Paulo Silveira é CEO e cofundador da Alura. Bacharel e mestre em Ciência da Computação pela USP, teve sua carreira de formação em PHP, Java e nas maratonas de programação. Criou o Guj.com.br, o podcast do Hipsters.tech e o Like a Boss.
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JavaScript pode ser a linguagem ideal para quem quer aprender a programar. Na minha opinião e na de muitos outros professores e desenvolvedores. Mas por quê?
Programar é difícil. Começar a programar, mais ainda. Pode ser algo desmotivador e cheio de problemas. Compiladores, editores, erros, IDEs e a instalação de SDKs podem se tornar grandes barreiras para você, pequeno aprendiz. No JavaScript, tudo isso é minimizado. Suas VMs são onipresentes nos browsers, o editor pode ser o Notepad e a primeira execução é permitida até mesmo no Internet Explorer 6 do Windows XP do laboratório da escola pública. E o que é necessário instalar? Nada.
Você que nunca programou uma linha de código poderá, em poucos minutos, escrever seu OlaMundo e entendê-lo. Isso não parece grande vantagem, mas você pode repetir o feito em casa, em um computador diferente, com outro browser e sistema operacional, para mostrar o resultado aos seus pais e amigos. Se já conhece um pouco de tecnologia, poderá rodar sua primeira aplicação até mesmo no seu celular Android, transferindo o html para lá.
Existem outras alternativas? Certamente! É fácil falar: ""! Não duvido. Eu mesmo comecei com Logo e Basic. Talvez algumas linguagens atraiam determinados aprendizes mais que outras. Mas o JavaScript diminui a barreira de aprendizado de uma forma que considero inigualável.
Foquei nas vantagens do ambiente de programação que o JavaScript traz. Ainda há outros: o aprendiz terá contato com uma linguagem importante para seu currículo, poderá encarar a programação funcional com mais naturalidade e também será facilmente motivado ao ser apresentado a APIs visuais, usando canvas, process.js e webgl.
E você, qual é a sua experiência ao ensinar? E ao aprender? Em particular, a primeira linguagem de programação.