Olá! Seja bem-vinde ao curso Tech Lead (liderança técnica): Construindo Práticas e Rotinas de Gestão.
Este é um curso completo, no qual abordaremos temas práticos e objetivos para quem é uma pessoa engenheira sênior e deseja dar o passo em direção à liderança técnica. Também é indicado para quem já é Tech Lead (liderança técnica) e quer aprender cada vez mais frameworks (estruturas de desenvolvimento) e arquiteturas que podem ser implementados na equipe, além de métricas e novas formas de gestão. E, ainda, para quem está em posição C-Level (alta liderança executiva) e deseja ter uma visão holística de como aprimorar ainda mais a liderança do negócio.
Quem sou eu? Eu sou a instrutora Larissa de Oliveira, tenho mais de 10 anos na área de tecnologia. Sou engenheira de software Full Stack (pilha completa), especialista em JavaScript, React, .NET e C#. Hoje estou muito mais focada na área de liderança técnica, com ênfase em carreira e contratação de talentos. Atuo também como Tech Community Manager (liderança técnica de comunidades de pessoas desenvolvedoras). Tenho um grande repositório, único no Brasil, sobre escrita técnica. Além disso, sou educadora e mantenho diversas iniciativas orientadas à inclusão digital e, principalmente, à formação de lideranças.
O que vamos aprender neste curso? Vamos explorar tudo de forma muito prática, para que você possa implementar de imediato e construir essas práticas e rotinas com sucesso em sua equipe.
Aula 1
Revisaremos o papel de Tech Lead (liderança técnica) e o cenário atual. Analisaremos de forma holística o que está ocorrendo no mercado, principalmente na incorporação de inteligência artificial, e como o papel de Tech Lead (liderança técnica) deve atuar e se movimentar nesse novo campo.
Aula 2
Abordaremos autoridade e influência técnica, a importância da comunicação e a gestão das trocas dentro do time para que a pessoa em Tech Lead (liderança técnica) seja influente e não apenas uma liderança formal. Teremos, inclusive, uma trilha completa para você, Tech Lead (liderança técnica), sobre comunicação estratégica para a área de liderança técnica.
Aula 3
Discutiremos estratégias de arquitetura, veremos frameworks (estruturas), plataformas internas de implantação, métricas, matrizes e outros elementos fundamentais.
Aula 4
Trataremos de complexidade e tomada de decisão, incluindo frameworks (estruturas) como Silent (Silent), dívida técnica, decisões sob incerteza e outros tópicos relevantes.
Aula 5
Falaremos sobre rotinas e cultura técnica que você, Tech Lead (liderança técnica), precisa introduzir de forma mapeada e estruturada para o seu time. Já conhecemos cerimônias clássicas como Code Review (revisão de código) e Deploy (implantação), e também abordaremos novidades do mercado.
Portanto, permaneça neste curso e siga esta trilha; tenho certeza de que contribuirá muito para sua liderança. Obrigada, tchau!
Olá, bem-vindes à Aula 1, na qual abordaremos a evolução da engenharia e o panorama atual do mercado, com a Inteligência Artificial cada vez mais presente na rotina das equipes de engenharia e das lideranças técnicas. Além disso, veremos novas metodologias, frameworks (estruturas) e matrizes que estão ganhando espaço na organização das equipes de tecnologia e, também, na posição desse time dentro das empresas atualmente.
Para estabelecermos um paralelo, vamos relembrar um cenário mais clássico. Historicamente, as equipes de tecnologia foram isoladas em silos (compartimentos estanques), com engenharia, produto e negócio atuando como áreas separadas. Cada uma vivia em seu próprio universo e, basicamente, não havia comunicação entre elas. O ecossistema de produto mantinha colaboração contínua e orientada a valor entre negócio e produto, enquanto a equipe de tecnologia permanecia isolada.
Com a evolução da estratégia de negócio, a arquitetura passou a ser tratada como um diferencial, e as equipes de tecnologia começaram a influenciar o produto e o próprio negócio. Isso transformou a engenharia no core (núcleo) do negócio. Até hoje, podemos dizer que isso ocorre em 99% das empresas, pois a engenharia deixou de ser um centro de custos ou apenas um departamento e passou a ser o coração pulsante e protagonista das decisões estratégicas. Uma arquitetura bem pensada, aliada a decisões muito bem estruturadas, representa uma vantagem competitiva real para nós, enquanto lideranças técnicas, que seremos o bastião dessas decisões.
Qual é o impacto real da IA na engenharia? Atualmente, a Inteligência Artificial está mais orientada à automação de processos, ao aumento da produtividade e à redução de tarefas repetitivas. Ainda assim, nós, enquanto lideranças técnicas, temos um papel fundamental: conduzir a análise e a decisão estratégica sobre como essas soluções serão desenhadas e implementadas. Nosso papel analítico nessas decisões faz enorme diferença em como tudo será planejado e em como reduziremos erros e, sobretudo, atividades repetitivas.
Qual é o novo papel da liderança técnica neste novo contexto de inserção de inteligência artificial, processos automatizados e outras transformações? Arquitetura.
A liderança técnica hoje precisa ter uma visão muito mais ampla, considerando dois pilares que estão ao lado da área de tecnologia: produto e negócio. Precisamos garantir a qualidade técnica e manter uma visão de longo prazo.
Do lado de produto, novos requisitos chegam continuamente para o time de tecnologia, e decisões estratégicas bem fundamentadas têm impacto real. Do lado de negócio, a liderança técnica exerce uma função muito mais próxima do próprio negócio do que daquela pessoa que se concentrava apenas em código, em frameworks e afins. Atuamos como ponte entre esses universos que trabalham em prol do mesmo resultado: geração de receita, aumento da usabilidade do produto e do sistema, entre outros. Ao assumirmos a responsabilidade por esse alinhamento técnico-organizacional, avançamos enquanto liderança técnica, e nossas decisões passam a beneficiar a empresa como um todo.
Qual é a diferença entre liderança operacional e liderança estratégica, e por que precisamos transitar por ambos os mundos? Embora precisemos abarcar aspectos dos dois, reforçamos que a liderança técnica deve ser, prioritariamente, estratégica.
A liderança operacional foca a execução e a entrega, resolve problemas pontuais e oferece respostas reativas a incidentes.
Nós, como liderança estratégica, mantemos o foco no impacto de longo prazo. Não buscamos apenas resolver o problema de hoje; buscamos criar métricas e mecanismos que sustentem a solução ao longo do tempo. Ao fazer isso, antecipamos riscos e ampliamos nossa influência em nível organizacional — não apenas sobre o time de tecnologia, mas também sobre todas as áreas que interagem consumindo as informações que fornecemos enquanto pessoas líderes técnicas.
Uma liderança técnica de alto impacto opera majoritariamente de forma estratégica. Precisamos, sim, oscilar entre os dois mundos, porém, na maior parte do tempo, atuamos estrategicamente — sem perder o contato com a realidade técnica do time.
Olá, Tech Lead! Nesta aula vamos falar sobre o universo da engenharia moderna e algumas métricas que são usadas atualmente em equipes como DevEx (Experiência da Pessoa Desenvolvedora), DORA e Platform (Plataforma). Veremos isso de forma prática para que possamos, a partir de hoje, começar a implementar em sua equipe.
O que é o Developer Experience (experiência da pessoa desenvolvedora), o famoso DevEx, que tem sido muito comentado em grandes equipes de tecnologia? DevEx é criar um fluxo organizacional focado na experiência da pessoa desenvolvedora, metrificando quais são os impactos e, sobretudo, a produtividade dessa pessoa no dia a dia.
Por que implementar DevEx? Ao implementar DevEx, podemos reduzir a fricção no ciclo de desenvolvimento. Também podemos prever quais ferramentas, decisões e processos realmente funcionam na equipe. E não apenas isso: há impacto direto na velocidade e na qualidade das entregas.
Atualmente, o Tech Lead (liderança técnica) funciona como o centro de pensamento cognitivo da equipe. É quem vai tomar decisões e definir as trajetórias que essa equipe vai construir. No entanto, há uma grande carga cognitiva. Por quê? Porque será necessário decidir sobre o estado do fluxo, como esse fluxo será estruturado, quais frameworks (estruturas de desenvolvimento) serão implementados e como isso pode gerar fricção na equipe. Também será preciso cuidar do ciclo de feedbacks (retornos), que é extremamente importante. Como vimos ao longo desta trajetória de construção de cursos voltados à pessoa com papel de Tech Lead, é essencial implementar esse ciclo. E não só isso: é fundamental criar uma cultura de feedback na equipe, o que reduz fricções e fornece diversos dados para você também, Tech Lead. Com isso, reduzimos fricções e aportamos mais qualidade às entregas.
O que são as métricas DORA? As métricas DORA são quatro pontos essenciais que definem a qualidade e o alto desempenho de equipes de tecnologia.
A primeira é o Lead Time (tempo de ciclo), que cria uma métrica do ciclo completo, desde o início até a entrega desse produto, tarefa ou ticket (item de trabalho). Assim, podemos criar uma tabela e um fluxo dinâmico de cada função que a equipe desempenha e teremos uma ideia aproximada de em quanto tempo a equipe pode entregar com qualidade. Também começamos a avaliar de forma singular e individual — e não se trata de microgestão. Isso está orientado à parte técnica, permitindo avaliar individualmente como a equipe está rendendo no desenvolvimento técnico.
Também temos o MTTR (Mean Time to Recovery, tempo médio de recuperação), que mede a velocidade de recuperação após incidentes, war rooms (salas de crise), grandes bugs (defeitos) e outros problemas no sistema. Podemos medir quanto tempo a equipe levou para se recuperar daquele problema, daquele momento em que o sistema caiu e voltou a operar. Assim, já podemos prever erros futuros e como vamos evitar que isso ocorra.
Também temos o Deploy Frequency (frequência de deploys), que é a regularidade de deploys (publicações). Equipes de elite realizam vários por dia.
Temos vários exemplos de grandes empresas de tecnologia e de produtos tecnológicos que realizam ciclos extensos de implantação, e passamos a ver como isso é importante para a escalabilidade do nosso produto. O Change Failure Rate (taxa de mudanças com falha) é o percentual de mudanças que causam falhas, seja no código, nos testes ou em uma automação. Isso nos fornece um indicador de qualidade.
Como vamos usar essas métricas de forma estratégica, de acordo com as necessidades do nosso time? Não se trata apenas de adotar um framework (estrutura de trabalho) ou escolher uma arquitetura. Não é porque “o mercado faz isso” que vamos implementar no nosso time. Em primeiro lugar, precisamos adotar um pensamento analítico sobre por que escolhemos tal métrica ou tal framework (estrutura de trabalho) e qual é a necessidade de implementá-lo no nosso time.
O objetivo dessas métricas, especialmente as de DORA (métricas de DevOps), não é vigiar o time. Como mencionamos anteriormente: essas implementações não servem para microgestão. Não é para ficarmos em cima da pessoa desenvolvedora ou das pessoas colaboradoras. Elas servem para diagnosticar gargalos, obter previsibilidade no longo prazo e, sobretudo, orientar melhorias sistêmicas e entregas de qualidade.
Por quê? O diagnóstico, a implementação e, principalmente, o rollback (reversão) que obtemos disso — o retorno e os relatórios que levamos tanto ao nosso time quanto a outras pessoas que consomem esses dados — servem para identificar pontos de atrito e, além disso, criar um pipeline (esteira) de entrega e de qualidade. A evolução também ocorre: orientamos nosso time com base em dados e, sobretudo, em relatórios técnicos do que está sendo implementado. Reforçando: não se trata de microgestão, uma visão associada a concepções antigas de liderança. O foco está em decisões estratégicas que farão diferença na qualidade do nosso time.
O que é, então, engenharia de plataforma? Engenharia de plataforma consiste em criar um fluxo organizado que trata os times internos de produto como pessoas consumidoras. Com isso, oferecemos ferramentas, ambientes e pipelines (esteiras) prontos para uso. Um exemplo de empresa que faz isso muito bem é a Nubank.
Quais são os benefícios de incorporar a função de platform engineer (pessoa engenheira de plataforma) ao nosso time? Reduzimos a carga cognitiva do time de produto, pois essas pessoas passam a ser consumidoras daquela informação e daquela usabilidade. Trazemos padronização em escala, criamos um fluxo linear e, além disso, damos autonomia às pessoas que consomem o trabalho de platform engineer (pessoa engenheira de plataforma).
Um exemplo prático: é fundamental definirmos métricas continuamente. Diante de uma implantação lenta, realizamos o diagnóstico, identificamos a causa raiz e criamos uma solução. Por quê? As métricas revelam frequências. Elas revelam dados que precisaremos tratar com uma carga cognitiva adequada, o que é o papel principal de uma pessoa tech lead (pessoa líder técnica): conduzir essa análise de forma completo, desenhar um pipeline (esteira) complexo e desenvolvê-lo com o nosso time de maneira integrada. Além disso, a solução pode simplificar etapas e, sobretudo, entregar um resultado com qualidade.
O curso Tech Lead: práticas estratégicas de gestão e engenharia possui 99 minutos de vídeos, em um total de 42 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Liderança em Inovação & Gestão, ou leia nossos artigos de Inovação & Gestão.
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