecido, nós utilizamos os ensinamentos que eles foram adquirindo ao logo do tempo como referência, nós não podemos chegar e falar: Pedro, você tem que seguir esse modelo, porque o Ted disse que é bom.

Isso, às vezes, funciona para o TED. Ele tem que tomar cuidado com as fórmulas e também fazer os testes. Ah, com slide funciona melhor, porque eu tenho ali as minhas referências. Ah, sem slide, não. Eu fico perdido, e as pessoas começam a ficar meio aflitas, não sabem se olham para mim, se olham para o celular. De repente, ter a apresentação pode ser um ponto de referência para elas manterem esse contato visual.

Perceba que nós podemos nos deparar com várias situações, e não vai ser o Ted que vai declarar, vai definir aquilo que devemos fazer ou não. Eu gosto muito de trabalhar com referências, eu espero que você tenha esse costume também, porque só assim você vai achar o que é melhor para você. Às vezes, você não sabe por onde começar, como é o caso do Pedro.

Ele vai palestrar, não sabe por onde. Deixa eu pegar essa referência. Com o tempo, ele vai fazendo os testes e vai avaliando o que faz mais sentido para ele, ou não.

As apresentações são muito importantes, ajudam a criar aquele conexão com a sua plateia, porque nós utilizamos, muitas vezes, os slides para explicar coisas que nós não conseguimos apenas dizer, nós precisamos demonstrar para as pessoas entenderem. Mas tem um porém, tudo isso pode desviar a atenção da plateia. Elas começam a prestar mais atenção na imagem do que no Pedro, que está lá na frente palestrando. Nós precisamos encontrar um equilíbrio.

E quais são os elementos mais importantes dos recursos visuais que podem contribuir nesse processo todo, para fazer com que o Pedro consiga fazer com que as pessoas prestem atenção no que ele diz, mas também olhem as imagens, ou apresentação em si, para ajudar a ficar mais clara as ideias que ele quer? Precisa ter alguns elementos, a revelação, a capacidade explicativa e o apelo estético.

A revelação é quando nós falamos para o Pedro: revele. Nós costumamos utilizar recursos visuais simplesmente para mostrar algo que é difícil descrever em palavras. Por exemplo, a Edith Widder, acho que é assim que fala o nome dela, fez parte de uma equipe que filmou a primeira captura de uma lula gigante.

Você imagina essa pessoa, a Edith, lá no palco do Ted, explicando: nós entramos lá no mar e ficamos procurando essa lula gigante, até que nós achamos. Mas o que é uma lula gigante? Você tem noção? Você consegue imaginar o que é uma lula gigante? Talvez uma lula gigante para mim possa ter vinte metros, para o Pedro possa ter, sei lá, quinze, cinco, dez. Considerando o tamanho de uma lula, um metro já é gigante.

Ela utilizou esse recurso da revelação para mostrar o que é ser uma lula gigante, que foi a primeira que eles capturaram. Ela utilizou esse recurso da revelação para, justamente, criar aquele clima na apresentação, e depois demonstrar. Porque, senão, as pessoas ficam assim: a minha luta tem dez metros, e sua tem quantos? Tem cinco, e a sua? Tem três. Será que isso é uma lula gigante? Aqui nós temos também essa questão de mostrar.

Cuidado. O uso das imagens para revelação não precisa ser algo bombástico, porque talvez o Pedro olhe o caso da Edith e fala assim: mas eu não sou oceanógrafo, eu não sou pesquisador. Como é que eu vou fazer uma festa baseada na revelação para as pessoas que vão me assistir? Fica calmo, nós sabemos que nós precisamos tomar cuidado, porque senão nós ficamos achando que tem que ser algo bombástico, mas nem sempre.

Nós precisamos ter o quê? Um conteúdo, uma história para ser contada. E nós começamos a nos conectar com a nossa plateia, e a partir do momento que nós queremos colocar aquela cereja no bolo, nós vamos com a imagem, certo? O recurso visual pode fazer mágicas, porque senão, se nós não demonstramos uma ideia daquilo que nós queremos para as pessoas, fica difícil delas contextualizarem. E o recurso visual entra nesse sentido.

Lembra que eu comentei com você, que na primeira parte do curso, o Pedro tinha que fazer uma apresentação onde ele falasse sobre a mudança profissional dele? Como é que ele poderia fazer isso? Eu fiz uma pesquisa no banco de imagens e achei essa foto aqui que eu falei: nossa, tem tudo a ver com o Pedro.

Você imagina ele lá no palco, falando com as pessoas sobre essa mudança e ele falou: eu estava lá, no conforto do meu trabalho, mas eu senti que faltava algo mais e que ali onde eu estava, não tinha mais espaço para crescer. E foi aí que eu decidi virar a chave, sair da minha zona de conforto e buscar novos mares para eu desbravar. Não sei para você, mas para mim fez muito sentido, porque acho que isso exemplifica bem o que ele estava sentindo.

Ao invés dele só mostrar imagem: ah, eu decidi mudar. Não, ele contextualiza. E isso pode dar o impacto. Ele não está falando de lula gigante, não está falando de nada que foi descoberto agora por ele, mas é um assunto importante, é um o momento da mudança, onde ele estava aqui e foi para lá. E a partir de uma imagem, ele consegue contextualizar isso.

A outra coisa que precisa ter numa apresentação é a explicação, ou seja, nós sabemos que uma imagem vale mais do que mil palavras. Esse é um clássico que as pessoas adoram lembrar, mas precisamos de palavras para expressar esse conceito, porque se o Pedro fala só isso: gente olha só. Aconteceu isso comigo. Será que as pessoas iam entender o que ele estava querendo dizer? Será que só essa imagem expressa a profundidade e a importância dessa mudança que aconteceu na vida dele? Nós precisamos explicar também, certo?

E nós aprendemos que utilizar recursos visuais, através das imagens, conciliadas com os textos, é uma mistura sempre bem-vinda. E você lembra que para você conseguir criar aquela conexão com a sua palestra, utiliza esse recurso: imagem e texto, e você começa a mostrar e a falar as coisas que você quer.

Como se preparar para uma apresentação - Como causar uma boa primeira impressão

Se o Pedro tivesse a chance de conversar com alguns oradores mais experientes e pedir alguns conselhos, quais seriam os conselhos mais importantes que essas pessoas dariam para ele? De acordo com o livro do TED, provavelmente essas pessoas diriam para ele que ele precisa começar rápido, com uma abertura dinâmica, que capture a atenção da plateia logo de início, ou seja, ele precisa utilizar palavras exatas durante a abertura e encerramento.

Lembre-se que um dos nossos desafios como oradores, palestrantes, é fazer com que as pessoas se lembrem da nossa ideia, da nossa explicação, horas depois, dias depois. A utilização dessas palavras exatas pode contribuir nesse processo.

Mas nós estamos falando de oradores experientes, eles conseguem captar essa atenção das pessoas, porque ele já tem um bom tempo de prática, mas, no caso do Pedro, é importante ele não desistir e saber que para ele conseguir captar rapidamente, se conectar de uma maneira muito forte com a plateia logo de início, ele precisa fazer alguns exercícios, como, por exemplo, a questão do tempo de que quanto mais ele treinar, mais bacana, nas apresentações, ele vai ficar.

E também, a questão da reflexão, sobre como ele vai fazer isso. E também, ele precisa ter essa postura, daquela pessoa que quer fazer isso e, tudo bem, pode levar tempo, pode ser que tem dias que ele acerta mais, que ele acerta menos, mas, ainda assim, ele vai se apropriar de tudo isso, porque, afinal de contas, ele está em busca daquela missão que é se tornar um bom orador.

Nós lembramos que, basicamente, as histórias começam através de introdução, desenvolvimento e conclusão. Desde que o mundo é mundo, desde a época das cavernas, nós mantemos uma semelhança muito com essa estrutura. Mas o tempo foi mudando, e nós precisamos captar a atenção pessoas, porque se nós não conseguirmos fazer isso no começo, no meio, manter e concluir, nós vamos perder a conexão com essas outras pessoas, e a chance delas se lembraram do que foi dito ou falar para outras pessoas é bem menor.

Conforme a história foi mudando, porque imagina lá, no começo da história, onde as pessoas contavam tudo que acontecia. Elas não tinham acesso à internet, elas não tinham distrações com celular, elas não tinham redes sociais. A atenção delas ficava naquela pessoa que estava contando aquela história. Hoje, se o Pedro parar para pensar, as coisas mudaram muito, porque nós temos computador, nós levamos o tablet para as palestras, nós levamos o nosso próprio celular.

E ali nós temos um universo onde nós podemos ficar horas, horas e horas. E a consequência disso é fazer com que as pessoas parem de prestar atenção no que o Pedro está falando, porque tem outras coisas, para elas, mais interessantes, e nós temos aquela descompensada na atenção que as pessoas têm em relação ao Pedro.

É importante ele levar isso em consideração. Houve uma transformação na questão de como as pessoas lidam com essa questão de contar histórias. Nós contamos histórias praticamente o tempo todo. Seja para contar uma experiência que você passou, que algum conhecido seu passou, que você assistiu num filme, que você leu num livro. Tudo é pautado nas histórias.

Mas nós precisamos entender que se nós não conseguirmos ser bem objetivos nas na nossa apresentação, entenda que ser objetivo não é falar as coisas rapidamente ou sem sentido. Não, nós precisamos seguir essa estrutura, mas considerando que as pessoas ainda sofrem a influência do ambiente externo que é a tecnologia, telefone e assim por diante.

Por mais que a nós, hoje em dia, tenhamos essa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, nós precisamos lembrar que a nossa introdução precisa ser curta, chamativa e prender a atenção daquela pessoa que está assistindo. Porque, senão, ela vai ficar entretida no celular dela, mexendo. E a pessoa está falando e ela nem está ali para saber o que é.

E quando nós falamos de plateia, vai ter gente que vai adorar o que o Pedro vai dizer, e tem gente que vai ficar bem incomodado, ou pode achar que poderia ter sido melhor, ou eu poderia ter feito outra coisa melhor durante esse tempo. Nós precisamos entender, também, que vai plateias que são super receptivas e outras nem tanto. Nós temos que tomar cuidado quando lidamos uma plateia cética e questionadora.

Quando você está num ambiente onde todo mundo fica vidrado no que você está falando, e depois que fazer pergunta, e depois que conversar com você, ótimo. Se o Pedro se deparar com essa situação, ele vai achar que palestrar é fácil. Nossa, olha que bacana. Você conhece um monte de gente, fala um monte de coisa legal que você aprendeu, e ainda assim as pessoas querem conversar com você.

Mas nem tudo são rosas. Nós precisamos entender, lembrar, que podem ter algumas plateias que se enquadrem nesta questão de ser cético e questionador. E aí? O que o Pedro vai fazer quando eles se deparar com isso? Chorar é o que não pode. Por mais que muitas vezes nós possamos ficar um pouco desmontados com algumas perguntas, ou algumas situações que a plateia fica um pouco questionadora, nós precisamos lembrar, principalmente nesses momentos, da importância da inteligência emocional.

Alguém está fazendo uma pergunta para o Pedro, que pode deixar ele assim, fora do ar. Ele precisa se concentrar naquele momento, tentar responder aquela pergunta e não se desesperar. Porque se ele ficar chateado, incomodado ou até mesmo irritado, acabou, perdeu uma oportunidade de se conectar com as pessoas.

Eu quis colocar essa imagem aqui do bebezinho chorando, porque sabe quando essa criança, às vezes, está até com fome, mas ela não quer comer e os pais tem que fazer um aviãozinho com a comidinha, com o talher, para ela comer. Muitas vezes, o Pedro pode se ver nessa situação, onde ele sabe, ou ele acredita, que aquelas pessoas precisam ouvir aquilo, ou pode ser útil para elas, mas elas estão afastadas. Elas não interagem com ele, elas olham para ele sempre com cara amarrada, braços cruzados.

A nossa postura corporal já está dizendo, demonstrando, que nós não estamos muito a fim de ouvir aquilo. Da mesma maneira que um cuidador, que uma mãe, um pai faz aquele negócio do aviãozinho para fazer a criança comer a comida, o Pedro também precisa fazer um processo semelhante a esse. Ele precisa fazer com que as pessoas pensem que chegaram a uma conclusão por decisão própria.

É difícil nós encontrarmos alguém que concorde com tudo que você diga, mas se o Pedro conseguir conduzir o pensamento dessas pessoas para chegar a essa conclusão, melhor. Ao invés dele falar: eu acredito nisso. Ele faz uma esfera, um ambiente todo propício para colocar o que ele acredita e fazer as pessoas se questionarem. Será que isso faz sentido? É importante para mim? E elas chegam à conclusão. E não o Pedro chega e fala: é assim, pronto, acabou.

Nós entendemos que a persuasão faz parte desses processos todos, porque, muitas vezes, nós precisamos convencer o outro. Seja através da nossa ideia, que nós queremos transformar alguma coisa, seja através da nossa opinião.

Falando em persuasão, ela é de uma palavra origem que quer dizer invenção, ou seja, nós não precisamos falar de algo brilhante, algo revolucionário, alguma coisa que foi criada para mudar a ideia de que o mundo é mundo. Mas nós precisamos falar sobre as experiências que nós temos e que podem ajudar as pessoas a terem aquele momento de clique, sabe? Poxa, eu não pensava assim e agora eu consigo.

Através da persuasão, através dessa invenção, de nós demonstrarmos algo que nós encontramos para as pessoas, nós conseguimos utilizar esse recurso a nosso favor. Além dessa questão da invenção, nós também precisamos pensar com muito carinho sobre a disposição, ou seja, se o Pedro está lá no super raciocínio, e de repente, parece que ele perde o fio da meada, será que vai pegar bem? Será que as pessoas vão confiar nele ou vai fazer sentido para elas? A disposição com que as coisas são ditas também é importante nesse processo.

Por último, quando nós falamos em persuasão, nós precisamos lembrar do estilo. Algumas pessoas falam de uma forma mais calma, mais baixa, mas ainda assim elas conseguem prender a atenção da plateia dela. Porque, senão, nós ficamos com aquela impressão de que todo mundo tem que ser showman. Sabe aquela pessoa que entra no palco correndo, toda animada, toda sorriso, toda não sei o quê, e as pessoas ficam vidradas.

Mas nós temos que entender que existem estilos diferentes. E a partir do momento que nós começamos a usar e seguir aquele que é o nosso, ótimo. Nós também conseguimos persuadir as pessoas, porque isso faz sentido. Não é algo forçado. E nós começamos a nos aproximar dos outros.

Lembrando que disposição é onde as coisas serão ditas e estilo, como as coisas serão ditas. Eu vou utilizar o recurso visual, onde eu vou falar com essas pessoas? Como é que eu vou demonstrar para elas a minha ideia? Entra o recurso visual. Ou não, durante a fala o Pedro pode falar: agora você imagina que você está nessa situação. O fato de nós dizermos: imagina que, e se fosse com você.

Pode fazer com que a pessoa seja teletransportada, mentalmente falando, para aquela situação. E ela começa a vivenciar tudo aquilo e começa o processo de persuasão, onde o Pedro vai conduzindo essa pessoa para chegar naquela ideia que ele espera. Tudo isso faz parte dessa jornada que nós estamos percorrendo em busca de, cada vez, mais melhorar a nossa oratória.

Sobre o curso Oratória parte 2: apresentações em público

O curso Oratória parte 2: apresentações em público possui 97 minutos de vídeos, em um total de 65 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Softskills e carreira em Inovação & Gestão, ou leia nossos artigos de Inovação & Gestão.

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