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    • Anthropic Claude no Brasil, Google Gemma 2, vencendo no Kaggle – Hipsters: Fora de Controle #68

      O Hipsters: Fora de Controle é o podcast da Alura com notícias sobre Inteligência Artificial aplicada e todo esse novo mundo no qual estamos começando a engatinhar, e que você vai poder explorar conosco! Nesse episódio conversamos com Mario Filho sobre autodidatismo para machine learning e inteligência artificial, além de seu desempenho mundialmente reconhecido no Kaggle. Antes disso, repercutimos as principais notícias da semana, incluindo a chegada do Claude no Brasil, e os novos modelos anunciados pela Meta e pelo Google. Vem ver quem participou desse papo: Marcus Mendes, host fora de controle Fabrício Carraro, host fora de controle, Program Manager da Alura, autor de IA e host do podcast Dev Sem Fronteiras Mário Filho, Especialista em Machine Learning Links: Vídeo do Fabrício sobre O Problema Dos Três Corpos Black Forest Labs é uma nova empresa de vídeo generativo Midjourney chega à versão 6.1 Anthropic lança o Claude no Brasil Runway libera o Gen-3 Alpha 404 Media teve acesso a planilha de vídeos usados pela Runway para treinar o Gen-3 Alpha Meta libera o Segment Anything Model 2 Mark Zuckerberg conversa com Jensen Huang na SIGGRAPH 2024 AI Act entra em vigor na Europa Llama 4 exigirá 10x mais recursos do que o Llama 3 OpenAI começa a liberar o Advanced Voice Mode do ChatGPT Microsoft agora classifica a OpenAI como concorrente O divórcio entre a OpenAI e a Microsoft já começou Google anuncia a família Gemma 2, GemmaScope e Shield Gemma Projeto de RAG do Fabrício com o Gemma 2 no GitHub Google libera o Gemini 1.5 Pro Experimental Version 0801 Google AI Studio Beta do iOS 18.1 traz a Apple Intelligence IA detecta câncer de mama 5 anos antes do desenvolvimento Links da entrevista Site e links do Mario Filho Curso de Machine Learning do MIT no YouTube Cursos do Andrew Ng Kaggle Blog de ML da Uber Blog de pesquisa do Google Blog de IA da Meta Newsletters do Andrew Ng Google NotebookLM Garanta o seu ingresso para a IA Conference Brasil 2024, organizada pela Alura, FIAP, PM3 e Casa do Código. Serão mais de 10 horas de conteúdo aprofundado, cases reais e palestras exclusivas, no dia 21/8 em São Paulo. Não perca! Inscreva-se na Newsletter Fora de Controle, e receba notícias semanais sobre Inteligência Artificial, assinada por Fabrício Carraro. Preencha o formulário com as suas sugestões para deixar o conteúdo do Hipsters: Fora de Controle ainda mais interessante. Escola de Inteligência Artificial da Alura: Mergulhe com profundidade no universo das IAs Generativas e comece a explorar todo o potencial para impulsionar a sua carreira. TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões. Alura Cursos de Tecnologia –  Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

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    Artigo Moonshot AI lança Kimi K3, o maior modelo aberto de IA do mundo

    Moonshot AI lança Kimi K3, modelo aberto de IA com 2,8 trilhões de parâmetros, visão nativa e contexto de 1 milhão de tokens.

  • DevOps

    Feature Flags e Parallel Change (Deploy vs Release)

    Neste vídeo você vai conhecer Feature Flags e Parallel Change, dois conceitos bem conhecidos do universo DevOps. Se você quiser conhecer mais de DevOps, pode começar pela formação [Primeiros passos em DevOps]( # Transcrição Você sabia que existem diferenças entre *deploy* e *release*? Neste vídeo, falaremos sobre elas, além de comentar práticas aplicáveis em cima dessas distinções. Oi, pessoal. Eu sou Vinicius Dias. Sejam bem-vindos à Alura. Neste Alura+, vamos bater um papo sobre a **diferença entre *deploy* e *release***, bem como discutir certas práticas que podemos aplicar em cima dessas diferenças. Assim, conseguimos obter resultados interessantes na hora de soltar um *release* ou criar um *deploy*. Primeiramente, vamos entender a diferença entre essas duas palavras. ***Deploy*** basicamente é o ato de ter o ambiente e o software já instalados e configurados. Em resumo, é colocar o software em produção — isso é fazer *deploy*. Se você tem o software desenvolvido e testado, já fez o *build*, passou por toda a *pipeline*, mandou para um servidor de homologação e para a produção, então você fez o *deploy*. Já fazer o ***release*** é entregar esse *deploy* para usuários reais. É perfeitamente possível fazer o *deploy* (por exemplo, de um novo *endpoint*) e não o documente, não entregue, não permita acesso pelos usuários. De qualquer forma, esse *endpoint* está em produção, o *deploy* foi feito. Portanto, o *release* é o ato de tornar público e disponível para os usuários. Então, fazer a publicação é gerar uma *release*. Inclusive, é bastante comum ir aumentando o *deploy* por um período para, no final do mês, por exemplo, gerar um só, mandar para a produção e fazer um único *release* de todas as novas funcionalidades. Em outras palavras, se foi gerada uma nova versão, foram escritas notas de versão e foi enviado um e-mail para o cliente expondo as novidades, então fizemos um *release*. Porém, sabemos que, antes disso, já tínhamos feito o *deploy*, pois o ambiente já estava configurado e o software já estava em produção. Então, essa é a diferença entre esses dois termos. Logo, vale notar que, se temos a opção de fazer o *deploy* sem fazer o *release*, ou seja, se é possível ter código em produção que os usuários ainda não vão acessar, podemos adotar algumas práticas interessantes em cima dessa ideia. Por exemplo, **feature toggles** ou **feature flags**. Ao criar uma funcionalidade, ela pode estar em um ponto crítico da aplicação ou modificar diversos trechos do código. Para diminuir os riscos da *release*, faremos o *deploy* adicionando uma expressão condicional if (uma verificação no código) para que a funcionalidade somente seja exibida caso a *feature flag* esteja marcada. Em outras palavras, a *release* será feita apenas se uma checkbox, uma configuração específica esteja ativa. Com as *feature flags*, conseguimos determinar que somente alguns clientes tenham certa funcionalidade ativa; outros clientes, não. É possível que você já tenha lido a respeito dos ***beta testers* ou testadores de novas funcionalidades**. Basicamente, essas pessoas terão as *feature flags* de funcionalidades novas habilitadas antes do resto dos usuários. Já aconteceu de você ter um aplicativo e seu amigo possuir uma funcionalidade nova que você ainda não possui? Isso é feito por meio das *feature flags*. Embora pareça complexo, visto que aplicativos enormes o utilizam, trata-se de um processo relativamente simples de ser implementado. Podemos realmente fazer um único if: se esta *feature flag* estiver ativa para determinado usuário, então libere a funcionalidade. Essa regra de ativação pode ser um simples botão que marcamos e desmarcamos, ou pode seguir outro padrão. Por exemplo, se quisermos liberar a funcionalidade para metade dos clientes, uma opção é habilitar a *feature flag* para os usuários cujo ID é par — se o ID for par, estará habilitada; se for ímpar, desabilitada. Assim, permitimos acesso a 50% dos usuários. Dessa forma, temos o *deploy* de uma funcionalidade, porém o *release* ainda não aconteceu para todos os clientes. Assim, conseguimos **monitorar com mais cuidado, com menos usuários**. Caso exista um problema, ele afetará menos pessoas, de forma que teremos uma *release* mais segura. Já que estamos falando sobre adicionar if e verificar o ID dos usuários, outra técnica bastante interessante e mais relacionada com o código em si é o ***parallel change*** (em português, "mudanças em paralelo"). Esse conceito também pode ser chamado padrão ***expand, migrate and contract***. A seguir, vamos entender o que isso significa. Vamos imaginar que temos uma classe com um método que recebe dois parâmetros de coordenadas, o X e o Y. Então, agimos em cima dessas informações. Por exemplo, em uma planilha no Excel, nas coordenadas X e Y teremos uma célula em que adicionaremos o conteúdo. Em outro par de coordenadas, teremos outra célula e adicionaremos outros dados, e assim em diante. Contudo, ao estudar sobre boas práticas, notamos que em vez de ter dois parâmetros inteiros seria mais adequado ter uma classe nova de coordenadas. Nela, teríamos a validação (se é uma coordenada positiva, por exemplo). Ou seja, queremos modificar a API do nosso código, alterar a interface com a qual lidamos com o código. Para tanto, precisaríamos quebrar o contrato e atualizar diversas partes do código. A ideia de *parallel change* é basicamente inserir novos métodos que recebem um objeto do tipo coordenada por parâmetro em vez desses dois inteiros. No entanto, os métodos que recebem os dois inteiros continuarão existindo. Todo o código que já existia continua funcionando e qualquer código novo que precise chamar esses métodos pode utilizar essa API melhorada. Então, quando adicionamos esses novos métodos, estamos na fase de ***expand*** — expandimos a API, criamos mais código, mais informações. Em seguida, avançamos para a fase de ***migrate***. Vamos migrar o código já existente para passar a utilizar os métodos novos, a nova API. Esse processo pode ser gradual, de forma mais lenta. Por fim, entramos na fase de ***contract***, em que enforçamos o novo contrato. A nível de código, esse procedimento é feito excluindo os métodos antigos que recebem aqueles dois parâmetros inteiros. Com essa abordagem temos algumas **vantagens**. De início, o código já existente não quebrará com essa melhoria do código, tudo continuará funcionando. Ademais, teremos uma API melhorada, com melhores práticas e pronta para ser utilizada por qualquer código novo. Ou seja, há entregas e melhorias contínuas em nosso código. E, por fim, a migração para o código novo pode ser incremental, realizada lentamente, ao longo de várias *releases*. E se fizéssemos *releases* usando o *parallel change*? E se, além de melhorar o código, pudéssemos liberar novas funcionalidades em paralelo? O nome dessa prática pode ser ***blue-green deployment*** ou ***blue-green releases***. Vamos supor que estamos criando um sistema novo ou novas funcionalidades do mesmo sistema. Temos o código atual rodando em um ambiente e faremos o *deploy* dessa nova funcionalidade em outro ambiente. Em seguida, podemos passar a redirecionar usuários para essa versão 2. Caso ocorra algum problema, basta redicioná-los de volta para o código anterior que continua funcionando. Inclusive, temos a opção combinar os conceitos de *blue-green deployment* com *feature toggles*. Por exemplo, podemos direcionar 20% dos usuários para o código novo e 80% para a versão antiga. Conforme o monitoramento, aumentamos o número de usuários na nova versão. Então, esse é o conceito de *blue-green deployment*. De forma incremental, conseguimos fazer com que os usuários utilizem a nova versão. Ou seja, realizamos um *release* incremental, de forma mais lenta. Já a ideia de *feature flag* é mais de baixo nível, no próprio código. Já o *blue-green deployment* refere-se ao sistema inteiro. São duas bases de códigos diferentes. O fato de conseguirmos separar conceitualmente *deploy* e *release* nos fornece ferramentas interessantes para tornar todo nosso ambiente de desenvolvimento e de operações mais seguro e mais tranquilo para se trabalhar.

  • Gestão & Negócios

    Ideação

    Olá estudante, neste Alura+ você vai aprender mais sobre o processo de ideação, o que ele faz, qual o objetivo e técnicas que podem ser aplicadas facilmente em equipes para fomentar a criatividade e deixar o ambiente confortável para compartilhar novas ideias, desenvolver ideias que já existiam e pensar em diferentes caminhos para colocar essas ideias em prática. Para que você possa se aprofundar no tema, seguem links de conteúdos complementares: Artigos Complementares: - [Como melhorar a criatividade?]( - [Design Thinking: Inovação e criatividade]( - [8 passos para conduzir um processo de ideação]( # Transcrição Olá, tudo bem? Eu sou a Alanis, instrutora da Alura, e hoje vamos aprender sobre **ideação**. Alguma vez já aconteceu de você participar de uma atividade de trabalho que requer a elaboração de novas ideias, mas ficou com vergonha de expor suas ideias por medo de julgamento ou de serem consideradas ruins? Este é um cenário muito comum que acontece com muitas pessoas. Neste Alura+, vamos discutir a ideação, que é a terceira de cinco etapas que compõem um processo chamado ***Design Thinking***. Assim, temos a empatia, a definição, a ideação, o protótipo e o teste, que formam um processo criativo de elaboração e compartilhamento de novas ideias. > **Etapas do Design Thinking:** > > * Empatia > * Definição > * Ideação > * Protótipo > * Teste ## O que é ideação? Ideação é o pensamento inovador que não necessariamente resolve apenas um problema, mas também oferece uma forma mais eficiente de elaborar ou implementar uma ideia. Dentro do processo de ideação, temos a criação de novas ideias, o desenvolvimento de ideias existentes que ainda não estão 100% concluídas e pensar na melhor maneira de colocar essas ideias em prática. Vale lembrar que, no processo de ideação, vamos precisar do maior número possível de ideias, pois algumas serão consideradas soluções potenciais enquanto outras serão rejeitadas. Isso é normal. ## Qual o objetivo da fase de ideação? O foco do processo de ideação está na quantidade e não na qualidade das ideias. Precisamos do máximo de ideias possível para conseguirmos encontrar uma solução para resolver um problema. Portanto, em uma sessão de ideação, é importante que descubramos e exploremos novos caminhos, pensemos fora da caixa e, por motivos de inovação e criatividade, o ambiente durante a dinâmica de ideação seja uma zona livre de julgamentos. Afinal, não estamos aqui para analisar ou julgar a ideia de alguém, mas sim para tornar o ambiente o mais confortável possível para que as pessoas possam ter pensamentos criativos e compartilhar esses pensamentos. No começo da sessão de ideação, é comum compartilharmos ideias um pouco óbvias, ou talvez haja pessoas que, ao compartilhar ideias, temem o julgamento ou sentem vergonha de compartilhar uma ideia que possa ser considerada ruim. Existem várias variáveis que podem fazer com que o processo de ideação não saia como o esperado. No entanto, existem algumas técnicas que podemos usar para tornar este processo o mais produtivo possível, e vou apresentar agora três técnicas rápidas e fáceis para você aplicar no seu dia a dia, no processo de ideação. ### Brainstorming O primeiro é o *brainstorming* (chuva de ideias), que é bastante conhecido e amplamente utilizado neste processo de ideação. Vale lembrar que nem todas as pessoas se sentem à vontade para participar dessas sessões. Existem pessoas mais introvertidas, que não necessariamente ficam no fundo da sala, mas compartilham menos ideias e participam menos. Isso não significa que não estejam prestando atenção, apenas que falam menos que as outras pessoas. Enquanto isso, as pessoas mais extrovertidas participam muito e falam bastante sobre suas ideias, e queremos evitar que as pessoas se sintam desconfortáveis ao compartilhar suas ideias. Como podemos evitar que isso aconteça? Por meio de uma atividade de *brainstorming* chamada ***brain dump***. Nesta atividade, as pessoas recebem post-its e escrevem cada ideia em um post-it. No final da dinâmica, cada pessoa cola os post-its com suas ideias na parede e todas conseguem ler as ideias de todas. Outra técnica que pode funcionar é uma atividade chamada ***brainwriting***. Nela, a pessoa recebe um papel, escreve suas ideias nele e, em vez de colá-lo na parede para todos lerem, passa-o para a pessoa ao lado, que complementa sua ideia. Esse papel passará por todas as pessoas. Ao final da dinâmica, cada pessoa lê um papel e discute o que é importante, o que vai ser considerado e o que vai ser rejeitado. ### Pior ideia possível A segunda técnica é a "pior ideia possível". Esta técnica é projetada para tornar o ambiente mais descontraído e é bastante eficaz para isso. Funciona da seguinte forma: precisamos pensar na pior ideia ou solução possível para resolver um determinado problema. Isso também ajuda a reduzir a pressão entre as pessoas que estão participando da dinâmica. Vamos dar um exemplo. Suponha que precisamos pensar na pior ideia possível para um novo design de tênis para trilhas. Então, podemos pensar em tênis com palmilhas de pregos ou tênis com espelhos na sola. São ideias descontraídas, mas é exatamente isso que a atividade pede. Dessa forma, as pessoas sentirão mais conforto ao compartilhar suas ideias, sem medo de serem julgadas por outras pessoas. ### Pensamento reverso A terceira e última técnica é a do pensamento reverso. Esta técnica é mais divertida porque ela inverte o problema, fazendo com que as pessoas pensem em ideias mais inovadoras. Por exemplo, vamos supor que nosso problema, que precisa ser resolvido e de onde precisamos tirar ideias, seja: "como podemos tornar nossos cursos online mais acessíveis?". Usamos a brincadeira do pensamento reverso. Portanto, nesse caso, o questionamento a ser feito é: "como podemos dificultar o acesso dos usuários à plataforma para fazerem nossos cursos online?". As respostas geradas por esse exercício farão com que você imagine o oposto, ajudando a encontrar a solução que de fato necessita. Agora você sabe o que é a ideação, sua importância, seu objetivo e quais técnicas pode utilizar durante a ideação para torná-la muito mais produtiva. Muito obrigado por assistir e até a próxima!

  • Back-end

    Classe Object C#

    # Transcrição Olá, tudo bom? Meu nome é **André Bessa**, faço parte do time de instrutores da Alura. Neste vídeo, vamos tratar da **classe Object**, muito importante na plataforma .NET. Para tratar desse assunto, vamos usar o projeto de um módulo de cliente do banco ByteBank, em que definiremos novos comportamentos para a classe Cliente. Por exemplo, podemos exibir todas as informações de um cliente de uma vez só, em vez de chamar vários métodos de ConsoleWriteLine(). Essa implementação é interessante, pois outros desenvolvedores do projeto também poderão utilizar essa classe de maneira mais fácil. Com o projeto aberto no Visual Studio Community 2022, no arquivo Program.cs, notaremos que atualmente a exibição dos dados do usuário é feita com Console.WriteLine(), um método padrão para projetos console. Já no arquivo Cliente.cs, veremos que a classe Cliente é bem simples, tem apenas suas propriedades autoimplementadas com get e set: CPF, nome, e-mail e idade. Voltando ao Program.cs, a partir da linha 3, definimos um novo objeto do tipo Cliente e passamos informações para suas quatro propriedades: Cliente cliente = new Cliente(); cliente.Nome = "André"; cliente.Cpf = "111.444.666-88"; cliente.Email = "[email protected]"; cliente.Idade 23; Na sequência, para exibir esses dados, usamos Console.WriteLine() chamando cliente.Nome, cliente.Cpf e cliente.Idade: Console.WriteLine(cliente.Nome); Console.WriteLine(cliente.Cpf); Console.WriteLine(cliente.Idade); Essa construção não está muito boa, pois estamos escrevendo três linhas de código para exibir informações do nosso objeto. Nossa meta é que o desenvolvedor consiga obter esse resultado simplesmente passando o objeto cliente como parâmetro ao Console.WriteLine(). Vamos adicionar essa opção na linha 13: using ModuloCliente; Cliente cliente = new Cliente(); cliente.Nome = "André"; cliente.Cpf = "111.444.666-88"; cliente.Email = "[email protected]"; cliente.Idade 23; Console.WriteLine(cliente.Nome); Console.WriteLine(cliente.Cpf); Console.WriteLine(cliente.Idade); Console.WriteLine(cliente); Ao posicionar o *mouse* sobre um parâmetro, é possível verificar mais informações sobre ele, como seu tipo. Nos três primeiros casos, o método Console.WriteLine() está recebendo Nome (*string*), Cpf (*string*) e Idade (inteiro). Já quando passamos cliente como parâmetro, trata-se de um **objeto** — é mais complexo, porém o código não alega nenhum erro. A classe Console tem algumas sobrecargas do método WriteLine() que recebem tipos diferentes, mas será que uma delas recebe o tipo Cliente? Para investigar esse tópico, vamos acessar os **metadados** da classe Console. Basta pressionar e segurar a tecla "Ctrl" e clicar sobre a palavra Console (por exemplo, no início da linha 13). Desse modo, abrimos os metadados da classe, onde conseguimos visualizar as propriedades e os métodos disponíveis nela. A partir da linha 1667, podemos verificar as sobrecargas do método WriteLine(): há uma que recebe bool, uma que recebe decimal, outra que recebe long e, na linha 1821, encontraremos uma sobrecarga que recebe um object. A seguir, vamos entender melhor o que é o tipo object. Voltando ao Program.cs, o Console.WriteLine() não resulta em erro quando passamos como parâmetro um objeto completo (como cliente), porque Cliente é um Object. Vamos dar uma olhada nos metadados de Object também. Na linha 15, escreveremos "Object" e clicaremos nele, segurando a tecla "Ctrl". Observando os metadados, notamos que a classe Object também tem alguns métodos disponíveis. Por exemplo, na linha 22, temos public virtual bool Equals(object? obj) — considerando nossos conhecimentos das regras de sobrecarga e sobrescrita, sabemos que esse método deve ser sobrescrito. Temos também GetHashCode(), GetType(), MemberwiseClone(), ReferenceEquals() e ToString(). Se nossa classe é um object, quer dizer que temos todos esses métodos disponíveis nela! Voltando ao Program.cs, na linha 13, vamos acrescentar um **ponto** após cliente para acessar suas propriedades e métodos. Veremos Nome, Cpf, Email e também ToString, GetType, GetHashCode, entre outros. Ou seja, a classe Cliente herda de Object! **Todas as classes do . NET herdam explícita ou implicitamente da classe Object.** Vamos remover a palavra Object da linha 13, pois não vamos usá-la mais. Em seguida, vamos ao arquivo Cliente.cs para fazer um teste. Na linha 9, para indicar que a classe Cliente herda de Object, utilizaremos o operador dois pontos (**:**) seguido da classe da qual estamos herdando: public class Cliente:Object Note que não ocorre nenhum erro, porém essa construção é redundante, pois o compilador do C# já entende que essa classe herda de Object. Tanto que já tínhamos aqueles métodos disponíveis (ToString e Equals, por exemplo). Portanto, vamos apagar :Object. Vamos relembrar qual era nosso objetivo inicial: usar um método para exibir todas as informações do objeto cliente. Para tanto, após as propriedades da classe Cliente, vamos sobrescrever o método ToString() que é virtualna classe Object. Na linha 16, basta digitarmos override e pressionar a barra de espaço para o Visual Studio mostrar algumas sugestões de métodos para sobrescrever. Ao selecionar ToString(), a IDE gerará automaticamente uma estrutura que chama ToString() da classe base, isto é, de Object: public override string ToString() { return base.ToString(); } Para testar, vamos ao Program.cs e passaremos cliente.ToString() como parâmetro do Console.WriteLine(), na linha 13: Console.WriteLine(cliente.ToString()); Em seguida, vamos rodar a aplicação, clicando no *play* no menu superior do Visual Studio. O projeto será compilado e renderizado. Como resultado, serão exibidas as propriedades que passamos aos três primeiros Console.WriteLine() seguido de "ModuloCliente.Cliente", como era mostrado anteriormente. Quando passamos um objeto para o WriteLine(), ele invoca o método ToString() do objeto. Como não há implementação, ele invoca da classe base (Object), que retorna o nome da classe. Então, na classe Cliente, em vez de retornar da classe base, vamos **redefinir o método ToString()**: public override string ToString() { return $"Nome: {this.Nome}, \n" + $"Email: {this.Email}, \n" + $"Idade: {this. Idade}, \n" + $"Cpf: {this.Cpf}"; } > A expressão \n serve para criar uma quebra de linha. Assim, definimos como as informações serão exibidas, quando invocarmos o método ToString() de Cliente. Vamos salvar e testar, pressionando o *play* na parte superior do Visual Studio. A partir da quarta linha, veremos o resultado do método ToString() de Cliente. Vale lembrar que, quando passamos o objeto completo para o Console.WriteLine(), ele também invoca o ToString(): Nome: André, Email: [email protected], Idade: 23, Cpf: 111.444.666-88 Então, aprendemos que existe uma superclasse do .NET chamada Object da qual todas as classes herdam. Não somente as classes, todos os tipos do .NET também herdam de Object, por meio da classe ValueType! Por exemplo, um inteiro, um float, um double. A Struct que representa os inteiros (o int), por exemplo, herda de ValueType. Dessa maneira, o inteiro também herda de Object pelo mecanismo da herança. Basicamente, no .NET, temos dois tipos de objetos: por referência (onde entram nossas classes) e os ValueType (os tipos de valor, como inteiro): ![Diagrama sobre a classe Object. Há três níveis. No nível inferior, à direita, há um quadrado representando Struct. No segundo nível, há dois quadrados: ValueType à direita e MinhaClasse à esquerda. No nível superior, há um grande quadrado representando Class Object, com três métodos de exemplo. Há uma seta que liga Struct a ValueType, uma seta que liga ValueType a Classe Object e uma seta que liga MinhaClasse a Class Object.]( Como tem sido sua experiência aprendendo C# e orientação a objetos na Alura? Tem gostado? Não deixe de praticar bastante. Nos vemos na próxima!

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    Crie seu primeiro aplicativo de IA generativa no Android Studio

    Uma das maneiras de manter as pessoas usuárias cada vez mais em nossos aplicativos é fornecer **experiências mais ricas e personalizadas**. Nesse contexto, ter uma espécie de inteligência artificial que entenda o que a pessoa usuária está fazendo e seja capaz de interagir com ela é muito útil. Vamos começar a utilizar o *Gemini* dentro de nossos aplicativos e quem vai te acompanhar nessa jornada é o Junior Martins. > **Audiodescrição**: Junior é uma pessoa de pele clara, cabelos castanho-escuros compridos, que usa óculos com armação preta e também veste uma camiseta na cor preta. Ele está à frente de uma parede branca iluminada por luzes em degradê que vão do azul ao rosa. Durante esse conteúdo, queremos mostrar especificamente o que é o *Gemini*, que, caso você não conheça, é uma **ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google** que, como eles mesmos comentam, foi desenvolvida para concorrer com o já conhecido *ChatGPT*. Ele faz parte de um modelo de inteligência artificial que são as IAs generativas onde podemos introduzir alguma informação, como um texto, uma imagem e ela será capaz de devolver mais informações. É muito comum, por exemplo, enviar um texto e pedir para ela resumir, criar uma história, gerar algum código, resolver algum problema ou mesmo passar alguma informação, como uma imagem, e pedir para ela trabalhar em cima disso. ## Explorando o Gemini do Google O *Gemini* é dividido em **três modelos principais**: temos o *Gemini Ultra*, uma versão muito mais potente, que geralmente é feita para rodar em servidores; o *Gemini Pro*, nas versões 1.0 e, mais recentemente 1.5, que é a versão que mais costumamos usar, mas ainda é uma versão que roda em servidores; e também o *Gemini Nano*, desenvolvido especialmente para rodar em dispositivos móveis, como smartphones. Na documentação do Google, eles explicam um pouco melhor o que é o *Gemini Nano*, dando uma introdução e explicando que ele está disponível apenas para alguns dispositivos. Se deslizarmos um pouco para baixo, no tópico “Benefícios da execução do dispositivo”, é comentado que essa versão roda diretamente no dispositivo, ou seja, ele não se conecta a nada para poder funcionar, tanto que temos o acesso offline de tudo que o *Gemini* é capaz. Mas, justamente por ele ter esse poder de processamento utilizando o próprio dispositivo como base, precisaremos ter alguns dispositivos muito potentes, com hardware muito bom, para poder rodar o *Gemini Nano*. E por isso que não vamos focar muito nele, afinal poucos dispositivos hoje em dia possuem essa versão. Dentro dessa própria documentação já é descrito que caso queiramos utilizar o *Gemini* em aplicativos, mas não tenhamos um desses dispositivos ou não queiramos focar especificamente no *Gemini Nano*, podemos utilizar a outra versão do *Gemini*, que é o *Gemini Pro*, dentro de nossos aplicativos. E por isso temos uma outra documentação com alguns exemplos de código. Se subirmos um pouco para o topo, teremos um cabeçalho semelhante àquele que já conferimos do *Gemini Nano*, mas com o título “Como usar a API Gemini em apps Android (SDK do cliente)”. Ou seja, podemos colocar um código dentro do nosso aplicativo que vai acessar o *Gemini* remotamente. Nesse caso, precisaremos fazer uma série de configurações que é descrita dentro dessa documentação, como por exemplo, fazer a configuração da chave da API, entender quais são os métodos que o *Gemini* traz para utilizar no Android. Essa é uma página dedicada a ensinar como podemos utilizar o *Gemini* através de APIs REST. Mas é descrito também que o próprio Google já preparou um *SDK* do *Gemini*, então podemos ir deslizando e conhecendo um pouco melhor desse *SDK*, com alguns códigos que funcionam de maneira mais simples, sem precisarmos de implementações tão complexas para poder começar. Mesmo assim, se continuarmos deslizando para baixo, veremos que alguns passos são necessários para poder utilizar o Gemini. Pensando nisso, o Google também tem trabalhado em um novo recurso dentro do próprio Android Studio, para facilitar nosso primeiro contato com o Gemini. Acessando a página do site Android Developers, acessaremos a aba “Desenvolver > Android Studio > Visualizar” e chegaremos à página “Criar seu primeiro app de IA generativa no Android Studio”. Aqui, temos a informação de que o Android Studio possui uma nova opção. ## Iniciando o projeto Se deslizarmos um pouco para conhecer, quando clicamos em “Criar um novo projeto”, aparecerá essa opção que é a Gemini API Starter. Se continuarmos deslizando para baixo, veremos algumas imagens, um passo a passo relativamente simples, sobre como utilizar essa função e quais são os passos que podemos seguir para continuar com ela. Porém, um detalhe que precisamos ficar atentos é sobre a **versão do Android Studio** em que essa função está disponível. Estamos com o Android Studio aberto, especificamente no Android Studio Koala 2024.1.1 Canary 3. É um número de versão bem grande, mas precisamos nos atentar de que essa nova opção que acabamos de visualizar na documentação só existe por enquanto nas **versões betas do Android Studio**. Vamos deixar especificamente essa versão para você poder fazer o download, e se quiser utilizar uma versão mais recente do Android Studio que esteja em beta, recomendamos que utilize a ferramenta Toolbox, que aparece no canto direito da tela. É uma ferramenta oficial da JetBrains, e recomendamos o uso dela. Pode ser que você tenha essa mesma versão, a Koala, instalada, mas que ela esteja em alguma versão futura, Canary 10, por exemplo, e ela não tem essa opção. Então, recomendo que você utilize o Toolbox, localize o Android Studio, clique nos três pontinhos verticais do lado direito dessa opção, clique em “Outras versões” no menu suspenso. Aqui dentro, você terá uma lista de versões. Geralmente esses recursos em teste beta costumam ficar nas versões Canary mais recentes. Por exemplo, temos a Koala nesse momento, mas um recurso que já esteve em versões anteriores, como, por exemplo, a Jellyfish 2023.3.1 Beta 2, mas que, por exemplo, nessa Jellyfish Beta 2, uma versão mais recente, não está mais presente. De qualquer maneira, repito que vamos deixar essa mesma exata versão para você poder fazer o uso. Com essa versão, quando clicamos em “New Project”, temos ali a opção Gemini API Starter, ou API Starter. Quando clicamos nessa opção, podemos perceber que ela está com uma tag de preview, que está em amarelo com texto preto no topo à direita. Essa tag vem sendo adicionada em recursos beta do Android Studio, então toda parte do Material Design, do Jetpack Compose, em algum momento esteve também com essa tag, e hoje em dia está de maneira oficial no próprio Android Studio. Então, pode ser que no futuro você não tenha mais essa tag, mas a opção já esteja ali nativamente. Podemos clicar no botão “Next”, e vamos seguir então com a criação de um projeto comum. Podemos, por exemplo, definir um nome, que vamos deixar como “GenIA”, e vamos deixar o pacote com com.alura.genia, que é a nossa Generate AI. Não precisamos alterar nenhum outro parâmetro. Vamos deixar a opção de Kotlin DSL como está e clicar no botão “Next”, e aqui tem um detalhe que precisamos prestar um pouco de atenção. Quando clicarmos no botão “Generate API key with Google AI Studio”, ele vai abrir um novo site no nosso navegador. Caso você nunca tenha acessado esse site, a primeira coisa que vai aparecer é um aviso de termos de serviço, e você pode marcar a primeira caixinha para poder aceitar esses termos e poder utilizar o Gemini. Vamos clicar na opção “Continue”, depois de marcar essa primeira caixinha, recomendamos que você leia as licenças, e logo de cara já teremos então essa tela de “API keys”, e você pode clicar em “Create API Key” no centro da página. Quando fizermos isso, ele abrir uma nova aba e pedir para criar uma chave novamente, podemos clicar em “Create API key in new project”. O objetivo aqui é gerar uma chave que conecta nossa conta a algum projeto do Android, que teremos disponibilizado na plataforma da Google. Para a Google ter um controle de quem está utilizando essa API, precisamos gerar uma chave, similar ao que vários outros serviços já fazem. Essa chave é uma sequência alfanumérica e depois que ela for gerada, podemos clicar em “*Copy*” (Copiar). Agora, podemos voltar para o nosso projeto no Android Studio. De volta no Android Studio, podemos colar a chave no campo “API Key” que estava vazio. > **Atenção:** recomendamos que você não compartilhe essa chave com ninguém, porque ela está justamente ligada à sua conta da Google. Nesse caso, vamos utilizar essa chave agora, depois que terminarmos de gravar, vamos invalidá-la, então você também não vai conseguir utilizá-la. Feito isso, podemos clicar em *Finish* (Finalizar), e aguardar o projeto ser construído. Então, ele vai abrir o projeto e fazer algumas configurações, é um procedimento um pouco demorado, teremos um erro que deve surgir no projeto que foi compilado. Esse erro vai ser justamente no arquivo MainActivity, que ele deve abrir por padrão, e na nossa MainActivity, que é a nossa tela principal, o BuildConfig provavelmente não vai ser reconhecido. Isso acontece porque esse arquivo de BuildConfig está relacionado a alguma das opções que veremos lá na própria documentação do Gemini, para poder configurar as chaves de maneira segura. Não vamos aprofundar muito nisso, vamos apenas corrigir esse erro. Ele dá a opção de fazer o *Import Class* nesse momento, só que se fizermos o *Import Class* dessa classe padrão, ele provavelmente não vai funcionar. Então, recomendamos que você clique na opção para poder construir o nosso projeto novamente, no topo da interface temos o ícone de um martelo que corresponde à opção “*Make Module*”. Vamos clicar nessa opção no canto superior do Android Studio, ali na parte direita, e vamos aguardar ele fazer o *build* do Gradle na parte inferior do Android Studio. Nosso projeto terminou de fazer o *build*, e ele já trouxe o erro que está na linha 50. Para corrigir esse erro, podemos simplesmente apagar esse BuildConfig.apiKey da linha 50, e começar a escrever BuildConfig novamente. Duas opções devem aparecer, sendo que precisamos selecionar aquela que tem o com. seguido do nome do nosso pacote, que no nosso caso é o com.alura.genia. Podemos então colocar um ponto no final e deve aparecer a sugestão “*apiKey*”, podemos selecioná-lo. val generativeModel = GenerativeModel( modelName = "gemini-pro", apiKey = com.alura.genia.BuildConfig.apiKey ) Se usarmos o atalho “Ctrl + B” nesse “*apiKey*”, a mesma chave que acabamos de girar no site da Google vai estar armazenada nesse projeto, de uma maneira segura, gerada automaticamente pelo plugin do Gradle. Podemos então rodar o nosso aplicativo com o “Shift + F10”, e ver que esse projeto já está todo configurado, podemos apenas testá-lo. O nosso aplicativo rodou, já estamos indo com o nosso emulador em tela, e das várias funcionalidades que o Gemini tem, uma delas é **sintetizar um texto**, ou seja, fazer um resumo de um texto que passamos. ## Resumindo um texto com o Gemini Quando rodamos o aplicativo, a primeira coisa que ele vai sugerir nessa interface, que tem justamente um campo para poder inserir informações, é digitar um texto e pedir para ele se resumir (“Enter text or a URL to summarize”). Então, pegaremos um texto bem extenso, que é um texto da documentação do Gemini, vamos clicar na caixa de texto e colar. É um texto com várias linhas que descreve o Gemini, como ele é um concorrente do ChatGPT, e podemos clicar na opção “*Go*” depois de colar esse texto. Ele vai fazer um pequeno *loading*. Esse *loading* é basicamente o nosso aplicativo consultando a API do Gemini, mandando essas informações que a pessoa usuária, que no nosso caso somos nós, inserimos e trazendo algum resultado. Então, tínhamos um texto com várias linhas e pedimos para ele ser resumido, sintetizado. Agora temos um texto muito menor, mas que ainda contém toda a essência do texto anterior. Ou seja, o texto foi interpretado e resumido mantendo os principais pontos-chave com relação às tecnologias. Foram mantidos o *Google DeepMind*, *Gemini*, *ChatGPT*, dentre outras. Se voltarmos para o código que temos além do emulador, podemos perceber que na MainActivity é chamado o SummarizeViewModel. Podemos clicar nele e usar o atalho “CTRL + B”, que vai nos redirecionar para o arquivo “SummarizeViewModel.kt”. Dentro desse ViewModel temos um sistema muito similar ao que nós já utilizamos em vários outros cursos, seguindo a documentação oficial do Android. É dito que uma configuração específica foi feita utilizando a API do *Gemini* para que, toda vez que ele passar na linha val prompt = “Summarize the following text for me: $inputText”, ele pegar o texto que a pessoa usuária colocou e adicionar essa nova instrução, que é a de resumir o texto. Mas, se quisermos, podemos fazer o *Gemini* não ter nenhuma instrução anterior para poder entender um pouco melhor como utilizá-lo. Essa é uma ideia bem simples de adaptar nesse código: ao invés de fazer esse val prompt conter todo esse texto “Summarize the following text for me:”podemos fazer o val prompt ser igual apenas ao inputText. fun summarize(inputText: String) { _uiState.value = SummarizeUiState.Loading val prompt = inputText } E se rodarmos o nosso projeto com essa única modificação e aguardarmos ele subir, a partir de agora, dentro desse nosso emulador, temos todo acesso ao potencial do *Gemini* com relação a texto. Então, podemos dar qualquer instrução para ele que ele vai seguir. Por exemplo, vamos clicar em Text to Summarize no nosso aplicativo e colar o texto “liste as 10 primeiras versões do Android”. Vamos clicar em “Go” e o *Gemini* tem justamente todo o conhecimento sobre as versões do Android. Ele vai trazer uma lista, inclusive enumerada, com várias das primeiras versões do Android. 1. Android Alpha 2. Android Beta 3. Android Cupcake (1.5) 4. Android Donut (1.6) 5. Android Eclair (2.0-2.1) 6. Android Froyo (2.2) 7. Android Gingerbread (2.3-2.3.7) 8. Android Honeycomb (3.0-3.2.6) 9. Android Ice Cream Sandwich (4.0-4.0.4) 10. Android Jelly Bean (4.1-4.3.1) Podemos passar várias informações, pedir para ele gerar histórias, para ele organizar listas, gerar códigos. E foi muito rápido o acesso que tivemos. Podemos começar a explorar a possibilidade de utilizar o *Gemini* sem precisar fazer uma série de configurações. Inclusive essa mesma do Build Gradle que vimos, ela é um pouco mais complicada, mas já vem por padrão feita e é algo que não precisamos nos preocupar. Porém, o *Gemini* também tem a possibilidade de lidarmos com outros tipos de informação. Para isso, podemos voltar mais uma vez ao nosso código no Android Studio e se clicarmos no menu principal no canto superior esquerdo, e selecionar “File > New > Import Sample”. Ele vai abrir uma nova janela. Na caixa de texto dessa janela, podemos digitar “IA” ou “Generate” e aparecerão alguns exemplos logo abaixo. Vamos selecionar o “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*”, logo abaixo de “*Jetpack Compose Layouts*”. A inteligência artificial está em versão beta, então temos a opção “*Google Generative IA Sample for Android (Kotlin)*” duplicada, aparecendo também sob a categoria de *Artificial Intelligence*. No fim das contas, podemos clicar em qualquer um dos dois “*Google Generative*”, ele vai trazer o mesmo exemplo. Selecionando essa opção e clicando em “Next”, ele sugere que criemos um novo projeto. Esse projeto, através do samples, é bem mais completo. E vamos deixar a configuração padrão que ele escolheu. Vamos clicar em “Finish” e aguardar ele gerar esse novo projeto com esse novo exemplo. Nosso projeto terminou de buildar. Já fizemos aquelas correções também com relação à nossa chave que vimos no projeto anterior. A única diferença é que aqui ela está no “GenerativeViewModelFactory.kt”, e está em mais de um lugar. Mas foi só adicioná-la no “local properties”. Já adicionamos o apiKey e buildamos o projeto. Temos um projeto mais robusto com vários exemplos de implementação do *Gemini* que você pode adaptar e também entender melhor estudando como ele funciona. Uma diferença que teremos é que aqui já são definidos vários tipos de modelos diferentes ao longo do código deste *ViewModel*. Então temos o *Gemini Pro*, o *Gemini Pro Vision*, o *Gemini Pro Normal*. ## Outras possibilidades de uso do Gemini Ao executar o projeto que acabamos de importar neste sample, teremos o aplicativo com três opções principais: “Generate text from text-only input”, “Generate text from text-and-image input (multimodal)” e “Build multi-turn conversations (chat)”. Estamos com o meu emulador disponível. Temos algumas opções para, por exemplo, explorar o modo chat, que é a última opção. Temos a opção para poder explorar o modo texto, que é a primeira. Mas a opção mais interessante nesse caso é a do meio, *Generate text from text-and-image input* (Gerar Texto a partir de Entrada de Texto e Imagem). Se clicarmos em *Try It* (Experimente), podemos adicionar algumas imagens de texto às informações que vamos inserir. Ou seja, se você, como pessoa desenvolvedora, quer criar um aplicativo em que o usuário pode enviar uma imagem, fazer uma pergunta ou, por exemplo, trabalhar em cima de alguma resposta com base no que o usuário acabou de fotografar, este é um código que você pode utilizar de exemplo. Se clicarmos no botão *Mais* (ícone de soma do lado esquerdo do campo “Question”), ele vai trazer a galeria do Android. Temos uma foto de uma pessoa e vamos enviar essa foto. Selecionamos a imagem e vamos digitar no campo de texto uma informação que é a seguinte: “qual é o nome do principal objeto do esporte que essa pessoa praticava?”. Vamos clicar em “*Go*” e vou aguardar a resposta. Aguardamos um pouco, já temos a resposta e a resposta foi bem direta (“Bola”), mas vamos explicar rapidamente o que aconteceu: A foto que selecionamos quando clicamos no botão de *Mais* é a foto do jogador de futebol Pelé. E o que o *Gemini* fez foi basicamente pegar essa imagem, fazer um *scan* dela, entender quem era a pessoa que estava presente, depois ele foi procurar se essa pessoa jogava algum esporte, entendeu o que era o futebol, depois ele foi ver qual é o principal objeto utilizado no futebol. Então teve toda uma **linha de raciocínio** que o *Gemini* fez através da entrada de uma imagem e também de texto para poder fornecer uma resposta. Ela foi bem sucinta, mas é apenas para poder demonstrar o potencial que existe ao fazer o uso dessa ferramenta nos nossos aplicativos. Demos esse exemplo um pouco mais complexo, mas justamente para poder mostrar que se você souber aproveitar esse recurso, pode criar aplicações realmente muito úteis para o usuário final. Vamos deixar os links de tudo que visualizamos abaixo para você poder acessar. Se estiver vendo este vídeo em alguma rede social, não se esqueça de clicar nos botões de gostei para sinalizar que curtiu esse conteúdo. Muito obrigado pela sua presença e até mais! ### Outros links e informações relevantes: - [Conheça o Google Gemini.]( - [Documentação do Gemini Nano.]( - [Documentação SDK do Gemini para Android.]( - [Gemini API Starter no Android Studio.](

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    Quality Assurance e entrega contínua

    Neste vídeo você vai conhecer como QA e entrega contínua (continuous delivery) se encaixam. Se você quiser conhecer mais de DevOps, pode começar pela formação [Primeiros passos em DevOps]( Se você estiver estudando QA, não deixe de conferir a nossa formação [Carreira QA: processos e automação de testes]( # Transcrição *Quality assurance* (em português, garantia de qualidade) ou QA e entrega contínua. Vamos ver o que esses dois têm a ver? Olá, sou o Vinicius Dias e sejam bem-vindos à Alura. Quero bater um papo bem rápido com vocês sobre como podemos aumentar a qualidade dos nossos *deploys*, digamos assim. Quero mostrar qual a relação entre QA e entrega contínua. O que esses dois têm a ver, qual a relação entre eles e como um depende do outro. Vamos entender primeiro o que é QA. Para quem me conhece, sabe que gosto de pegar uma definição formal da internet para depois esmiuçar. Quando pesquisamos "o que é *quality assurance*?" no Google, a resposta é exatamente a seguinte: ### O que é Quality Assurance? * "Garantia da qualidade é uma forma de prevenir erros ou falhas nos produtos manufaturados e evitar problemas ao entregar soluções ou serviços aos clientes." Quando trazemos isso para o mundo de software, significa que *quality assurance*, que chamaremos pela sigla QA, é uma forma de garantirmos que o código, sistema ou produto que estamos construindo está com uma qualidade aceitável. Para isso, existem diversas técnicas, processos e práticas para assegurar que a qualidade esteja satisfatória. Quando me refiro à qualidade aceitável, isso é um ponto muito importante, porque é muito difícil dizer se um código ou produto está bom, ou ruim. Por essa razão é fundamental definirmos critérios objetivos para impedir que um código vá para frente ou que um *deploy* aconteça, por exemplo. Precisamos ter o mínimo para certificar a qualidade do que está sendo feito, isso é um processo que aprendemos quando estudamos QA. O QA pode ser o papel de uma pessoa, de uma equipe inteira ou compartilhado entre diversas pessoas de uma equipe. Logo, QA não é uma caixa fechada, digamos assim. Existem vários profissionais dessa área que trabalham em setores distintos, como automação de testes, com testes manuais e os que trabalham mais do lado do negócio ou da equipe técnica. Como já mencionado, QA não é uma caixa fechada, existem várias práticas e técnicas que podemos utilizar para garantir a qualidade de um produto. ### Quality Assurance vs Quality Control *Quality assurance* é uma forma de garantirmos a qualidade **enquanto o produto está sendo desenvolvido**. Para quem já chamou alguma vez TDD de teste depois do *deploy*, sabe ao que estou me referindo quando falo que é comum criarmos um software, escrever um código ou gerar um produto e, no final do processo, enviar para alguém testar. Isso acontece bastante, inclusive, em alguns casos existe um profissional com essa função. Para que, após o desenvolvimento do produto ou serviço, esse profissional garanta que o que foi desenvolvido corresponde com a expectativa do produto. Essa técnica não se refere a QA, chamamos ***quality control***, o controle de qualidade. **Após o desenvolvimento, é garantido que o produto foi produzido corretamente**. Já o *quality assurance* faz parte do processo, enquanto é realizado o desenvolvimento, existem práticas a serem aplicadas para garantir que está sendo desenvolvido da melhor forma. Repare que QA envolve toda a parte do processo de desenvolvimento e, de fato, faz parte do processo. Não é apenas um momento pontual que adicionamos, como o teste depois do *deploy* ou quando perguntamos para a pessoa se ela já finalizou a tarefa e ela responde: "Está pronto, só falta testar". Esse "só falta testar" é o *quality control*, o *quality assurance* vai muito além disso. Essa prática de ter uma garantia de qualidade como um processo no nosso software permite diversas coisas. Tem um ponto interessante nos "Princípios por trás do manifesto ágil", o primeiro. Em que a prioridade é satisfazer o cliente e, com isso, realizar entregas o mais cedo possível através de **entregas contínuas** um software de valor. ### Principais princípios por trás do manifesto ágil * “Nossa maior prioridade é **satisfazer o cliente**, através da *entrega adiantada e contínua* de software de valor.” Essa frase nos diz que precisamos garantir que as entregas sejam contínuas, sendo o nome de um **conjunto de práticas** também. Logo, **entrega contínua** é o conceito que você possui um processo muito bem definido com QA, também bem definido, em que a entrega do software é feita de forma contínua. Por exemplo, se temos o planejamento de uma *feature* que passa pelo desenvolvimento, em que é realizado os testes necessários, gerando um *build* que passa pelo *quality control* que pode ir para outro ambiente para a verificação, e em seguida é feito o *deploy*. Isso gera uma entrega. Todo esse processo sendo feito de forma contínua e automatizada é o princípio por trás de entrega contínua. Repare que sem o *quality assurance* a entrega contínua se torna algo utópico. Poderíamos até cogitar a possibilidade de ter algo assim, mas se não existem processos para garantir a qualidade do que está sendo feito, como teríamos confiança para realizar uma entrega de software de maneira contínua, de forma, inclusive, automatizada? Logo, precisamos de QA para atingir entregas contínuas. A entrega contínua tem como núcleo a **build pipeline**. Basicamente é uma esteira de geração, podemos chamar assim. No *build pipeline* temos algumas etapas e dentro de cada uma dessas etapas existem processos de QA. ![Esquema visual sequencial contendo as seguintes etapas: "Plan", "Develop", "Build", "Test", "Deploy" e "Operate"]( No momento do **planejamento**, há processos de QA para garantir que está sendo feito da forma correta, com a descrição do que precisamos da forma correta também. Na etapa de **desenvolvimento** temos as boas práticas de programação, criação de testes, entre outros processos. Na hora de fazer o ***build***, é como garantimos que estamos utilizando tudo do ambiente correto e como automatizamos essa mudança de ambientes. Realizar aquele **teste**, o *quality control*. Fazer o **deploy**, que pode ser feito de maneira contínua ou não. Talvez essa etapa seja manual por uma necessidade de negócio. Por exemplo, queremos agrupar diversas *features* que passaram por essa entrega contínua, logo a *feature* foi entregue, mas queremos agrupar para gerar uma versão, então o *deploy* vai ser manual. Contudo, se tivermos um *deploy* que é um **evento**, por exemplo, não podemos realizar às sextas-feiras ou perto de terminar o expediente, visto que precisa ter um desenvolvedor à disposição caso aconteça um erro. Isso significa que provavelmente está faltando a parte de *quality assurance*, o processo da garantia de qualidade no desenvolvimento do software. Quando temos um *build pipeline* utilizando integração contínua para chegar na entrega contínua, o que atingimos é o **feedback contínuo**. Isso até poderia virar um vídeo à parte, mas basicamente quando aplicamos essas práticas estamos garantindo que em cada etapa do processo temos um feedback, que estamos indo pelo caminho correto. Caso aconteça um erro, vamos errar pequeno e mais rápido. É justamente o princípio do manifesto ágil. Então, *quality assurance* leva à possibilidade de termos entregas contínuas. Esta está diretamente relacionada aos processos ágeis, sendo um assunto bem interessante. Inclusive, fica o convite que na plataforma da Alura existem treinamentos tanto de *quality assurance* quanto de entrega contínua, com vários elementos satélites, como integração contínua, testes e muito mais. Esses são os conceitos de *quality assurance* e entrega contínua.

  • Back-end

    VSCode: Dicas e truques

    Tudo o que você precisa saber para tornar seu desenvolvimento mais prático dentro do VSCode. # Transcrição da aula Olá! Eu sou o Leonardo e nesse Alura+ vou apresentar para vocês um pouco do Visual Studio Code, também conhecido como VSCode ou VSC. O Visual Studio Code é uma IDE muito utilizada atualmente e com várias opções de atalhos e customizações. Com o VSCode aberto, começaremos a escrever código. Para isso, podemos criar um novo arquivo ou abrir uma pasta. Nesse caso, vou abrir uma pasta, o que facilita mantermos o código organizado. A pasta será criada no diretório "Documentos/Alura/Alura+ VSC". Não teremos nenhuma mudança visual grande, não abrimos nenhum editor e ainda não podemos escrever nenhum código. Isso porque ainda não temos um arquivo onde escrever esse código. Do lado esquerdo da tela, temos o "Explorer" do VSCode, que é onde ficam organizados nossos arquivos e editores. Dentro dos arquivos, temos a pasta "Alura+ VSC", onde estará o nosso código. Passando o mouse sobre esse menu, veremos algumas opções: * New File (novo arquivo) * New Folder (nova pasta) * Refresh Explorer (para atualizar o Explorer, por exemplo quando colocamos um arquivo por fora e ele não é detectado automaticamente) * Collapse Folders in Explorer (minimizar pastas no Explorer) Clicaremos em "New File" e, na caixa de texto que se abriu, digitaremos o nome do arquivo: app.js. O arquivo será criado e uma nova aba se abrirá no editor de código. Tínhamos outra aba aberta, "Getting Started", que podemos fechar. Começaremos criando uma variável. Como nosso arquivo é um .js, trabalharemos com Javascript. Ao começarmos a digitar const, uma caixa de sugestões será exibida, algo que pode nos ajudar a escrever o código. Criaremos a const nome com o valor igual a leo. const nome = "leo" Podemos mudar de ideia e, ao invés dessa const, fazer um console.log. Se apagarmos parte do nosso código, veremos que a caixa de diálogo não se abrirá novamente. Para que ela apareça, apertamos o comando "Ctrl + Espaço". Utilizando o "Enter", selecionaremos a palavra console e continuaremos o preenchimento com console.log(). Se quiséssemos o console.timeLog(), poderíamos nos dirigir a ele utilizando as setas para cima e para baixo. Mas além do Javascript, que outras linguagens de programação o VSCode suporta? No canto inferior direito da IDE, veremos a palavra "Javascript" como linguagem selecionada - isso porque estamos trabalhando com um arquivo .js e ele fez a detecção automaticamente. Se clicarmos nessa opção, abriremos um menu com todas as linguagens que podemos utilizar dentro do Visual Studio Code, dentre elas C, C++, Docker (dockerfile), Go, JSON, Lua, Markdown, dentre outras várias possibilidades. Vamos continuar trabalhando com Javascript. Se fôssemos escrever um código completo nesse Alura+, ele seria muito longo. Ao invés disso, pegaremos um código pré-preparado e o copiaremos para o arquivo app.js. Usaremos "Ctrl + A" para selecionar o conteúdo de source.js, "Ctrl + C" para copiá-lo e "Ctrl + V" para copiá-lo" no nosso arquivo. A primeira coisa que faremos é executar esse código. Porém, navegar pelas pastas dentro do console é um pouco trabalhoso. O Visual Studio Code também nos ajuda com isso, pois possui um terminal integrado. Abriremos o menu "Terminal" na parte superior da tela e clicaremos em "New Terminal", fazendo com que o console seja aberto na parte inferior da tela. Para executarmos, usaremos o comando node seguido do nome do arquivo. node app.js Ao pressionarmos "Enter", veremos que nada acontecerá. Note que a nossa tela está um pouco pequena, e podemos aumentá-la segurando a tecla "Ctrl" e usando o "+" do teclado. Da mesma forma, "Ctrl -" reduz o zoom da tela. Mas por que nosso código não retornou nada? Isso aconteceu pois esquecemos de salvar o conteúdo de app.js. O Visual Studio Code não salva os arquivos automaticamente. Isso é visível pelo aviso "1 unsaved" - ou seja, "um arquivo não salvo" - na área de editores do nosso menu. Além disso, tem uma "bolinha" ao lado do nome do arquivo app.js, tanto nos editores abertos quanto na sua aba, algo que também indica que o arquivo não foi salvo. Para salvar, usaremos o atalho "Ctrl + S" ou o menu "File > Save" (Arquivo > Salvar). Após salvarmos, voltaremos ao terminal e usaremos a tecla para cima do teclado para retornarmos ao último comando, node app.js. Ao pressionarmos "Enter", teremos duas saídas: > 8 > > [ 1 ] Vamos analisar o que nosso código faz para chegar a essas saídas. // idades = [30, 35, 28] // nomes = ["Ana", "Juliana", "Leonardo"] // faculdade = ["false, true, true"] // funcionarios = [nomes,idades,faculdade] // function eMaiorQue10(value) { // return value >= 10; // } // var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); // //filtrado [é 12, 130, 44] // console.log(filtrado) const notas1 = [10, 6.5 , 8, 7.5] const notas2 = [9, 6, 6 ] const notas3 = [8.5, 9.5] const notasGerais = [notas1, notas2, notas3] let media = 0 for (let i = 0; i Word Wrap", cujo atalho é "Alt + Z". Isso fará com que parte do texto seja jogada para a próxima linha, que na verdade é uma continuação da linha 42 e não tem numeração, mantendo a 43 vazia. Salvaremos o arquivo e o executaremos novamente para verificarmos se não quebramos o código. Como temos o mesmo retorno, tudo continua correto. Outro ponto interessante: repare que na linha 39, o código console.log("retornou") parece "apagado", enquanto os demais códigos têm cores mais vivas. Ao deixarmos o ponteiro do mouse sobre ela, veremos a mensagem "Unreachable code detected", informando que o código dessa linha não é executado. Para resolvermos isso, podemos clicar sobre a linha e pressionar "Ctrl + .", abrindo o menu "Quick fix" (reparo rápido), que sugerirá remover essa linha. Como não queremos removê-la, mas sim executá-la, precisaremos encontrar outra alternativa - por exemplo, colocá-la antes do return da função teste() já que o essa instrução encerra a execução da função. Poderíamos recortar e colar o código, mas também existe outra maneira: segurar a tecla "Alt" com o cursor sobre a linha e pressionar a tecla para cima do teclado, movendo o código console.log("retornou") uma linha para cima. Após salvarmos e executarmos, continuaremos não recebendo nada, o que acontece pois a função teste() não é chamada nenhuma vez. Resolveremos isso incluindo a chamada da função. //... console.log(media) teste() function teste() { console.log("retornou") return 10 } //... Limparemos o console com clear e executaremos node app.js novamente. Podemos acessar esse código rapidamente pressionando para cima no teclado duas vezes. Como retorno, teremos: > 8 > > retornou > > [ 1 ] Agora nossa saída mudou, antes era só 8 e [ 1 ]. Vamos ver se realmente teve alteração? Usaremos "Alt + baixo" no teclado para descermos o console.log("retornou") para a linha original. Ao salvar e executar, voltaremos a ter o retorno anterior - ou seja, realmente funcionou. Quando estamos criando código, nem sempre tudo ocorre como esperado, e às vezes cometemos erros, por exemplo de sintaxe. Para testarmos isso, vamos incluir um erro bastante óbvio em nosso código: um + sozinho em uma linha. Repare que o VSCode realçará esse +, sublinhando-o. Além disso, o nome do arquivo app.js será realçado em vermelho tanto no menu "Open Editors" quanto na aba aberta, com o número "1" ao lado do nome, indicando o número de erros. No canto superior direito, temos também um pequeno resumo do nosso código, que inclui uma linha vermelha no ponto em que colocamos o +; e na barra de rolagem um tracinho será exibido na altura do erro. Nesse arquivo está fácil encontrarmos o erro, afinal nós o colocamos propositalmente. Porém, em códigos mais extensos, às vezes fica difícil encontrar os erros. Para contornar isso, podemos usar o atalho "F8" para navegar diretamente ao próximo erro, indicando também qual é o erro - nesse caso, temos a mensagem *"expression expected"*, ou seja, o Javascript espera uma expressão. Vamos simplesmente apagar o + que estava sozinho na linha e fechar a caixa de diálogo clicando no "x". Note que, após apagarmos o erro, a expressão *"expression expected"* ficara mais escura, indicando que foi resolvida. O Visual Studio Code também nos traz outras funcionalidades que podem ajudar no desenvolvimento. Vamos começar passando pelo array texto usando a expressão for. let texto = ["oi", "ok"] for A estrutura do for é bastante conhecida, e não precisamos fazê-la manualmente toda vez. Sendo assim, escreveremos for e usaremos "Ctrl + Espaço" para abrir a caixa de sugestões. Selecionaremos a opção For Loop. Ela é na verdade um *snippet*, um trecho de código já pronto para utilização. Ao clicarmos, toda a estrutura do for será montada no editor: let texto = ["oi", "ok"] for (let index = 0; index = 10; // } // var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); // //filtrado [é 12, 130, 44] // console.log(filtrado) Poderíamos apagar as barras (//) linha por linha, mas existe o atalho "Ctrl + ;" (ou "Command + ;" no Mac), que permite comentar ou descomentar trechos de código. Mas e se quisermos alterar esse atalho de "Ctrl + ;" para "Ctrl + /"? Para isso, clicaremos na engrenagem no canto inferior esquerdo (*"Manage"*) e acessaremos o menu *"Keyboard Shortcuts"* (atalhos de teclado), cujo atalho é "Ctrl + K > Ctrl + S". Na nova aba, pesquisaremos por *"comment"* (comentário em inglês) e clicaremos duas vezes em *"Toggle line comment"*, opção que permite "trocar" o comentário da linha - ou seja, se ela está comentada, deixará de estar; se não estiver comentada, será comentada. Será aberta uma caixa de texto pedindo para digitarmos a nova combinação, em nosso caso "Ctrl + /". A caixa será preenchida com "ctrl+abnt_c1" e logo abaixo teremos o significado desse código, que é o atalho que digitamos. Após pressionarmos "Enter", o conteúdo será salvo. O interessante desse menu *"keyboard shortcuts"* é a possibilidade de encontrar todos os atalhos do VSCode, como *"cut"*, o clássico "Ctrl + X", e o *"copy"*, "Ctrl + C". No último caso, o VSCode também aceita "Ctrl + Insert". No arquivo app.js, selecionaremos o trecho comentado e pressionaremos "Ctrl + /" para descomentarmos. idades = [30, 35, 28] nomes = ["Ana", "Juliana", "Leonardo"] faculdade = ["false, true, true"] funcionarios = [nomes,idades,faculdade] function eMaiorQue10(value) { return value >= 10; } var filtrado = numeros.filter(eMaiorQue10); //filtrado [é 12, 130, 44] console.log(filtrado) Assim conseguiremos descomentar o bloco inteiro de código. Mais abaixo, vemos que a linha filtrado [é 12, 130, 44] continua comentada. Isso acontece pois ela já era um comentário - inclusive, se selecionarmos o bloco inteiro e o comentarmos novamente, a linha será comentada duas vezes (// //). Isso é útil pois conseguimos guardar o que já era comentário anteriormente em nosso código, evitando problemas. Já vimos os principais atalhos do VSCode, e agora conheceremos outras funções que ele nos oferece. Uma delas é o "Source Control", também conhecido como "Git" para quem já tem costume. Acessado a partir do menu à esquerda da tela (e pelo atalho "Ctrl + Shift + G"), ele nos permite inicializar um repositório Git ou publicar nosso código no Github - ou seja, o VSCode tem integração com o Github. Se escolhermos "Publish to Github", a IDE nos perguntará se a extensão pode utilizar nosso login, abrindo uma janela do navegador pedindo autorização para acessar nosso Github. Caso você não esteja logado, será necessário usar seu usuário e senha. Na janela seguinte, basta autorizar o acesso, clicar em "Abrir Visual Studio Code" e, de volta no programa, em "Open". Na parte superior da rela, teremos uma caixa de diálogo onde é possível criar um repositório, sugerindo o nome da nossa pasta ("Alura+ VSC"). Podemos publicá-lo como um repositório privado ou público. Não criaremos o repositório nesse vídeo, mas, caso você queira, basta fazer todo o percurso normal do Git, incluindo commit, push e assim por diante. Vamos falar um pouco sobre as extensões do VSCode, que também são bem úteis. Acessadas pelo menu à esquerda (e também pelo atalho "Ctrl + Shift + X"), elas permitem incluir mais funcionalidades ao VSCode. Como estamos trabalhando com Javascript, o ESLint é uma extensão bastante utilizada. É um formatador de código que inclui algumas boas práticas em Javascript. Pesquisando por ESLint e clicando em "install", ele será instalado. O ESLint é um caso especial dentre as extensões, pois precisa ter a biblioteca instalada na máquina - algo que pode ser feito usando o comando npm install eslint, para usá-lo somente no projeto atual, ou npm install -g eslint para instalá-lo globalmente. Outra extensão interessante é a Live Share. Desenvolvida pela Microsoft, essa ferramenta permite compartilhar código com outra pessoa em tempo real, como um arquivo do Google Docs ou do Office 365. Isso é legal quando você está trabalhando em grupo e é necessário editar o mesmo arquivo sem que seja necessário ficar "disputando o teclado" ou narrando o código para alguém digitar. Basta todas as pessoas baixarem o Live Share para que possam editar o mesmo código. O Live Server também é bem interessante. É um jeito rápido de desenvolver sites, muito útil para quem desenvolve em HTML, CSS e Javascript para Web. Ele abre um servidor em uma porta, que podemos acessar pelo navegador para explorar os efeitos do código no site que estamos desenvolvendo. Para quem trabalha com banco de dados SQL, temos a SQLTools, que ajuda a formatar o seu banco de dados, gerar queries, explorar os conteúdos salvos, dentre outras funcionalidades. Se você desenvolve em Java, temos a extensão da Language Support (suporte de linguagem) da Redhat, uma grande empresa bastante conhecida por quem trabalha com Linux. Existem algumas linguagens ou plataformas que não são suportadas pelo Visual Studio Code, por exemplo os microcontroladores. Nesse caso, podemos usar o PlataformIO, uma IDE que trabalha "em cima" do VSCode, oferecendo algumas plataformas como Atmel AVR (para Arduino), Expressif 32 e assim por diante. Também é uma plataforma boa para desenvolver com IOT, com frameworks para Arduino, por exemplo, substitindo a IDE própria do Arduino, que não é muito amigável em termos de possibilidades (como atalhos e sugestões). Já passamos por vários atalhos de teclado e funções do Visual Studio Code, nos familiarizamos com sua interface e aprendemos a começar projetos do zero ou abrir projetos já existentes. Também aprendemos a usar o terminal integrado e a integração com o Github, além de conhecermos algumas extensões. Devemos nos lembrar que as extensões do VSCode existem para expandir as possibilidades e tornar nosso trabalho mais ágil. Uma opção que acabei não comentando é a troca de tema do VSCode, acessada pelo menu à esquerda da tela o pelo atalho "Ctrl + K > Ctrl + T". Existem vários temas disponíveis, alguns claros (*light)* e outros escuros (*dark*), e outros como o *Tomorrow Night Blue*, que deixa a interface mais azul. Espero vocês na próxima!

  • DevOps

    Terraform no Google Cloud

    Neste Alura+ vamos aprender como podemos criar uma máquina virtual no Google Cloud Platform usando o Terraform e ver as diferenças entre o Google Cloud Platform e a AWS. * [Site do Terraform]( * [Download do Terraform]( * [Console do Google Cloud]( * [Documentação do Google Cloud no Terraform]( # Transcrição Na formação de Infraestrutura como Código, utilizamos sempre a AWS como provedora. Mas como fazemos para usar o Terraform com outros provedores, como o Google Cloud, por exemplo? Para tirar essa dúvida, vamos subir uma máquina no Google Cloud e verificar o quanto esse processo difere de uma máquina na AWS. Vamos lá? De início, vamos entrar no site do Terraform e clicar em "Tutoriais", no painel superior, para carregar os tutoriais iniciais e podermos mexer com cada plataforma. No caso, sempre usamos AWS; desta vez, acessaremos os **tutoriais do Google Cloud**. Nessa nova página, veremos todos os tutoriais disponíveis, como "O que é Infraestrutura como Código com o Terraform?" e "Instalando Terrafom". Caso você ainda não conheça o conceito de infraestrutura como código ou ainda não tenha o Terraform instalado, recomendamos dar uma olhada nesses dois primeiros tutoriais e fazer a nossa formação de Infraestrutura com Código também. Nesse vídeo, vamos direto para o tutorial "*Build Infrastructure*" (em português, "**Montando a Infraestrutura**") para começarmos a construir nossa infraestrutura com o Google Cloud. Primeiramente, há uma breve explicação sobre o que é o Google Cloud e temos um aviso inicial de que usaremos o nível gratuito (*free tier*) do Google Cloud Platform (GCP) para o provisionamento dos componentes desse tutorial. Caso comecemos a provisionar outros recursos, podemos mudar para a versão paga. No nosso caso, a máquina virtual que pretendemos provisionar faz parte do *free tier*. A seguir, temos a seção de pré-requisitos. É preciso ter uma **conta no Google Cloud Platform**. Caso você ainda não tenha, é possível criá-la no site do GCP — é de graça. Para conhecer mais sobre os serviços inclusos no *free tier*, podemos acessar a página de informações do Programa Gratuito do Google Cloud. Outro pré-requisito é ter, **no mínimo, a versão 0.15.3 do Terraform** instalada no seu computador. Se você estiver com o Terraform atualizado, já tem uma versão compatível, provavelmente 1.0 ou posterior. Atendidos os pré-requisitos, vamos checar o que precisamos para realmente começar a criar, na seção "*Set up GCP*". O primeiro item é **criar um projeto no GCP**. Vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará ao console do GCP para criar um projeto. Daremos o nome "Alura" para nosso projeto. Logo abaixo do campo de nome, será gerado um ID. No meu caso, é "alura-348223". O seu será diferente, pois os identificadores são únicos, nunca se repetem. À direita desse ID, temos a opção de editá-lo, se for de nosso interesse. Eu vou manter "alura-348223". Não vamos modificar os campos "Billing account" nem "Location", relativos respectivamente à cobrança (caso sejam criados recursos fora do *free tier*) e à organização. Podemos clicar no botão "Create" e, após alguns segundos, veremos nosso projeto criado, com todas as partes prontas. Voltando ao tutorial do site do Terraform, o segundo item é **ligar o *compute engine* do nosso projeto**. Novamente, vamos clicar no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a tela do *Compute Engine API* no console do GCP. Outra forma de chegar nessa página é acessando o menu do GCP, no canto esquerdo superior, selecionando a opção "Compute Engine". Nessa tela, clicaremos no botão "Enable" para habilitar e conseguirmos criar elementos relacionados às máquinas virtuais. Esse processo pode demorar alguns minutos, dependerá da carga sobre o Google no momento. De volta ao tutorial, o terceiro item em "Set up GCP" é **criar uma chave de serviço para nossa conta**. Clicaremos no link disponibilizado no tutorial, que nos direcionará para a página *Service Accounts*, dentro da área "IAM & Admin" do console do GCP. Outra maneira de chegar a esta tela é pelo menu do GCP, acessando "IAM & Admin > Service Accounts". Em seguida, vamos selecionar o projeto "Alura". Nessa nova página, constataremos que já temos uma conta de serviços. Para manter a organização e não nos confundirmos com as chaves e credenciais (partes de segurança muito importantes), vamos **criar outra conta de serviços**. No painel superior da tela, pressionaremos "Create Service Account". O campo relativo ao nome é opcional. Já o ID é obrigatório, como indicado pela presença do asterisco. Nosso ID será "terraform". Logo abaixo desse campo, será automaticamente criado um e-mail para essa conta de serviços. No momento, não precisamos nos preocupar com ele. A seguir, clicaremos no botão "Create and Continue". Agora, precisamos **selecionar um cargo (*role*)**. No tutorial do Terraform, no item 4 referente à criação da chave de serviço, é especificado que nesse campo devemos escolher "Project > Editor" e clicar em "Continue". Dessa forma, essa conta terá permissão para editar qualquer parte do projeto. Pressionaremos o botão "Done" para concluir a criação da conta do Terraform. Na sequência, vamos **criar uma chave para essa conta**. Seguindo o tutorial, vamos selecionar a conta de serviços e acessar a aba "Keys" (chaves) no painel superior. Em seguida, clicando em "Add Key", vamos escolher a opção "Create new key", definir o "Key Type" como JSON e clicar em "Create". O *download* da chave será feito automaticamente em nosso computador e veremos uma mensagem contendo o nome dela. Voltando ao tutorial, antes da seção "Write configuration", temos outro aviso (*warning*). Ele nos informa que ***esse arquivo da chave dá acesso total ao nosso projeto no Google Cloud Platform, então é importante o tratarmos como qualquer outra credencial secreta***, como a senha que usamos para entrar no console do GCP. Ou seja, não é uma boa prática salvar essa chave de acesso em um repositório, por exemplo, pois qualquer pessoa terá acesso ao projeto, se essa chave "vazar". Porém, caso isso aconteça, podemos acessar o menu "IAM & Admin > Service Accounts", entrar na nossa conta e apagar a chave. Depois, criamos outra. Temos a opção de criar várias chaves, só é importante mantermos o controle e a organização delas. Podemos, então, **começar a escrever as configurações do nosso projeto**. Em nosso computador, vamos criar uma pasta chamada "GCP" (abreviação de Google Cloud Platform) e abri-la no Visual Studio Code. Dentro dela, criaremos um arquivo chamado main.tf — um arquivo Terraform. Tudo que formos escrever ficará dentro dele. No tutorial, o início da seção "Write Configuration" explica como criar essa pasta e o arquivo main.tf por comandos no terminal. No caso, optamos pela criação manual. Em seguida, temos um bloco de código de exemplo: terraform { required_providers { google = { source = "hashicorp/google" version = "3.5.0" } } } provider "google" { credentials = file(".json") project = "" region = "us-central1" zone = "us-central1-c" } resource "google_compute_network" "vpc_network" { name = "terraform-network" } Vamos analisar esse trecho, composto por três blocos. De início, temos um bloco terraform referente às configurações que usaremos no projeto do Terraform. Da linha 2 a 6, constam dados do provedor: trata-se do provedor do Google, já com informações da fonte (source) e da versão (version). Da linha 10 a 16, temos o segundo bloco, com configurações desse provedor. A linha 11 contém as credenciais que serão carregadas de um arquivo .json. Na linha 13, precisamos informar o ID do projeto. Nas linhas seguintes, teremos dados relativos à região e à zona — assim como a AWS, o Google trabalha com regiões. Nesse exemplo, temos region = "us-central1" e zone = "us-central1-c", ou seja, estaremos usando o provedor do Google na região central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Das linhas 18 a 20, temos o último bloco, com a opção de criação de um recurso, uma VPC. No momento, não queremos uma VPC, apenas uma máquina virtual. Mais adiante, consultaremos a documentação com esse objetivo. Portanto, vamos copiar apenas os dois primeiros blocos (da linha 1 até a 16) e colá-lo no arquivo main.tf. Feito isso, ainda precisamos configurar dois itens nesse arquivo: **indicar a chave de acesso na linha 11 e definir o ID do projeto na linha 13**. Vamos incluir a chave de acesso no projeto, movendo o arquivo .json para a pasta GCP. Em seguida, daremos uma olhada na estrutura e no conteúdo dessa chave. Primeiramente, ela contém um tipo, que é uma conta de serviço. Depois, temos o ID do projeto e o ID de uma chave privada. Em seguida, consta a chave privada em si, que é bastante longa. Vemos, então, o e-mail do cliente (no caso, da conta de serviço), o ID desse cliente e um link de autorização seguido de um link do *token* para poder acessar as informações. Por fim, há dois certificados, um do provedor e outro do cliente. Voltando ao arquivo main.tf, é necessário alterar a origem das credenciais, na linha 11. Como o nome do arquivo .json é muito extenso, no painel à esquerda vamos clicar com o botão direito do *mouse* sobre ele e renoméa-lo para chave.json. Desse modo, podemos modificar a linha 11 para credentials = file("chave.json"), indicando que as credenciais vêm desse arquivo. Quanto ao ID do projeto (na linha 13), podemos obter essa informação no console do Google Cloud Platform ou no arquivo chave.json, em project_id. No meu caso, a linha 13 ficará project = "alura-348223", lembrando que cada usuário terá um ID diferente. Assim, temos nosso Google Cloud configurado para uso. O próximo passo será **criar a máquina virtual**. No navegador, vamos voltar à página inicial do site do Terraform. Desta vez, no painel superior, acessaremos "Registry" — o registro Terraform. Descendo um pouco a página, temos as opções de *providers*. Vamos clicar em Google Cloud Platform. A princípio, veremos o *overview* do que é o Google Cloud. No topo da página, à direita, acessaremos a **documentação**. Na lateral esquerda, há uma lista extensa de recursos à nossa disposição. Anteriormente no Google Cloud, acionamos o *Compute Engine API*, portanto vamos expandir o tópico "*Compute Engine*" dessa lista. Dentro dele, temos uma série de recursos — estamos buscando por máquinas virtuais, que geralmente têm o nome VM (*virtual machine*) ou *Instance* (instância). No caso, encontraremos o subtópico "google_compute_instance". Clicando em "**google_compute_instance**", descobriremos que se trata de um recurso que gerencia uma instância de uma máquina virtual utilizando o Google Cloud Engine (GCE). Para mais informações, podemos acessar a documentação oficial da API. Aparentemente, este recurso faz exatamente o que precisamos. Mais abaixo nessa página, temos um exemplo de uso. Vamos deixar de lado as primeiras cinco linhas referentes à *service account* e copiar o resto. Colaremos esse trecho ao final do nosso arquivo main.tf: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "default" { name = "test" machine_type = "e2-medium" zone = "us-central1-a" tags = ["foo", "bar"] boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } // Local SSD disk scratch_disk { interface = "SCSI" } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata = { foo = "bar" } metadata_startup_script = "echo hi > /test.txt" service_account { # Google recommends custom service accounts that have cloud-platform scope and permissions granted via IAM Roles. email = google_service_account.default.email scopes = ["cloud-platform"] } } Em seguida, vamos remover as partes que não são necessárias para nós. Na linha 18, temos o recurso "google_compute_instance". Vamos substituir o nome lógico "default" por "PrimeiraVM". Na linha seguinte, podemos alterar o nome que aparecerá no console do Google: em vez de "test", usaremos "PrimeiraVM" também. Em machine_type (tipo de máquina), precisamos tomar um pouco de cuidado. A máquina atual, "e2-medium", não é suportada pelo *free tier*! Então, vamos mudar para "e2-micro", que se enquadra no nível gratuito. Quanto à zona, vamos usar a mesma que especificamos anteriormente: "us-central1-c": # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" # código posterior omitido As tags não são necessárias, podemos removê-las (linha 23). Por outro lado, precisaremos do disco de *boot* (boot_disk), porque é o disco principal do nosso sistema. Na linha 24, temos os parâmetros iniciais: segundo o exemplo, usaremos uma imagem do Debian, na versão 9. Vamos manter desta forma. Em seguida, é oferecido um SSD local: o scratch_disk, um disco para escrever e ler itens temporários. Não precisamos disso e ele não é suportado no *free tier*, então vamos removê-lo (linhas 29 a 32). Agora, na linha 29, temos a interface de rede, necessária para a comunicação. Vamos manter network = "default" e não modificaremos o access_config, para que ele gere um IP público para nossa máquina. Os metadados (linhas 36 a 38) são desnecessários, vamos removê-los. Em seguida, temos o metadata_startup_script. Se quisermos rodar algum comando no momento de criação da nossa máquina, podemos utilizar essa *tag*. Vamos mantê-la e mudar seu valor para "echo oi > /teste.txt". Dessa forma, será escrito "oi" no arquivo teste.txt, no *root*. Por fim, a partir da linha 38, temos um *service account*. Como já configuramos anteriormente o *provider*, essa parte também não é necessária, vamos apagar da linha 38 até a 42. Então, **a segunda parte do arquivo ficará assim**: # código anterior omitido resource "google_compute_instance" "PrimeiraVM" { name = "PrimeiraVM" machine_type = "e2-micro" zone = "us-central1-c" boot_disk { initialize_params { image = "debian-cloud/debian-9" } } network_interface { network = "default" access_config { // Ephemeral public IP } } metadata_startup_script = "echo oi > /teste.txt" } Pressionando "Ctrl + S", salvaremos o arquivo. Já podemos **executar essas configurações para verificar se funcionam**. Na barra superior do VS Code, vamos em "Terminal > Novo Terminal". No terminal, vamos checar se estamos na pasta GCP. Uma vez dentro da pasta, executaremos o comando ls para verificar se os arquivos estão conforme o esperado: temos chave.json e main.tf. Tudo em ordem, vamos rodar um clear para limpar o terminal. Então, vamos **executar o comando terraform init** para iniciar todas as configurações do Terrafom, fazer o *download* da infraestrutura do provedor e deixar tudo pronto para a execução. Terminado esse processo, vamos **rodar o terraform apply**. Assim, a ideia é pegar o nosso plano e criar uma *compute instance* chamada PrimeiraVM. No console, podemos verificar todas as configurações dessa instância e, ao final, temos o plano total "Plan: 1 to add, 0 to change, 0 to destroy" (1 para criar, 0 para mudar e 0 para destruir). Para confirmar, digitaremos "yes". Durante essa operação, teremos um erro alegando que o nome "PrimeiraVM" é inválido, pois não podemos usar letras maiúsculas, apenas caracteres no padrão [a-z0-9]. Logo, na linha 19 do arquivo main.tf, vamos alterar para name = "primeiravm" e salvar. Em seguida, executaremos o terraform apply novamente, digitaremos "yes" para confirmar e esperaremos enquanto esse processo é executado. No meu caso, a operação foi rápida, apenas 11 segundos. Mas esse tempo pode variar de acordo com a conexão da internet ou da carga sobre os servidores do Google e assim por diante. Para verificar se a máquina foi devidamente criada, vamos voltar ao console do Google Cloud Platform, no navegador. No menu, vamos em "Compute Engine". Nesta página, há uma tabela com as instâncias de máquina virtual e veremos a "primeiravm". O IP dela está na coluna "External IP". Para acessá-la via SSH, selecionaremos o *checkbox* à esquerda e clicaremos no botão "SSH". Dessa forma, a chave SSH será colocada dentro da nossa máquina virtual, pois não fizemos isso antes. Essa é uma das vantagem do Google sobre a AWS: não precisamos colocar as chaves logo que criamos a máquina, ele faz esse procedimento para nós depois. Após alguns segundos, estaremos na nossa máquina. Vamos executar o comando ls / para ver os arquivos que temos dentro da máquina virtual. Um deles é o teste.txt, vamos abri-lo com cat /teste.text. Veremos o texto "oi" que configuramos anteriormente, ou seja, a instância foi criada e o arquivo .txt foi inserido no *root* da máquina virtual. Pronto, criamos a configuramos uma máquina virtual com o Google Cloud! **E se não quisermos mais essa infraestrutura?** Podemos encerrá-la por meio do comando terraform destroy, que vai **destruir a infraestrutura**. Assim, o plano não terá nada para criar ou modificar e um recurso para destruir. Vamos digitar "yes" para confirmar a ação e a máquina será apagada. No meu caso, esse processo demorou 37 segundos, mas esse tempo pode variar. Dessa forma, a infraestrutura foi destruída. O projeto não foi apagado, apenas removemos a infraestrutura, que podia gerar custos. Agora que vimos tudo isso, vamos elencar as **diferenças entre a máquina virtual que criamos no Google Cloud e uma máquina virtual que geralmente criamos na AWS**. Primeiro, no arquivo main.tf, no bloco terrafom que vai da linha 1 a 8, temos que trocar o nome do provedor, bem como o source. Além disso, o método de utilizar credenciais e fazer *login* no Google e na AWS são diferentes. Na AWS, fazemos o *login* pela linha de comando com aws configure. No Google, usamos credenciais via arquivo. O recurso criado também muda de nome entre esses dois provedores. **Na AWS, temos o EC2 Instance e, no Google, o Google Compute Instance**. São nomes e recursos diferentes e também têm configurações distintas. Por exemplo, na AWS especificamos zonas por VPC, não por máquinas. Ambos, porém, precisam de um nome e de um tipo de maáquina (machine_type). Quanto ao boot_disk, no Google definimos pela imagem. No caso, escolhemos o Debian, versão 9. Na AWS, usamos as AMIs, que são parecidas, porém têm nome diferente. Precisamos saber a AMI correta para cada região. Em questão de rede, na AWS não precisamos configurar uma interface de rede. Ele já vem com uma interface e um IP público por padrão. No Google Cloud, temos que especificar esses elementos. Ademais, temos o metadata_startup_script que determina o que será feito inicialmente, em que inserimos o código entre aspas. Na AWS, esse processo é mais complicado, temos que colocar o end_of_file ou end_of_tape, algo nesse sentido para identificar onde começa e onde termina. De forma geral, **esses provedores são bem próximos em termos de criação**. O Google também fornece uma VPC padrão, que é um jeito que de acessarmos essas máquinas. Por fim, vamos revisar tudo que fizemos nesse vídeo. Criamos um projeto e uma chave de acesso para acessá-lo. Depois, configuramos uma máquina virtual do tipo e2-micro (suportada no *free tier*) e especificamos a zona onde ela ficaria — no *datacenter* central dos Estados Unidos, na zona de disponibilidade C. Determinamos o sistema utilizado na máquina, uma interface de rede e um *script* para rodar na criação da instância. Espero que você tenham gostado. Até o próximo Alura+!

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