Primeiras aulas do curso Identidade Visual parte 1: Do Briefing a um logo em vetor no Illustrator

Identidade Visual parte 1: Do Briefing a um logo em vetor no Illustrator

Levantando Questões sobre o Cliente - Introdução

Olá, pessoal! Bem-vindo ao curso de identidade visual. Nesta primeira parte do curso, focaremos em logos como os exibidos na imagem abaixo, bastante relevantes no Design Gráfico:

logos

Nós aprenderemos a criar um logo a partir do projeto pedido pelo cliente. O nome do cliente é Bytebank, trata-se de uma empresa cartão 100%virtual, para compras online. Nós aprenderemos a partir da primeira comunicação com o cliente, fazendo uma pesquisa para entender melhor o que faremos. Depois, mostraremos uma entrevista com o cliente, como podemos levantar os dados - uma parte importante do trabalho -, como conseguimos mais informações sobre o mercado no qual ele está inserido. Descobriremos quais são os concorrentes, parceiros, apresentaremos um exercício para nos sintonizarmos com o público. Faremos vários esboços, com várias alternativas para o logo.

Também escolheremos algumas das alternativas geradas e identificaremos quais consideramos ter mais a ver com o projeto. Refinaremos os logos, estudaremos sobre proporções, grades de composição (grid), veremos qual é a melhor distribuição geográfica e a tipografia para o nome da empresa. A partir disso, chegaremos na opção que apresentaremos para o cliente. Mostraremos a melhor maneira de fazer a apresentação, demonstrando como isso é feito na prática - naturalmente, esta parte do curso não será explicada com profundidade.

Nós mostraremos os passos para chegar até o seguinte logo:

bytebank

Este será o logo final do Bytebank, mas ele é o que chamamos de logo dinâmico, por ter a possibilidade de assumir várias formas.

logo dinamico

Este é o tipo de logo adotado por empresas como a Oi, MIT Media Lab, e outros cases que iremos analisar.

opcoes de logo dinamico do bytebank

aplicação logo 1

aplicação logo 2

É uma proposta que tem a ver com o projeto e mostraremos como chegamos até ela. Veja também algumas intervenções que fizemos em fotos, para mostrar como o logo seria trabalhado na realidade.

Neste momento ainda não pensamos em cores, nem em outro elemento visual, isto será trabalhado na parte 2 do curso. Chegaremos até o logo preto-e-branco, analisaremos a estrutura, as proporções e sua construção. É importante que você tenha realizado o curso Illustrator: criação de ilustração vetorial anteriormente, com o qual você aprenderá o básico sobre vetorização.

Neste curso trabalharemos muito com vetores, então uma bagagem mínima para avançarmos aqui é importante. Iremos relembrar algumas coisas, é necessário se sentir confortável ao lidar com eles. Usaremos também o Photoshop em situações pontuais, mais nos momentos em que formos inserir o logo para a realidade do público. Mostraremos as técnicas utilizadas, que serão bastante simples.

Durante o curso usaremos uma mesa digitalizadora - a minha é da marca Wacom. Ela não é estritamente necessária, pode-se fazer os esboços à mão, com papel e caneta e tirar uma foto, digitalizando depois. No entanto, facilita se você fizer o esboço diretamente no Photoshop, porque o desenho já estará no computador.

Vamos começar?

Levantando Questões sobre o Cliente - Contato com o Cliente

Vamos colocar a mão na massa. Precisamos descobrir quem é o nosso cliente, pois quando desenhamos um logo, estamos representando a identidade da empresa, bem como de que se trata o seu produto e como ele quer se comunicar com o público. Não adianta começarmos a "rabiscar" antes de termos uma boa noção sobre quem é o cliente.

O primeiro passo será analisar o contato por e-mail feito pelo cliente.

contato com o cliente bytebank

No e-mail, ele nos explica que o Bytebank tem apenas um produto, um cartão 100% online para compras nacionais e internacionais pela internet. Por esta análise, soubemos que o cartão será usado exclusivamente online - o que significa que o usuário não irá utilizá-lo na rua -, isto já é um diferencial. O cliente também nos explica que o produto é dirigido para um público de médio poder aquisitivo que não pretende utilizar crédito no dia a dia e ainda não possui cartão, mas tem a necessidade de utilizá-lo. Com isto, ele nos explica a quem o produto se direciona, seus problemas ou desejos. O cliente também espera atingir as pessoas que por algum motivo não têm acesso às compras internacionais, suprindo esta demanda.

O e-mail explica que o foco está na agilidade e segurança das transações e, provavelmente, o usuário não terá uma agência. Ele irá investir no aplicativo ou no site de forma que o cliente consiga resolver seus assuntos sem recorrer à ninguém, sem precisar de atendentes ou uma agência.

Entre os serviços oferecidos, há seguro das transações online, cobrança de extravios e perdas de encomendas - um problemas bastante comum em compras online -, oferecem adesão facilitada, ou seja, devem ter pouca burocracia. Eles querem dar acessibilidade a pessoas de médio poder aquisitivo que não estão conseguindo crédito.

A empresa também afirma prezar pela transparência no câmbio de moedas e oferece adiantamento do pagamento de taxas e impostos inesperados. É outro serviço interessante, porque é possível que exista, por exemplo, cobrança de taxas inesperadas em compras internacionais, transação pode ser feita em uma data cujo o valor do dólar tinha outro preço.

Segundo o e-mail, o Bytebank disponibiliza adiantamento de crédito, ou ao menos uma ajuda em casos de compras de camisas em um site internacional com cobrança de uma taxa imensa. A empresa também oferece parcerias com negócios 100% online. Assim, começamos a ter uma ideia de quem é o cliente.

O Bytebank ainda está se estabelecendo e não começou suas atividades. Eles precisam de um trabalho de criação de marca, que começará pelo logo e seguirá por toda identidade visual. Criar uma marca que atenda o público e represente o Bytebank. Isso já nos dá inspiração.

O próximo passo será pesquisarmos no Google sobre o significado do termo byte e por que foi escolhido para o nome da empresa.

bytes no google

Usaremos um resultado da Wikipedia. Trata-se de uma linguagem binária, na qual 1 byte representa 8 bits.

byte

Cada bit é uma unidade de informação binária, que varia entre 1 e 0. No total, em um byte temos 256 possibilidades de combinações dos dois números. É uma maneira de gerar informação para o computador. Tais informações trouxeram inspiração, então vamos começar a desenhar.

rascunho bytebank

Já fiz vários desenhos e diferentes esboços a partir da primeira leitura do e-mail.

rascunho bytebank 2

Os desenhos ainda estão bem informais, o papel está amassado, mas neste momento isto é irrelevante. Se você tiver um caderno de anotações quadriculado ou folha sem pauta, vai ser bastante útil. Em seguida, abriremos o Photoshop e um novo arquivo (New Document) e selecionaremos a opção "Web Minimum" com as dimensões 1024 x 768. Depois, clicaremos em "Create".

web minimun

Vou utilizar minha mesa digitalizadora, mas se você preferir usar o papel e caneta, não tem problema. Neste momento, nosso objetivo é passar nossas ideias para o papel - aproveite para pensar no máximo de ideia possíveis. Com a ferramenta "brush" (tecla "D") selecionaremos a variação de opacidade e de espessura.

rascunhando no Photoshop 2

Ao pensar em informática, na minha mente, vêm formas quadradas, digitais... A letra "B" se repete, podemos explorar isso.

desenhos do bytebank

Por enquanto estamos fazendo um estudo do logo. Outra opção é criarmos o quadrado com casinhas pintadas e outras não, trabalhando com a ideia de binário, e então usar a tipografia mais redonda, deixando mais próximo do usuário, com uma letra "mais humana", orgânica.

quadrado binario

Podemos seguir trabalhando, desta vez com os números 1 e 0. Não devemos nos preocupar se uma ideia parece ridícula, neste momento não queremos desperdiçar nada.

rascunho com 1 e 0

Por mais que já esteja desenhando, sinto falta de algumas informações. Não analisamos o mercado nem vimos a localização da empresa, não pesquisamos os concorrentes. Precisamos de uma ideia que seja bem contextualizada, ou seja, faltam informações.

Ao pesquisarmos no Google pelo termo Bytebank, será que encontraríamos alguma referência? Caso estivessemos fazendo o redesenho da marca da IBM, por exemplo, certamente encontraríamos muitas informações na internet. Sobre o Bytebank, no entanto, encontramos imagens de discos de armazenamento, a logo de uma empresa homônima:

logo de outro bytebank

É um provedor de internet que oferece domínios. Por enquanto, nosso cliente Bytebank não possui nenhuma atividade. Isto dificulta o processo de coleta de informações. O que podemos fazer em situações deste tipo? Uma solução é nos reunirmos com o cliente e conversarmos. Enviaremos um e-mail para o contato que nos enviou as primeiras informações, agradecendo os dados já enviados e explicando que precisaremos saber de mais coisas.

Pedimos uma reunião, podemos sugerir um local se o cliente não tiver um bom local para a realização do encontro. Podemos também oferecer nosso próprio local ou alguma opção mais neutra que nos permita discutir as ideias sem tanta formalidade. Marcada a reunião, mais adiante definiremos o que podemos perguntar, e nos prepararemos para o encontro.

Levantando Questões sobre o Cliente - Criando perguntas

Marcamos a reunião com o cliente e temos um lugar ideal para a conversa. Sentimos falta de algumas informações no primeiro contato, tentamos levantar outras pela internet, mas não encontramos nada, afinal o Bytebank ainda não iniciou suas atividades.

A reunião será com um dos sócios da empresa e, nestes casos, podemos chamar mais pessoas, outros funcionários. Se fosse uma empresa grande, poderíamos convidar membros de outros setores para termos outras visões e perspectivas. Eles podem ver outros problemas e possibilidades. No caso, nosso cliente é uma startup com equipe reduzida e uma estrutura enxuta. Provavelmente o sócio vai saber responder tudo o que queremos saber, de um ponto de vista que não deve se diferenciar demais dos outros sócios.

Vamos nos preparar para a reunião, inicialmente definindo o que de fato perguntaremos, para evitarmos de termos um "branco". Para isto, abriremos um novo documento de texto e escreverei algumas opções:

Por que Bytebank?

Como você imagina o logo do Bytebank?

Quais são seus logos preferidos? Qual a sua cor favorita?

Como você imagina o Bytebank se desenvolvendo?

Quem são os sócios?

Quando o produto será lançado no mercado?

Quantos são os funcionários?

Temos um esboço inicial das perguntas. Será que elas estão dispersas? Se apresentarmos as perguntas desta forma, simplesmente em formato de questionário, perguntando sobre sua cor favorita, será que é um questionamento relevante? Pode ser interessante buscarmos dados sobre a cor apropriada para a representação da empresa, buscando uma abordagem diferente. Ao tentarmos agradar este sócio, podemos acabar nos perdendo. Temos que tentar captar a essência do negócio e, às vezes, se perguntarmos quais são os logos preferidos, podemos nos não ter nenhum avanço.

A pergunta sobre como o cliente imagina que a empresa se desenvolverá pode ser considerada bastante ampla. Será que não existe outra forma de trabalharmos essas perguntas? Precisamos de um "fio condutor".

Para nos prepararmos melhor para a reunião, estudaremos sobre como elaborar as perguntas e fazer com que elas funcionem. Veremos isso a seguir.

Sobre o curso Identidade Visual parte 1: Do Briefing a um logo em vetor no Illustrator

O curso Identidade Visual parte 1: Do Briefing a um logo em vetor no Illustrator possui 319 minutos de vídeos, em um total de 65 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Design Gráfico em Design & UX, ou leia nossos artigos de Design & UX.

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