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Prompt Engineering: criando prompts seguros para segurança da informação

Prompt engineering para segurança da informação - Apresentação

Apresentando o curso e o escopo

Bom dia, boa tarde, boa noite, pessoal, independentemente do horário em que vocês estiverem assistindo a este vídeo. Eu me chamo Michelle Araujo Mesquita, sou instrutora da Alura, e vou dar seguimento ao curso de Prompt Engineering: criar prompts seguros para segurança da informação (segurança da informação) voltado para Inteligência Artificial.

Neste curso, nosso escopo será:

Estamos na apresentação do curso neste momento. Nós vamos utilizar os modelos de linguagem com uma comunicação assertiva. Vamos abordar instruções genéricas e específicas, discutir por que, em muitos casos, os resultados podem ser medianos durante a execução, e trabalhar a engenharia de prompt (Prompt Engineering) baseada na qualidade. Nós vamos explicar a importância de uma instrução bem estruturada em contraste com uma mal estruturada, bem como suas consequências, com foco total em segurança da informação. Exploraremos fortemente essa parte de segurança; pessoas de cursos de segurança cibernética, ou de outras áreas com interesse em aprender mais sobre o uso da IA e segurança da informação, também serão contempladas.

No primeiro slide (apresentação), nós vamos explicar como os modelos de linguagem fazem a leitura das instruções. E o primeiro tópico a nos questionar é: por que o mesmo pedido gera resultados diferentes?

A IA é um sistema probabilístico; trabalha com probabilidades. Se formos vagas ou excessivamente genéricas, abrimos uma janela de contexto para a IA gerar múltiplas soluções. Em outras palavras, abrimos espaço para ela “pensar”. Pensemos como em um cérebro humano: se dissermos “execute tal tarefa” de forma genérica, surgem diversas maneiras possíveis de executar. Por exemplo, ao solicitar “escreva seu nome”, é possível fazê-lo com lápis, caneta, pena e tinta, entre outras formas. Com a IA funciona de maneira semelhante.

Também vamos apresentar os elementos de uma instrução eficaz. Estudaremos a janela de contexto, a especificação clara do objetivo, as funcionalidades, e o que a IA pode ou não pode fazer dentro do escopo de execução. Isso nos levará a um melhor formato ao ajustar o contexto, a estrutura e as restrições. Há um momento apropriado para realizar cada ajuste: nem sempre alteramos o contexto, nem sempre aplicamos o mesmo formato, e nem sempre impomos restrições o tempo todo. Há estudos indicando que, quanto mais negações impomos à IA, pior tende a ser a qualidade de execução da instrução. Precisamos, portanto, de equilíbrio: quando aplicar cada forma e como empregar esse conhecimento.

Além disso, vamos apresentar os erros mais comuns de pessoas iniciantes em engenharia de prompt e no uso prático da IA.

Explicando por que resultados variam

Por que instruções diferentes geram resultados diferentes? Não é mágica; é matemática. A IA não pensa como uma mente humana. Ela identifica padrões — padrões de execução. Suponhamos que, na sua janela de contexto, repetidamente realizamos um deploy (implantação) da mesma forma. Esse padrão de execução será identificado pelo modelo. Se quisermos que ele identifique outro padrão, é possível especificá-lo, e existem maneiras eficientes de fazer isso.

Instruções ambíguas forçam o modelo a “adivinhar”. Se trouxermos muita ambiguidade no enunciado, induziremos o modelo a decidir por conta própria como executar. Instruções específicas reduzem interpretações equivocadas. Por exemplo: ao solicitar a edição de um vídeo com cortes nos minutos 2, 3 e 4, precisamos especificar exatamente que os cortes são nesses minutos. Caso peçamos “três cortes ao longo do vídeo” sem dizer onde, e não definamos se há ou não transições, abrimos espaço para interpretações que podem se afastar do objetivo.

O mesmo pedido, três versões:

Apresentando a anatomia de uma instrução eficaz

Qual é a anatomia de uma instrução eficaz?

Comecemos pelos elementos essenciais de um bom prompt (instrução) para estruturar o trabalho com IA.

Contextualizando o que e quanto colocar

Contexto — o que colocar e quanto colocar

Selecionando e omitindo informações do contexto

O que colocar e o que omitir no contexto

Ajustando parâmetros de geração

Parâmetros de geração

Há uma limitação de candidatos por probabilidade acumulada. De forma simplificada, é como se fosse um usuário por vez, uma janela por vez; essa é a maneira como a IA opera no seu back-end (camada de serviços).

Evitando erros comuns

Os cinco erros mais comuns são:

Esses são os cinco tópicos mais importantes que recomendamos internalizar.

Praticando em laboratório e autoavaliando

Deixaremos um laboratório para reescrever algumas instruções (prompts (instruções)). Esse laboratório estará no material abaixo para que possam realizar. Em caso de dúvidas, voltem à aula, pois o material estará todo bem explicado.

Realizem uma avaliação e recapitulação pessoal. Façam uma autoavaliação:

Eu aguardo vocês na segunda aula, para a nossa próxima aula do curso. Um abraço.

Técnicas fundamentais de prompting - Técnicas de prompt

Apresentando técnicas fundamentais de prompting

Aula 2 — Técnicas fundamentais de prompting

Hoje vamos aprofundar técnicas fundamentais de prompting. Vamos implementar cinco técnicas de prompting, identificar essas técnicas e como combiná-las. No contexto de IA, conseguimos combinar algumas técnicas que melhoram o resultado do uso da IA.

Apresentando zero-shot prompting

Vamos para a primeira técnica: Zero-Shot Prompting (Sem Exemplos). O que isso significa? Pedir algo sem exemplos; o modelo utiliza apenas o que aprendeu durante seu treinamento.

Para entendermos melhor, consideramos dois aspectos:

A próxima técnica envolverá um pouco desse exemplo, e ficará claro o porquê.

Vamos ao cenário: um achado de pentest (teste de intrusão) — o upload (envio) de um arquivo .php sem validação. É a única informação que queremos: encontramos um arquivo em um pentest e estamos fazendo o upload daquele arquivo. O nosso prompt (instrução) deve classificar a severidade como crítico, alto, médio, baixo ou informativo. Somente isso: o modelo fará uma breve análise e identificará a severidade de acordo com parâmetros de risco. Isso nos leva à próxima técnica.

Apresentando few-shot prompting

Vamos passar para o próximo slide para entendermos: Few-Shot Prompting (Poucos Exemplos). Começamos a oferecer alguns exemplos antes da entrada e também da saída da tarefa real. Podemos inserir exemplos ao longo de toda a interação: no primeiro prompt (instrução), durante a conversa ou após uma saída inesperada. Assim, passamos a calibrar a IA e alinhar a nossa janela de contexto.

Como é a estrutura do prompt (instrução)? Alerta, classificação e justificativa. O que queremos dizer com isso? É importante que o modelo reconheça a estrutura e os exemplos que estão na janela de contexto.

Percebemos como funciona essa estruturação de contexto mais claro. Fornecemos de dois a cinco exemplos para que o modelo apresente uma resposta mais equilibrada.

Boas práticas com Few-Shot Prompting (Poucos Exemplos):

Aplicando chain of thought

Agora, a próxima técnica: Chain of Thoughts (Cadeia de Raciocínio). Vamos pedir ao modelo que pense passo a passo antes de responder. Isso força um raciocínio em vez de um chute.

O que queremos dizer com isso? A IA não pensa da forma humana; não tem sentimentos. Contudo, temos maneiras de ativar um raciocínio estruturado. Ao solicitar passos, pedir reformulação do contexto e validação da resposta, geramos uma “janela de pensamento”. Sem essa técnica, tendemos a obter respostas excessivamente diretas: o básico é muito direto, a saída é muito direta, e acabamos sem contexto gerado por trás, sem a devida atenção ao detalhamento da resposta.

Com essa técnica aplicada, orientamos o modelo a explicitar:

Podemos utilizar essas instruções explicitamente para levar a IA a raciocinar com mais contexto.

Quando usar:

Quando não usar:

Atribuindo papéis ao modelo

Vamos trabalhar com uma formulação mais simples e genérica: estamos falando de Role Prompting (atribuição de papel). Atribuímos um papel ao modelo para mudar o estilo, a profundidade e o foco da resposta. Pode surgir a pergunta: “O que é isso? O que queremos dizer com isso? Está confuso? Estamos misturando engenharia de contexto com engenharia de prompt (instrução)?” O ponto central é: o mesmo pedido pode ser feito com papéis diferentes, e isso altera significativamente a resposta.

Vamos analisar com calma três variações do mesmo pedido:

Estamos pedindo essencialmente a mesma coisa, porém definindo formas diferentes de solicitar. Com frequência, isso evidencia níveis de senioridade — alguém júnior, pleno ou sênior — e também ajuda a identificar a janela de contexto e quem está utilizando a IA.

Componentes de um bom Role Prompting

Atenção: Role Prompting (atribuição de papel) não é jailbreak (burlar restrições). Devemos evitar papéis antiéticos. Não se trata de “quebrar as restrições”. É fundamental ter cuidado: o mau uso da IA pode trazer consequências.

Apresentando o encadeamento de prompts

Próximo tópico: Prompt Chaining

Trata-se de quebrar uma tarefa complexa em prompts menores encadeados, em que a saída de um é a entrada do próximo. Se a tarefa for muito extensa, podemos dividi-la em etapas. Isso é muito presente em cenários de multi-agent (multiagentes). Por exemplo, em um mesmo ecossistema, podemos ter:

Tudo faz parte do mesmo ecossistema, mas está dividido em cadeias e em espaços distintos de execução. Essa é a lógica: separamos o prompt em janelas diferentes, o que torna o processo mais assertivo.

Essa abordagem costuma se basear em agentes ou em workflows (fluxos de trabalho) reais. Ao produzir saídas intermediárias e inspecionáveis, conseguimos prever determinados riscos. Com foco único por etapa, delimitamos cada fase com um objetivo claro, o que impede a IA de criar novas janelas de pensamento fora do escopo. Erros não comprometem o todo e também não contaminam as próximas etapas. Havíamos esquecido de mencionar “contaminam”, mas o ponto é manter o isolamento entre janelas de contexto (1, 2, 3) para evitar propagação de falhas. Dessa forma, a própria execução pode conter uma janela de auditoria.

Exemplos incluem extração, enriquecimento, classificação e comunicação. Em vez de um único prompt, podemos quebrar em quatro etapas:

A tendência é obter resultados mais previsíveis e alinhados às expectativas.

Combinando técnicas

Podemos combinar essas estratégias: começar o prompt com Role Prompting (atribuição de papel), intermediar com Few-Shot (poucos exemplos) e finalizar com Prompt Chaining (encadeamento de prompts). Isso não garante o “prompt perfeito”, mas costuma elevar bastante a qualidade do prompt e da resposta.

Propondo atividades de laboratório

Laboratório e exercícios

O laboratório agora ficará responsável por cenários de escolha e alguns exercícios. Queremos provocar em você a prática de construir prompts e executar essas janelas:

Por que 5 versões? Quanto mais praticamos, mais entendemos e começamos a arquitetar, em nosso pensamento, como a IA funciona dentro de janelas de contexto, além de observarmos novos contextos sendo gerados.

Eu aguardo vocês na próxima aula para fazermos os próximos passos. Um abraço para vocês.

Prompt engineering para Blue Team e SOC - Prompts para Blue Team

Contextualizando a aula de segurança e operações

Seguindo para a nossa Aula 3 de prompt (instrução), hoje vamos abordar uma parte específica voltada para segurança da informação. Vamos trabalhar com o tópico Blue Team (equipe azul) e SOC (Centro de Operações de Segurança). A nomenclatura pode variar; neste curso, costumamos utilizar SOC por hábito.

Dentro do contexto desta aula, vamos trazer pontos muito importantes, com atenção especial a um deles, mesmo que o apresentemos por último. Vamos utilizar as técnicas da Aula 2 e da Aula 3, pois seguimos uma linha encadeada. Temos percebido que, ao longo do curso, retomamos continuamente as mesmas informações.

Para iniciar, vamos definir o primeiro escopo da aula, entendendo como funciona e como vamos trazer eficácia para nossos prompts (instruções).

Estruturando prompts para análise e triagem

Análise de logs

Modelos de prompt e aplicação do conteúdo da Aula 2

Correlação de fontes

Triagem de alertas

Construindo playbooks de resposta a incidentes

Playbooks de resposta a incidentes

Exemplo de como gerar um playbook (manual de procedimentos) do zero a partir da criação de um prompt (instrução).

No topo do prompt, colocamos a nossa persona (perfil). Neste caso, definimos uma liderança técnica de CSIRT e Red Team, indicando uma senioridade mais alta e deixando claro o papel técnico.

Cenário: DNS (Domain Name System), tunneling (túnel de rede) e exfiltração.

Ambiente: um SaaS (software como serviço) B2B e B2C, com 200 pessoas colaboradoras, em nuvem AWS (Amazon Web Services) e ambiente local, seja onde for.

Estrutura: se já houver um padrão documentado de toda a estrutura (obviamente sem dados sensíveis), isso fornece um ótimo contexto. Devemos dividir por:

Esse encadeamento de etapas torna o prompt muito mais assertivo dentro desse segmento.

Revisando e auditando playbooks

Revisão: aplicamos a mesma lógica, trazendo um nível de ambiguidade mais limitado. Ao longo do tempo, vamos afunilar as informações para evitar a introdução de novos contextos desnecessários, a depender do tema.

Nossa persona nesta etapa é uma pessoa auditora de segurança e operações. Aqui não definimos o escopo de senioridade, mas especificamos claramente as responsabilidades técnicas.

Itens de revisão:

Estruturando relatórios de incidentes

Geração de relatórios de incidentes: sugerimos uma estrutura obrigatória:

Regras do template (modelo):

Pesquisa e contextualização:

Apresentando o próximo laboratório

Próximo laboratório: Agora vamos apresentar o próximo laboratório. Vamos solicitar que vocês desenvolvam um workflow (fluxo de trabalho) de triagem simplificado com LLM (Large Language Model). Vamos aplicar todos os escopos apresentados na aula de hoje e aprofundar um pouco mais o tema.

Eu aguardo vocês na próxima aula. Um abraço.

Sobre o curso Prompt Engineering: criando prompts seguros para segurança da informação

O curso Prompt Engineering: criando prompts seguros para segurança da informação possui 69 minutos de vídeos, em um total de 30 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de IA para segurança em Cibersegurança, ou leia nossos artigos de Cibersegurança.

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