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A cada dia que passa, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio ao trabalho e passa a ocupar um papel central na forma como as empresas operam, tomam decisões e criam valor dentro da própria cultura organizacional.
Um novo conceito que ajuda a entender melhor esse cenário atual das IAs é o Frontier Firms. Ele representa a fronteira mais avançada da adoção de IA no ambiente corporativo, sendo responsável por redesenhar completamente estruturas, culturas e modelos de trabalho para integrar pessoas e agentes de IA de forma estratégica.
Segundo o relatório: ”2025: The Year the Frontier Firm Is Born”, da Microsoft”, 45% das empresas pretendem manter o quadro de pessoas colaboradoras utilizando a IA como trabalho digital. O resultado é o surgimento de um novo tipo de organização, mais ágil, escalável e orientada por dados.
Se você deseja melhorar resultados da sua empresa usando tecnologia e inovação como centro da sua estratégia, continue a leitura deste artigo para entender melhor o conceito de Frontier Firms e como funciona esse modelo de AI-first.
O que são Frontier Firms?
As Frontier Firms, ou empresas de fronteira, são organizações que operam no nível mais avançado da adoção de Inteligência Artificial. Elas utilizam a IA não apenas para automatizar tarefas, mas como parte central da estratégia, da operação e da tomada de decisão.
Na prática, são empresas que:
- colocam a IA no centro do modelo de negócio;
- operam com processos redesenhados para humanos e agentes de IA;
- usam dados e algoritmos como base para a tomada de decisões, principalmente as estratégicas;
- incentivam a colaboração entre pessoas e sistemas inteligentes.
Essas empresas entendem que a IA não substitui pessoas. Pelo contrário: ela amplia as capacidades humanas na rotina de trabalho, ao permitir que colaboradores e colaboradoras foquem em criatividade, estratégia, relacionamento e inovação empresarial.
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Como surgiu o conceito de Frontier Firms?
O conceito de Frontier Firms surgiu a partir da evolução das empresas que passaram a operar em um novo patamar de maturidade digital nos últimos anos. Diferente de organizações tradicionais, essas companhias já nasceram ou se transformaram tendo a IA como base estrutural.
O termo faz referência à exploração de novas fronteiras tecnológicas, indo além do que a maioria das empresas ainda está começando a conhecer. Algumas das possibilidades aplicadas por esse tipo de organização, que usam a Inteligência Artificial como base, incluem:
- agentes autônomos de IA operando diversos processos;
- tomada de decisões orientadas por modelos preditivos;
- times híbridos formados por humanos e agentes de IA;
- ciclos de inovação mais rápidos e produtivos.
Esse conceito é o mais aplicado para diferenciar empresas que apenas “usam IA” daquelas que são, de fato, AI-first.
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O que significa ser uma empresa AI-fist?
Dentro dessa transformação tecnológica, outro movimento que ganhou força nos últimos anos é o das empresas AI-first. Nesse contexto, esse tipo de organização coloca a Inteligência Artificial como ponto de partida para a construção de processos, produtos e experiências.
Ou seja, em vez de adaptar a IA a modelos antigos, essas empresas redesenham tudo desde o início, pensando primeiramente na tecnologia e em como ela pode potencializar o trabalho.
As Frontier Firms são, essencialmente, empresas AI-first, que utilizam a IA como um pilar estratégico e contínuo para o desenvolvimento e crescimento do negócio.
Segundo o “2025: The Year the Frontier Firm Is Born”, relatório sobre Frontier Firm da Microsoft, pessoas que trabalham nesse tipo de organização relatam vantagens claras em comparação ao mercado geral:
- 71% afirmam que suas empresas estão prosperando, enquanto esse número cai para 37% entre profissionais de organizações tradicionais;
- 55% dizem conseguir assumir mais trabalho, em comparação com apenas 20% das pessoas profissionais ao nível global, considerando empresas que não se enquadram como organizações de fronteira;
- 90% enxergam oportunidades de trabalho significativas em suas empresas, contra 73% entre pessoas que atuam em outros modelos organizacionais;
- 93% das pessoas entrevistadas se mostram otimistas em relação ao futuro do trabalho e às oportunidades nas empresas de fronteira, percentual superior aos 77% observados entre profissionais de empresas não AI-first, no cenário global.
Desse modo, na prática, ser AI-first significa desenvolver produtos já integrados à IA, criar processos que assumem automação inteligente desde o início e, principalmente, capacitar pessoas para trabalhar lado a lado com agentes inteligentes.
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Empresas lideradas por humanos e empresas operadas por agentes: qual a diferença?
Nos processos das organizações de fronteira, é fundamental entender a distinção entre empresas lideradas por humanos e empresas operadas por agentes. O sucesso das Frontier Firms está no amadurecimento desses modelos e na capacidade de equilibrá-los para criar sistemas híbridos mais eficientes.
Veja como cada um funciona, na prática.
Empresas lideradas por humanos
Nesse modelo, a liderança, a visão estratégica e as decisões finais permanecem sob responsabilidade das pessoas, enquanto a IA atua como suporte, ampliando a capacidade analítica e operacional dos times.
As pessoas colaboradoras definem objetivos e valores, utilizando a IA para apoiar decisões e execução. Desse modo, o foco está na ética, no contexto e no julgamento humano.
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Empresas operadas por agentes
Já nas empresas operadas por agentes, sistemas de IA executam grande parte das operações de forma autônoma. Isso porque os agentes inteligentes gerenciam fluxos, priorizam tarefas e otimizam processos em tempo real.
Nesse cenário, as pessoas atuam na supervisão e na estratégia, o que permite alta escalabilidade, eficiência e velocidade operacional.
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Por que e como as Frontier Firms estão transformando o trabalho com IA?
As Frontier Firms não representam uma tendência passageira, mas um sinal claro de para onde o mundo corporativo está caminhando.
A combinação de IA, automação inteligente e colaboração humano-agente, cria organizações mais resilientes, inovadoras e preparadas para mudanças constantes.
Veja como esse modelo está transformando o mercado de trabalho.
1. A IA deixa de ser uma ferramenta e se torna parte do trabalho
Nas empresas de fronteiras, a IA não é usada como apoio às tarefas pontuais. Ela é integrada aos fluxos de trabalho desde a concepção da ideia até a entrega final. Isso transforma a rotina profissional, deixando as tomadas de decisões mais rápidas, os processos mais eficientes e a realização de tarefas menos operacionais com agilidade.
2. Human-agent teams redefinindo a produtividade
Os human-agent teams são times híbridos que combinam o melhor das capacidades humanas com a eficiência da IA. Esse modelo permite que atividades repetitivas e analíticas sejam automatizadas, enquanto os humanos se concentram em estratégia, criatividade e resolução de problemas complexos.
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3. Trabalho orientado por dados e contexto
Com a IA integrada, as decisões organizacionais deixam de ser baseadas apenas em intuição e passam a ser mais diretas com a realidade da empresa. As Frontier Firms usam dados em tempo real, análises preditivas e insights gerados por agentes para apoiar escolhas mais assertivas e contextualizadas.
4. Mais autonomia com responsabilidade
A automação inteligente aumenta a autonomia das equipes, mas exige estruturas claras de governança e ética no uso da IA. Por isso, é importante sempre equilibrar inovação com responsabilidade, para um uso seguro, transparente e alinhado aos valores organizacionais.
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5. Cultura de aprendizado contínuo mais intensa
Segundo a Microsoft, 47% das empresas já priorizam a capacitação específica em IA no ambiente de trabalho. Como a tecnologia evolui rapidamente, as Frontier Firms estimulam experimentação, aprendizado contínuo e atualização constante de competências.
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Ao combinar tecnologia avançada com protagonismo humano, as Frontier Firms encontraram uma nova forma de gerar eficiência e significado. Mais do que adotar a IA, elas mostram que o futuro do trabalho será composto por human-agent teams, modelos AI-first e uma cultura organizacional preparada para aprender, evoluir e se reinventar.
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