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      Confira a segunda edição do Alura Commit e veja novas carreiras, ferramentas na plataforma e imersões práticas para você se atualizar e impulsionar sua carreira.

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      Quality Assurance e entrega contínua

      Neste vídeo você vai conhecer como QA e entrega contínua (continuous delivery) se encaixam. Se você quiser conhecer mais de DevOps, pode começar pela formação [Primeiros passos em DevOps]( Se você estiver estudando QA, não deixe de conferir a nossa formação [Carreira QA: processos e automação de testes]( # Transcrição *Quality assurance* (em português, garantia de qualidade) ou QA e entrega contínua. Vamos ver o que esses dois têm a ver? Olá, sou o Vinicius Dias e sejam bem-vindos à Alura. Quero bater um papo bem rápido com vocês sobre como podemos aumentar a qualidade dos nossos *deploys*, digamos assim. Quero mostrar qual a relação entre QA e entrega contínua. O que esses dois têm a ver, qual a relação entre eles e como um depende do outro. Vamos entender primeiro o que é QA. Para quem me conhece, sabe que gosto de pegar uma definição formal da internet para depois esmiuçar. Quando pesquisamos "o que é *quality assurance*?" no Google, a resposta é exatamente a seguinte: ### O que é Quality Assurance? * "Garantia da qualidade é uma forma de prevenir erros ou falhas nos produtos manufaturados e evitar problemas ao entregar soluções ou serviços aos clientes." Quando trazemos isso para o mundo de software, significa que *quality assurance*, que chamaremos pela sigla QA, é uma forma de garantirmos que o código, sistema ou produto que estamos construindo está com uma qualidade aceitável. Para isso, existem diversas técnicas, processos e práticas para assegurar que a qualidade esteja satisfatória. Quando me refiro à qualidade aceitável, isso é um ponto muito importante, porque é muito difícil dizer se um código ou produto está bom, ou ruim. Por essa razão é fundamental definirmos critérios objetivos para impedir que um código vá para frente ou que um *deploy* aconteça, por exemplo. Precisamos ter o mínimo para certificar a qualidade do que está sendo feito, isso é um processo que aprendemos quando estudamos QA. O QA pode ser o papel de uma pessoa, de uma equipe inteira ou compartilhado entre diversas pessoas de uma equipe. Logo, QA não é uma caixa fechada, digamos assim. Existem vários profissionais dessa área que trabalham em setores distintos, como automação de testes, com testes manuais e os que trabalham mais do lado do negócio ou da equipe técnica. Como já mencionado, QA não é uma caixa fechada, existem várias práticas e técnicas que podemos utilizar para garantir a qualidade de um produto. ### Quality Assurance vs Quality Control *Quality assurance* é uma forma de garantirmos a qualidade **enquanto o produto está sendo desenvolvido**. Para quem já chamou alguma vez TDD de teste depois do *deploy*, sabe ao que estou me referindo quando falo que é comum criarmos um software, escrever um código ou gerar um produto e, no final do processo, enviar para alguém testar. Isso acontece bastante, inclusive, em alguns casos existe um profissional com essa função. Para que, após o desenvolvimento do produto ou serviço, esse profissional garanta que o que foi desenvolvido corresponde com a expectativa do produto. Essa técnica não se refere a QA, chamamos ***quality control***, o controle de qualidade. **Após o desenvolvimento, é garantido que o produto foi produzido corretamente**. Já o *quality assurance* faz parte do processo, enquanto é realizado o desenvolvimento, existem práticas a serem aplicadas para garantir que está sendo desenvolvido da melhor forma. Repare que QA envolve toda a parte do processo de desenvolvimento e, de fato, faz parte do processo. Não é apenas um momento pontual que adicionamos, como o teste depois do *deploy* ou quando perguntamos para a pessoa se ela já finalizou a tarefa e ela responde: "Está pronto, só falta testar". Esse "só falta testar" é o *quality control*, o *quality assurance* vai muito além disso. Essa prática de ter uma garantia de qualidade como um processo no nosso software permite diversas coisas. Tem um ponto interessante nos "Princípios por trás do manifesto ágil", o primeiro. Em que a prioridade é satisfazer o cliente e, com isso, realizar entregas o mais cedo possível através de **entregas contínuas** um software de valor. ### Principais princípios por trás do manifesto ágil * “Nossa maior prioridade é **satisfazer o cliente**, através da *entrega adiantada e contínua* de software de valor.” Essa frase nos diz que precisamos garantir que as entregas sejam contínuas, sendo o nome de um **conjunto de práticas** também. Logo, **entrega contínua** é o conceito que você possui um processo muito bem definido com QA, também bem definido, em que a entrega do software é feita de forma contínua. Por exemplo, se temos o planejamento de uma *feature* que passa pelo desenvolvimento, em que é realizado os testes necessários, gerando um *build* que passa pelo *quality control* que pode ir para outro ambiente para a verificação, e em seguida é feito o *deploy*. Isso gera uma entrega. Todo esse processo sendo feito de forma contínua e automatizada é o princípio por trás de entrega contínua. Repare que sem o *quality assurance* a entrega contínua se torna algo utópico. Poderíamos até cogitar a possibilidade de ter algo assim, mas se não existem processos para garantir a qualidade do que está sendo feito, como teríamos confiança para realizar uma entrega de software de maneira contínua, de forma, inclusive, automatizada? Logo, precisamos de QA para atingir entregas contínuas. A entrega contínua tem como núcleo a **build pipeline**. Basicamente é uma esteira de geração, podemos chamar assim. No *build pipeline* temos algumas etapas e dentro de cada uma dessas etapas existem processos de QA. ![Esquema visual sequencial contendo as seguintes etapas: "Plan", "Develop", "Build", "Test", "Deploy" e "Operate"]( No momento do **planejamento**, há processos de QA para garantir que está sendo feito da forma correta, com a descrição do que precisamos da forma correta também. Na etapa de **desenvolvimento** temos as boas práticas de programação, criação de testes, entre outros processos. Na hora de fazer o ***build***, é como garantimos que estamos utilizando tudo do ambiente correto e como automatizamos essa mudança de ambientes. Realizar aquele **teste**, o *quality control*. Fazer o **deploy**, que pode ser feito de maneira contínua ou não. Talvez essa etapa seja manual por uma necessidade de negócio. Por exemplo, queremos agrupar diversas *features* que passaram por essa entrega contínua, logo a *feature* foi entregue, mas queremos agrupar para gerar uma versão, então o *deploy* vai ser manual. Contudo, se tivermos um *deploy* que é um **evento**, por exemplo, não podemos realizar às sextas-feiras ou perto de terminar o expediente, visto que precisa ter um desenvolvedor à disposição caso aconteça um erro. Isso significa que provavelmente está faltando a parte de *quality assurance*, o processo da garantia de qualidade no desenvolvimento do software. Quando temos um *build pipeline* utilizando integração contínua para chegar na entrega contínua, o que atingimos é o **feedback contínuo**. Isso até poderia virar um vídeo à parte, mas basicamente quando aplicamos essas práticas estamos garantindo que em cada etapa do processo temos um feedback, que estamos indo pelo caminho correto. Caso aconteça um erro, vamos errar pequeno e mais rápido. É justamente o princípio do manifesto ágil. Então, *quality assurance* leva à possibilidade de termos entregas contínuas. Esta está diretamente relacionada aos processos ágeis, sendo um assunto bem interessante. Inclusive, fica o convite que na plataforma da Alura existem treinamentos tanto de *quality assurance* quanto de entrega contínua, com vários elementos satélites, como integração contínua, testes e muito mais. Esses são os conceitos de *quality assurance* e entrega contínua.

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    Uma das maneiras de manter as pessoas usuárias cada vez mais em nossos aplicativos é fornecer **experiências mais ricas e personalizadas**. Nesse contexto, ter uma espécie de inteligência artificial que entenda o que a pessoa usuária está fazendo e seja capaz de interagir com ela é muito útil. Vamos começar a utilizar o *Gemini* dentro de nossos aplicativos e quem vai te acompanhar nessa jornada é o Junior Martins. > **Audiodescrição**: Junior é uma pessoa de pele clara, cabelos castanho-escuros compridos, que usa óculos com armação preta e também veste uma camiseta na cor preta. Ele está à frente de uma parede branca iluminada por luzes em degradê que vão do azul ao rosa. Durante esse conteúdo, queremos mostrar especificamente o que é o *Gemini*, que, caso você não conheça, é uma **ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google** que, como eles mesmos comentam, foi desenvolvida para concorrer com o já conhecido *ChatGPT*. Ele faz parte de um modelo de inteligência artificial que são as IAs generativas onde podemos introduzir alguma informação, como um texto, uma imagem e ela será capaz de devolver mais informações. É muito comum, por exemplo, enviar um texto e pedir para ela resumir, criar uma história, gerar algum código, resolver algum problema ou mesmo passar alguma informação, como uma imagem, e pedir para ela trabalhar em cima disso. ## Explorando o Gemini do Google O *Gemini* é dividido em **três modelos principais**: temos o *Gemini Ultra*, uma versão muito mais potente, que geralmente é feita para rodar em servidores; o *Gemini Pro*, nas versões 1.0 e, mais recentemente 1.5, que é a versão que mais costumamos usar, mas ainda é uma versão que roda em servidores; e também o *Gemini Nano*, desenvolvido especialmente para rodar em dispositivos móveis, como smartphones. Na documentação do Google, eles explicam um pouco melhor o que é o *Gemini Nano*, dando uma introdução e explicando que ele está disponível apenas para alguns dispositivos. Se deslizarmos um pouco para baixo, no tópico “Benefícios da execução do dispositivo”, é comentado que essa versão roda diretamente no dispositivo, ou seja, ele não se conecta a nada para poder funcionar, tanto que temos o acesso offline de tudo que o *Gemini* é capaz. Mas, justamente por ele ter esse poder de processamento utilizando o próprio dispositivo como base, precisaremos ter alguns dispositivos muito potentes, com hardware muito bom, para poder rodar o *Gemini Nano*. E por isso que não vamos focar muito nele, afinal poucos dispositivos hoje em dia possuem essa versão. Dentro dessa própria documentação já é descrito que caso queiramos utilizar o *Gemini* em aplicativos, mas não tenhamos um desses dispositivos ou não queiramos focar especificamente no *Gemini Nano*, podemos utilizar a outra versão do *Gemini*, que é o *Gemini Pro*, dentro de nossos aplicativos. E por isso temos uma outra documentação com alguns exemplos de código. Se subirmos um pouco para o topo, teremos um cabeçalho semelhante àquele que já conferimos do *Gemini Nano*, mas com o título “Como usar a API Gemini em apps Android (SDK do cliente)”. Ou seja, podemos colocar um código dentro do nosso aplicativo que vai acessar o *Gemini* remotamente. Nesse caso, precisaremos fazer uma série de configurações que é descrita dentro dessa documentação, como por exemplo, fazer a configuração da chave da API, entender quais são os métodos que o *Gemini* traz para utilizar no Android. Essa é uma página dedicada a ensinar como podemos utilizar o *Gemini* através de APIs REST. Mas é descrito também que o próprio Google já preparou um *SDK* do *Gemini*, então podemos ir deslizando e conhecendo um pouco melhor desse *SDK*, com alguns códigos que funcionam de maneira mais simples, sem precisarmos de implementações tão complexas para poder começar. Mesmo assim, se continuarmos deslizando para baixo, veremos que alguns passos são necessários para poder utilizar o Gemini. Pensando nisso, o Google também tem trabalhado em um novo recurso dentro do próprio Android Studio, para facilitar nosso primeiro contato com o Gemini. Acessando a página do site Android Developers, acessaremos a aba “Desenvolver > Android Studio > Visualizar” e chegaremos à página “Criar seu primeiro app de IA generativa no Android Studio”. Aqui, temos a informação de que o Android Studio possui uma nova opção. ## Iniciando o projeto Se deslizarmos um pouco para conhecer, quando clicamos em “Criar um novo projeto”, aparecerá essa opção que é a Gemini API Starter. Se continuarmos deslizando para baixo, veremos algumas imagens, um passo a passo relativamente simples, sobre como utilizar essa função e quais são os passos que podemos seguir para continuar com ela. Porém, um detalhe que precisamos ficar atentos é sobre a **versão do Android Studio** em que essa função está disponível. Estamos com o Android Studio aberto, especificamente no Android Studio Koala 2024.1.1 Canary 3. É um número de versão bem grande, mas precisamos nos atentar de que essa nova opção que acabamos de visualizar na documentação só existe por enquanto nas **versões betas do Android Studio**. Vamos deixar especificamente essa versão para você poder fazer o download, e se quiser utilizar uma versão mais recente do Android Studio que esteja em beta, recomendamos que utilize a ferramenta Toolbox, que aparece no canto direito da tela. É uma ferramenta oficial da JetBrains, e recomendamos o uso dela. Pode ser que você tenha essa mesma versão, a Koala, instalada, mas que ela esteja em alguma versão futura, Canary 10, por exemplo, e ela não tem essa opção. Então, recomendo que você utilize o Toolbox, localize o Android Studio, clique nos três pontinhos verticais do lado direito dessa opção, clique em “Outras versões” no menu suspenso. Aqui dentro, você terá uma lista de versões. Geralmente esses recursos em teste beta costumam ficar nas versões Canary mais recentes. Por exemplo, temos a Koala nesse momento, mas um recurso que já esteve em versões anteriores, como, por exemplo, a Jellyfish 2023.3.1 Beta 2, mas que, por exemplo, nessa Jellyfish Beta 2, uma versão mais recente, não está mais presente. De qualquer maneira, repito que vamos deixar essa mesma exata versão para você poder fazer o uso. Com essa versão, quando clicamos em “New Project”, temos ali a opção Gemini API Starter, ou API Starter. Quando clicamos nessa opção, podemos perceber que ela está com uma tag de preview, que está em amarelo com texto preto no topo à direita. Essa tag vem sendo adicionada em recursos beta do Android Studio, então toda parte do Material Design, do Jetpack Compose, em algum momento esteve também com essa tag, e hoje em dia está de maneira oficial no próprio Android Studio. Então, pode ser que no futuro você não tenha mais essa tag, mas a opção já esteja ali nativamente. Podemos clicar no botão “Next”, e vamos seguir então com a criação de um projeto comum. Podemos, por exemplo, definir um nome, que vamos deixar como “GenIA”, e vamos deixar o pacote com com.alura.genia, que é a nossa Generate AI. Não precisamos alterar nenhum outro parâmetro. Vamos deixar a opção de Kotlin DSL como está e clicar no botão “Next”, e aqui tem um detalhe que precisamos prestar um pouco de atenção. Quando clicarmos no botão “Generate API key with Google AI Studio”, ele vai abrir um novo site no nosso navegador. Caso você nunca tenha acessado esse site, a primeira coisa que vai aparecer é um aviso de termos de serviço, e você pode marcar a primeira caixinha para poder aceitar esses termos e poder utilizar o Gemini. Vamos clicar na opção “Continue”, depois de marcar essa primeira caixinha, recomendamos que você leia as licenças, e logo de cara já teremos então essa tela de “API keys”, e você pode clicar em “Create API Key” no centro da página. Quando fizermos isso, ele abrir uma nova aba e pedir para criar uma chave novamente, podemos clicar em “Create API key in new project”. O objetivo aqui é gerar uma chave que conecta nossa conta a algum projeto do Android, que teremos disponibilizado na plataforma da Google. Para a Google ter um controle de quem está utilizando essa API, precisamos gerar uma chave, similar ao que vários outros serviços já fazem. Essa chave é uma sequência alfanumérica e depois que ela for gerada, podemos clicar em “*Copy*” (Copiar). Agora, podemos voltar para o nosso projeto no Android Studio. De volta no Android Studio, podemos colar a chave no campo “API Key” que estava vazio. > **Atenção:** recomendamos que você não compartilhe essa chave com ninguém, porque ela está justamente ligada à sua conta da Google. Nesse caso, vamos utilizar essa chave agora, depois que terminarmos de gravar, vamos invalidá-la, então você também não vai conseguir utilizá-la. Feito isso, podemos clicar em *Finish* (Finalizar), e aguardar o projeto ser construído. Então, ele vai abrir o projeto e fazer algumas configurações, é um procedimento um pouco demorado, teremos um erro que deve surgir no projeto que foi compilado. Esse erro vai ser justamente no arquivo MainActivity, que ele deve abrir por padrão, e na nossa MainActivity, que é a nossa tela principal, o BuildConfig provavelmente não vai ser reconhecido. Isso acontece porque esse arquivo de BuildConfig está relacionado a alguma das opções que veremos lá na própria documentação do Gemini, para poder configurar as chaves de maneira segura. Não vamos aprofundar muito nisso, vamos apenas corrigir esse erro. Ele dá a opção de fazer o *Import Class* nesse momento, só que se fizermos o *Import Class* dessa classe padrão, ele provavelmente não vai funcionar. Então, recomendamos que você clique na opção para poder construir o nosso projeto novamente, no topo da interface temos o ícone de um martelo que corresponde à opção “*Make Module*”. Vamos clicar nessa opção no canto superior do Android Studio, ali na parte direita, e vamos aguardar ele fazer o *build* do Gradle na parte inferior do Android Studio. Nosso projeto terminou de fazer o *build*, e ele já trouxe o erro que está na linha 50. Para corrigir esse erro, podemos simplesmente apagar esse BuildConfig.apiKey da linha 50, e começar a escrever BuildConfig novamente. Duas opções devem aparecer, sendo que precisamos selecionar aquela que tem o com. seguido do nome do nosso pacote, que no nosso caso é o com.alura.genia. Podemos então colocar um ponto no final e deve aparecer a sugestão “*apiKey*”, podemos selecioná-lo. val generativeModel = GenerativeModel( modelName = "gemini-pro", apiKey = com.alura.genia.BuildConfig.apiKey ) Se usarmos o atalho “Ctrl + B” nesse “*apiKey*”, a mesma chave que acabamos de girar no site da Google vai estar armazenada nesse projeto, de uma maneira segura, gerada automaticamente pelo plugin do Gradle. Podemos então rodar o nosso aplicativo com o “Shift + F10”, e ver que esse projeto já está todo configurado, podemos apenas testá-lo. O nosso aplicativo rodou, já estamos indo com o nosso emulador em tela, e das várias funcionalidades que o Gemini tem, uma delas é **sintetizar um texto**, ou seja, fazer um resumo de um texto que passamos. ## Resumindo um texto com o Gemini Quando rodamos o aplicativo, a primeira coisa que ele vai sugerir nessa interface, que tem justamente um campo para poder inserir informações, é digitar um texto e pedir para ele se resumir (“Enter text or a URL to summarize”). Então, pegaremos um texto bem extenso, que é um texto da documentação do Gemini, vamos clicar na caixa de texto e colar. É um texto com várias linhas que descreve o Gemini, como ele é um concorrente do ChatGPT, e podemos clicar na opção “*Go*” depois de colar esse texto. Ele vai fazer um pequeno *loading*. Esse *loading* é basicamente o nosso aplicativo consultando a API do Gemini, mandando essas informações que a pessoa usuária, que no nosso caso somos nós, inserimos e trazendo algum resultado. Então, tínhamos um texto com várias linhas e pedimos para ele ser resumido, sintetizado. Agora temos um texto muito menor, mas que ainda contém toda a essência do texto anterior. Ou seja, o texto foi interpretado e resumido mantendo os principais pontos-chave com relação às tecnologias. Foram mantidos o *Google DeepMind*, *Gemini*, *ChatGPT*, dentre outras. Se voltarmos para o código que temos além do emulador, podemos perceber que na MainActivity é chamado o SummarizeViewModel. Podemos clicar nele e usar o atalho “CTRL + B”, que vai nos redirecionar para o arquivo “SummarizeViewModel.kt”. Dentro desse ViewModel temos um sistema muito similar ao que nós já utilizamos em vários outros cursos, seguindo a documentação oficial do Android. É dito que uma configuração específica foi feita utilizando a API do *Gemini* para que, toda vez que ele passar na linha val prompt = “Summarize the following text for me: $inputText”, ele pegar o texto que a pessoa usuária colocou e adicionar essa nova instrução, que é a de resumir o texto. Mas, se quisermos, podemos fazer o *Gemini* não ter nenhuma instrução anterior para poder entender um pouco melhor como utilizá-lo. Essa é uma ideia bem simples de adaptar nesse código: ao invés de fazer esse val prompt conter todo esse texto “Summarize the following text for me:”podemos fazer o val prompt ser igual apenas ao inputText. fun summarize(inputText: String) { _uiState.value = SummarizeUiState.Loading val prompt = inputText } E se rodarmos o nosso projeto com essa única modificação e aguardarmos ele subir, a partir de agora, dentro desse nosso emulador, temos todo acesso ao potencial do *Gemini* com relação a texto. Então, podemos dar qualquer instrução para ele que ele vai seguir. Por exemplo, vamos clicar em Text to Summarize no nosso aplicativo e colar o texto “liste as 10 primeiras versões do Android”. Vamos clicar em “Go” e o *Gemini* tem justamente todo o conhecimento sobre as versões do Android. Ele vai trazer uma lista, inclusive enumerada, com várias das primeiras versões do Android. 1. Android Alpha 2. Android Beta 3. Android Cupcake (1.5) 4. Android Donut (1.6) 5. Android Eclair (2.0-2.1) 6. Android Froyo (2.2) 7. Android Gingerbread (2.3-2.3.7) 8. Android Honeycomb (3.0-3.2.6) 9. Android Ice Cream Sandwich (4.0-4.0.4) 10. Android Jelly Bean (4.1-4.3.1) Podemos passar várias informações, pedir para ele gerar histórias, para ele organizar listas, gerar códigos. E foi muito rápido o acesso que tivemos. Podemos começar a explorar a possibilidade de utilizar o *Gemini* sem precisar fazer uma série de configurações. Inclusive essa mesma do Build Gradle que vimos, ela é um pouco mais complicada, mas já vem por padrão feita e é algo que não precisamos nos preocupar. Porém, o *Gemini* também tem a possibilidade de lidarmos com outros tipos de informação. Para isso, podemos voltar mais uma vez ao nosso código no Android Studio e se clicarmos no menu principal no canto superior esquerdo, e selecionar “File > New > Import Sample”. Ele vai abrir uma nova janela. Na caixa de texto dessa janela, podemos digitar “IA” ou “Generate” e aparecerão alguns exemplos logo abaixo. Vamos selecionar o “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*”, logo abaixo de “*Jetpack Compose Layouts*”. A inteligência artificial está em versão beta, então temos a opção “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*” duplicada, aparecendo também sob a categoria de *Artificial Intelligence*. No fim das contas, podemos clicar em qualquer um dos dois “*Google Generative*”, ele vai trazer o mesmo exemplo. Selecionando essa opção e clicando em “Next”, ele sugere que criemos um novo projeto. Esse projeto, através do samples, é bem mais completo. E vamos deixar a configuração padrão que ele escolheu. Vamos clicar em “Finish” e aguardar ele gerar esse novo projeto com esse novo exemplo. Nosso projeto terminou de buildar. Já fizemos aquelas correções também com relação à nossa chave que vimos no projeto anterior. A única diferença é que aqui ela está no “GenerativeViewModelFactory.kt”, e está em mais de um lugar. Mas foi só adicioná-la no “local properties”. Já adicionamos o apiKey e buildamos o projeto. Temos um projeto mais robusto com vários exemplos de implementação do *Gemini* que você pode adaptar e também entender melhor estudando como ele funciona. Uma diferença que teremos é que aqui já são definidos vários tipos de modelos diferentes ao longo do código deste *ViewModel*. Então temos o *Gemini Pro*, o *Gemini Pro Vision*, o *Gemini Pro Normal*. ## Outras possibilidades de uso do Gemini Ao executar o projeto que acabamos de importar neste sample, teremos o aplicativo com três opções principais: “Generate text from text-only input”, “Generate text from text-and-image input (multimodal)” e “Build multi-turn conversations (chat)”. Estamos com o meu emulador disponível. Temos algumas opções para, por exemplo, explorar o modo chat, que é a última opção. Temos a opção para poder explorar o modo texto, que é a primeira. Mas a opção mais interessante nesse caso é a do meio, *Generate text from text-and-image input* (Gerar Texto a partir de Entrada de Texto e Imagem). Se clicarmos em *Try It* (Experimente), podemos adicionar algumas imagens de texto às informações que vamos inserir. Ou seja, se você, como pessoa desenvolvedora, quer criar um aplicativo em que o usuário pode enviar uma imagem, fazer uma pergunta ou, por exemplo, trabalhar em cima de alguma resposta com base no que o usuário acabou de fotografar, este é um código que você pode utilizar de exemplo. Se clicarmos no botão *Mais* (ícone de soma do lado esquerdo do campo “Question”), ele vai trazer a galeria do Android. Temos uma foto de uma pessoa e vamos enviar essa foto. Selecionamos a imagem e vamos digitar no campo de texto uma informação que é a seguinte: “qual é o nome do principal objeto do esporte que essa pessoa praticava?”. Vamos clicar em “*Go*” e vou aguardar a resposta. Aguardamos um pouco, já temos a resposta e a resposta foi bem direta (“Bola”), mas vamos explicar rapidamente o que aconteceu: A foto que selecionamos quando clicamos no botão de *Mais* é a foto do jogador de futebol Pelé. E o que o *Gemini* fez foi basicamente pegar essa imagem, fazer um *scan* dela, entender quem era a pessoa que estava presente, depois ele foi procurar se essa pessoa jogava algum esporte, entendeu o que era o futebol, depois ele foi ver qual é o principal objeto utilizado no futebol. Então teve toda uma **linha de raciocínio** que o *Gemini* fez através da entrada de uma imagem e também de texto para poder fornecer uma resposta. Ela foi bem sucinta, mas é apenas para poder demonstrar o potencial que existe ao fazer o uso dessa ferramenta nos nossos aplicativos. Demos esse exemplo um pouco mais complexo, mas justamente para poder mostrar que se você souber aproveitar esse recurso, pode criar aplicações realmente muito úteis para o usuário final. Vamos deixar os links de tudo que visualizamos abaixo para você poder acessar. Se estiver vendo este vídeo em alguma rede social, não se esqueça de clicar nos botões de gostei para sinalizar que curtiu esse conteúdo. Muito obrigado pela sua presença e até mais! ### Outros links e informações relevantes: - [Conheça o Google Gemini.]( - [Documentação do Gemini Nano.]( - [Documentação SDK do Gemini para Android.]( - [Gemini API Starter no Android Studio.](

  • Back-end

    VSCode: Dicas e truques

    Tudo o que você precisa saber para tornar seu desenvolvimento mais prático dentro do VSCode. # Transcrição da aula Olá! Eu sou o Leonardo e nesse Alura+ vou apresentar para vocês um pouco do Visual Studio Code, também conhecido como VSCode ou VSC. O Visual Studio Code é uma IDE muito utilizada atualmente e com várias opções de atalhos e customizações. Com o VSCode aberto, começaremos a escrever código. Para isso, podemos criar um novo arquivo ou abrir uma pasta. Nesse caso, vou abrir uma pasta, o que facilita mantermos o código organizado. A pasta será criada no diretório "Documentos/Alura/Alura+ VSC". Não teremos nenhuma mudança visual grande, não abrimos nenhum editor e ainda não podemos escrever nenhum código. Isso porque ainda não temos um arquivo onde escrever esse código. Do lado esquerdo da tela, temos o "Explorer" do VSCode, que é onde ficam organizados nossos arquivos e editores. Dentro dos arquivos, temos a pasta "Alura+ VSC", onde estará o nosso código. Passando o mouse sobre esse menu, veremos algumas opções: * New File (novo arquivo) * New Folder (nova pasta) * Refresh Explorer (para atualizar o Explorer, por exemplo quando colocamos um arquivo por fora e ele não é detectado automaticamente) * Collapse Folders in Explorer (minimizar pastas no Explorer) Clicaremos em "New File" e, na caixa de texto que se abriu, digitaremos o nome do arquivo: app.js. O arquivo será criado e uma nova aba se abrirá no editor de código. Tínhamos outra aba aberta, "Getting Started", que podemos fechar. Começaremos criando uma variável. Como nosso arquivo é um .js, trabalharemos com Javascript. Ao começarmos a digitar const, uma caixa de sugestões será exibida, algo que pode nos ajudar a escrever o código. Criaremos a const nome com o valor igual a leo. const nome = "leo" Podemos mudar de ideia e, ao invés dessa const, fazer um console.log. Se apagarmos parte do nosso código, veremos que a caixa de diálogo não se abrirá novamente. Para que ela apareça, apertamos o comando "Ctrl + Espaço". Utilizando o "Enter", selecionaremos a palavra console e continuaremos o preenchimento com console.log(). Se quiséssemos o console.timeLog(), poderíamos nos dirigir a ele utilizando as setas para cima e para baixo. Mas além do Javascript, que outras linguagens de programação o VSCode suporta? No canto inferior direito da IDE, veremos a palavra "Javascript" como linguagem selecionada - isso porque estamos trabalhando com um arquivo .js e ele fez a detecção automaticamente. Se clicarmos nessa opção, abriremos um menu com todas as linguagens que podemos utilizar dentro do Visual Studio Code, dentre elas C, C++, Docker (dockerfile), Go, JSON, Lua, Markdown, dentre outras várias possibilidades. Vamos continuar trabalhando com Javascript. Se fôssemos escrever um código completo nesse Alura+, ele seria muito longo. Ao invés disso, pegaremos um código pré-preparado e o copiaremos para o arquivo app.js. Usaremos "Ctrl + A" para selecionar o conteúdo de source.js, "Ctrl + C" para copiá-lo e "Ctrl + V" para copiá-lo" no nosso arquivo. A primeira coisa que faremos é executar esse código. Porém, navegar pelas pastas dentro do console é um pouco trabalhoso. O Visual Studio Code também nos ajuda com isso, pois possui um terminal integrado. Abriremos o menu "Terminal" na parte superior da tela e clicaremos em "New Terminal", fazendo com que o console seja aberto na parte inferior da tela. Para executarmos, usaremos o comando node seguido do nome do arquivo. node app.js Ao pressionarmos "Enter", veremos que nada acontecerá. Note que a nossa tela está um pouco pequena, e podemos aumentá-la segurando a tecla "Ctrl" e usando o "+" do teclado. Da mesma forma, "Ctrl -" reduz o zoom da tela. Mas por que nosso código não retornou nada? Isso aconteceu pois esquecemos de salvar o conteúdo de app.js. O Visual Studio Code não salva os arquivos automaticamente. Isso é visível pelo aviso "1 unsaved" - ou seja, "um arquivo não salvo" - na área de editores do nosso menu. Além disso, tem uma "bolinha" ao lado do nome do arquivo app.js, tanto nos editores abertos quanto na sua aba, algo que também indica que o arquivo não foi salvo. Para salvar, usaremos o atalho "Ctrl + S" ou o menu "File > Save" (Arquivo > Salvar). Após salvarmos, voltaremos ao terminal e usaremos a tecla para cima do teclado para retornarmos ao último comando, node app.js. Ao pressionarmos "Enter", teremos duas saídas: > 8 > > [ 1 ] Vamos analisar o que nosso código faz para chegar a essas saídas. // idades = [30, 35, 28] // nomes = ["Ana", "Juliana", "Leonardo"] // faculdade = ["false, true, true"] // funcionarios = [nomes,idades,faculdade] // function eMaiorQue10(value) { // return value >= 10; // } // var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); // //filtrado [é 12, 130, 44] // console.log(filtrado) const notas1 = [10, 6.5 , 8, 7.5] const notas2 = [9, 6, 6 ] const notas3 = [8.5, 9.5] const notasGerais = [notas1, notas2, notas3] let media = 0 for (let i = 0; i Word Wrap", cujo atalho é "Alt + Z". Isso fará com que parte do texto seja jogada para a próxima linha, que na verdade é uma continuação da linha 42 e não tem numeração, mantendo a 43 vazia. Salvaremos o arquivo e o executaremos novamente para verificarmos se não quebramos o código. Como temos o mesmo retorno, tudo continua correto. Outro ponto interessante: repare que na linha 39, o código console.log("retornou") parece "apagado", enquanto os demais códigos têm cores mais vivas. Ao deixarmos o ponteiro do mouse sobre ela, veremos a mensagem "Unreachable code detected", informando que o código dessa linha não é executado. Para resolvermos isso, podemos clicar sobre a linha e pressionar "Ctrl + .", abrindo o menu "Quick fix" (reparo rápido), que sugerirá remover essa linha. Como não queremos removê-la, mas sim executá-la, precisaremos encontrar outra alternativa - por exemplo, colocá-la antes do return da função teste() já que o essa instrução encerra a execução da função. Poderíamos recortar e colar o código, mas também existe outra maneira: segurar a tecla "Alt" com o cursor sobre a linha e pressionar a tecla para cima do teclado, movendo o código console.log("retornou") uma linha para cima. Após salvarmos e executarmos, continuaremos não recebendo nada, o que acontece pois a função teste() não é chamada nenhuma vez. Resolveremos isso incluindo a chamada da função. //... console.log(media) teste() function teste() { console.log("retornou") return 10 } //... Limparemos o console com clear e executaremos node app.js novamente. Podemos acessar esse código rapidamente pressionando para cima no teclado duas vezes. Como retorno, teremos: > 8 > > retornou > > [ 1 ] Agora nossa saída mudou, antes era só 8 e [ 1 ]. Vamos ver se realmente teve alteração? Usaremos "Alt + baixo" no teclado para descermos o console.log("retornou") para a linha original. Ao salvar e executar, voltaremos a ter o retorno anterior - ou seja, realmente funcionou. Quando estamos criando código, nem sempre tudo ocorre como esperado, e às vezes cometemos erros, por exemplo de sintaxe. Para testarmos isso, vamos incluir um erro bastante óbvio em nosso código: um + sozinho em uma linha. Repare que o VSCode realçará esse +, sublinhando-o. Além disso, o nome do arquivo app.js será realçado em vermelho tanto no menu "Open Editors" quanto na aba aberta, com o número "1" ao lado do nome, indicando o número de erros. No canto superior direito, temos também um pequeno resumo do nosso código, que inclui uma linha vermelha no ponto em que colocamos o +; e na barra de rolagem um tracinho será exibido na altura do erro. Nesse arquivo está fácil encontrarmos o erro, afinal nós o colocamos propositalmente. Porém, em códigos mais extensos, às vezes fica difícil encontrar os erros. Para contornar isso, podemos usar o atalho "F8" para navegar diretamente ao próximo erro, indicando também qual é o erro - nesse caso, temos a mensagem *"expression expected"*, ou seja, o Javascript espera uma expressão. Vamos simplesmente apagar o + que estava sozinho na linha e fechar a caixa de diálogo clicando no "x". Note que, após apagarmos o erro, a expressão *"expression expected"* ficara mais escura, indicando que foi resolvida. O Visual Studio Code também nos traz outras funcionalidades que podem ajudar no desenvolvimento. Vamos começar passando pelo array texto usando a expressão for. let texto = ["oi", "ok"] for A estrutura do for é bastante conhecida, e não precisamos fazê-la manualmente toda vez. Sendo assim, escreveremos for e usaremos "Ctrl + Espaço" para abrir a caixa de sugestões. Selecionaremos a opção For Loop. Ela é na verdade um *snippet*, um trecho de código já pronto para utilização. Ao clicarmos, toda a estrutura do for será montada no editor: let texto = ["oi", "ok"] for (let index = 0; index = 10; // } // var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); // //filtrado [é 12, 130, 44] // console.log(filtrado) Poderíamos apagar as barras (//) linha por linha, mas existe o atalho "Ctrl + ;" (ou "Command + ;" no Mac), que permite comentar ou descomentar trechos de código. Mas e se quisermos alterar esse atalho de "Ctrl + ;" para "Ctrl + /"? Para isso, clicaremos na engrenagem no canto inferior esquerdo (*"Manage"*) e acessaremos o menu *"Keyboard Shortcuts"* (atalhos de teclado), cujo atalho é "Ctrl + K > Ctrl + S". Na nova aba, pesquisaremos por *"comment"* (comentário em inglês) e clicaremos duas vezes em *"Toggle line comment"*, opção que permite "trocar" o comentário da linha - ou seja, se ela está comentada, deixará de estar; se não estiver comentada, será comentada. Será aberta uma caixa de texto pedindo para digitarmos a nova combinação, em nosso caso "Ctrl + /". A caixa será preenchida com "ctrl+abnt_c1" e logo abaixo teremos o significado desse código, que é o atalho que digitamos. Após pressionarmos "Enter", o conteúdo será salvo. O interessante desse menu *"keyboard shortcuts"* é a possibilidade de encontrar todos os atalhos do VSCode, como *"cut"*, o clássico "Ctrl + X", e o *"copy"*, "Ctrl + C". No último caso, o VSCode também aceita "Ctrl + Insert". No arquivo app.js, selecionaremos o trecho comentado e pressionaremos "Ctrl + /" para descomentarmos. idades = [30, 35, 28] nomes = ["Ana", "Juliana", "Leonardo"] faculdade = ["false, true, true"] funcionarios = [nomes,idades,faculdade] function eMaiorQue10(value) { return value >= 10; } var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); //filtrado [é 12, 130, 44] console.log(filtrado) Assim conseguiremos descomentar o bloco inteiro de código. Mais abaixo, vemos que a linha filtrado [é 12, 130, 44] continua comentada. Isso acontece pois ela já era um comentário - inclusive, se selecionarmos o bloco inteiro e o comentarmos novamente, a linha será comentada duas vezes (// //). Isso é útil pois conseguimos guardar o que já era comentário anteriormente em nosso código, evitando problemas. Já vimos os principais atalhos do VSCode, e agora conheceremos outras funções que ele nos oferece. Uma delas é o "Source Control", também conhecido como "Git" para quem já tem costume. Acessado a partir do menu à esquerda da tela (e pelo atalho "Ctrl + Shift + G"), ele nos permite inicializar um repositório Git ou publicar nosso código no Github - ou seja, o VSCode tem integração com o Github. Se escolhermos "Publish to Github", a IDE nos perguntará se a extensão pode utilizar nosso login, abrindo uma janela do navegador pedindo autorização para acessar nosso Github. Caso você não esteja logado, será necessário usar seu usuário e senha. Na janela seguinte, basta autorizar o acesso, clicar em "Abrir Visual Studio Code" e, de volta no programa, em "Open". Na parte superior da rela, teremos uma caixa de diálogo onde é possível criar um repositório, sugerindo o nome da nossa pasta ("Alura+ VSC"). Podemos publicá-lo como um repositório privado ou público. Não criaremos o repositório nesse vídeo, mas, caso você queira, basta fazer todo o percurso normal do Git, incluindo commit, push e assim por diante. Vamos falar um pouco sobre as extensões do VSCode, que também são bem úteis. Acessadas pelo menu à esquerda (e também pelo atalho "Ctrl + Shift + X"), elas permitem incluir mais funcionalidades ao VSCode. Como estamos trabalhando com Javascript, o ESLint é uma extensão bastante utilizada. É um formatador de código que inclui algumas boas práticas em Javascript. Pesquisando por ESLint e clicando em "install", ele será instalado. O ESLint é um caso especial dentre as extensões, pois precisa ter a biblioteca instalada na máquina - algo que pode ser feito usando o comando npm install eslint, para usá-lo somente no projeto atual, ou npm install -g eslint para instalá-lo globalmente. Outra extensão interessante é a Live Share. Desenvolvida pela Microsoft, essa ferramenta permite compartilhar código com outra pessoa em tempo real, como um arquivo do Google Docs ou do Office 365. Isso é legal quando você está trabalhando em grupo e é necessário editar o mesmo arquivo sem que seja necessário ficar "disputando o teclado" ou narrando o código para alguém digitar. Basta todas as pessoas baixarem o Live Share para que possam editar o mesmo código. O Live Server também é bem interessante. É um jeito rápido de desenvolver sites, muito útil para quem desenvolve em HTML, CSS e Javascript para Web. Ele abre um servidor em uma porta, que podemos acessar pelo navegador para explorar os efeitos do código no site que estamos desenvolvendo. Para quem trabalha com banco de dados SQL, temos a SQLTools, que ajuda a formatar o seu banco de dados, gerar queries, explorar os conteúdos salvos, dentre outras funcionalidades. Se você desenvolve em Java, temos a extensão da Language Support (suporte de linguagem) da Redhat, uma grande empresa bastante conhecida por quem trabalha com Linux. Existem algumas linguagens ou plataformas que não são suportadas pelo Visual Studio Code, por exemplo os microcontroladores. Nesse caso, podemos usar o PlataformIO, uma IDE que trabalha "em cima" do VSCode, oferecendo algumas plataformas como Atmel AVR (para Arduino), Expressif 32 e assim por diante. Também é uma plataforma boa para desenvolver com IOT, com frameworks para Arduino, por exemplo, substitindo a IDE própria do Arduino, que não é muito amigável em termos de possibilidades (como atalhos e sugestões). Já passamos por vários atalhos de teclado e funções do Visual Studio Code, nos familiarizamos com sua interface e aprendemos a começar projetos do zero ou abrir projetos já existentes. Também aprendemos a usar o terminal integrado e a integração com o Github, além de conhecermos algumas extensões. Devemos nos lembrar que as extensões do VSCode existem para expandir as possibilidades e tornar nosso trabalho mais ágil. Uma opção que acabei não comentando é a troca de tema do VSCode, acessada pelo menu à esquerda da tela o pelo atalho "Ctrl + K > Ctrl + T". Existem vários temas disponíveis, alguns claros (*light)* e outros escuros (*dark*), e outros como o *Tomorrow Night Blue*, que deixa a interface mais azul. Espero vocês na próxima!

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