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Shadow Ban: Conheça a punição do Instagram

Ana Mascarenhas
Ana Mascarenhas

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Tela de um celular mostrando a página de login do Instagram. Como imagem de fundo, o logo do Instagram.

Se você cuida do Instagram da sua empresa ou de várias empresas, uma preocupação constante é com os resultados dos conteúdos que compartilha. Curtidas, comentários, posts salvos, encaminhamentos, alcance, sabemos que tudo isso conta e muito para garantir, e até aumentar, o famoso engajamento. Mas e quando essas métricas diminuem drasticamente da noite para o dia? Sempre culpamos o algoritmo, né? Mas nem sempre é culpa dele! Conheça o Shadow Ban, a punição do Instagram.

Logo do Instagram

O shadow banning, ou shadow ban, significa livremente “banido à sombra”, uma referência direta à própria punição que se aplica: a plataforma oculta ou, até mesmo, bloqueia as suas publicações do feed para os seus seguidores, e o seu perfil também não pode ser encontrado na pesquisa por hashtags. O perfil punido pode ficar “fora do radar” de novos seguidores de 24h até uma semana.

Essa punição surgiu em 2006 e não é algo que nasceu no Instagram, mas nas redes sociais como um todo, porém, só a partir de 2017 a medida passou a ser vinculada à plataforma.

O shadow ban funciona como um controle de qualidade sobre o que é postado na plataforma, garantindo, assim, uma experiência segura e agradável para todas as pessoas usuárias. Além de garantir que algumas diretrizes básicas sejam respeitadas.

Mas afinal, o que faz com que a sua conta leve o shadow ban?

As principais práticas que podem levar o seu perfil ao shadow ban são:

1) Hashtags inapropriadas - sabemos que as hashtags são ótimas aliadas para nichar e segmentar o seu conteúdo, mas existem hashtags banidas ou proibidas de serem divulgadas no Instagram.

Vale a pena se atentar se a hashtag que você escolheu também não quer dizer outra coisa em inglês, o idioma matriz da plataforma. Por exemplo, a hashtag #sextou que muitos podem gostar de usar, significa em inglês um tipo de gíria: sex to u, o que faz conotação sexual e é considerado assédio. Palavras que tenham relação com algum comportamento nocivo ou autodestrutivo também são bloqueadas. Veja o exemplo abaixo, ao pesquisar a #mia, que tem relação ao distúrbio alimentar bulimia, o Instagram bloqueia os resultados e já apresenta uma mensagem de ajuda:

Print de uma mensagem que aparece ao pesquisar a hashtag mia. Mensagem: “Podemos ajudar? Publicações com as palavras que você está pesquisando muitas vezes incentivam um comportamento que pode fazer mal a uma pessoa e até levá-la à morte. Caso você esteja passando por um momento difícil, gostaríamos de ajudar”. Abaixo da mensagem aparecem três botões clicáveis: “obter apoio”, “mostrar publicações e “cancelar”. Fonte: print próprio

Como saber se a sua hashtag é liberada ou não? Pesquise-a na lupa do Instagram, se aparecerem vários resultados, não tem problema em usar!

2) Palavras nas legendas - você já deve ter visto nas legendas dos perfis de notícias que algumas palavras sofrem alteração no seu conjunto de letras, como m0rt3, ass4lt0 etc. Isso é porque alguns perfis também já sofreram shadow ban pelos termos presentes na legenda. Claro que nem preciso comentar que termos preconceituosos e ofensivos também entram nessa, né?

3) Automação de compra de seguidores e de curtidas - robôs que compram curtidas e seguidores parecem o paraíso de qualquer empresa que está iniciando o seu perfil no Instagram, mas na verdade eles são o caminho mais rápido para cair no banimento. Fuja e nunca contrate!

4) Spamming - pode parecer uma ótima ideia reservar um momento do seu dia para responder todos os comentários e mensagens privadas, seguir novos perfis, interagir com a sua audiência e tudo mais, mas cuidado com a intensidade dessa interação! Ações repetidas várias vezes em um curto espaço de tempo podem configurar prática de spam, e isso também leva ao banimento. E como spamming o Instagram também entende o uso de várias hashtags, viu? Limite aí na sua conta! Eu gosto sempre de orientar que o número máximo para você ter resultados é 10!

5) Denúncias - e por último e o mais óbvio, se o seu perfil for denunciado por um grande número de usuários, existe também a chance de que ele caia em shadow ban!

Agora, se você já fez um ou mais itens dessa lista e está com a desconfiança de que o seu perfil foi banido, calma! Não precisa deletar a sua conta e começar tudo do zero, existem algumas práticas testadas por outros usuários que caíram no banimento que podem dar certo com você. Veja:

  • Diminua ou pause as suas atividades por um tempo, o banimento é temporário mas a sua conta continua ativa. Deixe de postar por um dia ou mais, e aí faça o teste do seu número de alcance e impressão. Se o resultado da sua métrica de alcance for a metade do resultado de um período anterior, muito possivelmente seu perfil ainda está sob punição.

  • Troque seu perfil de comercial/criador de conteúdo para pessoal por um tempo. Sim, vai ser ruim perder as suas métricas e insights, mas é uma forma de você não comprometer a entrega do seu conteúdo para os seus seguidores. Lembre: o shadow ban é uma prática destinada a contas comerciais.

  • Remova qualquer aplicativo vinculado ao Instagram, seja de automação de robôs, programação de postagem, e faça o teste novamente dos seus números de métricas.

  • Revise o seu conteúdo, principalmente as hashtags. Se os problemas forem elas, será necessário editar o texto ou excluir a publicação.

Se nada disso der certo e você continuar se sentindo penalizado(a) pela plataforma, o último recurso é entrar em contato com o suporte e tentar entender onde está o erro do seu perfil.

Quer saber de vez como nutrir o seu Instagram de bons conteúdos e colher esses frutos no seu engajamento com a audiência? Fique de olho nas formações de Marketing Digital e de Social Media aqui da Alura! Conteúdo rico e de valor não sofre punição!

Ana Mascarenhas
Ana Mascarenhas

Ana é publicitária, especialista em marketing digital, e cursa Mestrado em Comunicação e Mídias. Trabalha com redes sociais, produção de conteúdo, mídia paga e performance desde 2014, onde começou sua carreira na área de criação de uma agência. Hoje é instrutora na Alura, e além de ensinar, aprende cada vez mais com as infinitas novidades e possibilidades do universo online.

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