Olá, pessoal, muito prazer. Sou o professor Raul Martins, para quem não me conhece e está me vendo pela primeira vez.
Audiodescrição: Raul é um homem branco, de 34 anos. Atrás dele, há uma parede branca com uma iluminação em degradê azul para criar um melhor ambiente neste cenário.
Neste momento, vamos falar sobre inteligência de mercado no Power BI, desde a execução até a análise. Antes de passarmos pelos temas, vou mostrar como ficará nosso painel. Teremos uma visão da importação de pneus dos últimos 10 anos, de onde vamos extrair esses dados, uma visão de cota de mercado com uma empresa fictícia que vamos avaliar, tanto no mercado interno quanto no externo, e nossos principais concorrentes, com algumas inferências. Vamos calcular a variação de preço, ver o que influencia no aumento ou diminuição do volume e, principalmente, qual é a diferença entre o meu preço e o preço do importado. O que podemos fazer a respeito? Vamos construir isso juntos. Cada aba será um exercício. Vamos usar a inteligência artificial para nos ajudar a agilizar alguns processos, mas a análise será por nossa conta. Além disso, vamos explorar fontes oficiais, de onde obter notícias para trabalhar com essas informações.
Voltando à apresentação, este é um curso de inteligência de mercado no Power BI. Apresentando-me melhor, sou Raul Martins e estou muito feliz em gravar este curso para vocês aqui e em trabalhar com a Alura. Aqui está meu LinkedIn.
Possuímos um canal de comunicação para que possamos trocar ideias. Falando um pouco sobre nossa trajetória, temos formação em publicidade e propaganda, um mestrado em gestão e marketing, e um mestrado em gestão de projetos, com foco específico em nossa área, mas é um mestrado profissional. Nos últimos 12 anos, trabalhamos com inteligência de mercado na indústria, no setor financeiro, que é nosso setor atual, bens e serviços, e relações públicas. Além da satisfação de sermos professores na Alura, também lecionamos no IEC PUC Minas sobre inteligência de mercado e wargames (jogos de guerra), com foco em metodologias para ações de mercado e análise de mercado.
Essa é uma breve apresentação de nossa trajetória acadêmica. Há informações no LinkedIn, que não atualizamos sempre 100%, mas estamos sempre por lá, publicando conteúdo sobre inteligência de mercado, novidades, pesquisas e fóruns. Tentamos nos manter o mais ativos possível. Atualmente, trabalhamos em uma instituição financeira na área de inteligência de mercado.
Vamos falar sobre fontes de dados e critérios de confiabilidade: o que devemos revisar, o que precisamos entender, onde precisamos buscar informações, qual é a fonte da qual vamos obter essas informações para trazer nossos dados e ter maior clareza. Vamos encerrar esta apresentação por aqui e, na próxima aula, entraremos mais a fundo nos detalhes de onde vamos conseguir as informações, como vamos obtê-las e a que devemos estar atentos. Nos vemos na próxima aula. Um abraço e até breve!
Vamos discutir sobre fontes de dados e critérios de confiabilidade. Onde podemos obtê-las e por que isso é importante? Antes de explorar os detalhes, vamos abordar alguns pontos. Primeiramente, os dados desempenham um papel crucial, por isso é essencial termos fontes confiáveis. Transformamos percepções em decisões, reduzindo conjeturas, o que requer precisão analítica e dados confiáveis. Medimos o mercado, identificamos tendências, monitoramos o desempenho, acompanhamos setores, regiões, concorrentes e oportunidades, tudo isso com dados confiáveis que geram valor executivo. Quando falamos de valor, referimo-nos tanto ao valor percebido para a área quanto ao valor monetário. Algumas decisões geram receitas, e o papel da inteligência de mercado é apoiar essas decisões.
Nós, como profissionais de inteligência de mercado, somos decisores? Provavelmente não, na maioria dos casos. No entanto, somos a fonte de informação confiável que a empresa consulta para tomar decisões. Isso é fundamental. Então, onde conseguimos esses dados? Fontes oficiais devem ter uma metodologia clara, uma periodicidade definida para atualização, e uma cobertura compatível com o objetivo da análise. Não adianta ter várias fontes de dados se nenhuma fizer sentido ao comparar o mercado ou buscar informações específicas. Uma série histórica consistente permite observar variações e realizar atualizações periódicas, possibilitando uma análise de longo prazo. A rastreabilidade dos dados e a possibilidade de replicar consultas são aspectos que abordaremos em aula.
Vamos aos exemplos de bases oficiais. Temos o IBGE e o MDIC, entre outras. Com quais trabalharemos nestas aulas? Anfávia, que oferece dados estatísticos para download, de 2012 a 2026, sobre produção e matriculação de veículos. Basta clicar e baixar o arquivo; veremos isso em detalhe mais adiante. Outra fonte é o Comex Estat, que fornece estatísticas do comércio exterior do governo. Ao clicar em acessar dados, temos acesso a dados abertos, disponibilizados gratuitamente pelo governo, sem necessidade de login. Esses dados de importação, de 1997 a 2026, são atualizados mensalmente, com um atraso que discutiremos mais adiante no curso, ao criar um documento de governança.
Além disso, embora não trabalhemos diretamente com isso, podemos obter dados do Banco Central do Brasil, como panorama econômico, cotações e conversor de moedas. Se desejarmos informações sobre instituições financeiras, temos acesso a dados oficiais do Banco Central, que permitem download e alteração da composição das colunas, abrangendo dados de todos os bancos. Também temos o IBGE, com dados abertos de pesquisa e análise. Podemos acessar e obter mais detalhes, sendo importante investigar, monitorar e explorar essas informações no painel.
Tudo isso está disponível em histórico, permitindo a análise do conjunto de dados, já disponível para download.
No IBGE, há um painel de indicadores do governo, como inflação, PIB, variação, desemprego, IPCA, PIB da indústria, tudo isso com série histórica. Podemos baixar e acompanhar esses dados, que são fundamentais para tomar decisões. São dados oficiais, não são invenções, e não se trata apenas do ChatGPT, que é uma ferramenta maravilhosa, mas que precisamos saber usar. Devemos ter um critério crítico em relação aos dados, que é o papel de nós, como profissionais de inteligência de mercado.
Além disso, temos a CONAB, para quem trabalha com colheitas e agronegócio, acompanhando a safra brasileira, grãos e café. Ao clicar e navegar, encontramos levantamentos e podemos baixar arquivos, ver boletins, ler notícias, tudo segmentado e com base oficial, para evitar erros e garantir que a informação seja confiável. São informações reais, do governo, que podemos seguir com tranquilidade, pois têm periodicidade. Podemos abrir os arquivos e ver tabelas de dados de produção, que, ao serem baixados, são até pesados. Podemos ver por área, produtividade, total por produto, e depois por algodão, observando a granularidade por região e estado, comparando como era em 2024, como é em 2025 e 2026, e qual é a variação em porcentagem, quilogramas, hectares e toneladas.
É muita informação, e isso é apenas um exemplo. Não vamos nos aprofundar nisso especificamente, mas é fundamental saber que isso existe, entre muitas outras fontes de informação que podemos adquirir e submeter ao compliance da empresa. Afinal, a concorrência desleal não é adequada, mas se temos acesso à informação e ela pode ser verificada, devemos aproveitar, analisar e compreender o conjunto. O principal da inteligência de mercado agora não é apenas o número.
Vamos entrar em mais detalhes sobre a informação, para termos clareza sobre o que fazer e o que não fazer. Vamos apresentar nosso painel, que veremos mais bonito ao final. Qual é o papel da inteligência de mercado? Espera-se uma compreensão profunda do mercado, um análise crítica da situação, um análise detalhada de cenários, um papel investigativo com dados, fatos e informações reais, de meios de peso, renomados, nacionais e internacionais. A inteligência de mercado é a bússola da empresa. Através dos dados, orientamos as ações, o que fazer e, muitas vezes, o que não fazer. Quais decisões devem ser priorizadas? Nós não somos os decisores, mas sim o Waze, os mapas da empresa. Indicamos o caminho e como percorrer essa direção. Esse é um papel fundamental da pessoa de inteligência de mercado na empresa.
Além disso, o mais importante é dialogar com as partes interessadas, identificar quem são as pessoas-chave com quem precisamos falar, para quem devemos direcionar a informação, e com quem teremos a confiança de fazer perguntas baseadas em dados e informações. Isso permite discutir de forma saudável o futuro de uma decisão, o direcionamento e contrapor informações. A inteligência de mercado não é apenas uma ferramenta, não é apenas Power BI ou ChatGPT, mas sim o análise do profissional, o estudo profundo do mercado, compreender tudo o que envolve essa situação e entender profundamente o mercado.
Mais adiante, na construção do painel, faremos alguns análises e inferências de correlação muito orientadas e específicas, que só adquirimos estudando esse mercado. É literalmente sentar, analisar a informação, ler, entender, trocar ideias com colegas, desenvolver painéis, analisar essa informação e fazer proposições de insights acionáveis que vão gerar retorno para a empresa. Será uma conversa nossa aqui para ter muita clareza sobre o que se espera de um profissional de mercado, de inteligência de mercado. De um profissional de mercado para outro, para que tenhamos sucesso e nos apoiemos mutuamente aqui, não apenas no curso, mas também no LinkedIn, por e-mail, e sempre contando com a Alura para difundir o conteúdo para nós.
Encerramos esta parte da aula por aqui e nos vemos em breve. Até a próxima aula.
Na aula passada, vimos exemplos de bases oficiais. Deixamos um exercício para que baixem as bases do MDIC e as bases da Anfávio. No site, vocês verão a frequência de atualização tanto das bases quanto das informações do site como um todo. É importante que entendamos o que esses sites fazem. Assim como existe a CONAB, existe o Censo do IBGE, que são sites oficiais onde podemos obter informações para diversos tipos de análise.
Não vamos mostrar um por um, pois são muitos, mas deixaremos alguns links disponíveis para consulta. Primeiro, porque o foco desta aula é o mapeamento prático do mercado de pneus. Segundo, porque não queremos que nos percamos e desperdicemos o tempo de aula olhando outras bases que não serão úteis para esta análise em questão. No entanto, são sites válidos, viáveis, e recomendamos que sigam os exemplos.
Seguindo com as fontes de dados e os critérios de confiabilidade, o que é importante? O que precisamos observar quando pensamos no mercado? Primeiro, devemos interpretar o cenário e ter uma visão de negócio. Como vamos fazer isso? Vamos identificar as fontes confiáveis, que já temos como exemplo, avaliar a qualidade das bases e, com essa ajuda, podemos realizar alguns ensaios de análise de concorrência.
Gostaríamos de fazer um parêntese, pois vamos utilizar a engenharia de prompts (sugestões) para nos ajudar nesta etapa. No entanto, é extremamente importante que a pessoa profissional de inteligência de mercado tenha um conhecimento profundo do negócio. Quando falamos em profundo, referimo-nos a todas as áreas, quais são os impactos, onde a inteligência de mercado pode ajudar as demais áreas e, principalmente, como outras áreas podem contribuir para o seu desenvolvimento. Desenvolvimento de suas análises durante esse processo.
Portanto, quando falamos de interpretar cenários para ter uma visão mais detalhada, precisamos de uma visão 360.
Quando identificamos as fontes confiáveis, observamos a diferença entre o dado oficial, o dado setorial, o dado privado e o dado aberto. Podemos adquirir informações de acordo com as regras de compliance (conformidade) da nossa empresa. É sempre fundamental estar alinhado com as regras internas, tanto por uma questão de confiabilidade quanto por uma competição saudável no mercado. Afinal, queremos ter informações e trabalhar de maneira que nossos relatórios sejam confiáveis, tanto nas bases quanto nas análises.
Reconhecer uma fonte confiável é essencial. Fontes do governo, de grandes empresas e grandes nomes do mercado são exemplos, embora não possamos citá-las aqui por serem pagas. Temos fontes primárias versus fontes secundárias. A fonte primária muitas vezes é a fonte interna da empresa, os dados oficiais. Dados valiosos gerados na empresa incluem vendas, faturamento, volume e dados históricos. Ao trabalhar com fontes oficiais, o risco de lidar com dados falsos é muito pequeno, pois possuem metodologia e uma atualização clara. Podemos cruzar essas fontes de dados para validar a informação.
O que precisamos observar nas fontes de dados? Qualquer instituição responsável pela publicação deve ter sua metodologia documentada. Se for um dado oficial, certamente terá. A frequência de atualização pode variar: a cada 30 dias, trimestral ou anual, mas sempre terá uma documentação oficial. Qual é o alcance? Por exemplo, a Anfávia fornece dados nacionais de produção, enquanto o MDIC fornece dados de importação. Qual é a cobertura geográfica? Qual é o setor? No caso da Anfávia, veículos; no MDIC, temos de tudo. Por isso, é importante também ver quais são as NCM que nos interessam.
O histórico e a consistência da série são importantes, pois podemos seguir a evolução ao longo dos anos e as oscilações, o que pode indicar uma tendência. Interpretar os outliers (valores atípicos) muitas vezes nos diz mais do que a média da informação. O mercado informa muitas coisas; veremos isso na construção do gráfico. A transparência sobre a limitação da base é crucial. Até onde podemos chegar? Até que nível de informação podemos acessar? E a partir de que ponto precisamos ou não fazer uma inferência? Tudo isso ajudará a avaliar a qualidade da base.
Quando o dado é publicado, qual é a metodologia, como foi coletado, de onde provém, qual é a granularidade, qual é o nível de detalhe: produto, região, canal. Tudo isso devemos observar em nossa base, de acordo com as perguntas que vamos responder. Sobre a existência de revisão histórica, isso acontece com frequência: o MDIC revisa os dados semestralmente. De junho até janeiro, os dados são revisados no ano vigente, e quando chega ao final do ano, de dezembro a julho, os dados são revisados novamente para garantir maior confiabilidade dessa base.
A compatibilidade da base com o objetivo da análise é essencial, pois não adianta ter muita informação se não podemos utilizá-la de forma prática. Quando falamos de inteligência de mercado, quais são as perguntas práticas? Quando vamos analisar os dados e trabalhar com eles, precisamos saber se a base está atualizada, se a metodologia é clara e pública. O nível de detalhe satisfaz o análise? O histórico é suficiente para comparação? Há algum viés ou limitação relevante? O dado pode ser replicado ou auditado? Ou pode ser auditado eletronicamente? Isso é importante porque mostra que o dado é confiável. É um dado com o qual teremos a segurança de que, independentemente do cenário econômico ou da situação, teremos essa fonte confiável para a tomada de decisões.
Vamos trabalhar a engenharia de prompts, utilizando o ChatGPT, para ter uma visão mais clara de como podemos e devemos trabalhar com essa ferramenta, que é excelente. Vamos abrir um parêntese aqui: temos a versão paga do ChatGPT. Podem usar outras IAs como Cloud, Perplex, mas um ponto é que a versão paga tem mais funcionalidades ou até mesmo funcionalidades melhores que a versão gratuita. No entanto, isso não a torna 100% confiável em ambos os casos.
O exercício que faremos juntos aqui é a engenharia de prompts. Primeiro, vamos dar contexto à IA. Queremos revisar bases confiáveis. Então, o primeiro ponto é o contexto: vamos dizer quem somos. Agora, somos profissionais de inteligência de mercado. Aqui já demos o contexto de quem somos. Agora, vamos dar o contexto da informação: informação oficial, bases oficiais e links nessas bases para entender o mercado de pneus.
O primeiro exercício é dar o contexto de quem somos e o que precisamos fazer. Através disso, a IA já vai entender que terá outra perspectiva. Delimitamos que queremos informação oficial de bases oficiais e links dessas bases para entender o mercado de pneus, que é o contexto que estamos inserindo. Agora vem a parte crucial: sempre é importante dizer à IA para não alucinar. Reforçando, não use bases nem notícias não oficiais. Aqui estamos estabelecendo as regras para ela. Gostamos de colocar isso em alguns casos, mas vamos colocar aqui: use ao máximo sua inteligência para organizar e filtrar as informações mais coerentes para esta tarefa.
Qual é a estrutura da engenharia de prompts? Qual é o exercício que vamos fazer? Vamos dar um contexto de quem somos, delimitar claramente o que esperamos e sobre qual tema. É importantíssimo dizer à IA para não alucinar, pois, caso contrário, ela trará informações diversas de qualquer lugar. Vamos pedir, e repetir, que não use bases nem notícias que não sejam oficiais e pedir que seja o mais inteligente possível para organizar e filtrar a informação para esta tarefa.
Vamos dar OK e ver o que a IA responde. Sabemos que ela trará uma infinidade de coisas, e precisamos ter a curadoria de saber o que usar e o que não usar. O que está fazendo: buscando fontes oficiais sobre o mercado de pneus no Brasil. Observem, ela já entendeu, nem precisei dizer. Está vendo dados abertos do Banco Central, Inmetro, Banco Central do Brasil. Vai trazer um monte de coisas, mas o papel da inteligência de mercado é ter essa clareza de onde buscar essa informação.
Demorou um pouco, mas aqui trouxe a leitura mais sólida do mercado de pneus no Brasil. Mostra blocos: produção, comércio exterior, demanda circulante, preço ao consumidor, custo cambial, regulação, estabilidade. Apresentamos isso aqui em síntese, no painel. Quais são as bases oficiais que trouxe? Produção industrial IBGE e o PIA, apoio ao PIA e o IPF. Para que serve: medir a produção doméstica, valor de produção, estrutura industrial do setor. Vamos usar a Anfávia para fazer essa inferência. Fizemos diversas provas, e é a que melhor corresponde para este cenário.
No comércio exterior, já vamos usar o MDIC e o COMEX STAT do COMEX STAT para ver o que vem de importação e ver a demanda potencial. Vamos ver alguns dados da frota de veículos, que é o que já vamos fazer na Anfávia. Ela vai concentrar essas partes e o preço ao consumidor, o tipo de câmbio e as regulações técnicas.
Este é o primeiro exercício. Vamos colocar este prompt para executá-lo e, em seguida, vamos pedir à IA que avance mais. Vamos colocar: a partir de agora, traga qual é a NCM de pneus segundo o MDIC. Neste caso, não queremos uma investigação profunda nem que explique como podem fazer isso, mas parte do exercício é pela concisão. A ordem direta que sempre vamos dar é: seja objetiva e traga apenas as NCM. E a regra máxima: não alucine. Pressionemos "Enter" e vejamos o que traz. Trouxe as NCM de pneus, que são 4011 e 4012.
Este é o exercício desta aula. Contenham a ansiedade, pois vamos começar a avançar para o painel em breve. Mas antes disso, precisamos explorar melhor esses conceitos. Até a próxima aula.
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