Sejam muito bem-vindos ao curso de Google Tag Manager. Meu nome é Rafael Bianchi de Vicente e serei o instrutor durante este módulo. Atualmente, atuo como Tracking Specialist (Especialista em Rastreamento), com foco em implementações de rastreamento para e-commerce, geração de leads, infoprodutos, SaaS e aplicativos. Realizamos implementações tanto no Brasil quanto no exterior. Espero poder agregar bastante conhecimento e insights para vocês nesta jornada de growth (crescimento).
Para iniciar o curso, gostaria de compartilhar uma frase que costumo dizer aos meus alunos e clientes: o rastreamento não é um detalhe que podemos deixar para depois, pois ele potencializa tudo o que já estamos fazendo. O planejamento de campanha, a cópia da landing page (página de destino), tudo isso será potencializado se o rastreamento for bem feito. Assim como pode ser um detrator, ele também pode ser um potencializador. Espero que, após este curso, vocês vejam o rastreamento como um potencializador dos projetos que estão criando para seus clientes.
Vamos começar com um grupo de aulas sobre os fundamentos do rastreamento, para criar uma base sólida e avançar no conhecimento. Nesta introdução, abordaremos a parte teórica para que vocês dominem o Google Tag Manager. Na Aula 2, entraremos na ferramenta para entender menus, abas e como criar uma conta. A partir daí, avançaremos para uma parte mais prática, com desafios ao longo das aulas. Começaremos a criar nossos containers, variáveis e tags, aumentando a complexidade gradualmente.
Inicialmente, veremos a parte de botões e UTMs, como cliques no WhatsApp, que são fundamentais para um bom rastreamento. Avançaremos para formulários, essenciais em campanhas para aumentar leads. Na Aula 5, entenderemos o que é o rastreamento server-side (lado do servidor), por que é necessário, seus benefícios e limitações, além dos cookies de terceiros e seu impacto nas campanhas.
Finalizaremos com o rastreamento de e-commerce, que é mais complexo devido à necessidade de enviar mais parâmetros para plataformas como Analytics, Meta e Google Ads, incluindo informações de produto, ID, preço, desconto e frete. Por isso, deixamos essa parte para o final, para encerrar com chave de ouro.
Sobre os níveis de conhecimento em rastreamento, costumo dividi-los em três grandes níveis. O conhecimento básico, que já é um diferencial de mercado, envolve identificar problemas, como discrepâncias entre dados de campanhas e conversões relatadas por diferentes plataformas. A competência básica inclui a capacidade de solucionar esses problemas com o uso de IA (Inteligência Artificial), que nos permite realizar implementações personalizadas sem necessidade de domínio em código JavaScript, HTML ou CSS, tornando possível criar soluções robustas.
Consideramos essencial que profissionais de marketing dominem o uso da inteligência artificial para auxiliar no rastreamento de dados. Caso não consigamos resolver um problema ou ele seja mais complexo, é importante produzir um briefing de qualidade para a equipe responsável pelo rastreamento na empresa, como o time de TI ou um grupo específico de Web Analytics. Muitas vezes, profissionais de mídia tradicional têm dificuldade em expressar exatamente o que desejam, o que pode resultar em erros na implementação de campanhas devido a falhas no briefing ou na validação. É fundamental saber identificar, usar IA, produzir um bom briefing e validar se o trabalho está correto.
No curso de Google Tag Manager, abordaremos a importância de implementar soluções server-side e entender o que estamos fazendo, além de argumentar com clientes sobre a necessidade de um servidor que, apesar de gerar um custo adicional, traz benefícios significativos para as campanhas. Muitos profissionais sabem implementar server-side, mas não conseguem justificar sua necessidade para os clientes. Vamos esclarecer por que precisamos do servidor e como implementá-lo, tornando-nos profissionais de marketing acima da média.
O nível avançado do curso não é obrigatório para todos os profissionais de marketing, mas é importante saber que é possível enviar eventos para o Meta a partir de outras fontes de dados, como um CRM ou uma assinatura de contrato, utilizando webhooks e bancos de dados. Essa implementação avançada pode ser solicitada e realizada em conjunto com a equipe de Web Analytics ou desenvolvimento. No curso, veremos até essa parte essencial.
Para quem investe mais de 5 mil reais, ter um server-side é crucial para não perder dinheiro. Vamos dominar as implementações de server-side e extrair o máximo de conhecimento do curso de Google Tag Manager. É importante colocar a mão na massa, realizar os desafios e criar contêineres de teste. O Google oferece essa oportunidade gratuitamente, e devemos aproveitá-la para aprender. Criar contêineres de teste e implementar com clientes, começando pelos exemplos da aula e depois aplicando em casos reais, solidificará nosso conhecimento.
Outro ponto importante é o uso intensivo de IA. Utilizaremos ferramentas como o Tag Builder, um GPT customizado que auxilia na construção de tags, e desenvolveremos nossas próprias tags personalizadas. A IA também será usada para esclarecer dúvidas e aprender conceitos teóricos. Perguntas conceituais sobre DNS ou a necessidade de contratar um servidor são exemplos de como a IA pode ser útil. Devemos contextualizar o ChatGPT ou nossa LLM preferida para obter respostas específicas e precisas.
Portanto, criemos nossos contêineres de teste, acompanhemos as aulas, realizemos os desafios e utilizemos a IA para nossa realidade e conceitos teóricos. Não devemos deixar dúvidas e devemos aplicar o conhecimento em casos reais. Vamos para a próxima aula!
O que é um gerenciador de tags? Falamos muito sobre o GTM, mas é importante termos uma definição clara do que é um gerenciador de tags. O Google Tag Manager, ou gerenciador de tags, é uma ferramenta que permite a nós, profissionais de marketing, inserir códigos em um site ou aplicativo sem precisar acionar os times de desenvolvimento ou TI sempre que precisarmos adicionar um novo script de alguma ferramenta ou rastrear uma conversão ou comportamento no site.
Essa ferramenta surgiu para proporcionar mais agilidade, já que o marketing é um setor dinâmico. Criamos novas páginas, testamos novos botões e formulários. A necessidade de agilidade levou ao surgimento dos gerenciadores de tags, pois acionar os profissionais de desenvolvimento para modificar o código-fonte pode ser um processo demorado. Assim, esses gerenciadores agilizam o trabalho, considerando que o marketing é mais dinâmico do que o desenvolvimento, além de ajudar na organização.
Frequentemente, esquecemos a importância da organização. É crucial adotar boas práticas de nomenclatura para as tags. Muitos de nós já nos deparamos com um GTM confuso, com cada tag, gatilho e variável nomeados de forma desorganizada, o que dificulta a navegação e gera desconfiança sobre a precisão do rastreamento. Portanto, a organização é fundamental para gerenciar e organizar todos os eventos e tags que enviamos para diferentes plataformas, como GA4, Metaedits e Google Ads. A centralização e organização dessas informações foram os motivos que originaram os gerenciadores de tags.
Todo gerenciador de tags possui quatro elementos: tags, gatilhos, variáveis e uma ferramenta para testar se as modificações estão corretas antes de publicá-las para todos os usuários. Esse preview ou debug é essencial. Embora os nomes possam variar, todas as ferramentas possuem esses elementos.
Vamos entender melhor o que é uma tag, que é a parte principal do nosso gerenciador de tags. É ela que envia informações para outras plataformas.
Sempre mencionamos que uma tag é um pacote de informações que será enviado em um momento escolhido por nós, que seria o nosso gatilho. Esse pacote de informações contém as variáveis que escolhemos e será formatado de acordo com a necessidade de cada plataforma. Essa é basicamente a definição de tags, especificamente de evento e conversão. Ao longo do curso, veremos que existem outros tipos de tags, mas as principais são essas de eventos e conversão. É importante ter isso em mente: a tag possui dois elementos principais, as informações que queremos enviar e o momento em que serão enviadas, ou seja, as variáveis e os gatilhos.
Frequentemente, generalizamos ao falar sobre gerenciadores de tags, mencionando o Google Tag Manager (GTM). No entanto, é importante saber que existem outros gerenciadores de tags, como o Thalion e o Adobe, que são mais comuns em grandes organizações. Esses são os mais famosos e são considerados mais robustos. O GTM, por ser fácil de usar, pode acabar se tornando desorganizado, pois muitas pessoas podem adicionar novos pixels, tags e variáveis, resultando em confusão. Em contrapartida, ferramentas como o Thalion e o Adobe são mais rígidas e possuem uma governança maior, sendo mais adequadas para clientes maiores, como a Amazon e outras empresas globais.
É importante ressaltar que existe uma versão paga do Google Tag Manager que compete com ferramentas como o Thalion, oferecendo uma governança maior. Geralmente, quando fazemos atualizações no GTM, elas passam por um time de qualidade que verifica se estão corretas antes de serem publicadas, criando uma hierarquia mais estruturada. Em empresas grandes, com muitos funcionários e profissionais de marketing, seria um caos se todos pudessem publicar alterações no site sem controle. O Google Tag Manager 360 é uma versão que costuma ser vendida em conjunto com o Google Analytics 360, que custa cerca de 20 mil dólares por ano. São ferramentas caras, mas devemos agradecer que o Google Tag Manager é gratuito e extremamente eficiente.
Na próxima aula, vamos entender como utilizamos essas ferramentas para realmente trabalhar.
Agora vamos preparar nosso ambiente de trabalho, baixando todas as ferramentas e instalando tudo o que precisamos para trabalhar com mais velocidade, eficiência e, em alguns casos, mais conforto. Vamos utilizar basicamente seis ferramentas, além da nossa LLM preferida, que neste caso será o ChatGPT.
A primeira ferramenta é o Figma. O Figma é muito utilizado por pessoas desenvolvedoras web, mas não o utilizaremos com esse propósito. Usamos o Figma como um ambiente para centralizar informações, scripts e tudo o que utilizamos em uma implementação, pensando em possíveis utilizações futuras. Vocês terão acesso ao Figma, a este painel de implementação que preparamos especificamente para este curso de Google Tag Manager. Vamos dar uma olhada no Figma. Este é o site do Figma. Vocês podem acessar, fazer o cadastro com o Gmail, mas o principal nesta aula é entrar no painel do Figma que utilizaremos ao longo de todo o curso.
Outra ferramenta que não mencionamos anteriormente, mas que utilizamos muito, é a barra de favoritos. Sempre que iniciamos um novo projeto, criamos uma pasta e salvamos ali dentro os links importantes, incluindo o link do painel que estamos utilizando para o projeto. Temos vários links rápidos que nos permitem uma organização eficiente com os favoritos. No Figma, há um sistema de navegação: segurando o scroll, podemos mover para a esquerda ou direita. Se pressionarmos ctrl ou command e usarmos a rodinha do mouse, conseguimos dar zoom in e zoom out. Vamos trabalhar bastante aqui, e vocês vão se familiarizar ao longo das aulas.
Quando entrarmos no Figma para fazer nosso primeiro projeto, ou nosso primeiro traqueamento, explicaremos como criar um painel, um draft (rascunho) do Figma específico para cada projeto. É assim que nos organizamos. Cada projeto tem um Figma muito bem estruturado.
Avançando nas ferramentas de trabalho, algumas delas podem não fazer sentido agora, mas é importante deixá-las baixadas e organizadas para que, quando precisarmos utilizá-las, já estejam prontas. A primeira delas é o Pixel Helper. No painel de implementação, já deixamos o caminho para a Chrome Web Store, onde basta clicar para baixar e instalar a extensão. Se estiver usando o Chrome, vá para a parte de extensões e fixe a extensão. O Pixel Helper nos ajuda a diagnosticar rapidamente o que está acontecendo em um site, tanto nosso quanto de outros projetos, sendo eficiente para diagnósticos rápidos. Não o usamos como ferramenta de debug, pois nossa fonte de verdade será sempre o GTM.
Após baixar o Pixel Helper, baixe o Tag Assistant. Não o usamos como debug, mas ele melhora a experiência em alguns casos. Por exemplo, a parte de preview do GTM pode abrir em outra janela, e não gostamos desse comportamento. Portanto, baixem-no para facilitar essa parte. Esta é nossa segunda ferramenta, além do Figma.
A terceira ferramenta é o STAPE GTM Helper. A STAPE é uma empresa ucraniana que fornece servidores para traqueamento server-side. Além de oferecer esse serviço, eles fornecem ferramentas para facilitar nosso dia a dia. Esta extensão permite adicionar cores às tags, tornando o trabalho mais agradável e rápido para identificar o que está sendo disparado. Portanto, baixe a extensão da STAPE.
As outras duas ferramentas são aplicativos. Utilizamos o Mac, mas se você utiliza o Windows ou outro sistema operacional, encontre o análogo. O que queremos aqui é uma ferramenta de captura de tela (print screen), que deve ter um atalho para digitar no teclado e conseguir tirar uma captura de tela.
A segunda ferramenta que utilizamos, que não é uma extensão, é uma ferramenta de expansão de texto, o Text Expander. Vamos utilizá-la bastante ao testar a persistência de parâmetros de URL. O que são parâmetros de URL? No Figma, por exemplo, temos alguns parâmetros que aparecem após a interrogação. Tudo que vem depois da interrogação são considerados parâmetros de URL, e eles são separados pelo caractere "&", que é reservado para essa função.
Vamos dar um exemplo mais próximo do nosso contexto. Se digitarmos um domínio aleatório para testar no projeto e quisermos verificar a persistência de parâmetros como UTM campaign ou UTM content, ao invés de digitarmos todos manualmente, utilizamos uma ferramenta de expansão de texto que faz esse trabalho por nós. No nosso caso, usamos o LazyBoard. Definimos um texto de atalho, como mensagens rápidas, e ao digitar "UTM", seguido de "G", o texto é expandido automaticamente, inserindo todos os parâmetros de URL necessários. Isso inclui parâmetros de identificação de clique do Meta e do Google, tornando o processo muito mais rápido.
A última ferramenta que abordaremos é a injeção do nosso GTM. Mesmo sem um cliente para testar, com o sistema que criamos, é possível não apenas seguir os exemplos da aula, mas também aplicar em qualquer outro cliente, mesmo sem acesso ao código ou à plataforma. Podemos inserir o contêiner de teste do GTM para praticar. Assim, podemos testar o tracking em um e-commerce de um amigo ou em um projeto que estamos prospectando, obtendo muito material para prática. Utilizamos o Tampermonkey, que ainda precisaremos ajustar, mas já deve estar instalado.
A missão desta aula é ter o Figma configurado, acesso ao painel de implementação para consultar materiais, e as extensões instaladas, incluindo a ferramenta de print screen e a de expansão de texto. Vamos para a próxima aula!
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